“Pout porri” de tropeçadas

DO CORREIO POPULAR / COLUNA DO GERD KLOTZ

Tá fora

O vereador Oswaldo Gern (PP) ao assumir a secretaria da Fazenda, se colocou à margem do processo eleitoral deste ano. Gern que já fora líder do governo Jandir e que preside o diretório progressista local, desde o início de seu mandato se declarava pré-candidato a deputado estadual.

Foi “esquecido”

Seu afastamento do páreo ficou evidenciado quando da última visita da deputada Ângela Amim (PP) à Câmara de Vereadores onde concedeu entrevista coletiva no gabinete da vereadora Suzi Bellini. Oswaldo não compareceu deixando a entender que sequer fora convidado para o encontro com a líder nas pesquisas a corrida ao governo do estado.

Uma pedra no caminho

Abriu-se assim uma avenida para as pretensões da parlamentar irmã do prefeito, que leva no nome a marca eleitoralmente bem sucedida do mesmo. Os acordos de Jandir e os projetos esboçados para a futura eleição municipal, se transformaram em barreiras e pedras no caminho de Suzi. Entrevistada por este colunista no “Primeiro Jornal” na Conceição 105.9 fm, na última quarta-feira, a vereadora não conseguiu disfarçar que está fora do páreo na corrida eleitoral deste ano.

Bons cabritos?

Tudo leva a crer que Bellini fechou com sua vice Dalva Rhenius (DEM) na corrida a uma cadeira na Assembléia Legislativa. Como já havia decidido apoiar Paulo Bornhausen à Câmara Federal, o prefeito sacramenta uma chapa de demos com seu apoio oficial. Resta saber como reagirão os progressistas locais. Ditado popular diz que “bom cabrito não berra”. A dúvida é se os “cabritos” progressistas vão se esmerar na campanha dos demos como se fossem do mesmo curral.

Aliança histórica

Outra questão que, como diria o Timbuca (Dr. José Eliomar) “se alevanta” diante deste cenário, é se com a ausência de nomes do PP concorrendo por Itajaí nas proporcionais, não faltariam votos preciosos ao menos para eleger mais um deputado da sigla. Há quem veja nesta suposta definição política do prefeito, a sinalização de uma aliança já costurada nos bastidores entre os demos e pepistas estaduais.

Governo fim de baile

O governo que prometia fazer o itajaiense sorrir, desde seu início não consegue se manter ereto, caminhando em ziguezague, como bêbado trôpego após baile de vaneirão. Com freqüência bimestral, o governo protagoniza escândalos ou se mete em situações nebulosas. Foi assim com o “festival de dispensas de licitações”, com 15 empresas criadas a toque de caixa no início do governo, com empresas estilo “gasparzinho”  (o fantasminha camarada),algumas exalando odor cítrico vencido…

Enterrando sentimentos

Depois se seguiu o escândalo das “roupas enterradas” (doadas para as vítimas da enchente de 2008) num arrozal na canhanduba e os R$120 mil para uma empresa dobrar roupas, ou “sentimentos” como chegou a afirmar Suzi Bellini em sessão da Câmara.

Empresa “sortuda”

Logo em seguida, veio ao conhecimento público o caso “J. Moreira’, empresa vencedora de 23 obras, de um lote de 25 da secretaria da saúde. A imprensa revelou que a empresa estava em nome de um ex-funcionário do vereador Douglas Cristino (DEM), e que sua irmã seria a gerente. Tanto o vereador como a secretária da saúde, a vice Dalva Rhenius, são correligionários dos demos. A sindicância aberta na Câmara acabou em pizza servida fria.

Queijos da discórdia

Dá para perder a conta. Eis que 2010 inicia e logo surge no cenário o “imbróglio” do IPTU com valores astronômicos, fazendo Jandir recuar aos valores de 2009 e devolver o dinheiro que já havia sido arrecadado. Ao mesmo tempo se desenhava o escândalo da distribuição dos queijos doados por uma cooperativa do oeste do estado e distribuída sem o menor critério. Resultou na queda da secretaria do desenvolvimento social, Rosane casas, esposa do chefe do ninho tucano municipal, o médico Deodato Casas, pré-candidato a deputado estadual.

Geladeiras voadoras

Ao mesmo tempo, graças à denúncia da presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Foz do Itajaí, Eliane Correa, a “Elianinha”, ficamos sabendo que a distribuição de mil geladeiras doadas pela Celesc para serem entregues a pessoas mais necessitadas que foram atingidas pela enchente de 2008, foram distribuídas como os queijos, sem critério e na mais absoluta irresponsabilidade com o que é público. Transparência zero. Também deu em pizza fria.

Zé machuca o menino

O blog “O menino que não machuca” de tanto contrariar seu título acabou sendo “machucado” por ação penal movida pelo coordenador do Codetran, José Avercino Ferreira, também conhecido como “Zé Bellini” e mais recentemente como ‘Zé da Hillux”, ou “Zé das Multas” e agora também “Zé dos Faróis”.

Ação entre amigos

Ele moveu ação penal contra o dono do blog, Rômulo Mafra, motorista concursado da prefeitura, animador cultural nas horas vagas e astrônomo autodidata. Por conta desta ação onde o “Zé” pede uma indenização por danos morais de R$30 mil reais, Mafra vai se afastar do Blog nas próximas semanas para constituir advogado e se defender. Se a moda pega, a liberdade de expressão vai ficar como uma vaga lembrança e o judiciário ainda mais atulhado de processos.  “Amigos da onça” sugerem ao, por ora, ex-blogueiro, que caso perca a ação na justiça, faça uma “ação entre amigos” com o sorteio de uma Hillux. De brinquedo e devidamente identificada…

Não pagaram a conta

E por falar em ação judicial, quem está sendo processado por “execução por quantia certa contra devedor solvente” a pagar a dívida de acordo com o art. 652, caput, do CPC, é a Empresa Frigovale e seus proprietários, entre eles Jandir Bellini. Segundo o despacho judicial “ não efetuado o pagamento, deverão ser penhorados tantos bens quantos bastem para garantir a dívida, lavrando-se o respectivo auto de penhora (art. 652, § 1º, do CPC)”. A ação é movida pela ADM do Brasil Ltda, uma multinacional do ramo alimentício.

Era calúnia

Com sede em Decatur, Illinois,nos Estados Unidos a ADM é líder mundial na produção de farelo de soja e óleo de milho e tem mais de 28.000 funcionários, mais de 230 plantas de processamento e vendas líquidas para o ano fiscal encerrado em 30 de junho de 2009 de US $ 69 bilhões. Quando na campanha eleitoral se dizia que a empresa do prefeito ia mal das pernas, isso era considerado uma difamação descabida.

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