Colombo:posse, discurso e prática

Segue a abaixo a coluna do jornalista Fernando Alécio de hoje,03/01/11, publicada no Diarinho sempre às segundas, quartas e sextas-feiras.

Fernando começou o ano com o pé direito.

Leiam.

 

DO DIARINHO / COLUNA DO ALÉCIO

LULOU

LULOU

“Em um país com a complexidade do nosso, é preciso sempre querer mais, descobrir mais, inovar nos caminhos e buscar novas soluções”, disse Dilma ao tomar posse “Somente com avanço na qualidade de ensino poderemos formar jovens preparados, de fato, para nos conduzir à sociedade da tecnologia e do conhecimento”, Dilma Rousseff (PT), presidente da República, em seu discurso de posse .

Um trecho do discurso do governador Raimundo Colombo (DEM), sábado, na cerimônia de posse na Assembleia Legislativa, permite supor que ele pretende se inspirar no modelo de governo do ex-presidente Lula (PT). “O governo, o Estado brasileiro, tem o compromisso de governar prioritariamente para os mais pobres. É para eles que deve estar todo o foco do nosso trabalho”.

BALELA?

Espera-se que o tom esquerdista do discurso do novo governador catarinense não seja mera balela, de boca para fora. Afinal, o grupo político a que ele pertence governou o Brasil de abril de 1964 a dezembro de 2002, em sucessivos governos caracterizados pela injustiça social e pelo agravamento do abismo entre pobres e ricos. Governos, enfim, marcados pelo desprezo aos mais pobres.

INCOERÊNCIA

Pergunta-se: se Raimundo Colombo acredita sinceramente que tem o dever de governar prioritariamente para os mais pobres e que é para os mais pobres que deve estar focado todo o trabalho de um governante, como ele declarou na tribuna da Assembleia Legislativa, então por que apoiou José Serra (PSDB) na campanha presidencial? Uma incoerência, no mínimo.

EDUCAÇÃO

Um desafio do governo Colombo é melhorar a qualidade da educação na rede estadual. O governo Luiz Henrique (PMDB) reformou escolas, mas entrou na Justiça contra o piso nacional dos professores e tentou jogar o ensino fundamental nas costas dos municípios. Paulo Bauer (PSDB) não plantou as bases para o futuro da educação em Santa Catarina. Marco Tebaldi (PSDB) o fará?

BONS TERMOS

 Embora não tenha conseguido levar a administração estadual em bons termos, o ex-governador Paulo Afonso (PMDB) não deseja o mesmo ao novo governador. “Colombo é um homem preparado, competente e conciliador, que tem tudo para levar a administração estadual em bons termos”, comentou o peemedebista, que governou Santa Catarina de 1995 a 1998 e não se reelegeu.

EXPERIÊNCIA

Jorge Bornhausen, por sua vez, aposta na experiência administrativa de Colombo, que foi prefeito de Lages por três vezes, além de presidente da Celesc. “Pelo conhecimento que possui do estado e da administração pública, Colombo terá certamente uma gestão muito favorável ao estado em todos os setores”, avaliou o ex-governador biônico e ex-senador da República eleito.

VOLNEI

O ex-prefeito de Itajaí e deputado estadual eleito, Volnei Morastoni (PT), foi um dos poucos petistas que prestigiaram a investidura de Raimundo Colombo no cargo de governador de Santa Catarina – e até sentou ao lado do deputado federal Paulo Bornhausen (DEM). Além de Morastoni, outro petista visto na cerimônia foi o deputado estadual reeleito Jailson Lima.

PROUNI

Em seu discurso de posse, no Congresso Nacional, a presidente Dilma Rousseff (PT) anunciou que vai “estender a vitoriosa experiência do Prouni para o ensino médio profissionalizante, acelerando a oferta de milhares de vagas”. Fica a dúvida: será que o DEM vai entrar novamente com ações judiciais para combater esta medida, assim como fez para acabar com o Prouni do ensino superior?

PROFESSORES

Os professores também foram citados no discurso de Dilma. “Só existirá ensino de qualidade se o professor e a professora forem tratados como as verdadeiras autoridades da educação, com formação continuada, remuneração adequada e sólido compromisso com a educação das crianças e jovens”, declarou a presidente. Que estas palavras não fiquem apenas no vazio dos discursos.

CONTINENTAL

“O desenvolvimento regional é outro imperativo de um país continental, sustentando a vibrante economia do Nordeste, preservando e respeitando a biodiversidade da Amazônia no Norte, dando condições à extraordinária produção agrícola do Centro-Oeste, a força industrial do Sudeste e a pujança e o espírito de pioneirismo do Sul”, destacou Dilma em outro trecho.

LEITURA MENTAL

Um comentarista da TV Bandeirantes disse que Hugo Chávez, quando cumprimentava Dilma, estaria pensando com seus botões: “Não entendo por que Lula teve de passar a faixa a ela”. Este colunista arrisca adivinhar o que Hilary Clinton pensou com seus botões: “Não entendo por que não patrocinamos outro golpe como fizemos aqui em 1964 e como tentamos em 2002 na Venezuela”.

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