A defesa civil e o “imbróglio” das geladeiras

Geladeiras voadoras

O major Sérgio Murilo Mello, Diretor da Defesa Civil, convocado pela bancada da situação para prestar esclarecimentos sobre o “imbróglio” da distribuição de mil geladerias doadas pela Celesc,falou muito e disse pouco.

 Não esclareceu de forma convincente sobre os critérios adotados para a distribuição de mil geladeiras doadas pela Celesc.

Declarou que foi utilizado o “cadastramento” realizado pós-enchente, em dezembro de 2008, último mês do governo Volnei.

Em um ano e dois meses de governo, o referido cadastro de pessoas atingidas pela enchente (feito para aquele momento emergencial) não foi atualizado para as novas e atuais necessidades.

Talvez nem coubesse somente à DC esse trabalho, pois é atividade mais relacionada à Assistência Social.

(In) Defesa civil

 

A enchente de 2008 foi transformada por opositores do PT e de Volnei Morastoni, o derrotado prefeito candidato à reeleição, como uma trincheira de luta para feri-lo de morte.

As acusações contra a falta de estrutura da defesa civil do município foram desferidas pelo folclórico Denísio Baixo, apresentador da TV Brasil Esperança, da “famíglia” de “corretores de almas”, os Francelino.

Levantando e monitorando

Tão importante foi considerado o cargo, que o setor foi acomodado oficialmente junto ao gabinete do prefeito Jandir Bellini. Buscou –se um major dos Bombeiros para comandá-lo.

Num primeiro teste após uma ameaça de enchente no segundo semestre do ano passado, ele foi homenageado pelo colunista JC com a alcunha de Major Murilo “levantando e monitorando”, por suas reiteradas repetições dessa frase em entrevista ao canal dos Francelino, que detém uma concessão pública de TV e rádio Educativa.

 

Nem aí

Além de se envolver na trapalhada da entrega das geladeiras o Major Murilo, que se diz apolítico e se define como um técnico, não participou da Conferência Nacional de Defesa Civil e Assistência Humanitária organizada pelo Ministério da Integração Nacional, em Brasília, de 23 a 25 deste mês.

Como Itajaí foi seguramente a cidade mais atingida pela enchente de novembro de 2008, arcando ainda hoje suas conseqüências em relação aos estragos no porto, era de se esperar a participação ativa de sua Defesa Civil.

Foi lá – naquela conferência técnica – que se definiram as estratégias de ação integradas, e é de lá que vem os recursos para o atendimento dos flagelados e para a recuperação das cidades atingidas por tragédias ambientais.

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Um pensamento sobre “A defesa civil e o “imbróglio” das geladeiras

  1. A não participação de Itajaí, com delegados, a Conferência Nacional de Defesa Civil e Assistência Humanitária em Brasília, de 23 a 25 deste mês, (dia 24 o levantando e monitorando estava explicando-se na câmara de vereadores sobre a conturbada e desorganizada distribuição de 1000 geladeiras), pede uma imediata e incontestável mudança na liderança da Defesa Civil de Itajaí.

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