Ex-delegado do DOPS abre o jogo e denuncia os crimes da ditadura civil-militar

E se uma Comissão da Verdade fosse criada em Itajaí e região para pesquisar, investigar o que realmente aconteceu com o ex-prefeito de Balneário Camboriú, Higino Pio, morto nas dependências da Escola Naval de Florianópolis?

E de casos que tomei conhecimento recentemente, como o do pai de uma amiga, que faleceu no Rio de Janeiro, sendo que na certidão de óbito consta de forma suspeita como “afogamento”.

Neste caso, porém, o que causou estranheza a família, foi o fato de que não queriam que os familiares abrissem o caixão funerário e muito mais tarde, já no fim do regime militar, verificou-se que o médico legista que assinara o atestado de óbito, figura na lista da Comissão “Tortura Nunca Mais”, como um dos legistas colaboradores da ditadura civil-militar…

Que a verdade emerja das profundezas de nossa memória histórica ceifada pelo silêncio que nos foi imposto nas últimas décadas, e que os criminosos torturadores  do regime militar, sejam punidos legalmente na  proporção de seus crimes e que os apoiadores que se beneficiaram da ditadura, sejam formalmente execrados e seus nomes marcados na história como colaboracionistas e beneficiários de um regime  criminoso.

DO IG

Ex-delegado do DOPS está disposto a confirmar à Comissão da Verdade assassinatos, atentados a bomba e incinerações de cadáveres durante a ditadura

O ex-delegado do DOPS (Departamento de Operações Políticas e Sociais) do Espírito Santo Cláudio Guerra resolveu se esconder, a fim de evitar retaliações por suas revelações no livro “Memórias de uma guerra suja”, que, conforme antecipou ontem o iG, acaba de ser publicado pela editora Topbooks.

Em depoimento aos jornalistas Rogério Medeiros e Marcelo Netto, o ex-delegado contou detalhes de sua participação em vários crimes durante a ditadura militar. Incluindo o atentado contra o Riocentro, o assassinato de Alexandre Von Baugarten e incinerações e mortes de adversários do regime militar, bem como o nome de seus comparsas e dos mandantes dos crimes.

Em entrevista ao Poder Online, um dos autores do livro, Rogério Medeiros, diz que Cláudio Guerra está pronto para reaparecer, assim que for convocado a prestrar depoimento à Comissão da Verdade.

Aqui, Rogério fala como convenceu o ex-delegado a confessar seus crimes e da checagem dos dados publicados:

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