Moradores da Ressacada não querem mais prédios

26 26America/Sao_Paulo março 26America/Sao_Paulo 2011

Leia o que publica o Diarinho de hoje,sobre a preocupação dos moradores do bairro Ressacada, com a possibilidade de o bairro sofrer especulação imobiliária desenfreada.

O que mais chama a atenção,é que os moradores não acreditam, não confiam no governo Jandir Bellini, daí a ação preventiva, com manifestações contrárias a construção de prédios altos.

 

CONTRA PRÉDIOS

Turma da Ressacada abre berreiro hoje

26/03/2011 – 00:00 – Atualizado em 26/03/2011 – 05:35

A comunidade da Ressacada, em Itajaí, estará reunida hoje, a partir das 9h, pra uma manifestação contra a construção de espigões no bairro. Munidos de faixas e cartazes, os moradores prometem deixar a sede do CTG Amigos da Tradição, na rua Abílio do Canto, e devem caminhar pelas ruas pra protestar. O destino é a rótula da Contorno Sul. Além dos moradores, todos os simpatizantes da causa também tão convocados pelos birracentos.
Marília Soares é uma das organizadoras da manifestação. Apesar de não ser moradora da Ressacada, a guria tá cabreira com a possibilidade de serem construídos mais prédios altos no bairro. “Aquela área não deveria abrigar prédios. Isso trará prejuízos ao meio ambiente da Ressacada”, alerta Marília.
O biólogo Marcelo Soares, que é morador da Ressacada desde outubro do ano passado, diz que a manifestação surgiu de uma preocupação por parte da associação de Moradores do bairro. O pessoal teme a construção em série de espigões na região do Jardim das Mansões, onde tem maior concentração de áreas verdes.
Marcelo acha que o fluxo maior de pessoas vai prejudicar o trânsito e o meio ambiente no entorno. Pro biólogo, é impossível estabelecer valores semelhantes aos praticados nos bairros São Judas e Dom Bosco. “Queremos valores específicos para a Ressacada, principalmente por causa das características naturais do bairro”, justificou Soares.
A atual lei de zoneamento, que data de 1989, não estipula valores máximos pra altura dos edifícios na Ressacada. O pedido da comunidade é por padrões de dois pisos pra região do Jardim das Mansões e, no máximo, quatro pavimentos pras outras áreas do bairro. “Nas ruas José Siqueira e Abílio do Canto já existem prédios de 12, 13 andares”, siqueixou Marcelo.
Zoneamentos serão diferentes
O secretário de Urbanismo de Itajaí, Paulo Praun Cunha Neto, afirma que, ao contrário do que pensam os moradores, não tem nenhuma proposta de zoneamento igual pros bairros São Judas, Ressacada e Dom Bosco, que tiveram as discussões sobre as mudanças na lei na mesma reunião, em 1º de março.
Conforme o abobrão(FUNCIONÁRIO PÚBLICO COM CARGO DE CHEFIA, CARGO COMISSIONADO – ), o plano diretor do município dinstingue todas as regiões. “É até bem provável que na Ressacada tenhamos um zoneamento diferenciado”, disse Praun.

Ivo não viu a uva…

24 24America/Sao_Paulo março 24America/Sao_Paulo 2011

Coisa feiosa, Ivo!

Confesso que sei como funciona o jogo. Mas tem coisas que não dá para concordar. Como a história de que o atual presidente da asso­ciação dos barnabés de Itajaí, Ivo Olâmpio, tenha se negado a entre­gar a lista de associados. E, ainda, que Ivo, cargo comissionado do governo JB, só a disponibilize por força judicial. Qui feio!

Jandir Bellini recebe “puxão de orelha” de professora

21 21America/Sao_Paulo fevereiro 21America/Sao_Paulo 2011

POR E-MAIL

 

CARTA ABERTA AO PREFEITO JANDIR BELLINI

 

“Me deves respeito,
Pelo menos dinheiro”

Da música Kriptônia de Zé Ramalho

Continuando a carta da Valéria (magra do teatro)…

Utilizando este meio não tão arcaico, mas já ultrapassado na era do email: a carta.

Escrevo aqui esta carta aberta a quem interessar possa; ler uma reflexão que escrevo como professora da rede pública municipal de Itajaí ao prefeito Jandir Beline.

Sou professora de arte numa unidade da rede que trabalha com alunos no contra turno escolar, ali eles estão no período contrário da escola para as oficinas de arte, Ed física/xadrez, “reforço” de português e matemática, almoço, lanche, além de outras atividades… Assim a escola acaba o serviço que os pais começaram, buscando não só o ensino, mas uma educação integral que a família do século 21 não pode mais oferecer. Nós professores somos entusiastas e utópicos por natureza (quem não o é talvez deva repensar na sua vocação), acreditamos na educação até quando atravessamos o deserto mais hostil, mais abandonado. Acreditamos na poesia e no pão, e fazer educação aqui, é esculpir mármore com garfo do um nove nove.

 A disciplina de artes, que escrevo aqui como meu oficio há 23 anos (felizes), nunca foi a mais privilegiada, seguindo os moldes do colonialismo burguês europeu, das academias de Belas Artes: Artes???Tu só fazes isto?Só desenhas? Só pintas? Que vida boa!…(gostaria de desenhar esta cena), ainda que ouvisse na escola, quando o aluno não tinha nota, não porque tirava nota baixa, mas porque não entregava nenhum trabalho, a diretora ironicamente perguntava: Professora, ele não sabe fazer boneco palito????Hoje adquirimos um pouco… Um pouquinho mais de respeito, mas ainda desenhamos com o dedo no ar e imaginamos figuras nas nuvens em céu de brigadeiro, porque o meio que são os materiais não chegam à escola. Chegam alunos que sabem chamar o professor de Sôra ou de vagabunda branquela. (elogio que recebi de uma aluna afro descendente!),alunos com e sem problemas, alunos que querem participar outros que vem para “apavorar”, alunos que vem pela merenda, outros que jogam fora oportunidades da única refeição do dia.

 NÃO HÁ MATERIAL PROFESSORA!

Nossos NECs são depósitos de crianças e adolescentes ávidos de conhecer, precisam de tecnologia e de acesso aos códigos eruditos, precisam “saber da piscina, da margarina da gasolina…” (Caetano Veloso). Mas os meios para chegar ao ensino passa pela qualificação de professores, pela motivação, por condições de trabalho aos professores, que pagam para não ter lápis grafite ou tesouras. O que se faz com uma turma de trinta alunos, quando se tem dez tesouras e cinco lápis grafite? Quinze trabalham e os outros????A disciplina passa por ai, mas quem liga para disciplina ou para a ética…

Resta-nos contar história, da arte. (que não é nada mal) mas não é o essencial, artes plásticas têm na sua essência a manipulação de materiais, alterarem sua química, sua física, sua plasticidade e assim expressar-se, comunicar.

Então tento explicar aos meus alunos, que PAGUEI este material, entre tantos ISS, INSS, ICMS, IPTU, até naqueles chicletes de sessenta centavos tem um lápis embutido que eu não pude ceder ao meu aluno (jamais dar, tem que devolver!), porque eu não o tinha!Meus direitos e dos meus alunos, de seus familiares e de muitos profissionais da educação, são as sombras da caverna de Platão, que a verdade não é real. Alias as escolas se tornaram cavernas de tão ultrapassadas, esta na hora de rever muitos conceitos no ensino público e parar com essa demagogia imbecil e burra. Portanto Senhor Prefeito, deves respeito, pelo menos dinheiro a todos que acreditaram em você, a mim não deves nada, pois continuo esperando o material e a consciência política na minha escola utópica no limite entre a miséria e civilização. Onde o mundo se esqueceu dele mesmo.

Em tempo, nas minhas escolhas profissionais, sou de forma “filiada” a duas pastas do seu secretariado que hoje estão mais depredadas, a cultura e a educação, não desmerecendo as outras, considero as mais importantes além destas, a saúde, mas fique tranqüilo… Tenho plano de saúde, assim como muitos amigos de trabalho, que deixam de comprar livros para pagar o plano de saúde.

Tenho escrito.

 

Prof°. Ma. Silvana Maria da Rocha

Artista Plástica e Professora de arte

 

O “sujeito” que é a imagem “escrita e escarrada” do governo Jandir Bellini

6 06America/Sao_Paulo fevereiro 06America/Sao_Paulo 2011

Aos poucos, de forma lenta e gradual, mas não menos vechaminosa, o governo do prefeito que se elegeu prometendo fazer o itajaiense sorrir,se revela, se desnuda, aos olhos de quem tem olhos para ver.

Desde os primeiros dias do governo, quando mais de uma dezena de “empreiteiras” de amigos foram contempladas com obras por dispensa de licitação, escoradas em decreto de calamidade pública, motivado pela enchente de final de 2008, é que se pôde ver claramente a que veio Jandir e sua tropa…

Após muitos escândalos a se perder a contagem, tem mais esse aí abaixo exposto pelo jovem e combativo vereador Níkolas Reis, a longo tempo refogado na frigideira de imoralidades em que se transformou o governo do homem que sorri…

DO BLOG DO FERNANDO ALÉCIO

Níkolas Reis: “Esse sujeito está afundando a Codetran”

Ao usar a tribuna da Câmara de Vereadores, na quinta-feira, para falar sobre um funcionário do Codetran recentemente condenado pela Justiça, Níkolas Reis mandou um recado ao diretor do órgão, José Alvercino Ferreira. Zé, abre o olho. Esse sujeito está afundando a Codetran. Esse sujeito é um estelionatário, falsificou um documento público, roubou dinheiro público”.

Quem está dizendo isso não sou eu, é uma condenação da segunda vara criminal de Itajaí”, prosseguiu o vereador, que também questionou a morosidade da sindicância aberta pela prefeitura de Itajaí para investigar as acusações que pesam contra o funcionário. Como um processo administrativo da prefeitura de Itajaí pode ser mais demorado que um processo judicial?

Para ouvir a fala do vereador, clique aqui.

 

Dois momentos do (des) governo Jandir Bellini…

4 04America/Sao_Paulo fevereiro 04America/Sao_Paulo 2011

DO DIARINHO

PEGA A FOICE

Criançada de creche do bairro Cordeiros brinca todos os dias no meio do mato alto

 

04/02/2011 – 00:00 – Atualizado em 04/02/2011 – 05:18

Tem pai que está com medo de mandar seus pequerruchos pra creche municipal Neusa Reis Cesário Pereira, que fica na região do brejo, no bairro Cordeiros, em Itajaí. É o que o pátio da escolinha não foi roçado este ano e o mato tomou conta do lugar. Graças ao relaxamento, a criançada é obrigada a brincar no meio do capim alto.
O reclamo foi feito ao DIARINHO pelo pedreiro Carlos Renato Amaral, 40 anos, e pelo artista plástico Jailton Francisco, 40, que moram ao lado da escolinha. Os vizinhos dizem que há meses o pátio não vê uma roçada e isso tem feito com que a bicharada se prolifere por lá. “Além do mato, tá cheio de caramujo africano e aranhas por lá. É um perigo para as crianças”, debulha Carlos. “Já vi esse muro aí minado de caramujos africanos”, afirma Jailton, apontando pra creche onde um de seus filhos estuda.
Desde 4 de janeiro, a Neusa Reis recebe alunos de várias partes do bairro Cordeiros, o mais populoso da cidade. São aproximadamente 300 pimpolhos que todo santo dia brincam no meio do mato alto no pátio da escolinha.

Secretário desmente diretora
Rosana de Oliveira, 40, diretora da escola, jura de mãozinhas postas que o mato foi cortado no comecinho de janeiro. “Foi roçado bem no início do ano, mas choveu muito e já cresceu”, alega.
A versão da diretora é desmentida pelo secretário José Roberto Provesi, da Educação. O abobrão(FUNCIONÁRIO PÚBLICO COM CARGO DE CHEFIA, CARGO COMISSIONADO – ) admite que a limpeza da creche ainda não foi feita este ano. “Estamos aguardando que a empresa vencedora da licitação assine o contrato, e assim que esta parte for feita daremos início à limpeza do local”, diz.

Já deu caramujo africano
A diretora confirma que já pintou caramujo africano por lá. Mas o problema teria sido resolvido. “Nós dedetizamos todo o terreno no começo do ano”, afirma, mostrando a papelada da empresa que fez o serviço.
Rosana argumenta ainda que a limpeza da escola é difícil, já que a área do terreno da creche é de 12 mil metros quadrados. “Enquanto nas outras unidades o pessoal demora uma manhã para fazer limpeza, aqui é necessário pelo menos dois dias”, sisplica.

Semasa deixa água jorrar na Fazenda

 

Peões da subprefeitura da Fazenda (no detalhe) fizeram caca

04/02/2011 – 00:00 – Atualizado em 04/02/2011 – 08:55

Peãozada da subprefeitura estourou cano e causou desperdício em rua da Fazenda

A aposentada Zilma Paiva Veiga, 53 anos, não consegue entender como o pessoal do serviço Municipal de Água de Saneamento (Semasa) de Itajaí deixou correr, por quase sete horas, um grande volume de água na frente da sua casa, na rua Cecília Brandão, no bairro Fazenda. No meio da tarde de quarta-feira, a peãozada da subprefeitura do bairro cavocava a sua calçada e acabou estourando um cano. Avisado, o Semasa somente apareceu no final da noite.
A água que jorrava na frente da casa de Zilma transformou sua calçada num chafariz. Como a vazão era muito forte, vários moradores telefonaram pro Semasa. “Passamos a tarde toda ligando e ninguém apareceu. Quando já era quase 22h, o pessoal veio”, contou a aposentada. “O que nos deixa mais indignados é que estamos sempre economizando água e quando acontece um vazamento desta proporção ninguém tem pressa de vir solucionar”, debulha.
Zilma disse ainda que a pessoa que atendeu sua ligação foi extremamente maleducada. “Acho que ela nem passou pra frente a nossa solicitação”, arrisca dizer. “Além disso, aqui é uma região que sempre tá faltando água por ser alto, e a gente é sempre muito consciente no uso”, lasca.

Subprefeitura
Ao contrário do Semasa, diz Zilma, ela foi prontamente atendida pelo subprefeito do bairro, Jailson Fernandes. “Não tenho o que falar da subprefeitura, que é sempre muito atenciosa com a gente. Mas o Semasa deixa muito a desejar”, alfineta.
Jailson contou ao DIARINHO que assim que recebeu a ligação já mandou sua equipe no local. “A obra está normal. O problema ali é que as manilhas passam embaixo da calçada dos moradores, porque a construção é antiga. Quebrar um cano na tentativa de achar o problema é normal”, alega, revelando que tem dias que chama o Semasa até três vezes pra consertar canos estourados pela sua peãozada.

Semasa tava com muito trampo(TRABALHO – Atividade física ou intelectual que visa a algum objetivo; labor, ocupação. O produto dessa atividade; obra. Esforço, empenho. Preocupação, cuidado, aflição:)
Murilo José da Conceição, da assessoria de comunicação do Semasa, afirma que as solicitações pra arrumar o cano estourado na rua Cecílio Brandão chegaram na autarquia entre 15h e 16h. “O conserto foi executado entre 21h e 22h”, informa.
O motivo de tanta demora, alega, é que na quarta-feira apareceu uma porrada de pedidos de socorro pra consertar vazamentos. “Ontem foi um dia atípico. Tivemos mais de 30 ocorrências só de vazamentos”, sisplica, sem saber dizer onde ocorreram outros canos estourados pela city(CIDADE – Designação das povoações de maior amplitude e importância. Conjunto dos habitantes da cidade. A parte central ou o centro comercial de uma cidade.).
Os números da emergência do Semasa são o 0800-645-0195, que é digrátis(GRATUITO – Aquilo que é feito ou concedido de graça ou espontaneamente; grátis: ensino gratuito. Desinteressado. Sem fundamento: acusação gratuita. Ato gratuito, aquele que, segundo alguns filósofos, se pratica com total liberdade, sem finalidade específica, sem causa aparente.) e funciona 24 horas por dia. Tem ainda o 3344-9000, das 7h às 13h, durante o verão.

O meio ambiente no governo Jandir Bellini e seus odores…

19 19America/Sao_Paulo janeiro 19America/Sao_Paulo 2011

 

Mais uma polêmica ou escândalo, se delineia no cenário nebuloso construído pelo governo Jandir Bellini, em seu terceiro mandato a frente da prefeitura de Itajaí.

Os dois primeiros foram entre os anos de 1997 a 2004.

Nesse meio tempo assumiu o governo, o petista Volnei Morastoni (2005/08).

Em 2009 Jandir retornou ao poder.

Nestes dois anos de seu terceiro mandato, o maior destaque foi para as 15 empreiteiras criadas a toque de caixa e que imediatamente receberam de mão beijada obras com dispensa de licitação.

Empreiteiras de amigos do rei ou de seu séquito de cortesãos, com direito a todos os personagens da commedia dell’arte,com ênfase para o o bobo da corte, o que transita entre a ilegalidade e a agiotagem da imoralidade.

O escândalo das empreiteiras no governo Jandir Bellini, é tão grave que chamou a atenção do Ministério Público que investiga especialmente aquela que já tinha obras destinadas pelo governo, antes mesmo de existir oficialmente.

Foi um caso de imoralidade pública que a parapsicologia talvez esclareça no futuro.

Foram tantos os escândalos deste governo, constituido por uma coligação de partidos de direita, como o PP, DEM, PSDB, PPS e o nanico PV,  que fica até chato elencar um a um os episódios,  certamente a serem”lembrados”em momento oportuno, isto é, no processo eleitoral de 2012.

Segue abaixo matéria publicada no Diarinho de 19/01/01 e duas colunas do jornalista Fernando Alécio, que ao menos auxiliam a entender  a gravidade do que pode estar por trás, de mais este episódio de deslizamento da ética e enxurrada de imoralidade a soterrar biografias.

DO DIARINHO

Comdema acusa Famai de se embananar na análise da poluição do aterro

 

Lixão será alvo de plá entre conselheiros, Engepasa e Famai

O conselho Municipal do Meio Ambiente de Itajaí (Comdema) apresentou ontem ao DIARINHO o relatório que justifica a decisão tomada na semana passada, durante uma reunião dos conselheiros, de suspender a multa de meio milhão de reales(REAIS (MOEDA) – Antiga moeda portuguesa e brasileira. Unidade do sistema monetário brasileiro, que entrou em vigor em julho de 1994. (Símb.: R$).) dada pela Famai no lombo da Engepasa, por possíveis irregularidades na operação do lixão da Canhanduba. O documento diz que erros na análise de parâmetros de poluição e confusão no lançamento de números nas planilhas foram a razão pra invalidar a carcada(MULTA – ). O ex-capo da fundação, entretanto, lasca que os vacilos não são motivo pra anulação.
Na ata apresentada pelo Comdema, o professor e oceanógrafo João Baptista de Carvalho, conselheiro responsável por analisar o laudo da Famai, alegou que foram constatados erros grosseiros, que ele acredita que tenham rolado por descuido na transcrição dos dados. Segundo o cara, um quadradinho que foi retirado de uma tabela fez com que outros valores fossem deslocados, o que causou uma confusão de números. “Isso não teria acontecido se tivessem revisado a tabela”, afirma.
Outra questão levantada pelo conselheiro é que os parâmetros analisados pela Famai, que comprovaram que o tratamento do chorume era insuficiente pra evitar a poluição do lençol freático e do rio Canhanduba, não eram os mesmos aplicados pela Engepasa. Pra empresa, apenas seis substâncias (oxigênio dissolvido, nitrogênio amoniacal, sulfeto, fenóis e óleos e graxas) tinham um limite definido. E a Famai atribuiu também limites pra outras porcarias, o que, na opinião do entendido, não garante respaldo legal à multa.
Além disso, o oceanógrafo lasca que os técnicos da Famai analisaram o chorume, ainda dentro da estação de tratamento, como se já tivesse sido despejado no rio, o que, teoricamente, trouxe valores de referência diferentes. O relator lasca, ainda, que não existe levantamento feito no rio Canhanduba. Por isso, não teria como dizer se o rio tá realmente sofrendo consequências do que é despejado pelo aterro sanitário.
A afirmação, entretanto, vai de encontro a uma pesquisa feita pelo fessor Leonardo Rorig, doutor em Recursos Naturais, que identificou um alto nível de poluição no Canhanduba. Provavelmente, decorrente da proximidade do aterro.
A sugestão de João foi que a empresa faça um ajuste de conduta, pra que também passem a ser analisados pontos de amostragem dentro do rio Canhanduba e até a captação de água do Semasa. “Voto pela anulação da multa, frente aos sérios equívocos cometidos pela Famai. Porém, reforço a necessidade de assinatura dos TACs”, disse o relator. O parecer de João, pelo cancelamento da multa, foi acatado por todos os conselheiros.
O superintendente interino da Famai, Jaime Espíndola, não foi encontrado ontem pelo DIARINHO pra dizer se vai responsabilizar seus funcionários pelos erros apontados no relatório do Comdema.

Dauer não vê motivo pra cancelamento
O ex-mandachuva(CHEFÃO DE UM DEPARTAMENTO, INSTITUIÇÃO, PREFEITURA, EMPRESA – ) da Famai, Nilton Dauer, afirma que os apontamentos feitos pelo Comdema, pra cancelar a multa, são furados. Ele reconhece que houve erro de digitação, mas diz que os números equivocados não influenciaram nos resultados. “Não era motivo pra suspender a multa. O dano ambiental tá comprovado”, afirma.
Dauer também lembra que o laudo da Famai foi validado pela câmara técnica do Ministério Público, pelo Tribunal de Contas catarina e pela Fatma, que soltou um embargo e proibiu a Engepasa de liberar o chorume, mesmo que tratado, nos rios peixeiros. “O Comdema tem a prerrogativa de avaliar as multas dadas pela Famai, mas baseado em uma fundamentação técnica, e não do relator, simplesmente”, carca.

MP investiga
Ouvido pelo DIARINHO na semana passada, o promotor responsável pelas questão ligadas ao meio ambiente em Itajaí, Marcelo Truppel Coutinho, disse que, independente do parecer dos conselheiros, o MP seguirá com um inquérito civil pra investigar os danos ambientais provocados pelo aterro.
O Comdema promete reunir-se com representantes da empresa e da Famai na próxima semana, pra discutir os problemas do lixão e as medidas que serão tomadas pra melhorar a situação por lá. O mandachuva(CHEFÃO DE UM DEPARTAMENTO, INSTITUIÇÃO, PREFEITURA, EMPRESA – ) da Engepasa na região, Marco Antônio Ávila, não foi encontrado pra comentar o caso.

PARA ENTENDER MELHOR:

Leia agora a coluna do jornalista Fernando Alécio publicada no Diarinho de 17/01/01.

COMDEMA 1Ministério Público promete continuar a investigação sobre o tratamento do chorume no lixão da Canhanduba

“Bento 16 pede intervenção divina para as vítimas das enchentes do RJ. Faça-me o favor: manda um cheque do banco do Vaticano e deixa Deus em paz!”, Avelina Martínez, blogueira, no Twitter

Causa estranheza a anulação pelo Comdema da multa que a Famai havia aplicado na empresa Ambiental Saneamento (Engepasa), por conta de problemas no tratamento do chorume no aterro sanitário da Canhanduba. Os estudos da Famai que resultaram na multa foram corroborados pelo centro de apoio do Ministério Público e pelo órgão ambiental estadual, a Fatma.

COMDEMA 2
Será que os técnicos da Famai, da Fatma e do Ministério Público são tão burros e tão incompetentes a ponto de cometerem um erro tão grotesco, revelado pelos advogados da empresa multada e por um oceanógrafo? Digamos que se trata de uma possibilidade que carece de razoabilidade. Ainda mais quando o próprio Comdema assume que há problemas no aterro sanitário.

COMDEMA 3
Em 18 de abril de 2010, o Comdema julgou três recursos contra multas aplicadas pela Famai. Duas foram anuladas e transformadas em advertência. A terceira foi mantida, mas teve o valor reduzido de R$ 20 mil para R$ 2 mil. Num dos casos de anulação, o relator votou pela manutenção da multa. Mesmo assim, os conselheiros votaram por unanimidade pela anulação. Por quê?

E agora leia a coluna do Alécio de 19/01/01:

LIXÃO 1
Da ata da reunião do Comdema que isentou a empresa Ambiental Sanaemanto da multa de meio milhão de reais aplicada pela Famai, verifica-se que o conselho acatou os argumentos da defesa da empresa, que alegou “erros grosseiros”. Segundo o relator João Luiz Baptista Carvalho, os erros “ocorreram por conta de descuido involuntário na transcrição de dados”.

LIXÃO 2
Se foi “descuido involuntário” – e o mesmo descuido teria sido cometido ou não percebido pelo Ministério Público e pela Fatma, que corroboram o laudo da Famai –, então a polêmica multa nada tem a ver com o suposto esquema de corrupção que teria sido montado na Famai, segundo boatos de bastidores, e que pode ferrar com o ex-superintendente Nilton Dauer, como insinuam pela cidade?

LIXÃO 3
Voltando à ata, o relator sustenta que o erro se deu porque “uma célula da tabela fora suprimida e todos os valores da coluna foram deslocados, ocasionando o erro”. Acrescenta que o erro “seria facilmente notado se tivesse havido uma revisão da tabela”. Também alega que os limites atribuídos pela Famai para alguns parâmetros não encontram “respaldo legal”.

LIXÃO 4
“Há indícios de que pode ter havido uma confusão por parte da Famai sobre o real significado dos termos condições de qualidade e condições de lançamento. Não faz sentido estabelecer limites segundo padrões de qualidade, que são intrínsecos ao corpo receptor após a zona de mistura, para qualquer ponto dentro ainda da planta de tratamento”, alega o relator.

LIXÃO 5
Em outro trecho, o relator aponta que não há levantamento efetuado no rio Canhanduba e, logo, “não há como afirmar se este está realmente sofrendo as consequências do efluente do aterro sanitário”. Por outro lado, o relator aponta falhas da empresa Ambiental no aterro sanitário, mas sugere a correção através de termos de ajustamento de conduta. Nada de multa.

LIXÃO 6
Das manifestações dos conselheiros, a mais interessante foi a de Claudio Copello, da associação Náutica de Itajaí, que sugeriu a contratação de uma câmara técnica. Porém, esta sugestão foi duramente combatida por conselheiros ligados ao poder público municipal, com alegações de que seria caro contratar e que se o relator disse que está errado, está dito, não se discute.

CONCLUSÃO
O importante é que o Ministério Público, que não tem qualquer ligação com o poder público municipal, prossiga as investigações. Vale reproduzir o que disse o promotor Marcelo Truppel Coutinho ao DIARINHO: “O dito cancelamento da multa em nada altera a linha de ação do MP. As adequações quanto ao funcionamento e regularidade ambiental do aterro serão exigidas”.

A crise do capitalismo e o urbanismo selvagem

18 18America/Sao_Paulo janeiro 18America/Sao_Paulo 2011

Enquanto se discute os erros do passado, no tocante a urbanização desemfreada em nosso país, vale a pena ler o texto abaixo, que é sem dúvida, uma grande contribuição para o debate que ora se trava.

DO PORTAL CARTA MAIOR

“A crise capitalista também é de urbanização”

David Harvey é um geógrafo britânico reconhecido internacionalmente. Estudou a relação entre as crises financeiras e urbanas. Em entrevista ao jornal Página/12, ele sustenta que a sucessão de crises no sistema é alimentada, entre outras coisas, por uma febre da construção que, por sua vez, provoca crise no capitalismo em sua atual etapa hegemonizada pelas finanças. Harvey defende ainda que existe uma estreita relação entre urbanização e formação das crises. Além dos Estados Unidos, cita como exemplo a Grécia e a Espanha. Parte da explicação da crise nestes países, defende o geógrafo, está vinculado a péssimos investimentos em infraestrutura.

Natalia Aruguete – Página/12

Enquanto alguns especialistas se esmeram em alegar que crise atual é uma crise das hipotecas subprime ou é o estouro de um capitalismo que se financeirizou demais, David Harvey prefere falar de “crises urbanas”, provocadas por uma febre da construção “sem importar o quê”. Autor de “Breve história do neoliberalismo”, Harvey não só acusa a desregulação do setor financeiro como um dos fatores que levaram ao descalabro atual, mas adverte que a supremacia do capital concentrado sobre as decisões políticas seguirá sendo um impedimento para sair da crise.

Em sua passagem por Buenos Aires, o geógrafo britânico conversou com o jornal Página/12 sobre as transformações do mercado imobiliário nas últimas décadas, a orientação que teve o investimento em infraestrutura e a consequente “acumulação por perda de posse”. Frente a um modelo que não é sustentável, Harvey propõe pensar “um novo tipo de urbanização”.

Reproduzimos a seguir a entrevista concedida ao Página/12:

Desde sua perspectiva como geógrafo, que conexões encontra entre urbanização e esta crise?

- Uma das coisas que eu gostaria de enfatizar é a relação entre urbanização e formação da crise. Nas décadas de 50 e 60, o capitalismo se estabilizou com uma forma de suburbanização massiva: estradas, automóveis, um estilo de vida. Uma das perguntas é se isso é sustentável no longo prazo. No sul da Califórnia e na Flórida, que são epicentros da crise, estamos vendo que este modelo de suburbanização não serve mais. Alguns querem falar da crise do subprime; eu quero falar das crises urbanas.

E o que pensa das crises urbanas?

- Na década de 80 se pensava que o Japão era uma potência e essa crença sucumbiu nos anos 90 pela crise crise dos preços da terra. Desde então, não se recuperou mais. Também existe uma preocupação nos Estados Unidos de que a crise imobiliária impeça a recuperação, apesar de todas as tentativas que vêm sendo feitas para isso. Outra questão é que a forma de uso intensivo da energia exigiria muitas extensões de terra, o que criaria um estilo de vida de lugares dispersos. Isso está estabelecendo, justamente, um novo tipo de urbanização. O que chama a atenção é que a China está copiando os EUA, o que é muito estúpido. Isso não é sustentável sob a situação de crise ambiental. Existe uma alta conexão entre desenvolvimento capitalista, crise capitalista e urbanização.

Em que medida a transformação do mercado imobiliário influiu na crise da urbanização?

- Onde as pessoas ricas colocaram seu dinheiro nos últimos 30 anos. Até os 80, colocar dinheiro na produção dava mais dinheiro que colocá-lo no negócio imobiliário. A partir dali, começou-se a pensar onde colocar o dinheiro para obter uma taxa de retorno mais alta. Os mercados imobiliários e da terra são muito interessantes: se eu invisto, o preço sobe, como o preço sobe, mais gente investe e, então, o preço segue suibindo. Em meados da década de 70, em Manhattan (Nova York), podia-se vender por 200 mil dólares um tipo de edifício que agora custa 2 milhões de dólares. Desde então, houve bolhas de diferentes tipos, que tem estourado uma a uma. Os mercados financeiros enlouqueceram nos anos 90. Se observamos a participação dos distintos setores no Produto Interno Bruto dos EUA, em 1994, o mercado acionário tinha uma participação de 50% do PIB. Em 2000, subiu para 120% e começou a cair com a crise das empresas pontocom. Enquanto que a participação do mercado imobiliário no PIB começou a crescer, e passou de 90 para 130% no mesmo período.

Qual sua opinião sobre a orientação que teve o investimento em infraestrutura nas últimas décadas?

- O capitalismo não pode funcionar sem sua infraestrutura típica: estradas, portos, edifícios e fábricas. A grande pergunta é como se constróem essas infraestruturas e em que medida contribuem para a produtividade no futuro. Nos Estados Unidos, fala-se muito de pontes que vão a lugar nenhum. Há interesses muito grandes dos lobistas da construção que querem construir não importa o quê. Podem corromper governos para fazer obras que não terão nenhuma utilidade.

Um exemplo do que descreve é o que ocorreu na Espanha, com o boom da construção…

- Uma parte da explicação da crise na Grécia e na Espanha pode ser vinculada com esses péssimos investimentos em infraestrutura. A Grécia é um caso típico também em função dos Jogos Olímpicos, que originou grandes obras de infraestrutura que agora não são usadas. Nos anos 50 e 60, a rede de estradas e autoestradas, nos EUA, foi muito importante para
a melhoria da produtividade. Algo similar se observa atualmente na China, com estradas, ferrovias e novas cidades, que nos próximos anos terão um alto impacto na produtividade.

O sr. acredita que a China está enfrentando a crise de maneira distinta da dos Estados Unidos?

- A China tem melhores condições que outros países sobretudo porque conta com grandes reservas de divisas. Os EUA têm uma grande déficit e a China um grande superávit. O outro problema nos EUA é político.

Quais são os fatores políticos que dificultam a saída da crise?

- Quem tenta construir obras de infraestrutura úteis é acusado imediatamente de “socialista”, que é o que está acontecendoi com Barack Obama. Na China isso não importa porque as condições políticas são outras. O governo na China é autoritário é pode pôr as coisas em seu lugar, como bem entende. No caso dos EUA, o Congresso está dominado por grupos republicanos e democratas que manejam interesses econômicos e as condições para tomar decisões são outras.

Deduz-se então uma diferença na relação entre o poder político e o poder econômico nestes países.

- Na China, por causa da crise americana, a resposta foi fazer grandes projetos de infraestrutura imediatamente. Além disso, o governo centralizado da China tem enorme poder sobre os bancos. Deu a ordem: “Forneçam empréstimos para governos municipais e ao setor privado que vão tocar essas obras”. O governo central dos EUA não pode fazer isso. Ele segue dizendo aos bancos: “Emprestem”. E os bancos dizem: “Não”. A China está crescendo a um ritmo de 10% depois da crise, enquanto os EUA seguem estagnados.

Quais são as falhas institucionais que levaram a essa crise?

- Desde a década de 70, houve uma ideia dominante de que a resposta era privatizar. Há muitas alternativas para que o setor público forneça melhores serviços do que o setor privado.

O sr. acredita que esta concepção também penetrou o sistema financeiro?

- Nos EUA, na década de 30, os bancos de investimentos estavam separados dos bancos comerciais. Nos últimos anos se permitiu que eles se unissem. É um caso de mudança regulatória, onde o Estado se retira do controle.

E como avalia o tipo de regulações que começaram a ser propostas a partir da crise?

- Há uma teoria chamada “captura regulatória. Ela supõe que as galinhas devem ser controladas pelas raposas. Se olhamos para as formas regulatórias propostas até agora, nos damos conta de que as raposas estão ganhando e isso ocorre porque elas controlam também o Congresso dos Estados Unidos.

- Há diferenças entre as políticas impulsionadas nos EUA e na Europa?

- Sim, há diferenças. Um dos temas que estou estudando é justamente as diferenças que existem em distintos lugares. Por exemplo, na América Latina a reação dos governos foi muito mais sensível à crise do que o que se observa nos EUA e na Euorpa. Na Europa, há um grande conflito entre os países maiores e os mais pequenos. A Alemanha, que por razões históricas têm uma obsessão com o tema da inflação, impõe o tema da austeridade. O triunfo de um governo conservador na Inglaterra também fortalece a ideia de austeridade. Por isso, não surpreende que a Europa esteja estagnada, enquanto a China segue crescendo forte.

Que impacto têm essas políticas de austeridade?

- A austeridade é algo totalmente errôneo. Em primeiro lugar, pelas diferenças de impacto entre classes sociais. Em geral, as classes mais baixas são as mais prejudicadas. Além disso, essas classes mais baixas, quando têm dinheiro, o gastam, enquanto que as classes altas o usam para
gerar mais dinheiro e não necessariamente para fazer coisas produtivas.

Por exemplo?

- Muitos ricos dos EUA compraram terras na América Latina. Isso provocou o aumento do preço da terra. No longo prazo, devemos pensar como é possível viver no mundo de acordo com seus recursos. Isso não significa austeridade, mas sim uma forma mais austera de viver, o que não é a mesma coisa.

Qual a diferença?

- Devemos pensar no que é que realmente necessitamos para ter uma boa vida. Muitas das coisas que pensamos do consumo são uma loucura, significam desperdiçar recursos naturais e humanos. Temos que pensar como fazemos no longo prazo para que 6,8 bilhões de pessoas possam viver, ter casa, saúde e alimento para que tenham uma vida razoável e feliz.

Tradução: Katarina Peixoto

Coluna do Fernando Alécio, de fio a pavio

17 17America/Sao_Paulo janeiro 17America/Sao_Paulo 2011

DO DIARINHO

COMDEMA 1

Ministério Público promete continuar a investigação sobre o tratamento do chorume no lixão da Canhanduba

“Bento 16 pede intervenção divina para as vítimas das enchentes do RJ. Faça-me o favor: manda um cheque do banco do Vaticano e deixa Deus em paz!”, Avelina Martínez, blogueira, no Twitter

Causa estranheza a anulação pelo Comdema da multa que a Famai havia aplicado na empresa Ambiental Saneamento (Engepasa), por conta de problemas no tratamento do chorume no aterro sanitário da Canhanduba. Os estudos da Famai que resultaram na multa foram corroborados pelo centro de apoio do Ministério Público e pelo órgão ambiental estadual, a Fatma.

COMDEMA 2
Será que os técnicos da Famai, da Fatma e do Ministério Público são tão burros e tão incompetentes a ponto de cometerem um erro tão grotesco, revelado pelos advogados da empresa multada e por um oceanógrafo? Digamos que se trata de uma possibilidade que carece de razoabilidade. Ainda mais quando o próprio Comdema assume que há problemas no aterro sanitário.

COMDEMA 3
Em 18 de abril de 2010, o Comdema julgou três recursos contra multas aplicadas pela Famai. Duas foram anuladas e transformadas em advertência. A terceira foi mantida, mas teve o valor reduzido de R$ 20 mil para R$ 2 mil. Num dos casos de anulação, o relator votou pela manutenção da multa. Mesmo assim, os conselheiros votaram por unanimidade pela anulação. Por quê?

SEM PRECONCEITO
Parece que Dilma Rousseff (PT) falou sério quando garantiu, na campanha e depois de eleita, que assim como Lula não discriminaria governadores ou prefeitos por cores partidárias. Mal assumiu o governo de Santa Catarina, Raimundo Colombo (DEM) já recebeu do governo federal a confirmação da liberação de recursos para a duplicação da rodovia SC-401, em Florianópolis.

ENCONTRO
Nesta tarde, às 16h, Colombo recebe a ministra da Pesca, Ideli Salvatti (PT). “O encontro será no Centro Administrativo e servirá para tratar da situação dos pescadores do estado e o desenvolvimento do setor”, informa a secretaria de Comunicação do governo do estado. Santa Catarina – em especial Itajaí e Navegantes – é o maior produtor de pescado do Brasil.

GABINETE VIRTUAL
Murilo Cordeiro, apresentador do Bom Dia Navegantes (6h às 7h30), da rádio Dengo Dengo (98.5 FM), reclamou via Twitter ao governador que Navegantes não possui plantão da Celesc, conforme reclamação do ouvinte Maneca do Zicão. Colombo, prontamente, “retuitou” a mensagem ao presidente da Celesc, Antonio Gavazzoni. Agora é torcer para que a solução não seja só virtual.

RIO 1
O jornal ‘O Globo’ reclama – com razão – que “verbas carimbadas para projetos de prevenção foram desviadas pelo clientelismo político”. Verdade. Um exemplo, naturalmente omitido no editorial: R$ 24 milhões do fundo de conservação ambiental do Rio de Janeiro foram destinados pelo governo fluminense à Fundação Roberto Marinho, da família proprietária do jornal…

RIO 2
A revelação foi feita pelo ex-governador Anthony Garotinho (PR), deputado federal eleito. “Sérgio Cabral desviou R$ 24 milhões do FECAM (Fundo Estadual de Conservação do Meio Ambiente), para a contenção de encostas e obras de drenagem e deu para a Fundação Roberto Marinho”, postou em seu blog. O pretexto para o repasse foi um convênio para a construção de um museu.

GLOBO
Tal fato lembra o ocorrido em 2009, quando a velha mídia tentava dar subsídios para a oposição emplacar a CPI da Petrobras. Na época, o jornal ‘O Globo’ publicou, indignado, que a estatal havia patrocinado um congresso na UNE. Mas obviamente não se indignou com o fato de a Fundação Roberto Marinho ter recebido R$ 2,9 milhões da mesma Petrobras para fazer a “memória da UNE”.

MARKETING 1
Tem causado revolta na internet a forma de “ajudar” as vítimas da tragédia fluminense do global Luciano Huck. Ele divulgou no Twitter, com mais de dois milhões de seguidores, o link de uma loja virtual de vendas coletivas, onde as pessoas podem comprar um cupom que reverteria em grana para duas ONGs. É preciso se cadastrar no site para comprar o tal cupom. Detalhe: ele é sócio do site de vendas.

MARKETING 2
“Ganha Luciano porque divulga o seu negócio, cadastra milhares de novos usuários em todo o Brasil, familiariza esses usuários com os procedimentos do site, incentiva o retorno e aumenta absurdamente o número de cupons vendidos – alavancando o site do negócio comercial, financeira e mercadologicamente”, analisa um artigo publicado no blog do jornalista Luis Nassif.

MARKETING 3
“Sabe-se lá como será contabilizado ou fiscalizado o total recebido como doação e repassado para as duas organizações. O usuário não tem nem terá acesso a esses dados internos. Supondo que todo o montante arrecadado chegue às vítimas, se for mesmo o que estou entendendo, trata-se da mais sórdida exploração da desgraça alheia que já presenciei em toda a minha vida”, conclui o artigo.

A defesa civil e o “imbróglio” das geladeiras

26 26America/Sao_Paulo março 26America/Sao_Paulo 2010

Geladeiras voadoras

O major Sérgio Murilo Mello, Diretor da Defesa Civil, convocado pela bancada da situação para prestar esclarecimentos sobre o “imbróglio” da distribuição de mil geladerias doadas pela Celesc,falou muito e disse pouco.

 Não esclareceu de forma convincente sobre os critérios adotados para a distribuição de mil geladeiras doadas pela Celesc.

Declarou que foi utilizado o “cadastramento” realizado pós-enchente, em dezembro de 2008, último mês do governo Volnei.

Em um ano e dois meses de governo, o referido cadastro de pessoas atingidas pela enchente (feito para aquele momento emergencial) não foi atualizado para as novas e atuais necessidades.

Talvez nem coubesse somente à DC esse trabalho, pois é atividade mais relacionada à Assistência Social.

(In) Defesa civil

 

A enchente de 2008 foi transformada por opositores do PT e de Volnei Morastoni, o derrotado prefeito candidato à reeleição, como uma trincheira de luta para feri-lo de morte.

As acusações contra a falta de estrutura da defesa civil do município foram desferidas pelo folclórico Denísio Baixo, apresentador da TV Brasil Esperança, da “famíglia” de “corretores de almas”, os Francelino.

Levantando e monitorando

Tão importante foi considerado o cargo, que o setor foi acomodado oficialmente junto ao gabinete do prefeito Jandir Bellini. Buscou –se um major dos Bombeiros para comandá-lo.

Num primeiro teste após uma ameaça de enchente no segundo semestre do ano passado, ele foi homenageado pelo colunista JC com a alcunha de Major Murilo “levantando e monitorando”, por suas reiteradas repetições dessa frase em entrevista ao canal dos Francelino, que detém uma concessão pública de TV e rádio Educativa.

 

Nem aí

Além de se envolver na trapalhada da entrega das geladeiras o Major Murilo, que se diz apolítico e se define como um técnico, não participou da Conferência Nacional de Defesa Civil e Assistência Humanitária organizada pelo Ministério da Integração Nacional, em Brasília, de 23 a 25 deste mês.

Como Itajaí foi seguramente a cidade mais atingida pela enchente de novembro de 2008, arcando ainda hoje suas conseqüências em relação aos estragos no porto, era de se esperar a participação ativa de sua Defesa Civil.

Foi lá – naquela conferência técnica – que se definiram as estratégias de ação integradas, e é de lá que vem os recursos para o atendimento dos flagelados e para a recuperação das cidades atingidas por tragédias ambientais.

Volnei e seu “eixo”

27 27America/Sao_Paulo março 27America/Sao_Paulo 2010

Procurando o eixo

Em entrevista a este colunista no “Primeiro Jornal” da Rádio Comunitária Conceição 105.9 FM, que vai ao ar de segunda a sexta, das 7 às 8 horas, o ex-prefeito Volnei Morastoni afirmou que estaria procurando seu eixo entre um comportamento mais na linha “paz e amor” e no seu típico “bateu, levou”.

 Participaram da entrevista, Eduardo Assis, blogueiro e radialista e o colunista JC, do Diarinho.

Pororoca de emoções

Nesse quesito, um grupo de petistas próximos a Volnei, manifestam o mesmo desejo de seus adversários atualmente no poder: que ele se defina pela última opção…

Seria o encontro turbulento de dois rios, um de águas amarelas e outro de coloração vermelha.

Procurando, ainda

O último petista que fez declaração que estaria “procurando seu eixo”, é o senador Eduardo Suplicy, quando concorreu ao governo de São Paulo na década de 90.

Mesmo respeitado como parlamentar firme em sua postura ética, convicções políticas e bons propósitos, Suplicy, para muitos ainda não se encontrou.

Lumpemproletariado

27 27America/Sao_Paulo março 27America/Sao_Paulo 2010

 

Tem razão o conselheiro tutelar da criança e do adolescente,Guido Rezende, ao alertar em seu blog (http://guidorezende.wordpress.com/) para a quantidade de mendigos que se vê hoje perambulando pela cidade.

 Quem caminha pela rua Brusque, por exemplo, pode facilmente perceber este fato.

O que esta havendo?

Cabe a secretaria de desenvolvimento social, que segundo consta tem um setor específico para a abordagem e o encaminhamento desses seres humanos, tomar providências.

E é na rua Brusque que fica a sede da secretaria.

Será que não enxergam o que se passa diante de seus olhos?

Não há mais politica pública em Itajaí, para dar encaminhamento humanitário a esses casos?

Logo termina o outono e começa o inverno e a situação vai se agravar se não for adotada uma política social imediata para resolver este problema.

Secretario de obras,Tarcísio Zanelato, será o entrevistado do PRIMEIRO JORNAL, desta quarta

30 30America/Sao_Paulo março 30America/Sao_Paulo 2010

O entrevistado desta quarta-feira, no PRIMEIRO JORNAL, que vai ao ar de segunda a sexta, das 7 às 8 horas, na Rádio Comunitária Conceição FM 105,9 será o secretário de obras da Prefeitura de Itajai, Tarcísio Zanelato.

Ele vai fazer um balanço de suas atividades a frente da secretaria,  nomear as principais metas para este semestre, além de comentar sobre as obras de saneamento básico que estão sendo realizadas na cidade, com recursos do PAC do Governo Federal.

O internauta pode ouvir a rádio pela net no endereço: www.conceicaofm.com.br

Para enviar um e-mail para o programa para fazer perguntas, críticas ou comentários, utilize o seguinte endereço eletrônico: primeirojornalitajai@hotmail.com

Semasa é autuada 120 vezes

31 31America/Sao_Paulo março 31America/Sao_Paulo 2010

O secretário de obras, Tacísio Zanelato,entrevistado hoje por mim no PRIMEIRO JORNAL, da Conceição 105.9 fm, afirmou que já autuou o Semasa 120 vezes por conta do mau acabamento dos serviços de recalçamento das ruas da cidade, onde a empresa contratada pela autarquia, executa as obras de saneamento básico, com recursos do PAC.

Os calçamentos que já eram ruins, principalmente após a enchente de novembro de 2008, agora ficaram piores.

Diante deste número significativo de autuações do Semasa, que por sua vez deve cobrar da empresa prestadora do serviço, mais qualidade na finalização da obra, não seria o caso do Ministério Público lançar seu olhar fiscalizador sobre essa empresa?

E os nossos vereadores não estariam devendo pronunciamentos firmes, cobrando mais qualidade na prestação destes serviços?

Angela Albino bate pesado em LHS e Pavan

2 02America/Sao_Paulo abril 02America/Sao_Paulo 2010

Segue abaixo apenas um trecho da entrevista que a presidente estadual do PC do B, Angela Albino, concedeu ao jornalista e blogueiro Fernando Alécio.

Angela, bate com mão pesada em Luis Henrique e desfere palavras mortais em Leonel Pavan, o atual governador.

Leia a íntegra da entrevista no end.:http://fernandoalecio.wordpress.com/

 

Quais os principais acertos e erros que a senhora aponta no recém findado governo LHS?

Ângela Albino – Recém afundado (risos). Me parece que sair pela porta dos fundos explica muita coisa. Luiz Henrique poderia ter feito mais jus à sua história, poderia ter sido saudado como um grande estadista e tomado outro caminho. A sabedoria popular diz isto. O excesso de esperteza come o esperto. Me parece que foi isto que aconteceu com o governador Luiz Henrique. Ele começou um governo bastante renovador, mas parece que foi tomado pela sensação que acomete grandes monarcas. Perdeu conexão com a realidade. Inflou equivocadamente a candidatura de Dário Berger. Saiu desprestigiado e derrotado das prévias. Eu acredito que colocou em risco sua própria eleição [para o Senado]. Acredito que o deputado e agora candidato ao Senado Vignatti (PT) tende a ser o mais votado, porque vai pegar o segundo voto tanto do Esperidião Amin quanto do Luiz Henrique, então tende a ser o mais votado. E acredito que o Luiz Henrique vai ter de fazer um esforço ainda maior para garantir sua eleição. E de modo algum se elege mais do modo que pretendia, com dois milhões de votos. Na hora em que ele leva o partido em Santa Catarina a cantar uma música completamente diferente do cenário nacional, ele cometeu um equívoco que a história vai dizer o tamanho do preço. Mas com certeza já deixou marcas. Um mandato que poderia findar, na verdade afundou. E absolutamente irresponsável na hora em que bota um bandido como Leonel Pavan, bandido porque assim o diz o Ministério Público, com a caneta cheia. Deixa o PMDB na mão e deixa o povo catarinense à mercê deste homem que a Polícia Federal e o Ministério Público dizem que é um bandido.

Bom, esta seria exatamente a próxima pergunta: qual sua opinião sobre o fato de Leonel Pavan (PSDB) ter assumido o governo em meio a pesadas acusações da Polícia Federal e do Ministério Público?

Ângela Albino – E isto que nós não conhecemos tudo. O que é de domínio público é muito pouco. Diz tudo o fato de o governador renunciar antes de o TJ analisar a questão do Pavan exatamente porque ia acolher a denúncia. Acolhendo a denúncia, o vice-governador teria que já se afastar. O governador desrespeitou os poderes da República, desrespeitou o Judiciário, desrespeitou o Ministério Público e desrespeitou o povo catarinense. O nosso partido não tem a força política necessária para fazer o eco desejaria. Na nossa opinião, o único lugar honrado que Leonel Pavan poderia ter neste momento, era ter permitido ser julgado e ter ficado afastado do governo do Estado. O pouco que temos visto dele, a postura dele é de candidato, então um risco para a democracia em Santa Catarina.

Para ler e refletir

3 03America/Sao_Paulo abril 03America/Sao_Paulo 2010

DO TERRA MAGAZINE

Sábado, 3 de abril de 2010, 07h51

Um duplo propósito

Francisco Viana
De São Paulo

Com este título o ex-ministro Maílson da Nóbrega, na busca de atacar o terceiro Programa Nacional de Direito Humanos, do governo Lula, que segundo ele, “contém um amontoado de idéias autoritárias”, comete um duplo atentado contra a história, em sua coluna na revista Veja.

Primeiro, escreve que Marx se inspirou em Rousseau e Proudhon na sua crítica à propriedade privada. Rousseau nunca foi um revolucionário. Nunca pretendeu extinguir a propriedade privada. O que advogava era um contrato social nascido da soberania do corpo social, isto é do conjunto da sociedade. Claro, era uma tese avançada para a época, tanto que inspirou a Revolução Francesa.

O filósofo Karl Marx

Mas nem Rousseau, nem Robespierre jamais ambicionaram abolir a propriedade privada. Proudhon também não ambicionava extinguir a sociedade privada e, sim, democratizá-la. Ou seja construir uma sociedade de proprietários. Por isso, Marx com ele rompeu.

Segundo, Marx não “pregou a abolição da propriedade privada e sua coletivização sob controle do proletariado” como escreve o ex-ministro. Na realidade, aquele que ficou conhecido pela política econômica do feijão com arroz, trata a ciência marxiana da mesma forma prosaica, para ser elegante, com que tratou, no passado negócios da economia.

Ao debruçar-se sobre a história e constatar que a luta de classes era o elemento dominante, Marx concluiu pela necessidade de superação da propriedade privada como caminho para a emancipação humana da necessidade do trabalho. A classe operária seria responsável pela transição por uma razão concreta. A propriedade privada dos meios de produção não poderia viver sem a sua antítese, que é o operariado.

Ao contrário, o operariado só poderia emancipar-se e emancipar a humanidade se abolisse a sua antítese, a burguesia proprietária dos meios de produção e, consequentemente, da oferta de trabalho. Seria o começo da história humana, o fim da pré-história.

Essa é em síntese a visão marxiana sobre a candente questão da propriedade. Mas, vale lembrar que Marx inovou apenas na teoria revolucionária. Aliás, nunca fez segredo disso: buscava a verdade, não a novidade.

Na prática, e isso o ex-ministro se sabe faz questão de esquecer, a condenação da propriedade privada tem as suas raízes no cristianismo. Foram os cristãos que primeiro ergueram a voz para condená-la. No Renascimento, floresceram três grandes utopias. Uma revolucionária que levou o teólogo Thomas Müntzer a liderar os camponeses alemães contra os príncipes, senhores da terra.

A rebelião foi feita em nome de Cristo, ocorreu entre 1524 e 1525, custou a vida de 130 mil camponeses, a grande maioria brutalmente chacinada. Thomas More, celebre autor da utopia, também era cristão, mas condenou a propriedade privada. Ou a miséria gerada pelas contradições do capitalismo mercantil no século XVI. Por fim, Campanella, também cristão e, inclusive padre, na sua Cidade do Sol, é veemente na condenação da propriedade privada, acusando-a de corromper os valores essenciais do evangelho.

Tudo isso é história. O fio condutor das críticas à propriedade privada encontra-se na constatação de que a comunidade está acima dos interesses particulares. Em síntese, o poder emana da comunidade, não dos detentores dos meios de produção. O debate em torno deste tema perpassa todo o debate político que vai do renascimento ao século XIX.

E envolve dos liberais aos revolucionários. Um debate que continua atual e que no Brasil dos dias atuais significa uma democracia autêntica, não mais uma democracia de poucos para poucos.

Por que a realidade histórica é apresentada hoje com as roupas de gala do anacronismo? A razão é simples. Há uma tendência em curso no Brasil, muito evidente em parte da mídia, sobretudo em meio a colunistas, de tentar associar reformas sociais ao fantasma do autoritarismo.

O objetivo é claro: semear o incerteza quanto aos rumos do governo, nesse momento em que Lula se prepara para fazer a ministra Dilma sua sucessora. É um movimento em três frentes. Há o movimento protagonizado por colunistas como Nóbrega, tentando confundir um tema profundo, a questão da propriedade, com a profundidade de um pires, o arremedo de explicação da teoria Marxiana.

Soma-se um movimento para rotular a candidata de Lula como terrorista, quando na verdade ela e sua geração foram combatentes pela liberdade. Por fim, alinha-se a tendência de ver autoritarismo por toda parte.

Trata-se de um exercício de ficção para confundir a opinião pública. Pelo visto não tem tido resultado. A economia cresce, o empresariado se fortalece, parcerias públicas e privadas se tornam rotineiras e, o que é mais saudável, vive-se em um ambiente de absoluta tranqüilidade institucional.

O cidadão percebe onde está a verdade, no sentido da realidade dos fatos, e onde está a ficção, a manipulação dos fatos. Tanto que o governo conta com a aprovação de 8 em cada 10 brasileiros. Nada contra artigos como o do ex-ministro Nóbrega, mas seria de bom tom, inclusive por respeito aos leitores, a Veja abrir-se para visões divergentes. Esse seria o verdadeiro caminho para uma imprensa democrática. Mostrar os dois lados de uma mesma realidade. Mostrar um lado só é doutrinação.

Marx foi um grande jornalista. Os opositores do governo Lula teriam muito a aprender com ele. Se assim o fizerem, aprenderão pelo menos a lidar com a robustez dos fatos e a dialética. Não mais recorreriam às máscaras de vidro de fazer da história das idéias políticas mera ficção. Jornalismo é pluralidade, é diálogo. Não o anacronismo do monólogo.

Francisco Viana é jornalista, consultor de empresas e autor do livro Hermes, a divina arte da comunicação. É diretor da Consultoria Hermes Comunicação estratégica (e-mail: viana@hermescomunicacao.com.br)

PRIMEIRO JORNAL entrevista secretário da pesca e aqüicultura, Agnaldo dos Santos

4 04America/Sao_Paulo abril 04America/Sao_Paulo 2010

O entrevistado desta segunda-feira no PRIMEIRO JORNAL será o secretário da pesca e aqüicultura de Itajaí, Agnaldo Hilton dos Santos. Ele vai falar sobre a atuação de sua pasta e os projetos que estão em planejamento para este ano.

Agnaldo fará um balanço do Programa Caminhão do Peixe, iniciado na gestão do prefeito Volnei Morastoni (PT) e que teve continuidade no governo Jandir Bellini (PP), sendo referência para outros municípios, como Balneário Camboriú, que pretende implantar programa semelhante.

O secretário da pesca vai falar ainda sobre uma feira de produtos náuticos a ser lançada em Itajaí neste mês de abril e discorrerá sobre projetos de aqüicultura na área rural do município.

O PRIMEIRO JORNAL vai ao ar  das 7 às 8 horas, de segunda a sexta-feira, na Rádio Comunitária Conceição 105.9 FM. O programa pode ser ouvido pela Internet no endereço www.conceicaofm.com.br.

O ouvinte que quiser fazer contato com a produção pode ligar para o celular 9913-1851 ou o telefone fixo 3348-9073 (a partir das 6h40, até às 8h), ou ainda pelo e-mail primeirojornalitajai@hotmail.com.

Ministro vem a Itajaí lançar feira internacional de produtos pesqueiros

5 05America/Sao_Paulo abril 05America/Sao_Paulo 2010

Em entrevista a este blogueiro, na edição do PRIMEIRO JORNAL, desta segunda-feira, o secretário da pesca e aqüicultura de Itajaí, Agnaldo Hilton dos Santos, informou que o ministro da pesca, Altemir Gregolim, estará dia 14 próximo em Itajaí, onde vai participar do lançamento da feira “Aquapesca Brasil”.

Trata-se de uma feira internacional de produtos e serviços voltados ao mercado da pesca e aquicultura. O lançamento oficial da “Aquapesca Brasil” será na próxima semana, dia 14, uma quarta-feira, às 10 horas, no píer de atracação de navios de passageiros.O evento vai acontecer nos dias 17,18 e 19 de novembro e vai atrair empresários da pesca de todo o país e de paises estrangeiros.

O secretario da pesca informou também que em 25 de junho, durante a “Semana do Peixe”, Itajaí vai sediar o “IIº Encontro Nacional de Pescadores Artesanais”.

Já no dia 26 de junho será realizada mais uma edição da “Festa da Tainha”, que  entrou definitivamente para o calendário gastronômico, cultural e turístico da cidade.

Vereador Níkolas Reis (PT) será o entrevistado do PRIMEIRO JORNAL desta terça

5 05America/Sao_Paulo abril 05America/Sao_Paulo 2010

O entrevistado do “Primeiro Jornal” desta terça-feira será o vereador Níkolas Reis (PT), líder da bancada de oposição ao governo Jandir Bellini. Ele vai fazer um balanço de seu mandato legislativo, uma análise da conjuntura política e apontar metas para este ano.

Em seu segundo mandato na Câmara de Vereadores de Itajaí, Níkolas desponta como futura liderança política na cidade e deve testar sua popularidade, concorrendo a uma vaga à Câmara Federal na eleição de outubro próximo.

Entre outros temas sobre os quais será questionado, estarão o Ifet – Instituto Federal de Santa Catarina e seu campi de Itajaí,as obras federais na cidade e região e sobre sua avaliação do desempenho do atual governo municipal.

O “Primeiro Jornal” inicia às  7 h e se estende até às 8 horas, de segunda à sexta-feira, na Rádio Comunitária Conceição 105.9 fm. A rádio pode ser ouvida na internet no endereço www.conceicaofm.com.br

Itajaí lidera ranking de repasses financeiros do governo federal

6 06America/Sao_Paulo abril 06America/Sao_Paulo 2010

Segundo informou o vereador Níkolas Reis (PT) em entrevista a este blogueiro e radialista e ao colunista político do Diário do Litoral  (Diarinho), o JC, hoje pela manhã,na rádio Comunitária Conceição 105.9 fm, no PRIMEIRO JORNAL, que vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 7 às 8 horas, Itajaí é a cidade brasileira que mais recebeu recursos federais, em números proporcionais à sua população.

Informou Níkolas, que até o momento o prefeito Jandir Bellini, conseguiu assegurar um montante de R$523 milhões de reais para a realização de obras na cidade. Se forem somados os recursos já recebidos no governo anterior, do prefeito Volnei Morastoni (PT), o volume de recursos federais aplicados em Itajaí se amplia ainda mais.

O vereador, que acompanha de perto as obras do campus do Ifet – Instituto Tecnológico Federal de SC, em Itajaí, confirmou que até o final do ano a edificação será entregue. No entanto, as aulas já começarão neste segundo semestre , garantiu Níkolas Reis.

O vereador também falou sobre sua pré-candidatura a deputado federal  assegurando que seu nome aparece bem em pesquisas internas de intenção de voto. Ele aposta na intenção dos eleitores em renovar a representação parlamentar na Câmara Federal.

Suzi Bellini deve ficar fora da disputa eleitoral deste ano

7 07America/Sao_Paulo abril 07America/Sao_Paulo 2010

Em entrevista a este blogueiro/radialista, a vereadora Suzi Bellini (PP) não conseguiu disfarçar, que de fato, não é mais candidata a deputada estadual. Ao menos é o que ficou evidenciado, por momentos de silêncio, após ter sido “levemente apertada” por mim.

Diante de sua dificuldade de se assumir como candidata à Assembléia Legislativa, Suzi deixou transparecer que as coisas já estão acertadas politicamente no paço da Vila Operária.

O vereador Oswaldo Gern ao assumir a secretaria da Fazenda, se colocou à margem do jogo eleitoral. O caminho estaria aberto para as pretensões da vereadora progressista. No entanto acordos e acertos de seu irmão prefeito, que passam pela governabilidade e por projetos políticos com alcance em 2012, inviabilizam a candidatura de Suzi Bellini.

Garis não aceitam acordo em processo por comentário de Boris Casoy

9 09America/Sao_Paulo abril 09America/Sao_Paulo 2010

DA FOLHA ONLINE

Os garis que processaram a TV Bandeirantes por causa de um comentário ofensivo do jornalista Boris Casoy que vazou no ar não chegaram a um acordo com a emissora, em audiência realizada pela Justiça do Rio na última quarta-feira, informa o site Última Instância.

Boris Casoy ofende garis ao vivo no “Jornal da Band”; assista

O juiz Brenno Mascarenhas, do 4º Juizado Especial Cível do Rio, marcou uma nova audiência para o próximo dia 30, quando será lida a sentença.

Os cerca de 800 garis envolvidos no processo pedem indenização por danos morais pelas declarações do jornalista durante a edição do “Jornal da Band” do dia 31 de dezembro de 2009.

Sem saber que o áudio estava sendo transmitido, Casoy comentou: “Que merda: dois lixeiros desejando felicidades do alto da suas vassouras. O mais baixo na escala do trabalho”.

O vídeo caiu na internet algumas horas depois e foi repudiado por internautas.

“Foi um erro. Vazou, era intervalo e supostamente os microfones estavam desligados”, disse, em conversa com a Folha Online por telefone, na mesma semana. “Errei mesmo. Falei uma bobagem, falei uma frase infeliz. E vou pedir desculpas.”

Casoy é conhecido pelo bordão “Isso é uma vergonha”.

Moradores do Morro do Baú denunciam descaso da prefeitura de Ilhota

10 10America/Sao_Paulo abril 10America/Sao_Paulo 2010

POR TATIANA REICHERT

Uma vergonha sem tamanho… após um ano e cinco meses de espera a secretaria de obras do municipio de Ilhota faz uma ponte nova para a minha rua. A obra foi feita na quarta -feira e acreditem hoje sexta-feira ela caiu… Por milagre não tivemos vitimas, imaginem a qualidade desta obra. O vereador da comunidade sr.VANILDO REICHRT“ DIZ QUE O POVO TEM QUE TER CALMA.. ´´é claro que ele não utiliza a tal ponte. Por favor nos ajudem… estamos sem representantes para nos defender … 

TATIANA REICHERT

“Pout porri” de tropeçadas

11 11America/Sao_Paulo abril 11America/Sao_Paulo 2010

DO CORREIO POPULAR / COLUNA DO GERD KLOTZ

Tá fora

O vereador Oswaldo Gern (PP) ao assumir a secretaria da Fazenda, se colocou à margem do processo eleitoral deste ano. Gern que já fora líder do governo Jandir e que preside o diretório progressista local, desde o início de seu mandato se declarava pré-candidato a deputado estadual.

Foi “esquecido”

Seu afastamento do páreo ficou evidenciado quando da última visita da deputada Ângela Amim (PP) à Câmara de Vereadores onde concedeu entrevista coletiva no gabinete da vereadora Suzi Bellini. Oswaldo não compareceu deixando a entender que sequer fora convidado para o encontro com a líder nas pesquisas a corrida ao governo do estado.

Uma pedra no caminho

Abriu-se assim uma avenida para as pretensões da parlamentar irmã do prefeito, que leva no nome a marca eleitoralmente bem sucedida do mesmo. Os acordos de Jandir e os projetos esboçados para a futura eleição municipal, se transformaram em barreiras e pedras no caminho de Suzi. Entrevistada por este colunista no “Primeiro Jornal” na Conceição 105.9 fm, na última quarta-feira, a vereadora não conseguiu disfarçar que está fora do páreo na corrida eleitoral deste ano.

Bons cabritos?

Tudo leva a crer que Bellini fechou com sua vice Dalva Rhenius (DEM) na corrida a uma cadeira na Assembléia Legislativa. Como já havia decidido apoiar Paulo Bornhausen à Câmara Federal, o prefeito sacramenta uma chapa de demos com seu apoio oficial. Resta saber como reagirão os progressistas locais. Ditado popular diz que “bom cabrito não berra”. A dúvida é se os “cabritos” progressistas vão se esmerar na campanha dos demos como se fossem do mesmo curral.

Aliança histórica

Outra questão que, como diria o Timbuca (Dr. José Eliomar) “se alevanta” diante deste cenário, é se com a ausência de nomes do PP concorrendo por Itajaí nas proporcionais, não faltariam votos preciosos ao menos para eleger mais um deputado da sigla. Há quem veja nesta suposta definição política do prefeito, a sinalização de uma aliança já costurada nos bastidores entre os demos e pepistas estaduais.

Governo fim de baile

O governo que prometia fazer o itajaiense sorrir, desde seu início não consegue se manter ereto, caminhando em ziguezague, como bêbado trôpego após baile de vaneirão. Com freqüência bimestral, o governo protagoniza escândalos ou se mete em situações nebulosas. Foi assim com o “festival de dispensas de licitações”, com 15 empresas criadas a toque de caixa no início do governo, com empresas estilo “gasparzinho”  (o fantasminha camarada),algumas exalando odor cítrico vencido…

Enterrando sentimentos

Depois se seguiu o escândalo das “roupas enterradas” (doadas para as vítimas da enchente de 2008) num arrozal na canhanduba e os R$120 mil para uma empresa dobrar roupas, ou “sentimentos” como chegou a afirmar Suzi Bellini em sessão da Câmara.

Empresa “sortuda”

Logo em seguida, veio ao conhecimento público o caso “J. Moreira’, empresa vencedora de 23 obras, de um lote de 25 da secretaria da saúde. A imprensa revelou que a empresa estava em nome de um ex-funcionário do vereador Douglas Cristino (DEM), e que sua irmã seria a gerente. Tanto o vereador como a secretária da saúde, a vice Dalva Rhenius, são correligionários dos demos. A sindicância aberta na Câmara acabou em pizza servida fria.

Queijos da discórdia

Dá para perder a conta. Eis que 2010 inicia e logo surge no cenário o “imbróglio” do IPTU com valores astronômicos, fazendo Jandir recuar aos valores de 2009 e devolver o dinheiro que já havia sido arrecadado. Ao mesmo tempo se desenhava o escândalo da distribuição dos queijos doados por uma cooperativa do oeste do estado e distribuída sem o menor critério. Resultou na queda da secretaria do desenvolvimento social, Rosane casas, esposa do chefe do ninho tucano municipal, o médico Deodato Casas, pré-candidato a deputado estadual.

Geladeiras voadoras

Ao mesmo tempo, graças à denúncia da presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Foz do Itajaí, Eliane Correa, a “Elianinha”, ficamos sabendo que a distribuição de mil geladeiras doadas pela Celesc para serem entregues a pessoas mais necessitadas que foram atingidas pela enchente de 2008, foram distribuídas como os queijos, sem critério e na mais absoluta irresponsabilidade com o que é público. Transparência zero. Também deu em pizza fria.

Zé machuca o menino

O blog “O menino que não machuca” de tanto contrariar seu título acabou sendo “machucado” por ação penal movida pelo coordenador do Codetran, José Avercino Ferreira, também conhecido como “Zé Bellini” e mais recentemente como ‘Zé da Hillux”, ou “Zé das Multas” e agora também “Zé dos Faróis”.

Ação entre amigos

Ele moveu ação penal contra o dono do blog, Rômulo Mafra, motorista concursado da prefeitura, animador cultural nas horas vagas e astrônomo autodidata. Por conta desta ação onde o “Zé” pede uma indenização por danos morais de R$30 mil reais, Mafra vai se afastar do Blog nas próximas semanas para constituir advogado e se defender. Se a moda pega, a liberdade de expressão vai ficar como uma vaga lembrança e o judiciário ainda mais atulhado de processos.  “Amigos da onça” sugerem ao, por ora, ex-blogueiro, que caso perca a ação na justiça, faça uma “ação entre amigos” com o sorteio de uma Hillux. De brinquedo e devidamente identificada…

Não pagaram a conta

E por falar em ação judicial, quem está sendo processado por “execução por quantia certa contra devedor solvente” a pagar a dívida de acordo com o art. 652, caput, do CPC, é a Empresa Frigovale e seus proprietários, entre eles Jandir Bellini. Segundo o despacho judicial “ não efetuado o pagamento, deverão ser penhorados tantos bens quantos bastem para garantir a dívida, lavrando-se o respectivo auto de penhora (art. 652, § 1º, do CPC)”. A ação é movida pela ADM do Brasil Ltda, uma multinacional do ramo alimentício.

Era calúnia

Com sede em Decatur, Illinois,nos Estados Unidos a ADM é líder mundial na produção de farelo de soja e óleo de milho e tem mais de 28.000 funcionários, mais de 230 plantas de processamento e vendas líquidas para o ano fiscal encerrado em 30 de junho de 2009 de US $ 69 bilhões. Quando na campanha eleitoral se dizia que a empresa do prefeito ia mal das pernas, isso era considerado uma difamação descabida.

Dilma encosta em Serra segundo pesquisa Sensus

13 13America/Sao_Paulo abril 13America/Sao_Paulo 2010

DO BLOG DO FAVRE

Sensus: empate entre Serra e Dilma

32,7% a 32,3%. Serra e Dilma.

Ciro Gomes: 10,1%. Marina Silva: 8,1%.

Brancos e nulos: 7,7%.

Não sabe: 9,1%.

Cenário sem Ciro: Serra 36,8%; Dilma 34,0%; Marina, 10,6%. Brancos e nulos: 9,1%.

Não sabe ou não respondeu: 9,5%.

Segundo turno: Serra 41,7%; Dilma, 39,7%.

Brancos e Nulos: 10,1%.

Não sabe e não respondeu: 8,5%.

Margem de erro da pesquisa: 2,2%

Foram 2 mil entrevistas feitas entre 5 e 9 de abril em 136 municípios de 24 Estados.

Esses são os resultados da pesquisa de intenção de votos para presidente da República aplicada pelo Instituto Sensus por encomenda do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada e Afins do Estado de São Paulo.

Folha admite erro em declaração de Dilma Rousseff

15 15America/Sao_Paulo abril 15America/Sao_Paulo 2010

DO COMUNIQUIE-SE

Da Redação

A Folha de S. Paulo admitiu erro em transcrição de declaração dada pela pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff. A matéria foi publicada no último domingo (11/04). “Em parte dos exemplares, foi publicado erroneamente que a pré-candidata do PT à Presidência disse, em evento em São Bernardo no último sábado: “Eu não fugi da luta e não deixei o Brasil”. A declaração correta, publicada na maior parte dos exemplares, é: “Eu nunca fugi da luta ou me submeti. E, sobretudo, nunca abandonei o barco”, diz o jornal, na seção Erramos desta quinta-feira (15/04). A Folha também publicou uma carta no Painel do Leitor. Nela, a assessoria de Dilma pede a correção, pois a “informação errada deu margem a uma interpretação maliciosa do discurso”. O erro provocou uma série de críticas à pré-candidata, pois a declaração foi interpretada como um ataque aos exilados durante o regime militar. A ex-ministra já havia reclamado do erro em seu perfil no Twitter. “São equívocos como esse que provocam falsas polêmicas”, escreveu a ex-ministra.

Provesi pode desistir de sua candidatura

16 16America/Sao_Paulo abril 16America/Sao_Paulo 2010

Após as declarações do governador de SC, o gaúcho de Sarandí, Leonel Arcângelo Pavan, ao jornalista Fernando Alécio (http://fernandoalecio.wordpress.com/ -http://twitter.com/fernandoalecio) esta semana, afirmando que o PSDB de Balneário Camboriú terá um candidato a deputado federal (os vereadores Dão Koederman ou Fabrício de Oliveira), o ex-reitor da Univali, José Roberto Provesi, que contava como certa a sua candidatura solitária na região a uma vaga na Câmara, deve estar sentindo na pele a enrascada em que se meteu.

Uma frase de Pavan colhida pelo jornalista diz tudo: “Nunca o Provesi vai fazer em B. Camboriú os votos que o Dão ou o Fabrício fariam”… 

Já há quem aposte, que Provesi logo vá desistir da aventura eleitoral, com receio de um fiasco ao final da contagem dos votos.

O fato é que dificilmente o PSDB de Balneário Camboriú – berço de Pavan e seu grupo – ficaria de fora da disputa para os dois cargos proporcionais.

Para a Assembléia o nome definido é o de Dado Cherem.

Falta um nome para a Câmara Federal, que deverá ser um dos vereadores postulantes.

Para mais infomações leia também o blog do Fernando Alécio:http://fernandoalecio.wordpress.com/

Jandir escala os veteranos

17 17America/Sao_Paulo abril 17America/Sao_Paulo 2010

Vai para o governo

Em recente entrevista na rádio Clube Bandeirantes, Manoel Rodrigues da Conceição, o Nelinho (PPS), afirmou que teria entrado em acordo com o prefeito Jandir e que vai finalmente embarcar no governo em uma diretoria do Semasa.

Os que conhecem Nelinho, por sua capacidade administrativa e referência política na cidade, crêem que este seria apenas o seu primeiro passo no governo…

Cansou dos novatos

E por falar em cargos, é visível que o prefeito Jandir após mais de um ano de governo sem rumo, que não emplaca e nem faz ninguém sorrir, resolveu escalar seu time de antigos titulares.

Rosalir e Gern são os primeiros.

Logo deve vir Hélio Cristofolini na secretaria do desenvolvimento social e João Macagnan, possivelmente no planejamento.

Até Amílcar Gazaniga, o “voluntário”, estaria cotado para um cargo entre os titulares.

A tarefa desse time de antigos titulares é dar rumo ao governo que até o momento caminha trôpego, sem direção, agindo ao sabor dos ventos, que nem sempre o levam a porto seguro.

Será que vão conseguir?

Haverá um “novo” governo Jandir, ou apenas mais do mesmo?

Médico sem fronteiras…

19 19America/Sao_Paulo abril 19America/Sao_Paulo 2010

 

É séria a denúncia contra um médico que estaria consultando gratuitamente em Itajaí e Navegantes.

Nas terras que margeiam o rio Itajaí – Açu do lado “dengo dengo”, as consultas seriam feitas em uma sala sem cadeiras, com apenas dois bancos, no bairro Machados.

Ele faria consultas coletivas com as pessoas uma à frente das outras.

Segundo relato de quem foi consultado “é pior que o SUS”, pois o médico pouco faz perguntas e os pacientes saem com receitas e pedidos de exame.

Segundo informações que chegaram ao colunista , outras “sessões” desse tipo já haviam acontecido e outras estariam sendo organizadas por uma mulher da comunidade.

Será que a Associação Catarinense de Medicina aprova esse tipo de ação médica?

Nos próximos dias , ou quem sabe já amanhã, ou ainda hoje, traremos mais informações sobre esse “médico bonzinho”…

Artistas acusam governo Bellini de favorecimento

19 19America/Sao_Paulo abril 19America/Sao_Paulo 2010

PEGUEI DO MENINO QUE NÃO MACHUCA

abril 19, 2010 por Rômulo Mafra

do DIARINHO:

Entre os chegados abençoados pela prefa estão o produtor Antonio Carlos Floriano e Max Reinert, que nem mora mais em Itajaí

O circo pegou fogo ontem, na sede da secretaria de Turismo de Itajaí. Artistas da rede Itajaiense de Teatro se reuniram com vereadores pra questionar os projetos culturais das comemorações dos 150 anos e a seleção da lei de Incentivo à Cultura, que teria aprovado só os chegados do governo Jandir Bellini (PP). Eles dizem que a grana foi distribuída pra quem era da panelinha, como Antônio Carlos Floriano, produtor cultural responsável pela agenda comemorativa, que teve o mesmo projeto aprovado dois anos seguidos por Denise da Luz, diretora do teatro e sua patroa.
Outro acusado de ser um apadrinhado que se deu bem é Max Reinert, diretor de teatro que foi de mala e cuia pra Floripa logo que o PT ganhou a prefa, em 2004. O trio teria feito campanha pro Bellini durante a eleição. O berreiro foi comandando pelas atrizes Sandra Knoll e Valéria de Oliveira, representantes peixeiras na federação Catarinense de Teatro e conselho Nacional de Teatro. Elas dizem que a galera do teatro levou um escanteio legal depois que Bellini assumiu. Tava lá gente como Valentim Schmoeller, há 25 anos labutando no grupo de teatro Anchieta.
Entre os supostos cambalachos, estaria a baba de R$ 100 mil por um saite em comemoração aos 150 anos de Itajaí, de autoria de Floriano. Outra reclamação é com Max Reinert, que nem vive mais em Itajaí, mas teria sido convidado pra tocar o desfile de níver da city. Há suspeita de que o projeto era do artista plástico Luiz, do núcleo Experimental de Formas Animadas (Nefa).
Já o livro “Retrato: Itajaí 150 anos”, da Freguesia Produção Cultural, que pertence a Floriano, conseguiu quase R$ 15 mil em 2009 e 2010. E sua esposa, Denise, faz parte da turma que seleciona os trabalhos. Os desconfiados dizem também que muitos que integram o grupo não têm currículo artístico pra avaliar os projetos, como o procurador do município, que é advogado. Entre os presentes na reunião estavam os vereadores Marcelo Werner (PCdoB), Níkolas Reis (PT) e Susi Bellini (PP). Nenhum outro bagrão deu as caras.

Médico sem fronteiras II

20 20America/Sao_Paulo abril 20America/Sao_Paulo 2010

O caso do “médico sem fronteiras” de Itajaí que perambula pelos bairros da cidade e por outras cidades da região tem chamado a atenção e provocado reflexão de setores importantes entre os membros de sua confraria.

Além de Itajaí – sua base – ele circula por Navegantes, Penha, Piçarras e até São Francisco do Sul, clinicando gratuitamente, em espaços improvisados, com os pacientes sendo colocados frente a frente em bancos de madeira, como se fora um humanista espalhando benefícios sem nada querer em troca.

Esse comportamento se assemelha à velha prática assistencialista e interesseira, pois é mais que óbvio, tanto quanto o sol nasce e se põem diariamente, que sua ação tem um objetivo explícito de obter vantagem futura.

Esse objetivo é evidenciado quando ao final da consulta médica grátis, ele fala aos seus pacientes: “eu te ajudo e você me ajuda…”

É clara a intenção de obter uma vantagem, de conquistar um “pagamento” pelos serviços prestados…

A atitude deste profissional da saúde que deveria no mínimo respeitar o código de ética de sua profissão, é uma velhacaria das mais sórdidas.

Ao invés de lutar para que sua cidade e os municípios onde ele presta seus serviços médicos com o intuito de obter vantagem em futuro próximo, tenham melhores condições e qualidade no atendimento médico, ele age como se a prestação do serviço de saúde fosse uma benesse pessoal e não uma obrigação dos municípios e das outras esferas governamentais.

Sua ação afronta o Código de Ética Médica.

Em seus princípios fundamentais o Novo Código de Ética Médica preconiza em seu capítulo I, inciso X:” O trabalho do médico não pode ser explorado por terceiros com objetivos de lucro, finalidade política ou religiosa”.

Já o capítulo VIII, que trata da remuneração profissional, afirma taxativamente em seu artigo 71 que ‘é vedado ao médico’:”oferecer seus serviços profissionais como prêmio, qualquer que seja sua natureza.”

A leitura atenta e combinada desses dois artigos deixa claro que não é ético o trabalho com a finalidade a que se propõe este “médico sem fronteiras” e sem escrúpulos.

Artista denuncia maracutaia em Ponto de Cultura de Itajaí

21 21America/Sao_Paulo abril 21America/Sao_Paulo 2010

Segue abaixo a íntegra do manifesto do artista plástico, cenógrafo e bonequeiro, Luis Melo, denunciando irregularidades na administração do Ponto de Cultura onde funciona o NEFA – Núcleo Experimental de Formas Animadas.

MANIFESTO DO ARTISTA
Itajai-SC
Venho por meio desta manifestar a atual situação administrativa do Ponto de Cultura N.E.F.A (Núcleo experimental de formas animadas) e de minha participação.
Meu nome é LUIS MELO, artista plástico, cenógrafo, bonequeiro, especializado em alegorias, com mais de 15 anos de experiência na realização de projetos artísticos, realizados e executados em vários municípios do estado de SC e do Brasil. Resido em Itajaí desde 2003, quando neste mesmo ano iniciei meu primeiro trabalho na cidade através da confecção de alegorias da escola de samba Unidos de Loca, no carnaval daquele ano.
Em junho de 2006 Meu Ateliê, Luis Melo Arte, uniu-se em parceria com a Cia.Etc e Tal manipuladora de formas, na pessoa do ator Cidval Batista Junior, formando assim o projeto (N.E.F.A) Núcleo experimental de formas animadas. No ano de 2009 pleiteamos e participamos do edital de pontos de cultura do MINC, para Santa Catarina onde fomos aprovados, e elegemos o Sr Cidval, diretor da Cia.Etc e Tal manipuladora de formas como administrador, por conta de impedimentos documentais exigidos no edital, pois sou Uruguaio de nascimento, vindo para o Brasil com apenas 14 anos de idade, porém, tendo meus documentos Uruguaios.
A proposta do ponto de cultura foi idealizada com a finalidade única de prestar serviços à comunidade, para efetivar um sonho de uma arte ativa e integrada na relação com outros artistas e comunidade.
Estavam previstas no escopo do projeto, aplicabilidade de ações tais como: Maracatu, Capoeira, Teatro, Cinema, Contação de história, Música e outros, inclusive oficinas, por mim ministradas, das quais, até o momento, nenhuma destas atividades foram sequer iniciadas, tudo por ingerência e descompromisso da parte do Administrador, Sr. Cidval Batista.
Fazem exatos (03) Três meses que o Sr. Cidval não comparece ao Núcleo, paralisando todas as atividades do ponto, tendo o mesmo, inclusive manifestado intenção de transferir a estrutura do ponto de cultura para a residência em que mora para somente manter seu núcleo. E assim o foi.
O ponto até hoje não dispõe dos equipamentos necessários para o funcionamento pleno das atividades, contamos apenas com o espaço, pois os equipamentos até hoje não foram adquiridos e menos ainda dada uma perspectiva ou seja, sem explicações aparentes , uma vez que a verba já foi liberada e está na conta .
Portanto venho pedir desculpas aos senhores conselheiros artistas e comunidade que acreditaram no projeto proposto pelo meu Ateliê e a companhia ETC e Tal (N.E.F.A) pois por falta de comunicação e por força de interesse escusos do agente cultural que se propôs a fazer a gerencia do projeto, deixando a comunidade desejosa por desfrutar do projeto financiado com dinheiro publico.
Eu Luiz Melo em nome de todo o Ponto de cultura (N.E.F. A) Núcleo experimental de formas animadas, vimos a publico através deste Conselho Municipal de Cultura e da Prefeitura Municipal de Itajaí , pedir a urgente intervenção administrativa do ponto de cultura sob pena de processo administrativo pelo Ministério da Cultura questionando a capacidade de execução da proposta por parte da Secretaria de Cultura junto ao ponto de cultura.
Eu e os artistas participantes, juntos da comunidade, nos sentimos desapontados com o rumo das perspectivas apontadas no presente, onde fomos excluídos de um processo de execução do projeto nos sendo negada a participação no mesmo, inclusive, com rompimento entre nós por parte do Sr. Cidval Batista. Eu, enquanto artista emprestei todo o meu currículo para corroborar na proposta, fazendo toda uma articulação no município e me vejo agora, entre a cruz e a espada, pois meu nome esta sendo usado indevidamente por pessoas de interesses mesquinhos e egoísta.
Pedimos a colaboração de todos para que juntos possamos concretizar este sonho que é possível e que nossos artistas e comunidade tanto anseiam.
Boletim de Ocorrência: Na reunião do conselho 21 de Dezembro de 2009 fui convidado pelo COMUC a propor projeto dentro da programação do 150 anos de Itajaí .
Foi proposto por mim, portanto, ministrar oficinas de alegorias com profissionais junto as comunidades de Itajaí para a confecção de carros alegóricos comemorativos aos 150 anos de Itajaí, projeto este, que envolveria diversos setores da sociedade como o CDL . Onde o objetivo seriam os frutos das oficinas gerados pela comunidade e transformadas em alegorias para a apresentação no desfile das comemorações do aniversario de 150 anos de Itajaí.
Este projeto foi apreciado pela comissão e aprovado pela mesma, tendo sido modificado e desvirtuado na sua essência pelo Sr. Cidval que se propôs a me ajudar administrando o projeto quando na verdade ele me excluiu do meu próprio projeto terceirizando a execução do mesmo por pessoas de fora da cidade, sem currículo e inexperiente, me causando enorme transtorno pelo uso indevido do meu nome nas relações com os poderes públicos e comunidade, respondendo por mim sem meu consentimento, inclusive levando outra pessoa na apresentação do projeto no conselho, por nome Max Rainert, vindo de Florianópolis, sem meu conhecimento, de que teríamos esta apresentação,tudo feito em segredo, onde fiquei sabendo mais tarde que tinham aprovado o meu projeto com todas as atividades propostas por mim, quando que na verdade eu até agora não tenho nenhum conhecimento de como se esta dando o andamento muito menos participando da execução do mesmo, por falta de comunicação e de transparência do Sr. Cidval que tomou o projeto como sendo dele usando meu nome(È Como se fosse voar sem o piloto) fico constrangido que nessa fase da minha vida, com todas as minhas aspirações artística e diante de uma comunidade inteira eu tenha que passar por pessoas deste nível e admitir que demos as mãos as pessoas erradas, e me vejo obrigado a responder por tudo isso…confesso tenho minha culpa! Pois cai numa armadilha da qual me vejo em “cheque mate “. Peço a participação de todos a esta discussão e resolvamos juntos este imbróglio que não pode ser só meu.
Eu e a comunidade não merecemos esta situação que estamos enfrentando juntos, pois tenho nestes projetos, anos de pesquisa e construção de uma formação artística que vejo ruir entre meus dedos por falta de honestidade dos parceiros que se aproximaram de nós.
Sem mais para o presente momento, agradecemos a atenção dispensada e nos disponibilizamos para maiores esclarecimentos.
LUIS MELO. (N.E.F.A)

Carta manifesto de uma artista indignada

22 22America/Sao_Paulo abril 22America/Sao_Paulo 2010

Enviada por e-mail

MAIS UMA DO DIRCEU BORBOLETA

Na segunda-feira dia 19 de abril, na sede da SETUR, local onde designado às reuniões do COMUC – Conselho Municipal de Cultura da cidade de Itajaí aconteceu mais uma das tantas barbaridades e desmandos que a nossa cultura vendo sendo vítima.

Às 11h da manhã quando abri meus e-mails, li uma convocação para a posse dos novos conselheiros e eleição da nova diretoria. Como sou conselheira do Setor Teatro e Circo, fiquei abismada com a rapidez com que tudo aconteceu. Liguei para o presidente interino Renato Seara, para confirmar essa notícia, e ele me disse que também não estava sabendo e foi conferir. Realmente estava lá. Então ele me contou o que havia acontecido.

O Renato Seara tinha avisado a secretária do conselho na semana anterior para ela fazer a chamada na terça feira, porém, ela abriu seus e-mails somente nesta segunda-feira e encaminhou o pedido. Entretanto, o tempo hábil para essa convocação foi insignificante, já que, o próprio superintendente Age Pinheiro, havia faltado à reunião da semana anterior com a desculpa que não havia visto seus e-mails naquele dia – e olha que o e-mail da reunião da semana passada nem tinha sido postado no dia, e sim, alguns dias antes.

Enfim, fui à reunião pensando que seria mais uma reunião, na qual poucas pessoas estariam presentes e, então, seria deliberado que teríamos uma semana para nos preparar para a eleição, já que havíamos nos colocado a disposição para montar uma chapa.

Dito e feito. Cheguei lá o que encontrei? A sala repleta de membros que eu nem conhecia – todos os membros do governo arrumados e perfumados para a eleição. Isso começou a cheirar mal. O conselho é paritário, 14 conselheiros do governo e 14 da sociedade civil, ou melhor, artistas da comunidade. Tínhamos os 14 membros governamentais – porque é claro, todos foram convocados e não por e-mail, mas com certeza, por telefone e sem dúvida, pelo Superintendente Agê Pinheiro. Coisa rara, aliás, pelo depoimento indignado do ator Valentim Schmoeller “Participo há três anos desse conselho e nunca vi tanta gente do governo como hoje”. Já deu pra entender não é? Não? Eu explico. Seria assim como: vamos enfiar goela abaixo essa eleição em vocês.

Bom, foi isso que aconteceu. A maioria burra venceu. Aliás, depois de tanta balela, retirei a chapa que havíamos feito há dois meses a qual era para ser uma chapa de consenso, pois, não havia ninguém na época querendo pleitear essa bucha. Sim, bucha. Digo isso porque é, um trabalho voluntário (para quem não é do governo, diga-se de passagem) com tanta responsabilidade, só pode ser bucha. Mas uma bucha pela qual  estou e quero lutar. Aliás, nós todos do Teatro queremos lutar, tenho o aval dos meus companheiros de categoria e só por isso aceitei a incumbência.

Retirei a chapa, pois, na hora houve a desistência da Anne Fernandes, nossa diretora da Casa da Cultura que havia se comprometido em ser secretaria dessa chapa. Ou seja, amarelou. Isso mesmo. Ela ainda veio com um discurso bonito que não estava lá para ser votada e sim para votar. Um discurso bem vazio, mas o que esperar da Diretora da Casa da Cultura?

Pois bem. O governo amparando todas as irregularidades através do Sr. Jucélio, funcionário da Fundação Cultural de Itajaí, que, para os problemas que estavam aparecendo ele sempre dava um jeito de dizer que estava “dentro da lei”. Dentro da lei um nome que saiu errado na nomeação de uma das câmaras setoriais. Dentro da lei uma pessoa contratada pelo governo fazendo parte de uma câmara não governamental. Tudo isso acontece sim, na cidade de Itajaí, ou melhor, poderíamos chamar de Sucupira, isso mesmo, a cidade fictícia do referido Dirceu Borboleta. Tudo dentro da lei, mas tudo fora da moralidade.

 

Vejam bem minha gente. Uma eleição que poderia ser impugnada só por estes dois motivos. Mas não, muitos membros da sociedade civil, ou seja, artistas. Sim, eles pediram ao Senhor Superintendente Agê Pinheiro, um também artista que inclusive já fez e desfez da Fundação Genésio Miranda Lins em outras épocas, quando outrora era vizinho daquele prédio. O Senhor Superintendente deve lembrar as coisas que fazia por lá, não?

Mas, foi isso que aconteceu, ele próprio não deu voz aos artistas, vindos de uma categoria, que um dia ele pertenceu e que, quiçá, ainda volte a pertencer, Pois é. O Sr. Agê Pinheiro, Superintendente da Fundação Cultural de Itajaí, não deu ouvidos novamente as vozes que vieram do lugar ao qual ele já pertenceu.

Mas isso não me surpreende numa cidade onde temos tantas dessas acontecendo. Não vou me alongar tanto, pois, creio que todos devem estar enojados com tanta falta de caráter e moral.

Senhor Prefeito Jandir Bellini. O Senhor Está sabendo disso tudo? Leia o jornal, se informe com seus assessores… Ah, desculpa, acho que eles não querem lhe incomodar com coisas tão insignificantes provenientes da cultura, não é? Mas se não temos cultura, teremos o que?

Não queremos um “Dono da Cultura” que fica lá no Paço da Prefeitura na Chefia de Gabinete, manipulando os processos culturais com ar-condicionado ao seu bel prazer. Não podemos retroceder ao período do apadrinhamento! Itajaí avançou artisticamente! Aceitem isso. É fato.

Queremos diálogo, transparências, queremos as portas abertas, espaços físicos, trabalho e, sobretudo, pessoas que queiram se relacionar com a arte da cidade e com os artistas da cidade, não precisamos de gestores enclausurados em seus escritórios. Queremos MOVIMENTO E AÇÃO e queremos ser partícipes do processo.

Sandra Knoll

Presidente da rede Itajaiense de Teatro

Conselheira da área de Teatro e Circo – COMUC

Artista indignada!

Estamos preparados para uma nova enchente?

24 24America/Sao_Paulo abril 24America/Sao_Paulo 2010

Defesa civil I

A I Conferência Nacional de Defesa Civil e Assistência Humanitária realizada no final de março em Brasília teve a participação de 1.500 delegados, representantes de 18 estados e mais de mil municípios. 

Segundo informa o sítio eletrônico do evento “entre os temas que foram consenso estavam a criação da carreira de agente da Defesa Civil, a implementação do Fundo Nacional de Defesa Civil e a obrigatoriedade dos governos estaduais e municipais constituírem conselhos de Defesa Civil com a participação da sociedade.”

Dois pesos

A líder comunitária das vítimas do Morro do Baú em Ilhota, Tatiana Reichert, teve participação efetiva na organização desta conferência, fazendo parte da mesa organizadora dos trabalhos.

Já o representante da Defesa Civil de Itajaí, não foi ao evento e sequer enviou representante, alegando que já “sabia de tudo” do que seria tratado lá, conforme reportagem publicada no Diarinho .

Duas medidas

Os dois comportamentos, a de Tatiana, moradora do Morro do Baú, e a do major Sérgio Murilo, o incensado “técnico” do governo Jandir,revelam a diferença entre quem viveu e sentiu na pele a tragédia e  quem apenas acompanhou como técnico sem alma, destituído de uma visão humanitária e sem a menor noção da responsabilidade que lhe cabe.

Desdenha da célebre frase de Sócrates: “só sei que nada sei”.

Formulação que demonstra a humildade diante do desconhecido e a necessidade da busca permanente de novos conhecimentos.

Segue abaixo, opinião manifestada pelo professor Leonardo Rubi Rorig,biólogo, mestre em Oceanografia e doutor em Ecologia e Recursos Naturais, em ENTREVISTÃO do Diarinho deste final de semana, que desnuda a situação atual de nossa Defesa Civil:

“DIARINHO - O vale do Itajaí sofreu com uma enchente devastadora em 2008. Apesar de, na época, vários especialistas terem afirmado que a tragédia aconteceu por falta de planejamento das cidades, que deveriam ter mantido as matas ciliares de rios, por exemplo, as autoridades não parecem ter mudado as políticas públicas em função da prevenção de desastres. Por que o senhor acha que isso acontece?
Leonardo – É mais fácil para o poder público esquecer uma tragédia dessas e suas causas, porque apostam que essas coisas vão acontecer apenas esporadicamente. Infelizmente, a enchente foi uma tragédia anunciada. As coisas que aconteceram tanto em Itajaí quanto em Ilhota, Gaspar, já vinham sendo faladas pelo comitê do Itajaí e pelas universidades do vale há anos, e éramos chamados de loucos, quando não éramos ofendidos com aquele discurso pobre, dizendo que a gente era contra o progresso. Eu acho inadmissível que nós não tenhamos, depois de tantas enchentes, um sistema de alerta que pelo menos diga com um dia de antecedência ou com 12 horas de antecedência que uma casa vai ficar debaixo dágua, pras pessoas pelo menos salvarem sua dignidade e sua vida. Isso não é difícil. Os estudos, a metodologia pra isso já existe, dentro da Furb, da Univali e de órgãos públicos. E não se fez nada. Veio a tragédia, se fez um debate. Passou um mês, dois, três, e não aconteceu nada de efetivo. A gente não vislumbrou nenhuma solução”.

Para ler a entrevista na íntegra http://www.diarinho.com.br/materias.cfm?caderno=22&materia=5134

Rede itajaiense de teatro responde nota da prefeitura

26 26America/Sao_Paulo abril 26America/Sao_Paulo 2010
DA REDE ITAJAIENSE DE TEATRO /  ENVIADA POR E-MAIL  
   

Esta é uma resposta à nota pública feita pela prefeitura no dia 20/04/2010 às 15:44:40 e que não foi assinada por ninguém.

O link http://www.itajai.sc.gov.br/noticias_det.php?id_noticia=15867

A REDE responde:

 

Prefeitura: Com relação a matérias veiculadas na mídia sobre acusações de irregularidades em contratações referentes às comemorações dos 150 anos de emancipação política administrativa do Município, esclarecemos que:

Prefeitura: A Cia de Teatro Etc e tal, de Itajaí, reconhecida como Ponto de Cultura pelo Ministério da Cultura, apresentou à Comissão dos 150 anos, da qual faz parte membro nato do COMUC, projeto para desfile comemorativo à data, que terá mais de mil integrantes e que contempla a participação de clubes de serviço, associações e membros da comunidade artística, entre outros.

REDE: A Cia de Teatro Etc e Tal é reconhecida como Ponto de Cultura, porém mantém o Ponto fechado, sem as atividades com as quais se comprometeu e sem participar das reuniões da Teia a qual os pontos de cultura são vinculados. Os responsáveis pelos Pontos farão a intervenção. O Etc e Tal está burocraticamente dentro da lei e fora da moralidade em suas ações. O projeto apresentado é de autoria do artista Luís Mello. Não foram feitas acusações foram levantados pontos para esclarecimentos, por isso foram chamados os vereadores. Tivemos atenção dos Vereadores: Marcelo, Nikolas e Susi.

Prefeitura: Tendo o projeto sido aprovado pela Comissão, foi conveniado com a Fundação Cultural de Itajaí recurso para contratação de mão de obra e materiais para a confecção de carros alegóricos, adereços, figurinos, e tudo mais que um desfile desta proporção e qualidade exige. Artesãos, associação de costureiras, figurinistas, e artistas de diversas áreas estão sendo contratados para a realização dos carros e figurinos.

REDE: Entre as pessoas que compõem a força de trabalho aplicada para a realização do projeto Itajaí 150 anos e que recebem pagamentos para tal, estão Max Reinert da Téspis Cia de Teatro / A diretora do Teatro Municipal Denise da Luz seu marido Antônio Carlos Floriano / Cidval Batista que é representante legal da Cia de Teatro Etc e Tal / Todos eles trabalharam na campanha a prefeito de Jandir Bellini. Então, de novo tudo dentro da lei e fora da moralidade, porque isso se caracteriza claramente como apadrinhamento político, haja vista, que nenhum outro grupo de teatro foi chamado para esses trabalhos. Além do que Max Reinert e Denise da Luz são da Téspis Cia de

Teatro que é radicada em Florianópolis, portanto, o grupo escolhido sem processo democrático sequer é atuante na cidade de Itajaí.

Artesãos, associação de costureiras, figurinistas, e artistas de diversas áreas estão sendo contratados para a realização dos carros e figurinos. Quem são as pessoas? Nomes? A figurinista é a Denise da Luz. Dos 13 grupos de Teatro de Itajaí nenhum artista foi contratado ou chamado para participar do processo ou do trabalho remunerado.

Prefeitura: O site dos 150 anos, www.150anos.itajai.sc.gov.br, foi elaborado pelo Centro Tecnológico de Informação e Modernização Administrativa – CTIMA, da Prefeitura de Itajaí, e mantido e alimentado pelo próprio Ctima, pela Secretaria de Comunicação, e mediado por profissionais da Agência de Publicidade contratada da Prefeitura. Importante: não há nenhum contrato da Prefeitura com o Sr. Antônio Carlos Floriano, como foi citado na matéria.

REDE: Se o Sr. Floriano não é contratado o que faz ele todos os dias na prefeitura de pastas nas mãos? Vários funcionários da prefeitura confirmam a estada dele por lá. O contrato não existe, mas, a efetiva presença dele no Paço da Prefeitura existe. E este Sr. é o dono da empresa Freguesia Produções que participa de trabalhos da prefeitura, inclusive ele foi o responsável por ir vender o festival de Música no ano passado no Rio de Janeiro, querem nos dizer que isso foi feito sem autorização da prefeitura? A prosa do Festival de Música só tomou outro rumo por interferência do COMUC e do Setorial da Música.   

Prefeitura: O livro “Retratos Itajaí 150 anos”, que é de autoria de Marcos Porto, Ronaldo Silva Jr e Cristiano Moreira, apresentado para aprovação na Lei de Incentivo à Cultura pela Freguesia Produção Cultural, teve a primeira parte do projeto aprovada em 2009, contemplando pesquisa, fotografias e projeto gráfico. Neste ano de 2010, a segunda parte do projeto foi aprovada pela CITAC – Comissão Itajaiense de Avaliação de Projetos Culturais, para edição e impressão do referido livro. A diretora do Teatro Municipal, Denise da Luz, não é membro do CITAC, mas, sim, parecerista de projetos na área de teatro juntamente com outro parecerista. Pareceristas são pessoas que ajudam a avaliar projetos em dez diversas áreas culturais. O parecer deles não é terminativo, isto é, quem decide sobre os projetos que vão ser aprovados é a Comissão, da qual o COMUC também é membro nato.

REDE: Então a Fundação Cultural está afirmando que podemos fazer projetos em partes e apresentar na Lei? Está aberto o precedente então, é isso? Entraremos com os recursos dos outros projetos anulados por serem semelhantes? Outros projetos já foram anulados por serem considerados parecidos, seriam eles então a segunda etapa de projeto? Quem vai conseguir responder por isso? Sobre pesquisa, fotografias e projeto gráfico, temos a dizer que vários projetos forma inviabilizados na aprovação justamente por trazerem tríades como esta. Sendo a Srª Denise da Luz diretora do Teatro Municipal, portanto, cargo comissionado, não seria mais apropriado e moral que seu marido e seus parceiros de grupo se mantivessem fora desses processos? Por que chamam pessoas de fora para administrar o Teatro Municipal e fazer os trabalhos de comemoração dos 150 anos de Itajaí e não chamam os trabalhadores de Teatro da Cidade? Uma última questão é: essas 4 pessoas Denise / Max / Floriano / Cidval trabalharam diretamente para campanha do Prefeito Jandir Bellini e agora  aparecem em envolvidos em tantas coisas ao mesmo tempo. Para nós isso é um caso sim de apadrinhamento, de proteção política e que por uma questão moral deve ser neutralizada pelo Prefeito Jandir Bellini.  
Prefeitura: Comissão dos 150 anos

REDE: quem assina este texto?

REDE Itajaiense de Teatro – 13 Grupos Filiados.

Presidenta Sandra Knoll  /  Vice-presidente Charles Beato

Secretária: Caroline Carvalho  /  Tesoureira Valéria de Oliveira

Lula é o líder mais influente do mundo pela “Time”

29 29America/Sao_Paulo abril 29America/Sao_Paulo 2010

Como diria Nelson Rodrigues, os brasileiros com “complexo de vira-latas” vão torcer o nariz para esta informação.

Essa cachorrada vadia que sempre lucrou com a miséria de nosso povo, não suporta ver o ex-torneiro mecânico com a popularidade  nas alturas e reconhecimento internacional invejável.

Se contorcem de raiva e salivam por um pedaço de osso na eleição deste ano…

DO IG E AGÊNCIA EFE

Presidente foi considerado pela revista o líder mais influente do mundo. Lista da “Time” traz ainda Clinton e Lady Gaga

iG São Paulo | 29/04/2010 11:15

Foto: Reprodução

Reprodução de foto destacada no site da revista “Time”

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o líder mais influente do mundo, segundo a revista “Time”, que publicou nesta quinta-feira uma lista – dividida em quatro categorias – que inclui também o ex-líder americano Bill Clinton e a cantora Lady Gaga.

A sétima lista anual da publicação das 100 pessoas mais influentes do mundo coloca o presidente Lula, de 64 anos, no topo dos líderes mundiais. Nessa categoria, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, é o quarto. (Veja a lista completa no site da revista “Time” (em inglês)

“Lula é um legítimo filho da classe trabalhadora da América Latina”, afirma o documentarista Michael Moore, que escreveu o perfil de Lula para a revista.

Moore destaca em seu texto que “aquilo que Lula quer para o Brasil é o que nós costumávamos chamar de Sonho Americano”.

“Líderes”

Depois do presidente, estão na lista J.T. Wang, presidente da empresa de computadores pessoais Acer, e o chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, o almirante Mike Mullen. O presidente do Estados Unidos, Barack Obama, está em 4º lugar e a presidente da Câmara de Representantes dos EUA, Nancy Pelosi, em 5º.

Entre os líderes em destaque também estão Sarah Palin, ex-candidata republicana à vice-presidência do Estados Unidos; o diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn; os primeiros-ministros japonês e palestino, Yukio Hatoyama e Salam Fayyad, e o chefe do Governo da Turquia, Recep Tayyip Erdogan. (veja a lista da revista “Time” por categoria)

“Heróis”

Na categoria “Heróis”, a “Time” escolheu o ex-presidente norte-americano Bill Clinton, de 63 anos, como líder por seu trabalho como enviado das Nações Unidas ao Haiti. O texto foi escrito pelo cantor irlandês da banda U2, Bono Vox, que defende que, “sem Clinton, o universo não seria tão amigável para os humanos”.

Nessa categoria, também estão a sul-coreana Kim Yu-na, que este ano conseguiu o primeiro ouro em patinação artística para o seu país na Olimpíadas de Inverno em Vancouver, Canadá; o opositor iraniano Mir Hussein Musavi; e o ator Ben Stiller por seu trabalho na reconstrução de escolas no Haiti.

“Artistas”

Entre os artistas e celebridades, a revista destaca o domínio da nova-iorquina Lady Gaga, que aos 24 anos conseguiu inúmeros sucessos mundiais com seu primeiro trabalho e com aparições surpreendentes.

“O trabalho de um artista é retratar – seja por meio de palavras ou sons, letras ou música – como é estar vivo em seu tempo. A arte de Lady Gaga captura o período que vivemos”, afirma a cantora Cindy Lauper para a “Time” no artigo em que destaca a “admiração” que sente pela jovem artista.

Abaixo dela, a revista colocou o humorista televisivo Conan O’Brien, que voltará em breve à televisão após abandonar a “NBC”, a cineasta Kathryn Bigelow, que se tornou a primeira mulher a ganhar um Oscar de melhor direção por seu filme “Guerra ao Terror”.

Oprah Winfrey também está entre os escolhidos deste ano, assim como o diretor de “Avatar”, James Cameron, e o costureiro Marc Jacobs, diretor criativo da empresa francesa Louis Vuitton.

“Pensadores”

Na categoria “pensadores”, fazem parte da lista a arquiteta anglo-iraquiana Zaha Hadid, o executivo-chefe da Apple, Steve Jobs, e o ex-presidente do Federal Reserve Paul Volcker. A juíza norte-americana Sonia Sotomayor, de 55 anos, a primeira mulher hispana a chegar a um tribunal nos Estados Unidos, também está na lista da “Time”. Ela foi escolhida por Obama, no ano passado, para ocupar o cargo.

(*com informações da agência Efe)

Jogo sujo na rede

1 01America/Sao_Paulo maio 01America/Sao_Paulo 2010
Segue abaixo artigo do jornalista Leandro Fortes, da Revista Carta Capital, onde ele denuncia a participação da Knowtec, empresa sediada em Florianópolis e com antigas ligações com o capo dos “demos” Jorge Konder Bornhausen e pai do líder do partido na Câmara, Paulinho  “figueirense” Bornhausen, no jogo sujo praticado pela oposição ao governo Lula na internet.
 
Aqui um trecho do que vem logo mais:
 
“O PSDB ainda mantém outras frentes na internet. Participam da tropa virtual as empresas Knowtec e Talk Interactive. A primeira, com sede em Florianópolis, tem uma longa lista de serviços prestados ao antigo PFL, atual DEM, por meio de uma ligação histórica com o ex-senador Jorge Bornhausen. Em Brasília, tem como cliente a Confederação Nacional de Agricultura, presidida pela senadora Kátia Abreu. Quando o PFL mudou de nome em 2007, o novo portal do partido na internet foi montado pela Knowtec.
 
As duas empresas são administradas pelo mesmo executivo, o engenheiro Luiz Alberto Ferla. Jovem e atual conselheiro político da Juventude DEM, Ferla está à frente do Instituto de Estudos Avançados (IEA) de Florianópolis, ONG dona de um contrato de 4,6 milhões de reais com a prefeitura de São Paulo assinado sem licitação. O contrato prevê uma consultoria voltada à reformulação do portal de notícias da prefeitura paulistana, obra que, no fim das contas, saiu por cerca de 500 mil reais. Após o contrato vir a público, o prefeito Gilberto Kassab decidiu cancelá-lo.”
25 de abril de 2010 às 19:29

Por Leandro Fortes, na CartaCapital, via Nassif, via site do TSE

NA MANHÃ da segunda feira 19, o publicitário Marcelo Branco, contratado para coordenar a campanha de Dilma Rousseff na internet, não sabia, mas estava prestes a encarnar o papel de Davi. Na noite do mesmo dia, menos de 24 horas depois de colocar no ar um jingle para comemorar 45 anos de existência muito semelhante ao slogan de campanha do PSDB, a Globo iria capitular a um movimento iniciado justamente por uma mensagem postada por Branco no Twitter, o microblog que se tornou febre no mundo. “Jingle de comemoração dos 45 anos da TV Globo embute, de forma disfarçada, propaganda pró-José Serra”, avisou o tuiteiro, antes das 10 da manhã. Poucas horas depois, o comercial estava fora do ar.

“O Golias piscou”, comemorou, em seu blog pessoal, o Tijolaço.com, o deputado Brizola Neto (PDT-RJ), herdeiro político do avô, o ex-governador do Rio Leonel Brizola, que lutou até morrer, em 2004, contra o poder da família Marinho. O pedetista fez mais barulho, inexplicavelmente, do que o PT. Isso porque, com o Twitter de Branco, os petistas venceram a primeira batalha da guerra que se anuncia, sem quartel e sem trégua, na internet durante a campanha eleitoral. Até o departamento jurídico da emissora entrou em campo para precipitar o fim da campanha publicitária. Segundo Ricardo Noblat, jornalista da casa, advogados da empresa consultaram o futuro presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Ricardo Lewandowski, e chegaram à conclusão de que o melhor era interromper a exibição do comercial.

O desfecho da histórica ilustra bem como vão funcionar estratégias montadas por todos os partidos, mas, sobretudo, entre petistas e tucanos, cujo alvos são as chamadas redes sociais da internet (Twitter, Orkut, Facebook e YouTube), que acumulam cerca de 60 milhões de usuários . Com o auxílio de especialistas, a rede tem sido mapeada de forma a estabelecer modelos de comportamento e de perfil dos usuários. Isso inclui análise permanente dos blogs, a partir de referências positivas, negativas e neutras. Tudo organizado e transformado em relatórios quase diários para os comandos das campanhas.

No caso do PT, os assessores dizem pretender usar a web para disseminar o verdadeiro currículo de Dilma Rousseff, em contraposição à famosa ficha falsa do Dops, veiculada primeiramente pela Folha de São Paulo, depois de circular por sites de extrema-direita e imundar, em forma de spam, e-mail por todo o País. A ideia é mostrar, por exemplo, que a ex-ministra nunca participou diretamente da luta armada, nunca foi terrorista e foi condenada pelos tribunais da ditadura por crime de “subversão”, a dois anos de cadeia — embora tenha sido esquecida na prisão, onde ficou por três anos. De resto, suberversivos eram considerados todos que contestatavam a legitimidade do regime ditatorial, entre eles José Serra e o ex-presidente Fernando Henrrique Cardoso.

Quem cuida do contúdo de internet para o PSDB é Arnon de Mello, filho do ex-presidente, atual senador e aliado recente de Lula, Fernando Collor de Mello (PTB-AL).  Arnon é um dos donos da Loops Mobilização Social e se apresenta como economista formado pela Universidade de Chicago e mestrado em Harvard, diretor do jornal Gazeta de Alagoas e funcionário do banco americano Lehman Brothers, epicentro da mais grave crise econômica mundial desde o crack de 1929. Um de seus sócios é João Falcão, ex-secretário de cultura de Olinda (PE), filho de Joaquim Falcão, ex-diretor da fundação Roberto Marinho e ex-integrante do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Falcão pai também é um dos autores do livro DR. Roberto, de 2005, uma biografia autorizada do falecido dono das Organizações Globo.

A Loops foi a responsável, na internet, pela campanha do deputado Fernando Gabeira (PV) à prefeitura do Rio de Janeiro, em 2008. Gabeira acabou derrotado pelo atual prefeito, Eduardo Paes, do PMDB. O parlamentar verde, contudo, deverá contratá-la outra vez, desta feita para a campanha ao governo estadual. Por enquanto, a Loops se dedicará à captação de doações e ao monitoramento de informações divulgadas na internet sobre Serra, sobretudo, às que circulam no ambiente das redes sociais. A empresa não terá plena autonomia na campanha tucana. Estará subordinada à agência de publicidade digital Sinc, do empresário paulista Sérgio Caruso, ligado ao publicitário José Roberto Vieira da Costa, o Bob, homem de confiança do ex-governador. O nome de Caruso foi avalizado pelo ex-deputado do PSDB e atual presidente da Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano (Emplasa), Márcio Fortes, um dos responsáveis pela arrecadação de fundos no comitê serrista.

O PSDB ainda mantém outras frentes na internet. Participam da tropa virtual as empresas Knowtec e Talk Interactive. A primeira, com sede em Florianópolis, tem uma longa lista de serviços prestados ao antigo PFL, atual DEM, por meio de uma ligação histórica com o ex-senador Jorge Bornhausen. Em Brasília, tem como cliente a Confederação Nacional de Agricultura, presidida pela senadora Kátia Abreu. Quando o PFL mudou de nome em 2007, o novo portal do partido na internet foi montado pela Knowtec.

As duas empresas são administradas pelo mesmo executivo, o engenheiro Luiz Alberto Ferla. Jovem e atual conselheiro político da Juventude DEM, Ferla está à frente do Instituto de Estudos Avançados (IEA) de Florianópolis, ONG dona de um contrato de 4,6 milhões de reais com a prefeitura de São Paulo assinado sem licitação. O contrato prevê uma consultoria voltada à reformulação do portal de notícias da prefeitura paulistana, obra que, no fim das contas, saiu por cerca de 500 mil reais. Após o contrato vir a público, o prefeito Gilberto Kassab decidiu cancelá-lo.

A Knowtec foi a primeira empresa brasileira a ir aos Estados Unidos, no ano passado, em nome dos tucanos, para tentar contratar os marqueteiros virtuais que fizeram sucesso na campanha do presidente democrata Barack Obama. Joe Rospars, da Blue State Digital, e Scott Goodstein, da Revolution Messaging, acabaram, porém, por fazer uma opção ideológica. Preferiram negociar com a Pepper, de Brasília, para então fechar um contrato de consultoria para o PT. Alegaram não trabalhar em campanhas de partidos conservadores. Desde então, a dupla tem aparecido na capital federal para opinar na estrutura de internet da candidatura petista. Em 2008, Rospars e Goodstein conseguiram que Obama arrecadasse, via internet, 750 milhões de dólares, por meio de 31 milhões de doadores (93% doaram até cem dólares).

Tudo indica que os marqueteiros de Obama se livraram de uma fria. A Knowtec está entre as companhias de tecnologia de informática investigadas pelo Ministério Público Federal no escândalo de corrupção do Distrito Federal. Em 1° de outubro de 2008, quando ainda era o orgulho do DEM e cotado para vice na chapa de Serra, o ex -governador José Roberto Arruda assinou com a Knowtec, via Secretaria de Comunicação Social, um contrato de 8,7 milhões de reais. A função da empresa era cuidar do portal de notícias do governo.

Os responsáveis pelo contrato foram os jornalistas Weligton Moraes e Omésio Pontes, assessores diretos de Arruda na área de Comunicação. A dupla foi flagrada alegremente no festival de propinas filmado pelo delator Durval Barbosa. Moraes, chefe do esquema de publicidade do governo distrital, foi preso por participar da tentativa de suborno de uma testemunha do caso. Ficou 60 dias no presidio da Papuda, até ser solto recentemente. Pode ser o próximo a fechar acordo de delação premiada com a Polícia Federal.

De acordo com documentos levantados por CartaCapital no sistema de acompanhamento de gastos do Distrito Federal, apesar de o contrato ter sido de 8,7 milhões de reais, a Knowtec já embolsou 12,6 milhões. Como o prazo final do contrato é somente em 1° de outubro de 2010, é possível que a empresa ainda receba mais dinheiro nos próximos seis meses. Segundo dados do Siggo, há ao menos uma nota de empenho ainda pendente, no valor de 700 mil reais.

Loops, Sinc, Knowtec e Talk Interactive formam a parte visível da estratégia de campanha virtual do PSDB, mas há um fator invisível que, antes mesmo de ter se tornado efetivo, virou um problema. E atende pelo nome de Eduardo Graeff. Atual tesoureiro nacional do PSDB, Graeff é um tucano intimamente ligado ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de quem foi secretário-geral no Palácio do Planalto e para quem, até hoje, redige discursos e artigos. Também é muito ligado a Eduardo Jorge, a quem sucedeu na Secretaria-Geral da Presidência. Os dois estão na origem da desastrosa reunião de apoio político, realizada no apartamento de FHC, em março, entre o ex-presidente e o ex-governador Joaquim Roriz, causa de grande constrangimento na campanha de Serra.

No ano passado, Graeff ficou responsável pela montagem de um núcleo interno com vistas a elaborar um projeto de campanha virtual para as eleições de 2010. O tesoureiro foi escolhido por ser espécie de guru da web no ninho tucano, graças a um site mantido por ele, desde 2003, o “eagora”, que tanto pode ser interpretado como “Ágora eletrônica” como pelo sentido da pergunta “e agora?”, segundo informações da página na internet.

Graeff organizou um grupo de tuiteiros e blogueiros para inserir mensagens na rede social da internet, inicialmente com conteúdo partidário a favor da candidatura de Serra. A realidade, no entanto, tem sido outra. Em vez de militantes tucanos formais, a rede de Graeff virou um ninho de brucutus que preferem palavrões, baixarias e frases feitas a qualquer tipo de debate civilizado. O objetivo dessa turma é espalhar insultos ou replicar mentiras na rede mundial de computadores. Não que do lado petista não prolifere um pessoal do mesmo nível a inundar a área de comentários de portais e blogs com a mesma falta de criatividade e torpeza. Termos como “tucanalha” ou absurdas teses conspiratórias fazem sucesso entre essa esquerda demente. Mas nada se compara, até agora, à ação orquestrada do lado da oposição.

Em consequência dessa estratégia, a assessoria jurídica de Serra o teria aconselhado a se afastar de Graeff e impedir que o nome do ex-secretário seja associado, organicamente, à campanha presidencial.

Ao menos um site ligado ao PSDB, replicado no Twitter, é assumidamente voltado para desqualificar o PT, o governo do presidente Lula e a candidatura de Dilma Rousseff. Trata-sedo”Gente que mente” , mantido, segundo a direção do PSDB, por “simpatizantes” do partido. Na verdade, o site é criação de Cila Schulman, ex-secretária de Comunicação Social do governo do Paraná durante as gestões Jaime Lerner (DEM), entre 1994 e 2002. Cila trabalhou ainda na campanha de Kassab e presta serviços à presidência nacional do DEM. É filha de Maurício Schulman, ex-presidente do extinto Banco Nacional de Habitação (BNH) durante o governo do general Ernesto Geisel (1974-1979), e último presidente do Bamerindus, banco falido em 1994 e incorporado ao HSBC.

Na equipe do PT, coube a Branco elaborar uma rede de comunicação virtual tanto para controlar conteúdo como para neutralizar a ação de trogloditas e hackers. Para se ter uma ideia, apenas nos três primeiros dias de funcionamento do site da presidenciável petista , lançado na rede na segunda-feira 19, foram registrados 7 mil ataques de hackers, sem sucesso, baseados em um servidor registrado na Alemanha — expediente clássico da guerrilha virtual. Por enquanto, ainda não é possível identificá-los, mas os petistas registraram os IPs (identificadores dos computadores usados).

Uma semana antes, o site do PT havia sido invadido, “pichado” com mensagens pró-Serra e reprogramado de modo a direcionar os usuários para o site do PSDB. Em seguida, foi a vez da página do PMDB. Acusados pelos petistas de terrorismo virtual, os tucanos contra-atacaram com um pedido à Polícia Federal para investigar o caso e deixar o assunto em pratos limpos. Os tucanos atribuem aos petistas a estratégia de se fazerem de vítimas e colocar a culpa nos adversários.

Um dos sites clássicos utilizados contra a pré-candidata do PT é o “Porra Petralhas” , repleto de baixarias, mas focado, em comum a outras páginas do gênero, em colocar em Dilma Rousseff a pecha de “terrorista” e “inexperiente”, coincidentemente, duas teclas sistematicamente repetidas pela mídia nacional. O site não tem autor conhecido. Também no Twitter, o “Porra Petralhas” atua de forma massiva, sempre com xingamentos e acusações. A foto utilizada no perfil insinua um beijo na boca entre Dilma e Hugo Chávez, presidente da Venezuela, dentro de uma moldura de coração. Dois outros perfis de microblog, “Dilma Hussein” e o conhecido “Gente que Mente”, ajudam a desqualificar a candidata nas redes sociais. Um “retuíta” o outro, como se diz no jargão da internet.

Procurado por CartaCapital, Graeff mandou dizer que não vai se manifestar sobre o assunto. De acordo com Carlos Iberê, assessor de imprensa do PSDB, o ex-secretário participou apenas da formação do núcleo interno que discutiu a questão da campanha da internet e agora se dedica exclusivamente à função de tesoureiro. Cila Schulman não foi encontrada. A assessoria de Luiz Alberto Ferla informou não saber de “nada oficial” a respeito dos contratos ou do papel da empresa na campanha.

PS do Viomundo:

Recebemos a seguinte mensagem do assessor de imprensa Marcus Veras

Prezado Azenha:

Há duas incorreções na nota publicada sob o título “Jogo Sujo na Rede”. Em primeiro lugar, a empresa Loops não foi a responsável pela campanha do deputado Fernando Gabeira (PV) à prefeitura do Rio de Janeiro, em 2008. Aliás, em 2008, a Loops sequer existia. E tampouco participará da campanha para o governo estadual.

Atenciosamente,

Marcus Veras
Assessor de Imprensa

Polícia apresenta os bandidos contratados por Edinho pra matar desafeto

1 01America/Sao_Paulo maio 01America/Sao_Paulo 2010

DO DIARINHO / DIÁRIO DO LITORAL

MATADORES DE ALUGUEL

01/05/2010 – 00:00 – Atualizado em 01/05/2010 – 06:32

Filho do ex-prefeito também se apresentou à polícia

A central de Investigaçõs da polícia Civil da Maravilha do Atlântico(BALNEÁRIO CAMBORIÚ – ) apresentou na tarde de ontem o quarteto responsável pela morte do deficiente físico Eneri Antônio de Souza, o Néri, morto a tiros em 2008, em Camboriú. Pelos depoimentos dos acusados, o delegado Eliomar José Beber não tem dúvidas de que o crime foi encomendado pelo ex-prefeito de Cambu(CAMBORIÚ – Cidade Camboriú), Edson Olegário (PSDB), o Edinho, que continua foragido.
Anderson Alves de Souza, 32 anos, e seu irmão, Paulo Alves de Souza, 27, confessaram que mataram o deficiente. Em depoimento, os irmãos disseram que foram contratados por R$ 5 mil pelo ex-segurança de Edinho, Isaías Ferreira Santiago, o Pelé, pra fazer o serviço de matar Ângelo Manoel de Souza, inimigo político de Edinho e que tava envolvido com a comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigava as maracutaias da prefa(PREFEITURA – Edifício em que se localizam os gabinetes e demais dependências da administração municipal. Função de prefeito. Tempo de duração da função de prefeito. Subdivisão do Império romano administrada por um prefeito.) na época.
Só que os irmãos não conheciam a fuça de Ângelo e acabaram trocando as bolas. Foram até o local indicado de motoca(MOTOCICLETA – Veículo de duas rodas, acionado por um motor de explosão de mais de 125 cm3.), no bairro Cedro, e Anderson descarregou o trabuco(REVÓLVER – s.m. Arma de fogo manual, de repetição e de porte individual, cujo depósito de cartuchos é constituído por um tambor com várias culatras, o que permite tantos tiros quantas forem as cargas que contiver esse tambor.) no cadeirante. Os manos disseram ter recebido só R$ 1500 porque fizeram a merdança(ESGOTO – ) errada.
“No depoimento dos irmãos, eles contam que Pelé prometeu que não teria problemas porque existia uma pessoa de ‘costas quentes’ por trás. O que nos leva a crer que Edinho é culpado. A dupla nem conhecia o rosto do homem que deveria matar e isso comprova que tudo foi encomendado”, lasca o delegado Beber.
Quem teria contratado os irmãos pro crime junto com Pelé foi o cunhado e ex-assessor de Edinho, Vagner Correia de Souza, 39. Tanto ele quanto Pelé fizeram boquinha de siri e só vão falar em juízo. A ligação de Edinho com Vagner também comprova a participação do ex-prefeito na safadeza.
Beber continua na cola do tucano fujão. “Nos próximos dias sera decretada a prisão preventiva de Edinho. Já que estamos concluindo o caso e ele está foragido, não vejo momento mais propício pra isso”, diz.
Cagaço
Com medo de ir pra jaula, o filho de Edinho prestou depoimento aos policiais da diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic), ontem. Fabiano passou todo o dia de ontem sisplicando sobre a possível participação dele nos atentados contra os vereadores Claudinei Loos, (PMDB), Imenésio de Souza (PDT) e Lucien Anderson de Aguiar (PT), entre 2005 e 2007. Ele também tá encrencado porque ofereceu R$ 5 mil aos bandidos pra que ficassem de bico calado.
O delegado da Deic, Renato Hendgens, achou o depoimento de Fabiano satisfatório, mas não quis dar muitos detalhes pra não melar(ESTRAGAR – Pôr em mau estado; danificar. Comprometer: estragar a saúde. Corromper: estragar os costumes. Arruinar-se, deteriorar-se: estragaram-se as colheitas. Depravar-se.) as investigações. “Ele foi ouvido e não terá a prisão decretada. Não se falou em valores, mas o que ele disse ajudará nas investigações”, diz o dotô(DELEGADO – ).

Anita Pires demite-se da Fundação de Cultura

1 01America/Sao_Paulo maio 01America/Sao_Paulo 2010

A deselegância do roto, convidando o esfarrapado…

DO BLOG DO MOACIR PEREIRA

30 de abril de 2010

A professora Anita Pires (PMDB) pediu demissão, em caráter irrevogável, da presidência da Fundação Catarinense de Cultura (FCC). Sentiu-se desrespeitada pelo governador Leonel Pavan (PSDB), que convidou o colunista Cacau Menezes para ocupar o cargo. Cacau registrou o convite em sua prestigiada coluna na edição impressa desta sexta do DC.

Anita Pires encontra-se em Brasília, onde participa de nova reunião do Fórum Nacional de Secretários de Cultura, do qual é presidente. Fez vários contatos e foi informada que Luiz Henrique da Silveira, Eduardo Moreira, Gilmar Knaesel e Valdir Walendowski não foram sequer ouvidos sobre sua substituição. Ficou indignada porque, na homenagem prestada no Costão do Santinho a Luiz Henrique, falou com o governador, dizendo que colocaria o cargo à disposição. Recebeu uma intimada de Leonel Pavan, dizendo que não abria mão de sua permanência na presidência da FCC.

Ex-prefeito do PSDB continua foragido da polícia

3 03America/Sao_Paulo maio 03America/Sao_Paulo 2010

Armas jogadas no rio Itajaí-Açu

3 de maio de 2010 |

O filho do ex-prefeito de Camboriú, Edson Olegário,o Edinho (PSDB), Fabiano Olegário, prestou depoimento na Policia Estadual.

Confirmou ter entregue uma quantia em dinheiro, a pedido do pai, aos acusados pelos crimes contra vereadores daquele município.

 Segundo o delegado Renato Hendges, da DEIC, que desbaratou a quadrilha e pediu a prisão preventiva do ex-prefeito, Fabiano falou a verdade, confessou os atos praticados e por isso não houve necessidade de pedir sua prisão, como chegou a ser cogitado.

A Policia continua procurando Edison Olegário, que permanece foragido.

O desembargador Roberto Lucas Pacheco, do Tribunal deJustça, negou a concessão de habeas corpus requerido pelo advogado Roberto Brzezinski Neto, do Paraná.

As duas caras da Folha de São Paulo

4 04America/Sao_Paulo maio 04America/Sao_Paulo 2010

Qual Folha?

Para entender, vá ao Tijolaço, do deputado Brizola Neto.

Diretora de escola da Itaipava acha que história de guri violentado é estranha

6 06America/Sao_Paulo maio 06America/Sao_Paulo 2010

Será que estaríamos diante de um erro crasso, como foi o escândalo da “Escola Base”, lembra?

Foi o maior erro da mídia já registrado em nossa história recente, que condenou um grupo de professores inocentes, donos de uma escola, graças a acusação de algumas mães e pais, a ânsia de aparecer de um delegado de polícia anti ético e a conivência de praticamente todos grandes veículos de comunicação, com excessão da revista Carta Capital e do jornalista Luiz Nassif.

Se o acusado por culpado, que seja punido.

Mas se ele for inocente?

Bomba

 06/05/2010 -

Com exclusividade, ela conta que suposta vítima costumava chegar toda machucada nas aulas antes da denúncia. Também fala da rotina da escola, que até deixa monitores de zoio na porta dos banheiros no recreio

A diretora da escola Básica Municipal Inês Cristofolini de Souza, na Itaipava, onde o professor de Educação Física Lorenzo Sanches Fernandes, 30 anos, trampa e teria violentado um aluno de 10 anos no banheiro da escola, na semana passada, diz que a história pode não ser bem essa. Ela afirma que o menino já aparecia com hematomas suspeitos nas aulas antes mesmo de reclamar do assédio, e que monitores ficam nas portas dos banheiros no recreio pra não deixar que nada de errado aconteça.
Com exclusividade ao DIARINHO, a diretora da escola, que não quis ter o nome divulgado, contou que os colegas de trabalho de Lorenzo tão assustados e surpresos. Pra ela, o caso tá mal contado. “O menino vinha para as aulas com hematomas. Uma vez ele disse que tinha se machucado em casa. No outro dia, ele apareceu com marcas ao redor dos olhos, nos braços e na testa, e cada dia ele explicava um motivo diferente. Só dois dias depois de notarmos as marcas a mãe do menino veio aqui pra saber o que estava acontecendo. Eu disse a ela que o filho vinha machucado de casa e que na escola ninguém o maltratava. Também disse para ela levar o filho ao médico”, lembra.
A diretora garante que reforça a segurança dos alunos dentro da escola. “Nós temos uma zeladora que fica na porta dos banheiros controlando a saída e entrada de alunos. Além disso, temos seis especialistas que ficam no pátio cuidando das crianças no recreio justamente pra que elas não briguem ou se machuquem. Nossa escola é muito bem cuidada, somos muito organizados”, lasca a diretora.
Amigo de infância de Lorenzo, Mario Martins Neto procurou o DIARINHO pra defender o profe. “O garoto disse que foi o professor, mas e quem garante que ele falou a verdade, que não existe alguém por trás disso tudo? Conheço o Lorenzo há 20 anos. Acredito que tudo não passa de uma injustiça”, desabafa.
Os colegas de trabalho de Lorenzo e a família da vítima serão ouvidos pelo delegado que investiga o caso, Carlos Roberto Pereira, na próxima semana. O dotô(DELEGADO – ) tá esperando sair o resultado da perícia dos objetos encontrados no apê do profe.
Hoje, o advogado de Lorenzo, Rodrigo Fernandes, receberá a reportagem do DIARINHO pra dar a versão do profe da situação.

Relembre
Na última segunda-feira, os tiras foram até a escola em que Lorenzo trampa e lhe deram as algemas. Ele é acusado de ter chamado um aluno de 10 anos pra conversar no banheiro e o atacado. O menino apareceu em casa com marcas no corpo e no bumbum. Depois, contou que foi violentado pelo profe com ajuda de uma psicóloga.

Para revista francesa Brasil é o novo eldorado

7 07America/Sao_Paulo maio 07America/Sao_Paulo 2010
DA REVISTA FRANCESA “LE POINT”
NUMERO DE LA SEMAINE

Numéro 1964 – 6 mai 2010

Consulter l’édition digitale du Point

    Couverture de l'édition nationalehttp://www.lepoint.fr/html/lepoint/en_kiosque.jsp

    Enquanto que a revista Veja,dos Civita, a Globo, dos Marinho e a Folha de São Paulo dos Frias…entendem que vivemos em um inferno, enquanto Lula for presidente e, pior dos mundos, se fizer Dilma sua sucessora…

    Serra, segundo o jornalista Hélio Fernandes

    12 12America/Sao_Paulo maio 12America/Sao_Paulo 2010

    PEGUEI DO BLOG DA MARIA FRÔ

    Transcrevo a matéria de Hélio Fernandes. Como ele, o Rodrigo Vianna e muitos usuários do twitter, a grande novidade para mim no episódio ‘biruta de aeroporto na escada rolante’ foi a reação de O Globo.

    Será que há fissuras no front da mídia neocon? A conferir, nos próximos capítulos do xadrez eleitoral de 2010, seguindo atentamente a participação do partido da imprensa como o principal candidato de oposição.

     

    O Globo trollou José Serra nesta fotografia e manchete. Vingança pós-entrevista com Míriam Leitão? Contas atrasadas? Aguardemos. 

    Por Hélio Fernandes, na Tribuna da Imprensa

    quarta-feira, 12 de maio de 2010 | 07:10

    O ex-governador de São Paulo, deve ter dado a entrevista a Miriam Leitão, depois do susto que levou com a simples parada de uma escada-rolante.

    O próprio Globo, numa foto ontem na Primeira, mostra Serra apavorado, horrorizado e amedrontado, com um episódio circunstancial e localizado.

    O grupo de assessores se joga em cima de Serra tentando “protegê-lo” do imaginário ou da realidade de uma escada parada, e todos imobilizados pelo ridículo da cena.

    Imaginem Serra presidente, no Planalto-Alvorada, tendo que resolver problemas decisivos e urgentes, e vendo a escada-rolante do seu poder, inteiramente desligada? Serra dava a impressão de estar em plena Times Square. Como se sentirá no Central Park de Brasília, a capital que não existe, comandada por um presidente que não sabe coexistir com o Poder? A não ser para desgastá-lo, desprestigiá-lo, desacreditá-lo.

    Como a entrevista foi longa, (ouvi na CBN) e naturalmente os assuntos foram muitos, vou destacar e comentar alguns.

    Juros

    “O governo Lula errou ao não reduzir os juros, durante a crise, quando as condições eram boas, não havia inflação”.  O ex-governador é parcial, contraditório, fala irrefletidamente. O governo FHC chegou a pagar 45 por cento ao ano, só disso que chamam de juros. E deixou para Lula em 25 por cento.

    Critiquei FHC duramente quando estava no Poder, pela brutalidade da usurpação do que pagava a banqueiros, seguradoras e aventureiros. E tenho criticado Lula, pela redução lenta. Mas é preciso reconhecer que mesmo com o último aumento, a taxa está em menos de 10 por cento.

    E Serra que se diz o “sustentáculo” do governo FHC, (sem usar essa palavra) concordou com os juros de 45 por cento. Por que não protestou?

    Privatização

    “Isso é trololó, (vulgar e não explicativo) não pretendo privatizar nada. Isso é jogo da oposição em período eleitoral”. Está sempre afirmando no vazio, negando a realidade que viveu prazerosamente. Além do mais, FHC privatizou tanto, que não sobrou quase nada.

    Lula comprometeu seus 8 anos, aceitando e logicamente garantindo a DOAÇÃO do patrimônio do Brasil.

    Petrosal

    Nenhuma dúvida, aí o ex-governador mantém a “coerência” do que referendou no governo FHC. Condena a criação da nova empresa, da qual o Estado seria o proprietário. Principalmente do petróleo que está em águas da União.

    Quer PRESERVAR a Petrobras, assim como está, arruinada e destroçada pelas licitações e pelo decreto 9478 de FHC. Ele diz “não vou privatizar”. Já começa apoiando a empresa que seu partido (PSDB), considera irresponsável e para investigá-la pediu até CPI.

    Previdência

    “O sistema previdenciário tem DÉFICIT, embora não haja dúvida de que os aposentados estão em situação de atraso. Vou respeitar a decisão do Congresso, mas é preciso eliminar privilégios e corrigir injustiças”. Desinformação total: a Previdência não tem nem nunca teve DÉFICIT, seu melhor presidente, Waldir Pires, escreveu isso, garantido e respeitado por quem conhece o assunto.

    O sistema resistiu até mesmo a ministros como Jader Barbalho e Romero Jucá. Que República. Demagogia pura e descompromisso com a realidade ao falar em privilégios e injustiças. Ah, Serra-FHC.

    Belo Monte

    Não conhece nada de energia, principalmente hidrelétrica. Juntou uma porção de vulgaridades, (também chamada de rotina) e despejou. Hoje existem os “especialistas” do nada, e os “ecléticos” de coisa alguma. Serra, orgulhosamente, se coloca nesta categoria.

    Esquerda ou direita?

    “Do ponto de vista da análise convencional, sou de esquerda. Defendo um projeto de desenvolvimento nacional, governo forte, não obeso, mas musculoso, sou aliado de empresas que geram empregos”. Ha!Ha!Ha!

    Serra é liberal, como a palavra era usada no Império, como é entendida e praticada na Alemanha e na Grã-Bretanha. Desse LIBERAL, surgiu a identificação, GLOBALIZADOS. São sinônimos.

    ***

    PS – Foi o melhor trabalho da repórter-entrevistadora, Miriam Leitão. Como atua em muitas áreas e setores, usando quase todas as formas de comunicação, é preciso separá-las para analisá-las.

    PS2 – Como repórter-entrevistadora, reabilitada do fracasso que teve com Eike Batista “à sua disposição”. Quem entrevista o homem que se diz a maior fortuna do Brasil, e não pergunta de onde veio seu dinheiro (já que é filho de um funcionário público pobre), deve se sentir amargurado.

    PS3 – A repórter-entrevistadora quase se deixou atrapalhar pela comentarista-editorialista, que adora ficar na contra-mão da coletividade.

    PS4 – Surgiu praticamente do nada a debatedora, imprensando Serra e conseguindo ingentemente, que palavra, completar a pergunta que Serra não queria ouvir para responder.

    PS5 – Que afinal teve que ouvir, não sabia nem queria responder para não se expor nem se comprometer. Saiu então pela tangente. Textual, fingindo de resposta séria, se exibindo como ridículo e mistificador: “Que bobagem, Miriam. O que você está dizendo, vai me perdoar, é uma grande bobagem”.

    PS6 – Repetiu a palavra bobagem, menos do que hostil, “o recibo” de que não brilhara na entrevista, pode até mesmo ser identificada como “fracasso”, e será utilizada contra ele na campanha.

    Brasil: o estado de uma nação

    16 16America/Sao_Paulo maio 16America/Sao_Paulo 2010
    Segue abaixo importante estudo do IPEA – Istituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas, sobre a realidade brasileira, na perspectiva do desenvolvimento humano.

    Sua leitura nos traz informações e análises que nos fazem entender melhor o nosso grande país e sua sociedade.

    DO SÍTIO DO IPEA

    O estudo tem por objetivo apresentar à sociedade, de maneira acessível, uma sistematização do conhecimento disponível sobre realidade brasileira que ajude a avançar em termos de desenvolvimento humano. Trata-se de responder a quatro grandes questões: (i) quem somos nós, brasileiros, ou, em outras palavras, quais são os traços idiossincráticos, vantagens comparativas e limitações que conferem identidade própria ao nosso processo de desenvolvimento humano; (ii) em que ponto estamos no processo de desenvolvimento humano, ou dito de outra maneira, oferecer um quadro detalhado de como anda e também como têm evoluído as diversas dimensões do desenvolvimento humano em nosso país; (iii) onde queremos chegar neste processo de desenvolvimento humano. Para responder a tal pergunta, mais importante do que definir metas fechadas é ter conhecimento sobre a compatibilidade de diversos resultados e todos os conflitos envolvidos (trade-offs); e (iv) como devemos prosseguir para chegar aonde queremos.
    Portanto, o que se pretende é que Brasil: o estado de uma nação apresente à sociedade um mapa dos diversos caminhos alternativos e os conflitos entre as diversas opções de modoa incrementar o processo de desenvolvimento humano.

    Publicação 2007

    Publicação 2006

    Publicação 2005

    Irã e Brasil chegam a acordo, diz ministro turco

    16 16America/Sao_Paulo maio 16America/Sao_Paulo 2010

    Com este acordo alcançado pelo presidente Lula, as oposições e a direita neocon do país vão a loucura.

    A grande mídia, os jornalões como Folha de SP, Globo e Estadão, além das revistas, tendo a VEJA a frente, farão de tudo para minimizar o papel desempenhado por Lula – nosso presidente – no alcançe de um acordo em torno do enriquecimento do urânio e da energia nuclear com o Irã, que os EUA satanizam e vice versa.

    Se outro fosse o mandatário do país, as manchetes dos jornais não esconderiam tons ufanistas, a comemorar a vitória da diplomacia brasileira, tendo a frente o presidente brasileiro.

    Sejamos claros: se FHC tivesse conquistado este acordo de interesse mundial, o “Fantástico” show da vida deste domingo e dos próximos, seria dedicado a esta proeza, que os também americanos tentam, por óbvio, minimizar, pois à industria armamentista americana – que dá as cartas naquele país – não interessa nenhum acordo pacificador.

     

    Ahmet Davutoglu, ministro de Exterior da Turquia, diz que anuncio sobre troca de combustível deve ser feito na segunda-feira

    Reuters | 16/05/2010 20:43

    A Turquia disse neste domingo que o Irã aceitou um acordo de troca de combustível nuclear que poderá ajudar a encerrar o impasse de Teerã com o Ocidente sobre o programa atômico iraniano. Não foram divulgados detalhes sobre o acordo, mas o ministro do Exterior da Turquia disse que um anúncio oficial pode ser feito na segunda-feira, após revisões finais pelos presidentes do Brasil e Irã e pelo primeiro-ministro turco.

    “Sim, isso foi alcançado após quase 18 horas de negociações”, disse o ministro do Exterior da Turquia, Ahmet Davutoglu, a jornalistas em Teerã quando questionado se haveria um acordo.

    Mais cedo, o primeiro-ministro da Turquia, Tayyip Erdogan, voou para Teerã para juntar-se ao presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, que estava negociando com autoridades iranianas, em um movimento que autoridades ocidentais e russas classificaram como provavelmente a última chance de evitar novas sanções da Organização das Nações Unidas (ONU) contra o país.

    Um acordo apresentado pela ONU em outubro oferecia ao Irã que enviasse 1.200 kg de urânio de baixo enriquecimento –o suficiente para a fabricação de uma bomba se enriquecido no patamar necessário– para a França e para a Rússia, onde seria convertido em combustível para um reator de pesquisas em Teerã.

    O Irã afirmou na época que só trocaria o seu material por urânio em níveis maiores de enriquecimento e somente no seu próprio território, condições que as outras partes envolvidas no acordo consideraram inaceitáveis. O Irã nega que está buscando construir uma bomba atômica.

    “Estou indo ao Irã porque uma cláusula será acrescentada ao acordo que diz que a troca será feita na Turquia”, disse o premiê mais cedo. “Teremos a oportunidade de começar o processo em relação à troca”, disse Erdogan. “Eu garanto que encontraremos a oportunidade para superar esses problemas, se Deus quiser.”

    Lula também disse a jornalistas após reunião com os iranianos que “o nível de esperança (de que se chegará a um acordo) cresceu“. Lula se encontrou com Mahmoud Ahmadinejad e a autoridade máxima do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, que tem a última palavra para todas as decisões de Estado, como no caso das atividade nucleares do país.

    “Os Estados Unidos estão irritados com a proximidade de dois países independentes como o Irã e o Brasil. É por isso que reclamaram tanto antes da sua (Lula) visita ao Irã”, declarou Khamenei, segundo a TV estatal.

    Impasse

    Na sexta-feira, a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, disse que o esforço de mediação de Lula falharia. O Irã nega acusações do Ocidente de que estaria desenvolvendo armas nucleares sob o pretexto de um programa nuclear civil.

    O Brasil e a Turquia, ambos membros não-permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas, se ofereceram para mediar uma solução para o impasse, no momento em que potências mundiais negociam novas sanções ao Irã. O Irã declarou que via a mediação de forma positiva.

    A nação islâmica começou um enriquecimento maior em fevereiro para produzir combustível para um reator de pesquisa, após as negociações com as grandes potências para uma possível troca de combustíveis terem falhado. A medida aproxima o enriquecimento de urânio no Irã aos níveis necessários para a produção de material para armas –urânio refinado com 90 de pureza.

    Sensus confirma Vox Populi: Dilma ultrapassa Serra

    17 17America/Sao_Paulo maio 17America/Sao_Paulo 2010
    DEU NO BLOG DO AZENHA / FOLHA
    17 de maio de 2010 às 12:16

    17/05/2010 – 11h45
    CNT/Sensus indica empate técnico entre Serra e Dilma; petista aparece na frente

    GABRIELA GUERREIRO
    da Sucursal de Brasília

    da Folha Online

    Pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta segunda-feira mostra empate técnico entre os presidenciáveis Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), com uma leve vantagem da petista sobre o tucano.

    A petista recebeu 35,7% das intenções de voto, enquanto o tucano ficou com 33,2%. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

    Marina Silva (PV) aparece em terceiro lugar, com 7,3% dos votos, enquanto pré-candidatos como José Maria Eymael (PSDC) e Américo de Souza (PSL) ficaram, respectivamente, com 1,1% e 1%. Outros pré-candidatos mencionados na pesquisa não registraram 1% dos votos.

    Em uma segunda lista, apenas com os três presidenciáveis mais bem classificados nas pesquisas, Serra recebeu 37,8% das intenções de votos, enquanto Dilma obteve 37%.

    Marina Silva recebeu 8% dos votos válidos. Os indecisos, brancos e nulos somam 17,3% nessa segunda lista. Em janeiro, edição anterior da CNT/Sensus, Serra tinha 40,7% dos votos, Dilma 28,5% e Marina 9,5%.

    [Nota do Viomundo: A Folha não diz, mas segundo cálculos aritméticos sofisticados, Dilma subiu cerca de 7 pontos e Serra caiu cerca de 7 pontos, desde janeiro]

    Espontânea

    Pela primeira vez, Dilma aparece na frente de Serra na pesquisa espontânea –na qual não é apresentada a lista de candidatos aos eleitores.

    A petista recebeu 19,8% das intenções de votos na espontânea, contra 14,4% do tucano.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que não é candidato, aparece em terceiro lugar na espontânea, com 9,7%. Marina Silva fica em quarto lugar, com 2,7% dos votos, enquanto o deputado Ciro Gomes (PSB) aparece em quinto lugar com 0,3% das intenções de voto –embora já tenha descartado a sua candidatura à Presidência.

    A pesquisa CNT/Sensus foi realizada entre os dias 10 e 14 de maio, em 136 municípios de 24 Estados. Foram ouvidas 2.000 pessoas. A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número 11.548/2010.

    Nota do Viomundo: O site agradece se alguém fizer um gráfico com a série histórica da Sensus, considerando as candidaturas de Dilma Rousseff, José Serra e Marina Silva.

    A revolução azul de Ignacy Sachs

    21 21America/Sao_Paulo maio 21America/Sao_Paulo 2010
    DA CARTA CAPITAL

    21/05/2010 11:15:17

    Ricardo Young

    O desenvolvimento socialmente justo e ambientalmente sustentável passa pela capacidade humana em inovar na busca de soluções e ser generosa na distribuição dos resultados

    O economista Ignacy Sachs é um observador privilegiado do desenvolvimento humano desde a primeira metade do século 20. Seu olhar profundo, analítico e contextualizante sobre todas as crises e encruzilhadas dos últimos 80 anos lançam uma luz sobre a herança civilizatória da humanidade para o século 21. Sachs propõe uma economia baseada na ética, na ciência e na biodiversidade como fatores chaves para a superação da miséria e a distribuição global trabalho e riquezas. Suas experiências, em mais de 80 anos de vida, incluem passagens pela ONU, trabalho no planejamento centralizado na Polônia, sua terra natal, na época do socialismo, anos de estudos na Índia e muitos trabalhos realizados no Brasil e na América Latina.

    Mesmo tendo vivido em momentos pouco edificantes da história humana, como a Segunda Guerra Mundial, e assistido muito próximo às experiências econômicas do século 20, que vão do comunismo centralizado da ex-União Soviética à ascensão do neoliberalismo dos anos 90, Sachs mantém a visão de que é possível estabelecer as bases para uma economia justa e com compromissos em relação às gerações futuras. Quando ele fala sobre alimentar os bilhões de excluídos e buscar meios de produção de energia e alimentos de forma inovadora e leal com toda a humanidade, percebe-se que a generosidade desse homem vislumbra um futuro muito além de sua própria existência. No entanto, um tempo que muito vai dever às ideias deste visionário.

    A visão de mundo de Ignacy Sachs mostra um mundo onde a biodiversidade, as biomassas e a biotecnologia servem de suporte à vida, onde alimentos e energias brotam do solo e dos mares, onde a ganância dá lugar ao equilíbrio e governantes tem sonhos e metas em políticas públicas. A Revolução Azul de Sachs mostra um mundo capaz de cultivar a vida em oceanos que hoje servem apenas de lixeiras para os resíduos de nosso consumo insustentável e para despejo de nossos esgotos. Para ele, oceanos e áreas desmatadas do globo são suficientes para alimentar a toda a humanidade, basta querer e investir nesta direção, afinal, como ele diz: “a fome do mundo não é uma questão de falta de comida, mas sim falta de renda para bilhões de excluídos”.

    Sachs representa o que a humanidade pode produzir de melhor. Suas ideias devem ser espalhadas entre empresários, governantes e cidadãos que tenham o compromisso de fazer do futuro um bom lugar para se viver.

    * Ricardo Young é empresários, militante da causa da sustentabilidade e candidato a senador por São Paulo pelo Partido Verde. 

    (Foto: Instituto Ethos)

    Economia brasileira cresceu 11,7% no 1º trimestre

    25 25America/Sao_Paulo maio 25America/Sao_Paulo 2010
    E agora, José?
     
    Será que o povo brasileiro quer mudanças?
     
    Ou quer que este crescimento econômico permaneça, e o país encontre seu destino grandioso, nesta curva da história?
     
    E agora, José?
    PEGUEI DO AZENHA
    25 de maio de 2010 às 14:56

    por Fernanda Bompan, no DCI

    O indicador sobre o Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre deste ano pode superar até mesmo as expectativas do Banco Central (BC). É o que revela pesquisa feita pelo Indicador Serasa Experian de Atividade Econômica, divulgada ontem, cuja expectativa para o crescimento de janeiro a março de 2010 é 2,8% maior do que o trimestre anterior, isto é, alta da taxa anualizada de 11,7% para este ano.

    Na comparação com o primeiro trimestre de 2009, o mesmo período de 2010 apresentou crescimento de 8,2%, puxado pelo avanço de 14,6% do setor industrial, seguido pela alta de 6,0% no setor de serviços e de 4,2% na agropecuária. “Esses índices já eram esperados porque os dados mensais já apresentavam elevações, além de que os números da indústria, serviços e agropecuária, já divulgados, demonstram uma alta considerável do PIB”, explica o gerente de Indicadores da Serasa Experian, Luiz Rabi.

    O índice anualizado previsto pela Serasa Experian é bem maior do que o registrado pelo Índice de Atividade do BC (IBC-BR), cuja perspectiva é do primeiro trimestre registrar elevação econômica de 9,85% ao ano. Já o Ministério da Fazenda projeta aumento entre 7,5% e 8,5% para o PIB neste primeiro trimestre.

    No entanto, de acordo com Luiz Rabi, tal ritmo deverá reduzir a partir do segundo trimestre de 2010, por causa da retirada dos estímulos fiscais à aquisição de veículos e outros bens duráveis, pelos cortes orçamentários anunciados pelo governo federal e pelos efeitos contracionistas da política de aperto monetário posta em prática pelo BC.  

    O presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Andrew Frank Storfer, endossa a opinião do gerente do Serasa.

    “Como a base de comparação é o primeiro trimestre de 2009, o qual foi um período muito ruim, prever que os primeiros três meses deste ano vão ser melhores é muito coerente. É possível, sim, que o crescimento [para o primeiro trimestre de 2010] seja um pouco mais ou um pouco menos do que 10%”, analisa ele.

    Para Storfer, a tendência é de que, nos próximo meses, com reflexos em 2011, o ritmo de crescimento seja menor. “Muitos benefícios dados, como incentivos ficais serão retirados neste ano, além de que a alta da Selic [taxa básica de juros] deve ajustar os indicadores de 2011 e por isso podemos ver uma elevação do PIB em torno de 5%, mas tudo dentro da normalidade”, ressalta.

    Março

    De acordo com a pesquisa feita pela Serasa, o crescimento verificado em março foi de 9,3% em relação ao mesmo mês do ano passado, resultando na maior taxa anual de expansão da atividade econômica desde abril de 1995, quando a taxa anual de crescimento atingiu 10,4%.

    Desconsiderando-se os fatores sazonais, o crescimento mensal observado em março de 2010 foi de 1,8% em relação a fevereiro deste ano. Sob a ótica da demanda agregada, a alta de 9,3% na atividade econômica, considerando a sua comparação anual, foi determinada pelos crescimentos de 27,8% nos investimentos produtivos (formação bruta de capital fixo), de 11% no consumo das famílias e pelo avanço das exportações em 18,5% no mês. O dado só não foi maior por causa da elevação das importações (47,2%). Do ponto de vista da oferta agregada, o setor industrial foi o grande responsável pelo avanço do PIB no mês, com crescimento de 17,7% frente a março de 2009.

    Focus

    Para o fechamento do ano, o mercado estima que o PIB deve ficar em 6,46%, Segundo relatório Focus, divulgado ontem pelo BC, é a décima alta consecutiva na previsão dos analistas consultados, anteriormente em 6,30%. Para 2011, entretanto, é esperado um encerramento em 4,50%, mesmo índice registrado há 24 semanas.

     Sobre a inflação, também houve aumento nas projeções. O IPCA passou de 5,54% para 5,67%, décima oitava alta consecutiva. No próximo ano, aguarda-se fechamento de 4,80%, a mesma análise há seis semanas. Para o IGP-DI, os analistas projetam elevação de 8,73% neste ano, contra 8,43% registrado na semana passada, e mantiveram o índice em 5% para o próximo ano.

    Outro índice que está chamando bastante atenção para as expectativas é o IGP-M, que para os consultados pelo BC deve ficar em 8,75% em 2010, ante 8,56%, verificado anteriormente, e em 2011, deve fechar em 5%, aumentando com relação ao último relatório. Já o IPC-Fipe apresentou queda nos prognósticos para 2010, ao passar de 5,5% para 5,45%, mas mantém a predição de 4,50% há 18 semanas.

    O fator Serra e as marcas no PSDB

    29 29America/Sao_Paulo maio 29America/Sao_Paulo 2010

    O PSDB de Montoro e Mário Covas, de fato, não existe mais.

    O partido que se propunha moderno, ideológico, social-democrata, transformou-se nisso que está aí:um amontoado de oportunistas, disputando espaço e ofuscando  algumas raras figuras sérias que o partido ainda mantém em seus quadros.

    São poucos.

    A maioria aderiu aos neocon, à direita extremista e udenista.

    Enfim, a direita golpista, com o beneplácido dos grandes grupos midiáticos, tendo a revista Veja como porta-estandarte.

    Abaixo, Luis Nassif, em poucas palavras, revela no que se trasnformou o partido que surgiu como um sopro de modernidade no expectro da centro-esquerda brasileira.

    DO BLOG DO NASSIF

    29/05/2010 – 20:39

    As obviedades dessa campanha são de cansar.

    Serra dá o tiro na Bolívia. Aí a Veja aparece com a matéria prontinha, mostrando o perigo boliviano. Daqui a pouco vão ressuscitar os 200 mil guerrilheiros das FARCs que invadirão o Brasil pelo mar.

    Agora, o Ruy Fabiano – contratado pela campanha de Serra – levanta a bola na coluna do Noblat, dizendo que graças à falta de ação do Itamarati, esse será uma das peças da campanha.

    Onde esse pessoal está com a cabeça? Criaram um mundo circular em que meia dúzia de neocons falam para eles próprios sem se dar conta do entorno. É um autismo assustador. Montam toda uma encenação, articulam aqui e ali, Serra solta o rompante, a Veja repica a matéria, o Fabiano autoelogia o brilhantismo da estratégia do próprio grupo, todos rodopiando no meio do salão escuro, como nas velhas conspirações político-midiáticas, julgando que ninguém está acompanhando o bailado.

    E a Internet inteira olhando aquele bailado louco e se indagando: o que deu neles? Montam toda uma encenação, supondo-a esperta, para um tema que só encontra ressonância em eleitores de ultradireita e nos órfãos de Sierra Maestra.

    Cada vez que acompanho discussões sobre Cuba, Venezuela, Bolívia, guerra fria, aliás, dá um desânimo danado. São temas não apenas distantes da vida comum, do dia a dia real das pessoas, como da própria realidade política atual do país. É restrito a um mundico de nada na Internet, apenas isso. A importância desse tema é assegurar, no longo prazo, a consolidação de uma integração comercial e física da América Latina, algo que vai muito além das discussões de campanha.

    Pode-se criticar pontualmente o Itamarati por uma ou outra atitude – quando, por exemplo, houve a expropriação de empresas brasileiras na Bolívia. Ou pela demora em se avançar na integração continental. Ou pode-se elogiar, sustentando que essa política cautelosa foi importante para garantir a estabilidade política da região, ameaçada pelos arroubos de Chávez e pela inexperiência de Morales.

    Mas são discussões específicas, longe de configurar uma doutrina capaz de sensibilizar eleitores.

    Em relação ao Mercosul, Serra repete os mesmos discursos dos anos 90, quando questionou o acordo automotivo com a Argentina. Em relação à Bolívia, retrocede ao período da Guerra Fria. Não conseguiu avançar uma análise minimamente diferenciada. É como se tivesse hibernado por 15 anos das discussões nacionais e acordado de repente.

    E tudo para garantir o factóide da próxima semana, a próxima chamada de capa de Veja.

    Não há a menor preocupação em definir um conjunto articulado de ideias e conceitos. É o que em jornalismo se chama de “o mancheteiro”, o sujeito capaz de extrair um slogan de uma matéria mas incapaz de escrever o artigo de fundo.

    O resultado é patético.

    Junto à centro-esquerda tornou-se uma caricatura. Quando cruzo com algum antigo militante do PSDB de Montoro e Covas, recebo olhares irônicos, tipo «em que fomos nos meter». Junto aos neocons, sempre será apenas um oportunista que quer embarcar na onda sem nunca ter pertencido ao grupo.

    O resultado de tudo isso é o suicídio político de Serra. Terminada a aventura das eleições, haverá uma reconstrução da oposição. E, hoje em dia, sobram dúvidas sobre a viabilidade do PSDB de continuar comandando as oposições. As loucuras desse estilo neocon desvairado, a truculência nos ataques a adversários e a aliados, o uso de jornalistas cúmplices para atacar colegas, não apenas comprometeram a eleição de Serra, mas a própria viabilidade do PSDB como líder da nova oposição.

    Será um duro trabalho de reconstrução da imagem do partido.

    Brizola “vive”…

    31 31America/Sao_Paulo maio 31America/Sao_Paulo 2010

    O neto de Leonel Brizola, deputado federal pelo estado do Rio, honra a memória e o passado de seu avô e é um sopro de lúcidez neste emaranhado de políticos interesseiros, até mesmo alguns da esquerda.

    Seu blog, o Tijolaço é um espaço de leitura obrigatória na blogosfera para quem quer ter uma visão crítica dos acontecimentos políticos nacionais, o que por obvio jamais se encontrará na mídia tradicional dominante.

    O perigo da volta do Serra que ”já foi”

    31/05/2010 13:42:41

    |O projeto que a direita brasileira traçara, cuidadosamente, para tentar retormar o poder total – porque totalmente do poder ela jamais saiu – está arruinado

    Matéria originalmente publicada no site Tijolaço. Por Brizola Neto.

    A essência deste projeto era a desinformação e o esfriamento do debate político. O desconhecimento de Dilma, o seu quase anonimato, era o seu trunfo. E, convenhamos, isso correspondia a uma realidade.
    Um realidade que prevaleceria, se dependesse apenas do processo político convencional, inclusive das estruturas partidárias que apóiam Dilma, perdidas em composições eleitorais, disputas por “cabeças de chapa” e disputas de “espaço interno”. As estruturas políticas convencionais da nossa “esquerda” estão acomodadas, sofrendo da “modorra” criada por anos de governo, de cargos, de praticar uma política que, embora diferente do ponto de vista dos seus objetivos, ia se tornando semelhante, em matéria eleitoral, à dos políticos conservadores. 

    Alguns fatores, porém, mudaram esta situação. O primeiro, e mais importante deles, é que Lula nem de longe trabalhou com a tese de que seu retorno ao poder em 2014 fosse o objetivo central e, portanto, nunca adotou a posição de d’après moi le deluge (depois de mim, o dilúvio, que teria sido uma frase dita por Luís XV, rei da França). E olhem que isso não é raro com governantes populares e bem avaliados, e os mais velhos podem traçar paralelos com o que ocorreu com JK. 

    Ao contrário. Lula, desde o momento em que escolheu Dilma sinalizou que quem enfrentaria o processo eleitoral não seria o PT ou os partidos da base do Governo, mas ele, pessoalmente. Ele, que pela sua origem e estatura, sabe que o sucesso de seu governo deveu-se não à máquina, mas a si mesmo, quis alguém externo à máquina partidária, que não tinha como desafiá-lo e a quem não restava alternativa de, mesmo sem grande ânimo, senão aderir – para alguns com certo contragosto – à candidatura Dilma. 

    Tenho certeza que foi enorme o sofrimento pessoal do presidente ao sacrificar Ciro Gomes- que não apenas foi um aliado fiel como é uma figura humana cativante – em nome desta identificação única: Lula é Dilma e Dilma é Lula. 

    E Lula enfrentou, pra valer, o processo eleitoral. Expôs-se até ao um risco de quebra de sua “unanimidade”, jamais recolheu-se a uma falsa posição de árbitro ou de alheio ao processo, não seguiu o modelo “Bachelet” de manter-se um tanto quanto afastado da dinâmica eleitoral para que um eventual insucesso eleitoral não maculasse sua “canonização” política, o que era algo tão forte que até mesmo Serra – o prévio Serra – não hesitava em exaltar. 

    Ficou claro o que Lula queria deixar claro: Lula é Dilma e Dilma é Lula.
    O segundo fator foi, por conta disso, a lucidez do povo brasileiro. Na sua simplicidade, soube – e está sabendo cada vez mais – ler o que dizia o presidente e corresponder a este entendimento. A adesão à candidatura Dilma espalhou-se como uma imensa hera, incontrolável, por vezes – para escândalo dos sabichões elitistas – de forma aparentemente irracional (mas, no fundo, totalmente lógica e razoável, por identificação a um momento novo na vida do país). Era “a muié do Lula”, termo que nossos “punhos de renda” desprezavam, mas que para o nosso povão, na sua sincera e genial compreensão, resumia perfeitamente o significado da candidatura que ele propunha às massas. Ah, como este nosso povo é lúcido quando os líderes se oferecem a ele como referência! 

    Ficou-lhe claro que Lula é Dilma e que Dilma é Lula.
    O terceiro fator, menos importante do ponto de vista de massas, mas importantíssimo para que o debate formal e midiático não ficasse totalmente sob as rédeas da direita – como sempre aconteceu – foi esta nossa incipiente comunicação via web. As manobras, a parcialidade da mídia, as manipulações das pesquisas, tudo isso que sempre se fez impunemente nos processos eleitorais, de repente, viu-se sob o crivo de dezenas de milhares de olhos e suas contradições foram expostas, escritas num lugar em que centenas de milhares ou até milhões de pessoas poderiam ver. 

    Se a crise do capitalismo mundial abalou o mundo do pensamento único, foi aqui – e não na mídia convencional – que os outros pensamentos, as outras análises, os outros enfoques, as outras verdades encontraram o seu canal de expressão aberta, já não mais restritas aos circulos acadêmicos, partidários, corporativos.
    Uma leitora, num depoimento que me comoveu profundamente, disse outro dia aqui que tinha largado as panelas do jantar de sua família para ler uma determinada análise política. Será que os nossos analistas políticos se dão conta do que vem a ser isso? Será que se dão conta do sentido sublime e genial desta participação de alguém que, para eles, é uma pessoa amorfa, conduzida de forma inciente pelo marketing?
    A mudança de posição de Serra, abandonando o “lulismo”, tem dois significados. 

    O primeiro é que desabou a pretensão da direita de, sob mil artifícios de mídia e de pesquisas (e ambas se confundem, não é?), inaugurar a campanha eleitoral, com o “favoritismo” de Serra. Este favoritismo seria sua legitimação. Seria sua “ligação com o povo”, que o absolveria de ser, como é, o candidato anti-povo.
    Ele a perdeu. Ele está fadado a começar a campanha como o candidato das elites , do “grand-monde” , ordem interna e da obediência externa. 

    E isso quer dizer que seu “teto” baixou para algo como os 30% dos votos que a direita, em geral, consegue reunir em qualquer pleito eleitoral. São estes que Serra busca consolidar. Ninguém ache que o sentimento anti-Lula se resuma aos 5 ou 6% que aparecem como avaliação de “ruim e péssimo” nas pesquisas sobre seu Governo. Ele é correspondente, isso sim, aos 24 ou 26% que não são classificados como “aprovação”.
    Você mesmo pode verificar entre o seu círculo de relacionamentos que os que classificam o Governo como “razoável” são, em geral, eleitores do candidato anti-Lula. 

    Mas não se ganha eleição com 25 a 30%.
    É preciso criar uma crise que desestabilize esta tendência natural.
    Econômica, seria o ideal. Mas o caminho para isso parece estar fechado pela pujança que a economia brasileira tem, neste momento e, ao que tudo indica, terá nos próximos meses. 

    Resta a crise institucional. E ai, já vimos que estamos diante de alguém desligado de qualquer princípio ético e moral, que é capaz de mentir, de camuflar, de esconder ou de intrigar de todas as formas.
    Nosso dever, aqui nesta nossa pequena janela que lança luz sobre os fatos, é não descuidar e nunca achar que o inimigo está derrotado. Porque ele não segue as regras do jogo democrático e eleitoral.
    Vamos vencer, sim. Mas o preço desta vitória ainda nos será muito caro. Virão ainda mil e uma armações, além das que já estão em curso. 

    Talvez nos sirva o preceito bíblico: vigiai e orai. Mas com um acréscimo: vigiai, orai e lutai.
    Comecemos mais uma semana de combate, meus amigos.
    Com a serenidade dos que têm a razão a seu lado.
    Mas com a dedicação e coragem dos que sabem que estão lutando uma grande batalha histórica

    Quem são os 5%?

    1 01America/Sao_Paulo junho 01America/Sao_Paulo 2010

    DO BLOG CIDADANIA .COM

    Eles não temem o ridículo

     

    O excelente blog do Professor Hariovaldo já me fez rir muito – se você não conhece precisa conhecer; é um dos sites indicados por este blog, aí ao lado. Inclusive, eu mesmo, por duas vezes, já lhe servi de matéria-prima para seus divertidíssimos posts simulando o discurso reacionário. Mas a caricatura que o blogueiro gozador encarna não chega nem aos pés da caricatura viva e real de reacionário que é o blogueiro da Veja Reinaldo Azevedo.

    Vejam só que coisa maluca: o blogueiro Ricardo Kotscho escreveu um post interessante especulando sobre quem são os 5% que aparecem nas pesquisas considerando o governo Lula de péssimo para baixo. Estranhou que as ciências sociais ainda não tenham perscrutado esse universo de pessoas que, aconteça o que acontecer, aferram-se a um discurso que não encontra a menor ressonância nos fatos, de que está tudo uma droga no Brasil.

    Os blogueiros da Globo Ricardo Noblat e da Veja Reinaldo Azevedo abordaram o post de Kotscho justamente porque entre seus leitorados devem estar 99% dos 5% que odeiam este governo e que acham que está tudo péssimo no país. No blog do Noblat, ficou para o leitorado dizer o que foi dito pelo próprio Azevedo em post, que o petista Kotscho estaria querendo “fichar” os 5% que não apóiam Lula para que o governo persiga essas pessoas (?!).

    Em um país em que um jornal ligado à oposição publica ficha policial falsa de membros do governo na primeira página e chama o presidente da República de maníaco sexual e de cachaceiro;  em um país em que uma revista semanal publica foto na capa em que o presidente da República aparece de costas com a marca de um pé no traseiro;  em um país em que tudo isso não gera um só processo contra esses veículos como ocorreria em qualquer país democrático, será que dá para levar a sério suposição de que este governo pretenderia perseguir quem não o apóia?

    Não tenho a mesma dúvida do Kotscho. Sei muito bem quem são e onde estão esses 5% que não apóiam Lula. Sou vizinho deles, no bairro paulistano do Paraíso. Aliás, convivo com boa parte desse setor da sociedade.  Essas pessoas são, em média, de classe média alta, têm renda acima de dez salários mínimos e estão no Sul e no Sudeste. São Minoria entre os mais ricos e escolarizados, mas estão concentradas nesse segmento.

    São pessoas que, na média – refiro-me à maioria relativa delas, é claro, jamais a todas –, são racistas, querem separar Sul ou Sudeste do resto do Brasil, chamam o Bolsa Família de “esmola”, não aceitam que negros cursem universidades, querem que o Brasil volte a fazer negócios só com a Europa e com os Estados Unidos… Enfim, que têm saudades do tempo em que consumo, oportunidades e esperança eram coisa de rico.

    Mas tenho uma dúvida sobre os tais 5%. Como é que pode um contingente de brasileiros desprezível percentualmente, mas que é rico, influente e escolarizado – apesar da ignorância – não ter absolutamente nenhum medo do ridículo? Como é que pode gente que sempre apoiou violência contra adversários políticos tais como tortura, estupro e assassinatos, ter coragem de acusar suas vítimas?

    Ex-vice de Jorge Bornhausen,quando governador “biônico”,é flagrado promovendo trabalho escravo

    3 03America/Sao_Paulo junho 03America/Sao_Paulo 2010

    DEU NO BLOG DO SAKAMOTO

    Trabalhadores são libertados em terras de ex-governador de SC

    02/06/2010 – 16:45

    “Estive detido aqui por 33 dias.”

    A frase acima, que parece ter sido retirada de uma parede de cadeia, foi escrita por um dos 153 trabalhadores libertados de uma propriedade da São Luís Fruticultura Ltda., pertencente ao ex-governador de Santa Catarina (1982 a 1983), Henrique Helion Velho de Córdova. A fazenda foi fiscalizada pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Santa Catarina, Ministério Público do Trabalho e Polícia Federal junto com outras nos últimos dois meses no interior do Estado. A lista de irregularidades encontradas no local vai da restrição de liberdade até o não fornecimento de equipamentos de proteção individual para aplicação de pesticidas, o que colocava em risco a saúde dos trabalhadores. A reportagem completa, da jornalista Bianca Pyl, será publicada na Repórter Brasil.

    Os resgatados estavam na colheita da maçã e há dois meses não recebiam salários, nem tinham dinheiro para voltar aos municípios de origem. Com a ação, os trabalhadores receberam os salários e direitos devidos e retornaram para casa, cidade como Santana do Livramento (RS), Vacaria (RS) e Três de Maio (RS). O proprietário aceitou pagar R$ 500,00 a mais para cada trabalhador como indenização e outros R$ 200 mil por dano moral coletivo, destinados a órgãos públicos ou de assistência social.

    Um grupo de 12 escravos também foi flagrado em um chiqueiro desativado, entre eles dois adolescentes de 15 e 16 anos. Os empregados trabalhavam na colheita de erva-mate, em Ipumirim (SC), em terras de Odolir Canton, que fornecia para a ervateira Parra- que também foi responsabilizada pela situação. As vítimas foram trazidas de União da Vitória (PR) em uma caçamba de um caminhão e os trabalhadores dividiam o alojamento com os cavalos, um lugar com esterco, ratos mortos e água da chuva (foto abaixo). Na noite anterior à fiscalização, a temperatura mínima foi em torno dos 10º C.

    Brasil tem segundo maior crescimento dos BRICs

    8 08America/Sao_Paulo junho 08America/Sao_Paulo 2010

    DO IG ECONOMIA

    Alta de 9% no primeiro trimestre do ano deixa o País atrás somente da China, que cresceu 11,9%

    Raphael Gomide, iG Rio de Janeiro | 08/06/2010 10:49

    A economia brasileira teve o segundo maior crescimento trimestral dentre os países integrantes do grupo de nações emergentes – os chamados BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China). O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro saltou 9% nos três primeiros meses de 2010, frente a igual período do ano anterior, patamar semelhante ao da Índia (8,6%) e inferior somente ao da China, de 11,9%.

    Leia também:

    A Rússia também viu melhora de seu PIB no período de janeiro a março, mas essa elevação (4,5%) foi exatamente a metade do desempenho brasileiro.

    Quando comparado o resultado frente ao último trimestre do ano passado, o Brasil também teve crescimento superior. Em uma lista de 16 países, o Brasil apresenta o maior crescimento, com 2,7%, enquanto as economias do segundo e terceiro colocados, o Canadá e Suécia, cresceram pouco mais da metade, 1,5% e 1,4%, respectivamente.

    O Japão elevou sua economia em 1,2%, Portugal em 1%, e Estados Unidos, 0,8%.

    As economias com pior performance em relação ao primeiro trimestre de 2009 foram o Chile, com queda de 1,5%, provavelmente causada pelo terremoto nos primeiros dias do ano, e a Grécia, fortemente afetada por crise interna, que teve recuo de 0,8%.

    A China e a Índia não apresentam a comparação com o trimestre anterior.

    Fonte: IBGE

    Relembrando um passado recente : a ditadura em Santa Catarina no governo Jorge Borhnausen

    16 16America/Sao_Paulo junho 16America/Sao_Paulo 2010

    DO CANGA BLOG DO JORNALISTA SÉRGIO RUBIN

    JORNAL AFINAL

    Clique em cima das imagens para amplia-las
    Postado por Sergio Rubim às 11:50 0 comentários

    Beto Stodieck entrega o ouro da Ilha



    Postado por Sergio Rubim às 11:49 0 comentários

    Beto Stodieck



    Postado por Sergio Rubim às 11:48 0 comentários

    Antes, como agora, só querem grana


    Postado por Sergio Rubim às 11:46 0 comentários

    Gallup entrega o ouro



    Postado por Sergio Rubim às 11:44 0 comentários

    Paulo Wrigth


    Postado por Sergio Rubim às 11:33 0 comentários

    Cesar Cals



    Postado por Sergio Rubim às 11:19 0 comentários

    Boca de Ouro

    Esta foto é do personagem folclórico do Rio de Janeiro, Boca de Ouro, e foi feita plelo fotógrafo Paulo Afonspo, o Piroco, nosso assíduo colaborador. A foto, contra capa do primeiro número do Afinal já mostrava a que vinhamos. Escracho total!
    Postado por Sergio Rubim às 10:54 0 comentários

    Capa do Afinal 2

    Postado por Sergio Rubim às 10:45 0 comentários

    Nem merenda escapa

    Postado por Sergio Rubim às 10:36 0 comentários

    O pau era geral



    Postado por Sergio Rubim às 10:30 1 comentários

    Corrupção em Lages



    Postado por Sergio Rubim às 10:28 0 comentários

    Foto sem crédito

    essa foto, se não me angano, era do Loro, o Lorival Bento.
    Postado por Sergio Rubim às 10:25 0 comentários

    Capa do Afinal 3. O mais porrada!

    Postado por Sergio Rubim às 10:18 0 comentários

    Reportagem que gerou o processo na LSN

    Esta matéria gerou o processo do governador Jorge Bornhausen contra os editores do Afinal Sérgio Rubim, Jurandir Camargo e Nelson Rolim.c Tudo poque publicamos a lista de nomes de autoridades brasileiras que tinham contas bancárias na Suiça. A lista fazia parte de um extensa relação de nomes de autoridades corruptas da America Latina interceptadas pelo Partido Socialista Suiço. A com os nomes de brasileiros nos foi entregue na Praça XV por um integrante da oficialidade jovem do exército descontente som a corrupção dos políticos e militares do golpe de 64.
    Postado por Sergio Rubim às 10:12 0 comentários

    Sempre a Casan

    Postado por Sergio Rubim às 10:10 0 comentários

    Bagunça na Celesc

    Postado por Sergio Rubim às 10:08 0 comentários

    Tiros na Trindade

    Postado por Sergio Rubim às 10:06 0 comentários

    Ilegalidades no TCE

    Postado por Sergio Rubim às 10:04 0 comentários

    Assuntos proibidos

    Postado por Sergio Rubim às 09:59 0 comentários

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    JORNAL AFINAL

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    Beto Stodieck entrega o ouro da Ilha



    Beto Stodieck



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    Boca de Ouro

    Esta foto é do personagem folclórico do Rio de Janeiro, Boca de Ouro, e foi feita plelo fotógrafo Paulo Afonspo, o Piroco, nosso assíduo colaborador. A foto, contra capa do primeiro número do Afinal já mostrava a que vinhamos. Escracho total!

    Capa do Afinal 2

    Nem merenda escapa

    O pau era geral



    Corrupção em Lages



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    essa foto, se não me angano, era do Loro, o Lorival Bento.

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    Reportagem que gerou o processo na LSN

    Esta matéria gerou o processo do governador Jorge Bornhausen contra os editores do Afinal Sérgio Rubim, Jurandir Camargo e Nelson Rolim.c Tudo poque publicamos a lista de nomes de autoridades brasileiras que tinham contas bancárias na Suiça. A lista fazia parte de um extensa relação de nomes de autoridades corruptas da America Latina interceptadas pelo Partido Socialista Suiço. A com os nomes de brasileiros nos foi entregue na Praça XV por um integrante da oficialidade jovem do exército descontente som a corrupção dos políticos e militares do golpe de 64.

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    Dilma deve ganhar no primeiro turno

    26 26America/Sao_Paulo junho 26America/Sao_Paulo 2010

    Lendo a análise abaixo dos números mais detalhados da ultima pesquisa IBOPE, é fácil constatar que Dilma Roussef, candidata a presidência do PT , tem ainda um enorme potencial de crescimento.

    O fato de que 32% do eleitorado nordestino ainda não sabe que ela é a candidata apoiada por Lula e 39% dos eleitores com renda de até um (01) salário mínimo também desconhecerem esse fato, justamente os mais beneficiados pelas políticas públicas de cunho social do governo Lula, do PT, nos faz crer que se desenha um cenário muito favorável a sua vitória já no primeiro turno.

    Há uma avenida de 8 pistas para o crescimento da candidata do PT.

    Lula ainda não entrou “de cabeça” em sua campanha, e os tucanos estão aturdidos, completamente tontos, sem discurso que possa se contrapor a idéia de continuidade do governo de Luis Inácio Lula da Silva,por meio de sua candidata,ex-ministra chefe da Casa Civil, Dilma Roussef.

    Todos os cenários apontam nessa direção e as lições do passado fortalecem esse posissionamento de Dilma.

    Só uma improvável Tsunami afastará sua vitória no primeiro turno destas eleições.

    Anotem aí.

     

    25 de junho de 2010 às 13:43
    Dilma avança entre mulheres e no Sudeste
    Dilma Rousseff avança junto ao eleitorado feminino e também ao da Região Sul

    24 de junho de 2010

    do Página 64

    Dilma Rousseff avança junto ao eleitorado feminino

    A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, avançou junto ao eleitorado feminino. Segundo detalhamento da pesquisa Ibope divulgado na quinta-feira (24/6), Dilma e o candidato do PSDB, José Serra, estão empatados com 37% das intenções de voto do eleitorado feminino. Na última pesquisa do Ibope, realizada em março, em um cenário com Dilma, Serra e Marina Silva (PV), o candidato do PSDB tinha 40% dos votos do eleitorado feminino, contra 29% de Dilma.

    Os dados da gerais da pesquisa, divulgada nesta quarta (23), mostram Dilma com 40% das intenções de voto e o candidato do PSDB, José Serra, com 35%. Marina Silva (PV) tem 9%. A pesquisa foi encomendada ao instituto pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

    Segundo o detalhamento da pesquisa, José Serra só mantém a liderança na corrida presidencial entre os eleitores da Região Sul do Brasil e entre os eleitores com renda familiar superior a dez salários mínimos. Dilma Rousseff lidera nas demais regiões e entre os eleitores com renda familiar entre 1 e10 salários mínimos.

    No levantamento anterior, realizado em março, Dilma liderava nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Agora, ela ultrapassou Serra na região Sudeste, onde ela tem 37% das intenções de voto contra 36% de Serra. Na pesquisa anterior, em um cenário com Dilma, Serra e Marina Silva, o tucano liderava com 41%, contra 28% de Dilma.

    Entre os eleitores mais ricos, Serra lidera com 43% dos votos, Dilma tem 27%. Entre os que ganham até um salário mínimo, Dilma registra 40% dos votos contra 36% de Serra. Quanto ao grau de instrução, Dilma lidera entre os eleitores com ensino fundamental, médio e superior.

    Conhecimento

    O detalhamento da pesquisa Ibope mostra que a influência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é mais forte entre os eleitores jovens, com baixo grau de instrução e da região Nordeste. O maior percentual de eleitores que votaria em um candidato apoiado por Lula (67%) está no Nordeste. Entre os eleitores com renda até 1 salário mínimo, 62% votariam no candidato de Lula.

    No Nordeste, 32% dos eleitores ainda não sabem que Dilma Rousseff é a candidata do presidente Lula. É o índice mais alto entre todas as regiões. Entre os eleitores com renda de até 1 salário mínimo, 39% não sabem que Dilma é a candidata governista.

    Claudio Vignatti lança candidatura ao senado em Itajaí

    14 14America/Sao_Paulo julho 14America/Sao_Paulo 2010

      Recebi por e-mail, repasso e reforço o convite a todos, por um senado renovado, com menos raposas e coronéis da política brasileira:

     

    Caros Companheiros e Companheiras!
                             No dia 19 de Julho (próxima segunda-feira) acontecerá em Itajaí o Lançamento Oficial da Candidatura do próximo Senador da República,  Claúdio Vignatti.

    A coordenção estadual da campanha escolheu Itajaí entre as dez maiores cidades do Estado a primeira a fazer o Lançamento Oficial.

     Deverá ser um grande momento de reafirmação de nossas candidaturas a Governo com a companheira Ideli Salvatti, Dilma para Presidente, e de todos os candidatos de nossa região que concorrerão a deputado Estadual e Federal.
                            Para tanto estamos solicitando empenho de todos e todas que reproduzam o mais rapidamente possível esta mensagem para seus contatos para que possamos fazer um grande evento em Itajaí que dará a largada para a campanha do Vignatti no Estado.

    Estaremos recebendo tambem todos aqueles que estão envolvidos na campanha majoritária dos municipio de Navegantes, Penha, Piçarras, Ilhota e Luíz Alves. O pessoal de Balneário Camboriú, Camboriú, Itapema, Porto Belo e Bombinhas receberão o Vignatti para o lançamento no dia 22 (quinta-feira) em Balneário Camboriú.
                            

    Nossa atividade será realizada no Reese MARINER Plaza Hotel, na Rua Lauro Muller, 170, centro de Itajaí, próximo ao Mercado Municipal, a partir das 19:30 horas.

    Durante todo o dia o Deputado Vignatti, nosso futuro Senador da República, ficará em Itajaí cumprindo agenda que será anunciada assim que estivermos com ela definida.
                             Certos que a hora chegou, que nossass bandeiras voltarão a ser empunhadas, que nossas vozes serão ouvidas com muito mais garra, no caminho da conquista da Vitória com Dilma, Ideli e Vignatti, nossas cordiais saudações, esperando revê-los e revê-las no dia 19 (segunda-feira) com muita garra e determinação.

                             Saudações!

                                  Manoel Jesus da Conceição
                                      (Maneca do PT)
                        Coordenação Regional Vignatti Senador

    Grupo teatral papa siri agita a cultura local

    22 22America/Sao_Paulo julho 22America/Sao_Paulo 2010

    RECEBI POR E-MAIL, INDICO E RATIFICO:

    Olá amigos;
                                         
    Nós do Grupo Teatral  Porto Cênico  este ano de 2010 estamos com uma nova empreitada que é a Sede do Grupo, um espaço super bacana que conseguimos alugar por esforço nosso e de um convênio com a Fundação Cultural de Itajaí.
     
    Neste Espaço Teatral nós matemos as seguintes atividades:
     
    - Cursos de Teatro: edições por semestre. início da 6ª edição dia 09 de agosto.
    - Oficinas de: Contação de Histórias – Maquiagem Teatral – Treinamento físico – Criação de Cena – Teatro para professores: conteúdos e dinâmicas.
    - Biblioteca com acervo de literatura infantil – teatro e periódicos.
    - Rodas de Leituras
    - Ensaios /Criações/Reuniões
     
    O espaço também esta disponível para atividades de outros companheiros como:
     
    - Aulas de Ioga – Com Laércio.
    - Desenvolvimento do Projeto de Pesquisa de Clows – Com Grupo LEGUME.
    - Reuniões da REDE Itajaiense de Teatro.
     
    Temos os seguintes trabalhos em foco:

     
    - Espetáculo “Devoradores de Livros” – 3 anos em cartaz
    - Espetáculo “Noite” – 3 anos em cartaz
    - Espetáculo “Folhetim” – estréia em agosto.
    - Contação de Histórias – estréia em agosto
    - Performance: O lixo / Por que os Teatros estão vazios?
    - Interferências Clows
    - Intervenção Tarefas
     
    Projeto: Iniciamos neste mês uma projeto junto ao Grupo Cálice, em breve mandaremos notícias sobre isso. E logo logo também vcs conhecerão o projeto Cabines.
     
    Nossa Sede fica na Rua: Benjamin Franklin Pereira – 287 – São João – Próximo ao Tintão.Convidamos todos vcs a uma visita na Sede, este é um novo espaço Teatral para cidade de Itajaí e queremos que ele seja conhecido por toda comunidade. Nossas portas estão abertas a todos e todas.
     
    E por último solicito a vcs que visitem nosso blog www.portocenico.blogspot.com e por favor, peço que deixem um comentário, pois nosso patrocinador que é a editora Brink Book fica feliz quando le os comentários…risoss.
     
    Muito obrigado a todos e aguardamos a visita
     
    AJUDE A DIVULGAR O GRUPO PORTO CÊNICO ENCAMINHANDO ESTE E-MAIL AOS SEUS CONTATOS.
     
    Saudações
    Valéria

    Ideli sai na frente e lança site oficial

    23 23America/Sao_Paulo julho 23America/Sao_Paulo 2010

    Acompanhe Ideli na internet, faça parte dessa ideia:

    http://www.ideligovernadora.com.br/

    O pároco Serra e seu coroinha Indio

    25 25America/Sao_Paulo julho 25America/Sao_Paulo 2010

    DA REVISTA CARTA CAPITAL

    A síndrome do púlpito

    23/07/2010 10:53:37

    Mino Carta

    De como a mídia nativa complica a vida do seu candidato José Serra no afã de facilitá-la

    Lembrei-me de uma anedota. Jovem padre recém-ordenado recebe do pároco a tarefa imponente do sermão de domingo. Trata-se de sua estreia no púlpito e a missa é a do meio-dia. Recomenda o pároco: a ocasião pede por um pronunciamento direto e forte, nada de meias-palavras e panos quentes. O jovem, empolgado, cumpre sua tarefa na certeza do dever cumprido. Depois da missa, procura o chefe para saber se passou na prova. “Bem – diz o pároco – direto e forte você foi, mas não precisava ofender a mãe do Demônio.” 

    Não sei que gênero de clímax pretende atingir a campanha de José Serra. Aliás, não entendi até hoje quais são suas diretrizes porque, às vezes, parece-me ter perdido a bússola. O que surpreende em um pároco, perdão, candidato tão preparado, navegante de várias eleições. Nada de surpresas, no entanto, com o sermão de padre Índio, excitado na estreia do púlpito. Depois de ouvi-lo, ou melhor, de lê-lo, perguntei aos meus boquiabertos botões qual seria o sentido da ligação do PT com as Farc. Se, por exemplo, de um lado vem a coca e do outro vão bazucas. Responderam os botões com uma pergunta: será do conhecimento do candidato a vice que o diabo não tem mãe?

    A tarefa do pároco para sair da situação desagradável é mais simples do que a do candidato à Presidência. O pároco chama brandamente às falas o jovem desastrado e desconversa com os fiéis perplexos. O candidato à Presidência enfrenta outro gênero de dificuldade diante do companheiro de chapa recém-convocado. Donde a tentativa de executar um remendo in extremis ao dizer que o PT certamente não participa do narcotráfico, embora mantenha relações com as famigeradas Farc. 

    Serra não contava, ouso esperar, com a pontual e clangorosa reação dos jornalões paulistas. Inebriados pela oportunidade, tanto o Estadão quanto a Folha de S.Paulo estampam a frase do seu candidato em manchete da primeira página. Ao mesmo tempo, em um canto, Índio da Costa murmura que o chefe está certo, sem deixar de lembrar que o narcotráfico financia os bandidos rebeldes da Colômbia. 

    Pois aí está o problema: no seu ímpeto libertador, a mídia prejudica em vez de ajudar. Abunda em boa-fé e em incompetência. Tropeça no seu próprio irrefreável impulso voltado à demolição da candidatura sustentada por Lula, impulso genuíno, que vem dos precórdios, mas sempre precipitado, raivoso e frequentemente ridículo. Um pouco mais de sutileza, de compostura, de honestidade, não fariam mal algum à mídia nativa neste momento. 

    O candidato Serra, que cultiva excelentes relações com os donos das empresas jornalísticas e com vários dos seus profissionais, quem sabe devesse transmitir a eles a mesma recomendação de Talleyrand aos seus comandados, quando ministro do Exterior de Napoleão: “Sobretudo, nunca zelo demais”. Zelo em excesso atrapalha.

    Neste espaço, já disse do peso exorbitante da herança tucana e fernandista, a sobrar implacavelmente para o ex-governador de São Paulo de volta à liça do pleito presidencial. Recordo a origem esquerdista do presidente da UNE quando do golpe de 1964, e como Serra se manteve fiel às ideias e crenças da juventude por muito tempo. Décadas a fio. Anoto também que ele nunca propôs “esqueçam o que disse”. Mesmo assim ele é hoje, por força das circunstâncias, o candidato da direita. 

    É apenas uma constatação, registro inescapável. E não se trata de qualquer direita, e sim do rançoso udenismo na sua versão atualizada. O mesmo udenismo que tramou contra Getúlio presidente eleito, contra Juscelino, contra João Goulart, e que enfim realizou seu projeto com o golpe. E de passagem queimou a sede da UNE.

    P.S. O senhor Alberto Dines gostaria que eu fosse alto, louro e de olhos azuis. Infelizmente, não posso atendê-lo. Registro, apenas, que há mais de 30 anos ele se obstina a escrever a minha biografia a partir da sua vocação de ficcionista, de sorte a dispensar sumariamente a verdade factual. Na quarta-feira, em seu Observatório da Imprensa, o senhor Alberto Dines acrescentou um capítulo à sua obra e, como de hábito, investiu contra o acima assinado com o enésimo punhado de calúnias. Cansei. Como dizem os advogados dos filmes e seriados americanos: vamos nos encontrar em juízo.

    Serra e o último general ditador

    26 26America/Sao_Paulo julho 26America/Sao_Paulo 2010
    Tal qual o último general ditador do regime militar implantado em 1º de abril de 1964, perdurando até março de 1985,  João Baptista Figueiredo, que declarou sem peias nem eias que preferia o cheiro dos seus  cavalos (era general da cavalaria do exército) ao cheiro do povo, José Chirico Serra, demonstra que além de não gostar do cheiro, evita o contato fisíco.
     
    A aproximação com o povo lhe instiga o TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo) que se manifesta na necessidade de lavar as mãos constantemente, inclusive, desinfetando-as com alcool, logo após cumprimentar possíveis eleitores.
     
    Prevenção contra contágio de gripe A, diriam os tucanófilos.
     
    Não,pois como se vê e se lê abaixo, é mania antiga.
     
    Nada contra um lavar salutar ou outro de mãos.
     
    Se assim fosse necessário – ao estilo Serra – o presidente mais popular da história do pais,Luis Inácio Lula da Silva, teria que tomar vários banhos de alcool gel ao dia…
     
    Portanto, menos seu Chirico!…
     
     
    DO PAULO HENRIQUE AMORIM
     
     

    Serra tem nojo de pobre.
    A foto vale por mil trololós

    Depois, lá dentro, ele limpa a mão com álcool 

     
    Extraído do site Amigos do Presidente (clique aqui para ler Blog ganha da treva na Justiça):

    segunda-feira, 26 de julho de 2010
    José Serra tem nojo de pobre
    Na foto tirada ontem  enquanto José Serra fazia campanha no Paraná, os leitores podem notar o candidato tucano pega -sem muito entusiasmo- na mão de uma eleitora e beija a própria mão.. Perceba que Serra mantém  distância do povo, lá no alto, enquanto lá em baixo uma filinha de senhoras  tentam cumprimentar  o candidato. Não é novidade para ninguém que o PSDB é o partido dos ricos, dos bancos, das classes altas e da massa cheirosa, como define a tucana Eliane Cantanhêde
    A imagem reforça uma matéria publicado em 2009 na revista Piauí….

    “Era quase meia-noite quando entrou Serra no carro e tomou o rumo do aeroporto, onde o jatinho do governo paulista o aguardava para levá-lo de volta.Ao sentar, imediatamente pegou um frasco de álcool, à sua disposição no bolsão do assento do passageiro, e limpou as mãos. A gripe suína não existia ainda: há anos ele tem o hábito de lavar as mãos várias vezes ao dia, sobretudo depois de cumprimentar estranhos; quando não pode, usa álcool.” Na revista Piauí

    Vamos ver como Lula, uma vez deputado e duas vezes presidente, é tratado e trata o povo?

    Agora o Serra, político profissional. Já ocupou dois ministérios no governo de Fernando Henrique Cardoso. Está enraizado no governo paulista há mais de 15 anos.Já foi prefeito, governador, vereador, e outras coisitas mais…Veja como trata o povo…

    Enquanto o José Serra nem olha para a cara do leitor….

    Eliane Cantanhêde tem razão!

    Clique aqui para ver o vídeo imperdível da colonista (*) da Folha (*), a Eliane Catanhêde, sobre a “massa cheirosa” .
    Em tempo: o Howard Hughes começou como o Serra e acabou maluco.

    Xô urubu!: diogo mainardi

    27 27America/Sao_Paulo julho 27America/Sao_Paulo 2010
    PEGUEI DO ESQUERDOPATA

    O fim de uma era de infâmia

    Diogo Mainardi está saindo do país. Na sua crônica, brinca com o medo de ser preso. É medo real. Condenado a três meses de prisão pelas calúnias contra Paulo Henrique Amorim, perdeu a condição de réu primário. Há uma lista de ações contra ele. As cíveis, a Abril paga – como parte do trato. As criminais são intransferíveis. E há muitas pelo caminho.

     

    Há meses e meses meus advogados tentam citá-lo, em vão. Foge para todo lado. A intimação foi entregue na portaria do seu prédio, mas os advogados da Abril querem impugnar, alegando que não foi entregue em mãos. Tudo isso na era da Internet, quando todo mundo sabe que ele está sendo procurado para ser intimado.
    A outra ação, contra Reinaldo Azevedo, esbarra em manobras protelatórias dos advogados da Abril. A ação prosperou porque colocada no Fórum da Freguesia do Ó – região da sede da Abril. Os advogados da Abril insistem em transferi-la para a Vara de Pinheiros.
    Minha ação de Direito de Resposta contra a Veja vaga há quase dois anos, devido à ação da juíza de Pinheiros. Primeiro, considerou a inicial inepta. Atrasou por mais de ano a ação. Em Segunda Instância, por unanimidade o Tribunal considerou a ação válida e devolveu para a juíza julgar. Ela se recusou, alegando que a revogação da Lei de Imprensa a impedia – o direito de resposta está inscrito na Constituição Federal.
    No caso da ação Mainardi-Paulo Henrique Amorim, ela absolveu Mainardi, alegando que as ofensas não passavam de mero estilo de linguagem que não deveriam ser levadas a sério. O disparate da sentença foi revelado pelo próprio TJ-SP ao considerar que o autor merecia uma condenação de três meses de prisão.
    O problema não é Mainardi. É apenas uma figura menor que, em uma ação orquestrada, ganhou visibilidade nacional para poder efetuar os ataques encomendados por Roberto Civita e José Serra.
    Quando passar o fragor da batalha, ainda será contado o que foram esses anos de infâmia no jornalismo brasileiro.

    Quem diria? Até o mercado foge de Serra

    30 30America/Sao_Paulo julho 30America/Sao_Paulo 2010

    DO CLIPPING DO TATO

     
    http://tatodemacedo.blogspot.com/2010/07/eleicoes-2010-serra-vem-causando-urtiga.html?spref=tw
    Serra está perdendo status de preferido do mercado
    O tucano José Serrágio iniciou sua campanha pela Presidência do país como o preferido dos mercados financeiros, mas suas últimas declarações contundentes sobre política econômica estão gerando dúvidas em muitos investidores.
    Alguns investidores e especialistas políticos disseram à Reuters que estão mais cautelosos sobre Serra do que sobre sua principal rival, Dilma Rousseff (PT). Serra, 68 anos, político veterano do PSDB, tem preocupado sobre Banco Central, juros e um maior papel do Estado na economia.
    A aparente mudança na confiança causa uma reviravolta no senso comum relacionado à corrida presidencial, e pode mexer nos mercados de câmbio e de títulos se Serra permanecer forte nas pesquisa à medida que a eleição se aproximar, disseram investidores.
    • “O sistema financeiro secretamente prefere a Dilma”, disse Tony Volpon, chefe de pesquisa de mercados emergentes da Nomura Securities em Nova York.
    Em muitos quesitos, Serra deveria ser o preferido do investidor. Ele ostenta um doutorado em economia pela Cornell University, uma vasta experiência no Executivo e um partido que realizou privatizações e reformas pró-mercado no governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).
    Dilma, por outro lado, funcionária pública de carreira, já foi guerrilheira e nunca foi eleita a um cargo público.
    Ela, porém, abriu seu caminho para conseguir o apoio de investidores ao se distanciar de algumas propostas mais esquerdistas do PT. Dilma também prometeu continuar com políticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que agradam os mercados e que ajudaram a impulsionar a economia nos últimos anos.
    “Nenhum dos candidatos é o sonho de Wall Street, mas Serra é o maior risco. Ele traz mais incerteza e possibilidade de mudança”, disse Alexandre Barros, analista político que acompanha Serra desde que os dois eram ativistas estudantis em São Paulo, em 1962.
    Xico Graziano, assessor de Serra, tentou amenizar as preocupações dos investidores, dizendo à Reuters: “Os investidores conhecem as qualidades do Serra e o modo dele entender a economia, não é segredo para ninguém.”
    Nervosismo no mercado?
    Até agora, poucos investidores se preocuparam com as eleições de 3 de outubro, descartando qualquer um dos principais candidatos como populistas que ameacem a estabilidade econômica.
    Mas esse sentimento de calma está em risco com a proximidade da eleição e a articulação mais clara dos candidatos sobre suas propostas e programas.
    Serra disse nesta semana que as taxas de juros precisam ser reduzidas e que o real está “megavalorizado.”
    “Com o Serra há preocupação com as taxas de juros e câmbio, embora eu pense que ele seria mais rígido na disciplina fiscal do que a Dilma”, disse Reginaldo Alexandre, diretor da Associação Brasileira dos Analistas do Mercado de Capitais (Abamec) em São Paulo.
    Dilma tem conseguido avanços nas pesquisas de intenção de voto, apoiada pelo crescimento da economia e pela alta taxa de aprovação de Lula, embora não tenha chegado a uma liderança clara.
    • “O mercado não precificou o risco de Serra porque ele acha que a Dilma vai vencer”, disse Rafael Cortez, analista político da consultoria Tendências.
    Se a petista não estabelecer uma vantagem sólida sobre Serra em agosto, Volpon disse que “pode haver movimentos violentos (do mercado), especialmente na taxa de câmbio”.
    Papel do Estado
    Serra também deu sinais mistos sobre o papel do Estado na economia. Ele criticou a criação de uma nova companhia estatal e o uso de recursos do Estado para o trem-bala, e prometeu restaurar os poderes das agências reguladoras.
    Mas também elogiou as medidas de estímulo econômico de Lula e propôs mais desenvolvimento liderado pelo Estado.
    “Defendo um projeto de desenvolvimento nacional para o Brasil, o ativismo governamental”, disse Serra.
    Apesar de querer cortar os excessos do governo, Serra também quer dobrar o Bolsa Família de Lula, criticado durante anos por muitos de seus partidários.
    Alguns analistas dizem que as posições variadas refletem sua estratégia de campanha. Ele pretende ser visto como uma mudança, mas não quer abandonar as políticas que tornaram Lula popular.
    “A Dilma diz ao mercado o que ele quer ouvir. A mensagem de Serra é mais política, porque ele precisa ganhar votos”, disse Dany Rappaport, sócio da consultoria financeira InvestPort.
    Mas Serra tem um histórico de intervenção governamental e é ligado à escola de pensamento que defende planejamento econômico, Estado forte, controles de capital e substituição de importações.
    Como ministro do Planejamento, ele peitou a ala pró-mercado do governo Fernando Henrique e foi transferido ao Ministério da Saúde. Lá, ele fez a gigante farmacêutica suíça Roche diminuir os preços sob ameaça de quebrar a patente da empresa.
    “Suas propostas refletem suas crenças –não é propaganda. Mas, de qualquer forma, isso gera incerteza”, disse Barros.
     
    Fonte: Agência Reuters

    Serra “abaixo”cada vez mais à direita do espectro político

    2 02America/Sao_Paulo agosto 02America/Sao_Paulo 2010
    COLEI DO AZENHA QUE COLOU DO CONGRESSOEMFOCO
    31 de julho de 2010 às 20:53

    Márcia Denser, simples assim: Serra é o candidato da direita perversa e burra

    30/07/2010 – 23h23

    Quem vai perder?

    Márcia Denser, no Congresso em Foco

    Ao que tudo indica – e todas as pesquisas apontam nesta direção – Dilma deve ganhar a disputa presidencial, até porque agora seu maior aliado eleitoral já não é o presidente Lula, mas o próprio candidato José Serra, cuja imagem e atitude truculentas por si mesmas têm sido mais do que suficientes para afugentar o eleitor, sem contar as gestões neoliberalíssimas de apoio exclusivo ao capital, tornando-o o maior responsável pelo franco declínio de sua campanha.

    Serra personifica a chamada direita perversa e burra, a direita alucinada que acredita piamente se manter indefinidamente no poder sem fazer a mínima concessão às questões sociais e direitos humanos – ao lado humano mais que humano do ser humano que precisa trabalhar, comer, morar, respirar & outras coisas de somenos. E mais: promovendo a exclusão e eliminando literalmente qualquer oposição. Porque essa direita declarou guerra ao ser humano. Serra, que encarna esta direita, reduz sua campanha a um “duelo de competências”. Esquecendo-se que presidente não é gerente, país não é supermercado e população não se demite. Exclui. Apaga. Deleta.

    Na pesquisa Datafolha, divulgada em 26/7, que coincide com o Vox Populi precisamente nas declarações espontâneas de voto, imunes às distorções de abordagem e amostragem, vemos que Dilma lidera, como segue:
    - Datafolha, espontânea (na sua opinião, quem vai ganhar as eleições para presidente da república em outubro?): Dilma 21% X Serra 16% (diferença de cinco pontos);
    - Vox Populi, espontânea: Dilma 28% X Serra 21% (diferença de sete pontos).
    Nas respostas espontâneas colhidas pelo Datafolha, 4% ainda declaram voto em Lula e outros 4% mencionam ‘no candidato do Lula’ e ‘no candidato do PT’. Um universo de 8 pontos que deve transitar majoritariamente para a candidatura Dilma, graças à maior exposição da ex-ministra ao lado de Lula na propaganda eleitoral gratuita. Pois, como vimos, em questões de imagem, Serra perde feio.

    A gota d’água foi o vice. Em São Paulo se ouve por toda parte: “No Serra, eu não voto. Deus me livre, já imaginou se o sujeito pifa e esse Índio vira presidente do Brasil?”.

    O fato é que, ao acolher como vice o deputado Índio da Costa (DEM-RJ), inexperiente, inexpressivo, um ilustríssimo desconhecido para o resto do país, parece que Serra esqueceu completamente o eleitor.

    Por quê? Entre outras razões, porque, no Brasil, a possibilidade do vice-presidente assumir o mandato presidencial não é algo remoto, mas um evento perfeitamente possível de ocorrer e a qualquer momento, pois nossa memória política recente ainda registra que Sarney, vice de Tancredo, foi presidente durante cinco anos, de 1985 a 1990, e Itamar Franco, vice de Collor, arriado do poder em 1992, exerceu o mandato até 1995. Sem entrar no mérito de um ou outro, constata-se apenas o fato. Sem contar que o próprio Serra, campeão de alpinismo eleitoral, não costuma terminar mandatos para os quais é eleito, nem jurando de pé junto e registrando em cartório. Se a questão é competência para governar o Brasil, referido vice teria alguma?

    Serra não é exatamente o pós-lula, é um retro-FHC. Ou Zé Pedágio, como é chamado “carinhosamente pelos” paulistas. E agora já não estamos mais nos referindo à imagem mas à sua peculiar competência – que ele pretende estender para todo o país e por um bom tempo.

    Sob as gestões do PSDB de Serra, Sampa ganha um novo pedágio a cada 40 dias.

    Desde o início da privatização das rodovias de São Paulo, em 1998, foram instalados 112 pedágios nas estradas paulistas, estado que já tem mais pedágios do que todo o resto do Brasil. Segundo a Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias, são 160 pontos de cobrança em vias estaduais e federais no território paulista, contra 113 no restante do país. Em resumo, fica mais barato viajar para outro estado do que dentro do próprio. Cruzar de automóvel os 404 km entre a capital paulista e Curitiba, PR, custa R$ 9 em tarifas, mas para cobrir a mesma distância até, digamos,Catanduva, paga-se R$ 46,70.

    No entanto, tocar publicamente neste assunto já custou o emprego de dois conhecidos jornalistas da TV Cultura, Heródoto Barbeiro e Gabriel Priolli, quando no Roda-Viva questionaram Serra sobre os pedágios abusivos cobrados nas rodovias privatizadas de Sampa.

    Mas essa privatização generalizada da vida (por que não terceirizar a primeira missa, nos dias úteis?) me lembra um refinado monólogo escrito por Roberto Schwarz (1) na primeira pessoa dum futuro dono de pinguela, com pedágio para pedestres, do qual extraio alguns trechos : “Há coisa mais poética do que um casal que compra uma ponte?… Que raiva me dá quando vejo as pessoas respirando de graça! Retrocesso não é comigo, vou me defender da inadimplência dos despossuídos. Não sei se quero a pinguela (o pedágio), que vai me dar uma porcaria por não sei quanto tempo, o qual tratarei de prolongar ao máximo, à bala ou como for possível, depois do que não fico no país nem um minuto mais!.”

    (1) In Seqüências Brasileiras, pg. 239. S.Paulo, Cia das Letras, 1999

    Veja as taxas de Dilma, Serra e Marina por região, na pesquisa Ibope

    8 08America/Sao_Paulo agosto 08America/Sao_Paulo 2010

    PERGUNTAS PARA REFLEXÃO

    Dilma tem pequena queda no sudeste mas cresce na região sul do país.

    No Rio Grande do Sul, Tarso Genro, do PT, está a frente de seus oponentes, entre eles a governadora tucana Yeda Crusius.

    Será esse crescimento de Dilma Roussef no sul, uma tendência a se confirmar nas próximas pesquisas?

    Em caso positivo, aqui em Santa Catarina, a ascensão de Dilma fará as intenções de voto aumentarem para a candidata ao governo  Ideli Salvatti, do PT?

    Angela Amim do PP, teria chegado ao seu “teto” de intenções de voto, devido principalmente ao grande “recall” (lembrança) que possui, junto com seu marido o ex-governador Esperidião Amim?

    Quando o programa eleitoral iniciar (17 de agosto) e Ideli puder apontar todas as suas ações nestes mais de 7 anos no senado e as realizações e avanços do gov. Lula, ela ultrapassaria o candidato do DEM, Raimundo Colombo, que representa o anti – Lula?

    A “ausência” do governador Leonel Pavan na campanha de Raimundo, em quanto prejudicará o candidato da tríplice aliança?

    Questões a serem refletidas.

    DO G1 e do IG

    07/08/2010 16h08 – Atualizado em 07/08/2010 17h43

    Instituto divulgou levantamento de intenção de voto na sexta, 6.
    Na média nacional, Dilma obteve 39%, Serra, 34%, e Marina, 8%.

    Do G1, em São Paulo

    O Ibope divulgou na sexta-feira (6) uma nova pesquisa de intenção de voto para a Presidência da República. Os resultados principais foram publicados no G1 já na sexta. Além dos números gerais, o instituto calculou as taxas dos candidatos por segmentos do eleitorado.

    O quadro ao lado mostra as taxas de intenção de voto dos três principais candidatos, Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV), nas duas últimas pesquisas nacionais do Ibope, uma com entrevistas feitas de 26 a 29 de julho e outra de 2 a 5 de agosto.

    Por exemplo, na média nacional, Dilma obteve 39% das intenções de voto, e Serra, 34%, na última pesquisa. Mas, contando apenas o Nordeste, Dilma teria 46%, e Serra, 27% (na semana passada, eram 49% e 25%, respectivamente). Se apenas o Sul fosse contado, Dilma teria 34%, e Serra, 42% (na semana passada, eram 31% e 46%).

    Sobre a pesquisa
    O levantamento foi encomendado ao Ibope pela TV Globo e pelo jornal “O Estado de S. Paulo” e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 21.697/2010. O Ibope ouviu 2.506 eleitores com mais de 16 anos em 174 municípios de segunda-feira (2) a quinta (5).

    Na média nacional, o Ibope registrou que Dilma teve 39% das intenções de voto, Serra, 34%, e Marina, 8%. Dentre os demais candidatos – Eymael (PSDC), Ivan Pinheiro (PCB), Levy Fidelix (PRTB), Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), Rui Costa Pimenta (PCO) e Zé Maria (PSTU) –, nenhum alcançou 1% das intenções de voto. Os eleitores que responderam que votarão em branco ou nulo somaram 7% e os que se disseram indecisos, 12%.

    A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Isso quer dizer que Dilma pode ter de 37% a 41%; Serra, de 32% a 36%; e Marina, de 6% a 10%.

    Caiu a “Bastilha” do Datafolha. O instituto de pesquisas se rendeu à realidade

    14 14America/Sao_Paulo agosto 14America/Sao_Paulo 2010
    13/08/201020h47

    Com 41%, Dilma passa Serra e fica a 3 pontos de vencer no 1º turno, diz Datafolha

    ALEC DUARTE
    EDITOR-ADJUNTO DE PODER

    Atualizado às 21h24.

    A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, aparece pela primeira vez à frente de seu principal adversário na corrida eleitoral, José Serra (PSDB), segundo o Datafolha.

    De acordo com o levantamento divulgado nesta sexta, a ex-ministra cresceu 5 pontos percentuais com relação à última pesquisa, realizada em julho, e agora tem 41% das intenções de voto.

    Ao mesmo tempo, o tucano caiu de 37% para 33%. Marina Silva (PV) manteve os 10% que havia registrado na sondagem anterior.

    Considerados apenas os votos válidos, Dilma tem 47% e fica a três pontos de uma eventual vitória no primeiro turno.

    Aprovação ao governo Lula se mantém em 77%
    Alckmin amplia vantagem e, com 54%, seria eleito no 1º turno
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    A pesquisa, realizada de 9 a 12 de agosto com 10.856 eleitores em 382 municípios, já contempla os efeitos das entrevistas concedidas pelos presidenciáveis ao Jornal Nacional, nesta semana, além do primeiro debate entre os presidenciáveis, realizado na semana passada.

    Os outros candidatos –Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), Zé Maria (PSTU), Eymael (PSDC), Rui Pimenta (PCO), Ivan Pinheiro (PCB) e Levy Fidélix (PRTB)– não atingiram 1% na amostragem.

    Brancos e nulos somam 5%, enquanto 9% dos entrevistados disseram não saber em quem vão votar.

    A margem de erro é de dois pontos percentuais.

    Com 57%, Sérgio Cabral seria reeleito no primeiro turno, indica Datafolha
    Datafolha mostra Tarso Genro com 11 pontos de vantagem sobre Fogaça
    Hélio Costa mantém vantagem de 26 pontos sobre Anastasia, aponta Datafolha
    Eduardo Campos atinge 62% e tem maior intenção de voto aferida pelo Datafolha no país
    Beto Richa abre vantagem de 12 pontos sobre Osmar Dias, diz Datafolha
    No DF, Agnelo reduz para oito pontos a desvantagem ante Roriz, diz Datafolha

    SEGUNDO TURNO

    A simulação de segundo turno feita pelo Datafolha também mostra que a vantagem de Dilma sobre Serra subiu e agora é de oito pontos percentuais (49% a 41%). Há 20 dias, era de só um ponto (46% a 45%).

    Na intenção de voto espontânea, Dilma aparece em ascensão: 26% dos eleitores dizem, antes de receber o cartão circular com os nomes de todos os candidatos, que votarão nela (no final de julho, essa taxa era de 21%).

    Serra manteve os 16% de citações espontâneas que registrou no levantamento anterior, enquanto 43% dos entrevistados não sabem dizer, sem serem estimulados pela relação de nomes, em quem vão votar.

    A rejeição dos eleitores não sofreu alterações: 28% deles não votariam em Serra (contra 26% há 20 dias). Dilma é reprovada por 20% (um ponto percentual a mais que em julho).

    O levantamento está registrado no TSE sob o número 22734/2010

    Presidente Lula já gravou apoio à Ideli Salvatti

    16 16America/Sao_Paulo agosto 16America/Sao_Paulo 2010

    DEU NO BLOG DO ROBERTO AZEVEDO

     

    Lula gravou participação na propaganda de Ideli

    15 de agosto de 2010 |

    A senadora Ideli Salvatti, candidata ao governo pelo PT, está entre os 20 candidatos para os quais o presidente Lula gravou mensagens para o horário eleitoral obrigatório.

     No último sábado, Lula gravou pelo menos 15 mensagens a candidatos com quem se comprometeu pessoalmente, no Palácio da Alvorada, em Brasília.

     

    Segundo assessores de Ideli, o programete de 30 segundos com a mensagem do presidente será exibido no intervalo comercial das emissoras de TVs.

    Na gravação, Lula fala das realizações de seu governo e pede o voto a Ideli.

     

    A propaganda eleitoral começa nesta terça-feira, com os candidatos a presidente e a deputado federal.

     Nesta segunda, a coordenação da campanha de Ideli definirá em que dias e horários a mensagem de Lula será exibida. 

     

    Advogado Gastão da Rosa abre o verbo e detona com a anulada “operação” influenza

    16 16America/Sao_Paulo agosto 16America/Sao_Paulo 2010

    DO DIARINHO DO VELHO DALMO E DA NETA SAMARA

    CLAUDIO GASTÃO

    14/08/2010 – 00:00 – Atualizado em 14/08/2010 – 09:04

    O mais famoso advogado criminalista de Santa Catarina falou sobre seus clientes importantes, operações policiais polêmicas, a justiça brasileira e também sobre a sua ascendente carreira. Tem que ler!

    “Por um cliente eu vou até a porta do inferno. Mas não entro”

    Aos 40 anos de idade, Cláudio Gastão da Rosa Filho atingiu o sucesso profissional. Gastão é um dos advogados criminalistas mais respeitados de Santa Catarina. A sua fama não é pra menos, já que, através de suas defesas, conseguiu livrar vários clientes de grandes enrascadas com a justiça. “A advocacia criminal é como o trabalho de um artista: cada caso é um caso,” filosofa.
    Gastão abriu as portas da sua casa às jornalistas Franciele Marcon e Samara Toth Vieira na última quarta-feira, 11 de agosto, Dia do Advogado. Com convicção, falou sobre os casos polêmicos que defende. Falou ainda do seu sucesso profissional e garante que não é rico, mas que vive bem, e cobra honorários proporcionais ao tanto que se dedica à profissão. Não titubeou em defender Delfinzinho, filho do presidente da federação Catarinense de Futebol, o governador Leonel Pavan e de tecer fortes críticas à operação Influenza, da PF. Acima dos clientes, Gastão deixou transparecer a sua paixão pelo Direito Criminal e a sua preocupação em defender o direito do cidadão. As fotos são de Felipe VT.

    Aquilo ali não foi uma formalidade de processo, aquilo ali foi uma barbaridade! O que fizeram naquele processo é um verdadeiro crime. Quem merecia ser condenado são as pessoas que participaram daquela malfadada operação, deveriam ser condenados a anos de estudos forçados para não praticarem arbitrariedades como praticaram. Quebraram, praticamente, uma empresa multinacional, que é a Agrenco. Levaram pessoas de passado ilibado e da mais alta categoria para a prisão, por não compreenderam mecanismos de operação financeira. [Que tipo de mecanismos?] Por exemplo, transações financeiras eles achavam que eram evasões de divisas. Eram interceptadas conversas e interpretavam de forma diversa do que elas realmente representavam.”

    DIARINHO – O senhor é considerado, hoje, um dos maiores criminalistas de Santa Catarina. Qual o segredo para chegar ao topo tão jovem?
    CLÁUDIO GASTÃO DA ROSA FILHO: Dedicação. O advogado tem que se dedicar, estudar bastante. Não existe advogado em meio período. O advogado não é como o funcionário público que, às 18 horas de uma sexta-feira, acaba o expediente e vai para a casa. O advogado tem que se dedicar e se especializar. O advogado não pode fazer civil, trabalhista e tributário… O advogado, hoje, pra ter destaque em uma determinada área, ele tem que se dedicar e estudar muito. [Dedicação, sorte ou escolha de casos certos?] Na verdade, eu escolho os meus casos. Eu sou o primeiro juiz da causa. Para atuar num processo, primeiro eu tenho que estar convencido de que eu vou conseguir sustentar, dentro da lei, um ponto de vista, uma tese que vá beneficiar o cliente. Porque tu não vai conseguir convencer um juiz, um desembargador, ou, às vezes, até uma pessoa do povo, num júri, como nos casos dos crimes dolosos contra a vida, tu não vai conseguir convencer uma pessoa de uma coisa que nem você acredita. Nesses últimos anos, minha vida tem sido dedicada ao Direito Criminal. Eu só atuo na área criminal, dificilmente faço outro tipo de ação. [Quando o senhor escolheu que seu caminho era no Direito Criminal?] Na verdade, o Direito Penal é a paixão de todo estudante de Direito. Se tu consultares numa faculdade, entre 10 estudantes, nove vão se interessar pelo Direito Criminal. Ele trata de fatos que estão ligados ao nosso cotidiano, ao nosso dia-a-dia. O Direito Penal trata de homicídio, de furto, de ofensas. São fatos que fazem parte do cotidiano das pessoas. Eu, como todo estudante, me apaixonei pelo Direito Penal, comecei a atuar, me identifiquei e concluí a faculdade. Depois fiz especialização, mestrado e sempre na área do Direito Penal. [Tem algum tipo de crime que o senhor não defenderia?] Eu tenho dificuldade em atuar em casos que digam respeito à violência praticada contra menor. Por exemplo, casos de pedofilia. Para atuar nestes casos, eu tenho que estar muito convencido de que a pessoa é realmente inocente. Porque existem vários processos desses que a pessoa é injustamente acusada e, às vezes, injustamente condenada. Então, numa situação como esta, eu vendo que aquele processo, aquela condenação reflete uma injustiça, eu atuo. Caso contrário, eu não atuo.

    DIARINHO – É verdade que, atualmente, o senhor escolhe os seus clientes? Qual o critério?
    GASTÃO: Primeiro, eu analiso o processo, vejo a viabilidade jurídica. Segundo, outro critério que eu tenho, é jamais defender uma mesma pessoa mais de uma vez. Você pode vir no meu escritório e falar “eu tenho 10 processos”. Eu vou te defender nestes 10 processos, mas se daqui a um ano você voltar com a mesma situação, eu não vou te atender. É um critério pessoal que eu tenho. Eu não atendo uma mesma pessoa mais de uma vez. [E por quê?] Razões de foro íntimo.

    DIARINHO – É verdade que o senhor cobra por uma única consulta milhares de reais?
    GASTÃO: Não é questão de cobrar valores milionários. O advogado lida com o conhecimento. Eu não sou um advogado rico, eu vivo bem. Para apresentar um bom trabalho, eu tenho que me equipar. Você imagina um cirurgião. Tem cirurgião que tem um consultório com equipamentos de ponta, óbvio que o preço dele vai ser maior do que daquele que trabalha de forma mais modesta. A minha biblioteca é uma das melhores do estado. Eu gasto uma fortuna em livros. Os advogados que trabalham pra mim são bem remunerados. A minha estrutura é muito cara. Eu cobro por aquilo que eu apresento. [Quantos advogados trabalham com o senhor?] Eu tenho mais quatro advogados, não é uma estrutura muito grande. A advocacia criminal é como o trabalho de um artista: cada caso é um caso. Não é como a advocacia trabalhista, onde você pega uma tese e insere. Cada processo criminal, às vezes, com vários volumes, eu tenho que ler página por página e isso demanda muito tempo.

    DIARINHO – Quando o senhor atende um réu através da advocacia dativa se dedica da mesma forma que aos réus que podem pagar seus honorários?
    GASTÃO: Da mesma forma. O trabalho é o mesmo. Durante muito tempo, os advogados deixaram de prestar a advocacia dativa porque o estado não estava pagando. Veja bem: a advocacia dativa é remunerada pelo estado, até remunerada de forma, eu diria, bastante simplória. Mas a remuneração faz que alguns advogados, inclusive, sobrevivam exclusivamente da advocacia dativa. E o governo não estava remunerando esses profissionais. Criou uma dificuldade porque eles simplesmente pararam de atender. Isso cria um entrave muito grande para a justiça. Ás vezes, as pessoas têm uma falta de compreensão com relação à profissão do advogado. Aquela revolta, até mesmo justa(JUSTIÇA – ) contra o crime, ela é transmitida para o advogado. Esquecem que sem o advogado, não se tem como realizar justiça. Tanto é que a Constituição previu que o advogado é indispensável para a justiça. Pois sem o contraponto da acusação, sem a defesa, não tem julgamento. Naquela ocasião, os advogados deixaram de atuar em função da falta de pagamento. Eu continuei atuando. Independente do caso que o juiz me nomeia, eu tenho orgulho de dizer que eu nunca recusei uma causa dativa.

    DIARINHO – Por que o senhor renunciou ser advogado dativo do blogueiro Mosquito?
    GASTÃO: Eu tive dificuldade de contatar com o Mosquito. Eu estava voltando de uma viagem internacional, quando li no jornal que eu tinha sido nomeado pra fazer a defesa do Mosquito. Tentei entrar em contato com ele, não consegui. Através de um intermediário comum, mandei recado dizendo que eu precisava conversar. Era um caso delicado e eu precisava conversar, para traçar a estratégia de defesa. Ele mandou um recado dizendo que estava muito ocupado, que eu teria que ir à casa dele. Isso eu nunca fiz na minha vida, e não vou fazer por cliente nenhum. O cliente tem que ir ao quartel general do advogado, que é o seu escritório. Posteriormente, ele ligou para mim marcando um horário. Ligou de um dia para o outro, eu tive que remanejar toda a minha agenda para atendê-lo, e ele não apareceu. Tendo em vista essa dificuldade em contatá-lo, eu peticionei ao juiz e recusei a causa. [Depois que o senhor recusou, chegou a sofrer represálias do Mosquito em seu blog?] Não, nenhuma. Também acredito que ele é uma pessoa inteligente e vai entender os motivos pelos quais eu renunciei. Senão teria defendido ele com o maior prazer e com a mesma dedicação que eu atuo em qualquer caso.

    DIARINHO – O senhor, como advogado, tem obtido importantes vitórias no Judiciário visando anular ou trancar operações de renome da polícia Federal (Ex. Moeda Verde, Influenza, Transparência – Caso Pavan). Que falhas a polícia costuma cometer que possibilitam essas anulações?
    GASTÃO: Diariamente, na justiça criminal, a gente percebe que estão punindo antes da hora. Por exemplo, a prisão preventiva, ela pode ser decretada em situações específicas, e ela visa tutelar unicamente os interesses do processo. A prisão preventiva tem sido utilizada como forma de punir antecipadamente e, às vezes, até mesmo à revelia de um processo que mal começou. Essas questões e esses casos que vocês acabam de citar foram todos vitoriosos, mas foram todos vitoriosos do ponto de vista técnico. Não se discutiu o mérito, se a pessoa é culpada ou inocente. O que se discutiu foi o direito da pessoa responder o processo em liberdade. [No caso da operação Influenza as provas foram todas anuladas em função dessas formalidades?] Aquilo ali não foi uma formalidade de processo, aquilo ali foi uma barbaridade! O que fizeram naquele processo é um verdadeiro crime. Quem merecia ser condenado são as pessoas que participaram daquela malfadada operação, deveriam ser condenados a anos de estudos forçados para não praticarem arbitrariedades como praticaram. Quebraram, praticamente, uma empresa multinacional, que é a Agrenco. Levaram pessoas de passado ilibado e da mais alta categoria para a prisão, por não compreenderam mecanismos de operação financeira. [Que tipo de mecanismos?] Por exemplo, transações financeiras eles achavam que eram evasões de divisas. Eram interceptadas conversas e interpretavam de forma diversa do que elas realmente representavam. Eu vou citar um caso. Eu defendi há muitos anos uma senhora muito rica, que foi acusada de ser a mandante do assassinato do marido dela. Ela foi pronunciada e foi a júri. Eu peguei o processo para estudar e tava lá: os policiais interceptaram as conversas dela e falaram: “ela está falando em código, porque ela está tramando o homicídio em códigos”. Daí, eu fui ver o que eram os códigos que os policiais falavam. Essa senhora, essa empresária, ela era italiana e ela estava falando em italiano. Os policiais, coitados, não entendiam italiano e achavam que ela estava usando códigos. Digo outro caso e faço questão de falar o nome, porque foi um dos maiores casos de injustiça que eu vi: Ramon da Silva. Ele foi acusado de desvio de verba da saúde em Joinville. É uma acusação que revolta, porque nossa saúde é precária. Ele foi preso porque estaria negociando propina, tal dia foram entregar a camisa do Flamengo. O rapaz realmente tinha recebido a camisa do Flamengo, o filho era flamenguista. Felizmente, eu entrei com hábeas corpus, a desembargadora Salete Sommariva, que é uma das melhores desembargadoras que nós temos no nosso estado, foi a relatora. Por isso, eu não me canso de louvar o sistema do Quinto Constitucional, que permite que o Tribunal seja composto por juízes de carreira, membros do Ministério Público e membros da advocacia. E isso é importante para oxigenar a justiça. Nós entramos com o hábeas corpus, a desembargadora constatou ilegalidade, cedeu a liminar e ele foi solto. Mas aquela prisão indevida, por uma interpretação equivocada de uma conversa telefônica deu uma turbulência emocional, um sofrimento tão grande para este homem, que dias depois, ele sofreu um enfarte fulminante e 90% do coração dele foi comprometido. Ele quase morreu. Porque foi uma prisão feita de forma precipitada, equivocada. [O senhor acredita que isso se deve a vontade da polícia em dar uma resposta rápida para a sociedade ou pela falta de conhecimento ou equipamentos para investigar?] É uma sucessão de equívocos. A polícia, ela dispõe de vários meios de investigação. O que não dá para fazer é o delegado não implementar diligências, não fazer o trabalho de campo e simplesmente ficar escutando pessoas por tempo indeterminado, acima do que a lei prevê. A lei fala de 15 dias de escutas, prorrogáveis por mais 15. A lei dá o direito de usar a interceptação telefônica como um recurso a mais, mas não como único recurso. Não podes começar uma investigação pela interceptação. Isso não é investigação, isso é devassa na vida de uma pessoa. Depois de meses e meses de investigação, nem o Papa escapa. Porque todos nós temos um pecadinho. Dava pra escrever uma crônica: “o crime nosso de cada dia”. Ou vocês nunca compraram um CD no camelô? [Mas e os crimes descobertos através da operação Influenza? A partir do momento que as provas foram invalidadas, esses crimes não existiram?] Não é questão de os crimes não existirem. A sua pergunta é muito inteligente e capciosa. Não é questão do crime não existir, é questão de analisar que nós vivemos num estado democrático de direito, e nós temos que observar as regras do jogo. Porque, senão, ninguém mais está salvo. Essas garantias não são feitas para o delinquente, são feitas para você e para mim. Na medida que elas são desrespeitadas, todos nós ficamos numa alça de mira de uma grande arbitrariedade.

    DIARINHO – Quando o não cumprimento de alguma formalidade processual invalida toda uma investigação, mesmo quando comprovado o cometimento do crime e apontado o seu autor, às vezes, inclusive, com filmagens do ato criminoso, isso não revolta o cidadão comum, que não entente o ritual processual? Não gera uma sensação de impunidade?
    GASTÃO: Revolta talvez por falta de informação. Porque a imprensa divulga muito quando é anulado um processo por uma falha processual. Mas quando é reconhecida a absolvição, pela injustiça da acusação, você vê essa manchete? Você quase não vê… Talvez pela quantidade de informação, pela insegurança que nós vivemos, porque hoje nós somos reféns, nós vivemos com medo. Infelizmente, se pensa que vai resolver um problema que é social, com o Direito Penal. Se fala em aumento de pena, em mais cadeias. Se esquece que aquela pessoa hoje está contida, mas amanhã vai estar contigo. Nós não temos a prisão perpétua, então, nós temos que pensar em outros mecanismos, além do Direto Penal, para resolver o problema da segurança pública.

    DIARINHO – O Judiciário passou a dar mais valor ao cumprimento dessas formalidades processuais ou é a polícia que não está aprimorando as técnicas investigativas?
    GASTÃO: A polícia tem feito um trabalho louvável, mas a Constituição de 1998 determinou algumas regras que, talvez, alguns operadores do Direito, estejam tendo dificuldade em assimilar e compreender. Hoje, um delegado não pode pegar uma pessoa e levar presa para investigação. A prisão, ela prescinde de uma ordem judicial e essa ordem tem que ser fundamentada.

    DIARINHO – O filho do presidente da FCF, Delfinzinho, se envolveu em mais um caso polêmico. Dessa vez, ele agrediu um jornalista. O senhor levantou a hipótese da foto onde o radialista aparece sangrando ter sido manipulada via computador. De onde surgiu essa afirmação?
    GASTÃO: Não cheguei a afirmar que a foto foi manipulada. O Delfinzinho foi julgado e condenado sem que tivesse sido, formalmente, acusado. As informações que veicularam contra esse rapaz eram todas equivocadas. Ele foi taxado de traficante, coisa que ele não é. [Ele já cumpriu a pena?] Não pagou a pena. O processo foi todo anulado. [Mas ele chegou a ficar preso por tráfico...] Ficou preso em face de um processo arbitrário e ilegal. Quem está dizendo não sou eu, foram os cinco ministros do STJ. Quando ele foi condenado, o Delfim, pai dele, que é meu amigo particular e foi meu professor na universidade, me procurou. Eu examinei e vi que aquele processo, desde o início, estava totalmente errado. Desde o momento em que foi oferecida uma denúncia. O Delfinzinho todo mundo conhece, ele tem um histórico de quê? Não de traficante, não precisa. O pai dele sempre lhe deu um suporte financeiro de modo que ele não precisa vender entorpecente para suprir o vício. Todo mundo sabe que o rapaz é viciado. Ele foi pego com uma pedrinha de crack e foi denunciado como se fosse traficante. Esse processo, depois que ele foi condenado, eu entrei com hábeas corpus no STJ e, de forma unânime, os cinco ministros deram razão ao recurso. Foi tudo anulado. Ele não é traficante, ele não tem condenação por tráfico. Aliás, nem a denúncia em relação ao tráfico até hoje foi recebida. Ele nem é réu, ele só vai ser réu no momento que a denúncia for recebida e ele for se defender. [Ele está processando o Estado pelo tempo que ficou preso?] Não, ele não está processando o Estado, mas teria esse direito, pela prisão indevida e por ter cumprido um tempo na prisão de forma indevida. Mas o que acontece, neste episódio do radialista, que ganhou uma grande repercussão, pintaram(APARECERAM – ) o guri como traficante, como bandido, como vagabundo, mas ninguém falou que esse radialista tava insuflando, dias antes, uma torcida inteira contra ele. Ninguém falou que o Delfinzinho quase foi linchado, quase morreu, por uma mentira, por calúnia, por leviandade levantada por este radialista. Ninguém falou também que, quando o Delfinzinho foi falar com ele, este radialista partiu pra cima do Delfinzinho e ele se defendeu. O Delfinzinho estava com mais duas pessoas, colegas dele, dois meninos magrinhos, fraquinhos, e daí falaram que ele tava com segurança, invadindo a cabine. Quem estava com segurança, ou melhor, com outras pessoas, era o radialista. Briga tem isso: a gente bate, a gente apanha, a gente leva. Isso faz parte.

    DIARINHO – É mais fácil defender alguém quando o senhor tá convencido da inocência dessa pessoa?
    GASTÃO: Veja bem, o papel do advogado não é lutar sempre por uma absolvição. O papel do advogado é lutar para que aquela, como se diz, aquela verdade bíblica: para que a punição não seja maior que o pecado. Às vezes, não tem como absolver. Tem situação que a pessoa é réu confesso. O advogado vai lutar para que ele tenha uma pena justa(JUSTIÇA – ). Essa luta tem que ser travada dentro do campo da ética. O médico, para tratar um paciente, não pode estar doente. Assim, como o advogado. Eu sempre costumo dizer: pelos meus clientes, eu vou até as portas do inferno. Mas eu não entro. Infelizmente, alguns advogados cruzam aquela linha. Nós temos advogados que acabam virando traficantes, acabam recebendo produtos de furto, de roubo, produtos ilícitos. A OAB está bastante atenta e tem expulsado profissionais desse nível. Isso eu posso testemunhar porque eu sou do conselho da Ordem dos Advogados do Brasil.

    DIARINHO – Os presos catarinenses vivem em celas precárias, aliás situação que se observa em todo o Brasil. Como criminalista, o senhor acredita que o sistema prisional possibilita a recuperação do condenado?
    GASTÃO: Isso é um mito. Dificilmente alguém vai sair da cadeia melhor do que entrou. Por isso que se discutem muito as medidas alternativas à pena de prisão. Por exemplo, serviços comunitários, pena de multa, justamente, por esta situação: a precariedade do nosso sistema prisional. Eu, particularmente, sou a favor da privatização dos presídios. Seria uma forma, talvez, de melhorar a estrutura da população carcerária. [Privatização no sentido de concessão, do Estado conceder a uma empresa o direito de explorar um presídio através de uma licitação?] Dessa forma! Claro que a parte da execução da pena continuaria na mão do estado, até porque não pode ser diferente. Por exemplo, nos Estados Unidos, os presídios são construídos pela iniciativa privada e ela é como se fosse um gerente. [O senhor trabalha num processo, não consegue a absolvição do cliente. A pessoa vai pro presídio e volta pior. Isso o frustra como profissional?] Na verdade, frustra como ser humano. Nenhuma pessoa de bem vai ficar feliz de ver que uma pessoa está pagando o débito para com a sociedade, e com isso acaba piorando a sua situação. Ninguém fica feliz com isso.

    DIARINHO – O presídio de Itajaí vive um processo de interdição por causa da superlotação. O senhor falou das penas alternativas, será que elas seriam uma das soluções para questão da superlotação?
    GASTÃO: Com certeza, a grande saída é estudar propostas. Por exemplo, o caso da Daslu, foi amplamente noticiado que a dona da Daslu poderia pegar 90 anos de prisão. O que seria melhor para a sociedade, condená-la a 90 anos de prisão ou confiscar os bens dela? Essas são ponderações que devem ser feitas, é uma questão a ser refletida. [Mas quem não tem dinheiro seria sempre condenado a penas privativas de liberdade e as pessoas que teriam dinheiro, teriam um jeito de pagar de outra forma...] A pessoa que não tem dinheiro pode pagar através de serviço comunitário, dependendo, evidentemente, do crime. Porque você não vai colocar um pedófilo pra prestar serviço numa creche. Tem que ter uma compatibilidade entre o crime e a forma que ela vá reparar. Eu citei a pessoa que tem dinheiro porque, geralmente, pra estas pessoas, não existe pena maior do que mexer no bolso. Esses crimes que envolvem altas cifras denotam que são pessoas extremamente gananciosas e existe punição maior para uma pessoa dessas do que confiscar o patrimônio? Pra sociedade o que seria melhor? Fazer com que essa pessoa, que já tem um determinado nível intelectual vá para um sistema, onde vai ter contato com vários bandidos, sai dali, de repente, arquitetando coisas que vão prejudicar ainda mais a sociedade, ou confiscar os seus bens, punir sem ter que utilizar a prisão?!

    DIARINHO – O DIARINHO noticiou esta semana o caso de desvio de função do CIP de Itajaí, que além de superlotado, abriga também os menores condenados a medidas sócios educativas, que deveriam ficar internados em CERs. O judiciário denunciou um desinteresse do executivo em resolver a questão. Qual a sua opinião a respeito?
    GASTÃO: Não acompanhei este caso, mas o interesse do Estado é generalizar em relação a este aspecto. O preso provisório, por exemplo, teria que ficar separado do condenado, e ele fica onde? Junto! A pessoa que tem curso superior ela tem direito a uma cela especial. O que eles fazem? Quando o advogado exige, eles a colocam no pior cubículo, escrevem a mão “Cela especial” e penduram uma plaquinha ali, como forma de deboche. Na verdade, cadeia não dá voto. [Então como cobrar do Estado para que ele melhore o sistema prisional?] Eu acho que é uma cobrança que vai acontecer gradativa e naturalmente. Porque a população está mais atemorizada. A população está cada vez mais gastando com segurança privada, então a própria população vai cobrar dos políticos uma melhora na segurança pública.

    DIARINHO – O senhor é a favor da redução da maioridade penal?
    GASTÃO: Eu acho que isso não vai resolver o problema da criminalidade. Eu sou a favor de uma rediscussão das penas estabelecidas pelo estatuto da Criança e do Adolescente. Eu não acho que vá se resolver o problema da criminalidade diminuindo a maioridade penal. [Qual o problema com as penas hoje aplicadas?] O menor que pratica um homicídio, no máximo, vai ficar internado por três anos. Isso é uma pena extramente pequena frente à conduta praticada. [Qual seria uma pena justa(JUSTIÇA - )?] Eu diria que três anos é muito pouco. Porque, veja bem, quando se fala em homicídio nós temos várias formas de punir quem pratica um homicídio. De forma simples: é de seis a 20 anos. Se for qualificado, vai de 12 a 30. Se for em determinada situação, privilegiada, a pena vai ser reduzida até 2/3. Então nós temos critérios, pelos quais, as penas de homicídio são variadas e se utilizássemos um desses critérios para punir o menor, dando exemplo no caso o crime de homicídio, talvez fosse mais justo.

    DIARINHO – Recentemente, o senhor lançou o livro “Crime Passional e Tribunal do Júri”, onde expõe técnicas e profundidade científica sobre o tema. O senhor mudou o foco de atuação dentro da advocacia criminal?
    GASTÃO: Pelo contrário, eu faço bastante júri, é a minha paixão. O advogado criminalista se realiza mesmo no tribunal do júri. Geralmente, esses processos demandam várias áreas do Direito. Por exemplo, a medicina legal, a psiquiatria, e é ali que o advogado se realiza, no plenário do júri, no calor dos debates. [É ali que o senhor tem que mostrar o poder de convencimento?] Acima disso, de conhecimento. Tem que conhecer bastante o processo, tem que conhecer o conselho de sentença. Algumas teses vão ser aceitas ou não, dependendo do local onde o processo vai ser julgado. Por isso, os crimes dolosos contra a vida são julgados pela comunidade. O juiz está preso à letra fria da lei, o jurado não. A letra fria da lei não consegue resolver todos os fatos que atormentam a alma e o espírito humano. Um caso de crime contra a honra. Eu escrevi sobre crime passional, foi minha dissertação de mestrado, eu estudei muito este tema. O marido é traído e ele mata a mulher. Teve determinado período que essa tese, da legítima defesa da honra, era aceita por muitos tribunais do júri. Hoje, dificilmente, o júri da comarca da capital vai achar certo, vai achar legítimo que o marido, flagrando a mulher em adultério, acabe tirando a vida dela. Vai para o interior de Santa Catarina para ver… Esse é um cuidado que o advogado deve ter: quando ele vai para um tribunal do júri, ele tem que falar uma linguagem que o jurado entenda. Não adianta o advogado falar: ele não agiu com “animus necand”. O jurado não vai entender. O discurso tem que ser compreendido. [O tribunal do júri, na sua opinião, é uma forma mais justa(JUSTIÇA - ) de julgamento?] Eu acho uma forma muito justa(JUSTIÇA – ). Se um dia eu tiver a desventura de cometer um crime, eu gostaria de ser julgado pelo tribunal popular. Por que eu sei que se eu deixar o meu relógio aqui, tu não vai botar no bolso e tu não vai levar o relógio para casa. Por quê? Pelo teu caráter, pela tua índole, pelos teus princípios, eu sei que tu não vai me furtar. Mas tu não podes dizer assim: eu nunca vou praticar um homicídio. Às vezes, por uma fatalidade da vida, tu acabas escrevendo a tua biografia com as tintas de sangue do teu irmão. Às vezes, aquele homicídio é um ato de momento, um ato involuntário, por isso esses casos são julgados pela sociedade, pela comunidade. O juiz não consegue talvez absolver, porque ele está preso a lei. O jurado pode reconhecer uma causa que não está ali escrita na lei. [O crime de maneira geral pode ser circunstancial. A gente não furtaria o seu relógio, mas se por um acaso a gente estivesse com fome, em estado de necessidade, ou com um filho passando fome, poderíamos furtar para comer...]. Por isso você colocou bem, isso não é crime. O estado de necessidade justifica aquela conduta. [Isso também vai do interesse do advogado de comprovar essa tese...] Vai muito do interesse do advogado. Há muitos anos, eu fui a Camboriú e estava tendo um júri. Uma moça que estava sendo acusada de participar de um homicídio. Enquanto ela negava o crime, o advogado disse: “pode até ser que ela tenha cometido o crime, porque ela estava tão drogada que não se lembra. Aliás, quem aqui nunca fumou um baseadinho?”. A hora que eu ouvi aquela barbaridade eu disse: “Essa moça vai ser condenada”. Não deu outra, foi condenada. Dias depois, eu recebi uma carta no meu escritório, o apelido dela era Rata, pedindo pelo amor de Deus pra eu ajudá-la. Saí do meu escritório, peguei uma procuração. Como ela tinha um advogado dativo, me dando uma procuração eu podia entrar no processo. Fiz um recurso, alegando que aquele julgamento era nulo, porque ela não teve defesa. Se ela dizia que não estava no local do crime, como é que o advogado vai dizer que ela poderia estar e estava tão drogada que nem se lembrava? Fiz um recurso para anular aquele processo. Acredita que esse advogado depois entrou com uma ação contra mim? Teve a cara de pau de me processar, dizendo que eu estava o ofendendo. Como é que eu vou ofender um profissional que eu nem conheço? Longe de mim querer ofender um colega. O que eu fiz foi defender aquela moça que, tecnicamente, não teve defesa. [Esse tipo de situação acontece por descuido, despreparo, desleixo?] Descuido neste caso não é só do advogado. A culpa neste caso é do advogado, do promotor, que é fiscal da lei, e do juiz. O Código diz que quando a pessoa está indefesa, o juiz tem que destituir o advogado, mas eu nunca vi um juiz fazer isso. Eu já peguei processo que o advogado trabalhou de forma horrorosa, mas eu nunca vi um juiz dizer “o senhor é inepto, o senhor não tem condições de atuar neste caso, vou substituí-lo por outro”. Isso eu nunca vi. A culpa dessa condenação injusta é do advogado, do juiz e do promotor. O promotor não fala que ele é o fiscal da lei? Então por que não fiscaliza situações como essas? [Elas acabam passando por desatenção ou por que tem muito processo na justiça?] É relaxamento mesmo. Infelizmente, funciona assim: se você tem dinheiro vai ao melhor médico, isso em qualquer profissão. Se você tem dinheiro, vai pegar o melhor advogado. Por isso que a cadeia está cheia de pobre. [O senhor recebeu essa carta dessa moça pedindo pra defendê-la, acontece muito das pessoas carentes lhe procurarem pra defendê-las?] Acontece, já fiz várias defesas gratuitas. Claro que, dependendo do caso. Para eu atuar de forma dativa é excepcional o caso. Eu não vou trabalhar de forma dativa, de forma gratuita, por exemplo, pra um traficante.

    DIARINHO – O senhor concorda com a máxima: “quem tem dinheiro no Brasil não fica preso”?
    GASTÃO: Claro, não fica preso. Se ele está doente e tem dinheiro, vai pegar o melhor médico. Quem tem dinheiro sempre tem possibilidade de ser melhor assistido no seu problema, seja jurídico ou de saúde. [A justiça brasileira é falha?] Não é a justiça brasileira. A justiça é falha, o sistema de saúde é falho, isso é normal, porque nós somos homens. O ser humano, por mais bem intencionado que seja, não é perfeito. As falhas acontecem.

    DIARINHO – O senhor também é a favor da agilização da defensoria pública em Santa Catarina? O que ela representaria pra sociedade catarinense?
    GASTÃO: A grande parte dos advogados dativos atua com bastante dedicação. Não acredito que a defensoria pública vai prestar um trabalho melhor que o dativo. Até porque, pode ter um mau profissional como defensor público. Assim como pode ter um mau profissional atuando na defensoria dativa. O que posso te afiançar, com a mais absoluta certeza, é que implantar defensoria pública no Estado vai ser muito mais caro pro contribuinte, do que o governo pagar em dia a defensoria dativa. [Por que Santa Catarina é um dos poucos estados que não conta com uma defensoria pública?] Não sei te responder essa pergunta. A OAB tem levantado a bandeira da defensoria dativa, eu sou a favor da defensoria dativa por ela representar um custo muito menor pro Estado.

    DIARINHO – O senhor, como profundo conhecedor dos trâmites processuais conseguiu adiar o julgamento do então vice-governador Leonel Pavan, de forma que ele pudesse assumir o governo de Santa Catarina. O senhor acha que ele será absolvido da acusação de receber 100 mil reais em troca de facilidades para uma empresa de combustíveis?
    GASTÃO: Eu tenho a mais plena convicção. O que fizeram com o governador Leonel Pavan foi uma maldade inominável e inqualificável. Eu nunca defendi uma pessoa que tenha lutado tanto quanto o governador Pavan para ser julgado. Tudo que podia fazer para que o processo dele andasse, foi feito. Todas as medidas que poderiam ser implementadas, para que este processo saísse do julgamento do fórum inadequado e partisse pra um julgamento no fórum adequado, que é o Tribunal de Justiça, foi feito. Infelizmente, por razões que fugiram ao nosso domínio, o processo não foi julgado. [Daí, o senhor mudou de estratégia?] Não, a nossa estratégia sempre foi julgá-lo. Se ele tivesse sido julgado, eu tenho certeza que já teria sido absolvido e estaria disputando o governo do estado. Agora, o processo não foi colocado em pauta, não foi julgado, ele assumiu, o processo deslocou para o STJ, o que pra ele é muito ruim, porque ele queria o julgamento célere. Lutou de todas as maneiras pra ser julgado, agora temos que aguardar. [As filmagens da polícia Federal do governador Leonel Pavan demonstram que ele recebeu propina no aeroporto?] Aquelas imagens agridem o bom senso de qualquer pessoa que tenha o mínimo de QI. Você acha que ele, o vice-governador do estado, uma pessoa que tem experiência na vida pública, vai receber R$ 100 mil num aeroporto cheio de gente? Quando se pede a filmagem, a polícia Federal diz “não, a máquina quebrou”. Por que não deram flagrante? Aquilo ali é a maior ladainha, a maior mentira que eu já vi na minha vida. [O senhor acha que a investigação teve intenção política?] Eu acho que armaram pra prejudicá-lo politicamente. Não tenho a menor dúvida. [A polícia Federal?] Não vou dizer quem, o que eu posso dizer é que a acusação juridicamente não se sustenta. O inquérito não traz a menor prova que possa condená-lo por qualquer crime. O prejuízo que ele teve em função da exposição é irreparável. O tormento, o sofrimento que o vice-governador, o hoje governador Leonel Pavan, passou é incalculável. Qualquer pessoa de bem que é processada, a acusação em si, já é uma punição. Traz aquela carga de angústia, de sofrimento, que o processo gera. O vagabundo, as pessoas que estão acostumadas com processos, pra esses é normal, mas para um homem de bem uma acusação é uma coisa muito séria.

    DIARINHO – O senhor foi gerente de uma boate antes de se tornar advogado?
    GASTÃO: Quando eu era estudante de Direito, pra pagar minha faculdade, eu era gerente do Baturité. Morava junto com o Fabrício [de Oliveira [PSDB], que hoje é vereador, e é como um irmão meu. Nós morávamos juntos e eu trabalhava para pagar os meus estudos. [Há alguma semelhança da sua vida profissional daquela época e agora?] Nenhuma. Como gerente de boate eu virava a noite. Hoje eu sou uma pessoa que durmo cedo, acordo sempre às 4h30, 5h da manhã, no máximo. Não costumo nem sair à noite.

    RAIO-X
    Nome: Cláudio Gastão da Rosa Filho
    Naturalidade: Florianópolis
    Idade: 40 anos
    Estado civil: Casado. Pai de duas filhas
    Formação: bacharel em Direito pela universidade do Vale do Itajaí (Univali); mestrado em Direito Penal pela universidade Federal do Paraná
    Carreira: advogado criminalista e conselheiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)
     

    Quentinhas do JC

    18 18America/Sao_Paulo agosto 18America/Sao_Paulo 2010

    O JC continua em sua gloriosa luta para denunciar o nepotismo no governo Bellini.

    Segundo comentários generalizados na cidade, o caso enfocado, envolvendo o secretário de desenvolvimento econômico, o vereador licenciado Clayton Batschauer, não é o único.

    Vamos acompanhar e ver no que vai dar isso?

    Lembro aqui que o ex-prefeito Volnei Morastoni, quando instado pelo Ministério Público, para casos que caracterizavam tal prática, tomou as providências sem questionamentos.

    O MP tem dois pesos e duas medidas, ou o prefeito Bellini é pintado de ouro?

    DEU NO DIARINHO/COLUNA DO JC

    Vento de viração…

    O coordenador da Moralidade Administrativa da prefeitura de Itajaí, Márcio Sagaz, em entrevista ao Rubens Angioletti, na rádio 106,7, disse com todas as letras que o fato do Gonzaga, que é tio do vereador-secretário engomadinho do Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda, Clayton Batschauer (PR), estar em cargo de confiança no porto, caracteriza nepotismo. E agora, JB?

    Enticando

    Confesso que ainda mantenho meu posicionamento, mas cabe aos áulicos jurídicos que cercam o alcaide Jandir Bellini (PP) arresolverem a questão e definirem esse zunido medonho. Contudo, ainda existem opiniões divergentes. Uns enticando que é nepotismo e outros dizendo que não é. Qui coisa, meu povo!

    Tá todo enleado…

    Só posso parabenizar o Márcio Sagaz em dizer no ar que é nepotismo e esclarecer que sua função não é de decisão e sim de alertar ao burgomestre pra que no futuro ele não leve na espinha. E todos sabem que JB já tá com a espinha toda costurada de tanto levar porrada por culpa de burraldos que o cercam.

    22 22America/Sao_Paulo agosto 22America/Sao_Paulo 2010

    DO BLOG DIÁRIOS DE BRASÍLIA

    Direto de Brasília

    22 de agosto de 2010 |

    Klécio Santos

    Feiticeiro

    A decolagem de Dilma Rousseff nas pesquisas deixa evidente que o grande estrategista desta eleição é o presidente Lula. Foram concebidas pelo petista as principais decisões que fizeram de Dilma uma candidata não só competitiva, mas hoje capaz de bater já no primeiro turno uma grife como José Serra.
    Para forçar uma eleição plebiscitária entre PT e PSDB, Lula primeiro tratou de tirar do páreo Ciro Gomes, um candidato que amenizaria a vantagem da ex-ministra no Nordeste e com força suficiente para arrastar a eleição para um arriscado segundo turno. Depois, o presidente enquadrou o PT nos Estados, cedendo a cabeça de chapa a aliados. Em dois dos principais colégios eleitorais, Rio e Minas Gerais, essa decisão se revelou exitosa.
    Não bastassem os acertos de Lula, a sucessão de erros cometidos pelos tucanos ajudou a consolidar o favoritismo da ex-ministra. Oito anos de oposição de quase nada serviram ao PSDB e ao DEM, que não souberam se reinventar como força política e tampouco construíram um discurso que cativasse o eleitor. A seis semanas das eleições, é cada vez maior a falta de empenho por Serra nos Estados. Enquanto Lula é onipresente nas campanhas aliadas a governador, Serra está sendo escondido pelos candidatos da oposição, que temem perder votos diante da popularidade do presidente.

    Marketing trapalhão

    Na coleção de equívocos cometidos pelo PSDB, um dos mais bizarros é a tentativa de popularizar artificialmente a candidatura de José Serra. Antes do início da propaganda política, Serra participou de um típico churrasco na laje, no Rio. Na TV, porém, o programa exibiu uma favela cenográfica. Pior ainda é o jingle que reduz o tucano a Zé. Serra tem no nome uma das mais fortes marcas da política nacional.

    Novidade nestas eleições

    28 28America/Sao_Paulo agosto 28America/Sao_Paulo 2010

    Para votar na Dilma, você deve levar, título de eleitor e um documento com foto

       Exibir blog de Carlos Alberto Saraiva

    Alguns leitores ainda não sabem, a novidade dessa eleições no Brasil, o eleitor terá que apresentar, para poder votar no pleito de 3 de
    outubro, além do título de eleitor,deve levar também um documento de
    identificação com fotografia.
    Os documentos oficiais para comprovação de identidade que serão aceitos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), são carteira de identidade
    ou documento de valor legal equivalente (identidades funcionais),
    certificado de reservista, carteira de trabalho e carteira nacional de
    habilitação, com foto.
    Certidão de nascimento e de casamento não serão aceitas. Outras possibilidades, como a apresentação de cópias autenticadas de documentos, serão
    resolvidas caso a caso pelo mesário ou pelo juiz eleitoral.
    A exigência foi incluída na minirreforma eleitoral sancionada em 2009 pelo Presidente Lula. O objetivo é promover maior segurança na
    identificação do eleitor e evitar episódios em que pessoas votam por
    outras, valendo-se do fato de o título de eleitor não conter foto.
    O uso de telefones celulares, máquinas fotográficas e filmadoras dentro da cabine de votação também foi proibido pela minirreforma eleitoral, a
    lei 12.034/2009.
     
    Segunda via
    Quem perder ou tiver o título de eleitor extraviado poderá pedir segunda via do documento até 23 de setembro, em qualquer cartório eleitoral.
    Segundo o TSE, a reimpressão será feita na hora.

    Clima de terrorismo é implantado na prefeitura de Itajaí

    29 29America/Sao_Paulo agosto 29America/Sao_Paulo 2010

    Segundo informações que obtive esta semana os funcionários da  prefeitura de Itajaí que não exercem cargos comissionados ou não fazem parte do grupo que “segura o cordão”, estão vivendo em um clima de terrorismo, típico dos governos ditatoriais ou nazi-fascistas.

     

    Quem não reza pela cartilha amarela do governo Bellini, é perseguido e ameaçado sofrendo toda sorte de assédios.

     

    Um dos casos é emblemático.

     

    Uma senhora que é funcionária municipal há muitos anos, e que trabalha no centro, não muito distante de onde reside foi advertida porque em sua casa havia colocado uma placa de candidatos do PT.

     

    O seu chefe dirigiu-se a ela em tom peremptório e lhe disse que teria que retirar aquela placa de frente de sua residência.

     

    A funcionária ao reagir a esse assédio afirmando ser efetiva e livre para se manifestar, ouviu então do chefe que ela poderia ser “transferida” para a Itaipava ou para outra localidade ainda mais distante de sua moradia.

     

    Corre solto a informação, que o principal algoz dos funcionários municipais é uma tal de Ocimeire, que não goza da simpatia e muito menos do respeito dos funcionários efetivos da prefeitura de Itajaí.

     

    Para ser respeitado, é preciso respeitar as pessoas em sua dignidade e liberdade de expressão assegurados na lei maior do país que é a Constituição Federal.

    Outros casos vamos relatar aqui, modificando alguns detalhes para que os reclamantes não sejam ainda mais perseguidos pelos que prometiam que os itajaienses iriam sorrir…

    Mais denúncias relatam perseguição política na prefeitura de Itajaí

    1 01America/Sao_Paulo setembro 01America/Sao_Paulo 2010

    Recebi informação de um leitor do blog que pediu para não ser identificado, por temer retaliações, que as coisas no porto de Itajaí, não são diferentes do que ocorre na prefeitura, com perseguição aos funcionários que não se engajam na candidatura da irmã do prefeito e do filhote da ditadura, o rapaz lá de Florianópolis.

    Na secretaria da habitação, segundo está fonte, também estaria havendo perseguição descarada aos funcionários que não comungam das mesmas idéias de seus chefetes.

    Eis o que  o leitor escreveu:

    “no porto o sr Eduardo Sestrem e Alexandre estão ameaçando os funcionarios dizendo que em outubro estarão na rua ou serão perseguidos e humilhados, na habitação o charles esta tirando foto dos funcionarios e ameaçando de prejudicar.”

    Caminhada do Time de Lula

    2 02America/Sao_Paulo setembro 02America/Sao_Paulo 2010

    Venha participar da caminhada do
     
    TIME DE LULA, neste sábado (04/set), a
     
    partir das 8h e 30min, na rua
     
    Estefano José Vanolli, com
     
    IDELI governadora 13 E VIGNATTI
     
    senador 130.
     
    Concentração: em frente ao Shopping São Vicente
     
     
    Traga sua bandeira , sua camiseta vermelha e seu entusiasmo para levarmos IDELI ao 2º turno destas eleições e elegê-la governadora de Santa Catarina!!!
     
    Convide seus parentes e amigos e vamos fazer um grande evento de mobilização para mostrar nossa força e nossa capacidade de luta e gritar bem alto: NÓS SOMOS DO TIME DE LULA!!!
     
     

    Tracking Vox Populi/Band/iG: Dilma 53%, Serra 24%

    4 04America/Sao_Paulo setembro 04America/Sao_Paulo 2010

    No quarto dia de medição, petista oscila positivamente dentro da margem de erro

    iG São Paulo | 04/09/2010 17:12

    No quarto dia das medições do tracking Vox Populi/Band/iG para a eleição presidencial, a petista Dilma Rousseff tem 53% e o tucano José Serra 24% das intenções de voto. Dilma oscilou positivamente um ponto percentual, dentro da margem de erro em relação ao dia anterior, quando tinha 52%. Já o seu oponente, José Serra, permaneceu com o mesmo índice da última sondagem, quando apareceu com 24%. As mudanças ocorreram dentro da margem de erro da pesquisa, que é de 2,2 pontos percentuais.

    A candidata Marina Silva (PV), terceira colocada, apresentou novamente 8% das intenções de voto –mesmo percentual da última pesquisa. Brancos e nulos são 4%, indecisos somam 10%, um ponto a menos que no levantamento do dia anterior, e os outros candidatos têm 1%.

    A pesquisa, publicada diariamente pelo iG, ouve novos 500 eleitores a cada dia. A amostra é totalmente renovada a cada quatro dias, quando são totalizados 2.000 entrevistados.

    Na pesquisa espontânea, quando o nome do candidato não é apresentado ao entrevistado, Dilma tem 42%, Serra 19% e Marina Silva 6%. Dilma foi a única a ter os percentuais mudados na comparação com o levantamento do dia anterior, no qual a petista apareceu 41%.

    A petista lidera em todas as regiões do país. Dilma tem seu melhor desempenho na região Nordeste, onde soma 70% dos votos contra 15% de Serra e 5% de Marina.

    Já a melhor performance de Serra ocorre na região Sul, onde ele soma 30% e Dilma tem 49%.

    Mais denúncias de perseguição política no governo Bellini

    4 04America/Sao_Paulo setembro 04America/Sao_Paulo 2010

    DO BLOG DO EDUARDO ASSIS

     

    B.O

    Algo de muito ruim vai acontecer em breve dentro da administração Jandir Bellini (PP), alguns comissionados estão ameaçando cargos comissionados e concursados para trabalharem em prol da candidatura da irmã do prefeito. Na habitação tem cargo comissionado tirando fotos de carros com outros adesivos e ameaçando os colegas de trabalho. No porto alguns comissionados que não balançaram uma bandeira nem deram a cara a tapa durante as eleições municipais estão ameaçando funcionários de dez, vinte anos de porto. Com os comissionados pode até funcionar, agora para os concursado o negocio será bem diferente, daqui a pouco ninguém irá se admirar com processos de coação e assédio moral. Só para lembrar o Sr. prefeito o Artigo 5º da Constituição Federal “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: X – é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;

    O mágico da Serra

    4 04America/Sao_Paulo setembro 04America/Sao_Paulo 2010

    Comentário de Osvaldino Kracik no blog do Paulo Alceu

    03-09-2010

     

    O saneamento básico no município de Lages deixa muito a desejar.

    Desde que o atual candidato ao governo do estado pelo DEM – quando prefeito, municipalizou, nada de expressivo se fez.

    O sistema já está quase a beira do colapso.

    Foi só conversa fiada.

    Agora eu me pergunto: Será que o povo vai confiar que o tal candidato vai resolver o problema da saúde pública em Santa Catarina?

    Claro que não.

    Vamos continuar com a romaria de ambulâncias todos os dias rumo aos hospitais da capital.

    Que o diga o postulante ao senado sr. Luiz Henrique.

    Portanto, eleitor, fique atento.

    Não esqueça do passado para ter um futuro, quem sabe, um pouco melhor.

    Osvaldino Kracik/Lages

    O apoio de Bellini a Serra, o “ainda” insepulto

    5 05America/Sao_Paulo setembro 05America/Sao_Paulo 2010

    Itajaí é a cidade brasileira que proporcionalmente mais recebeu recursos do governo federal nos últimos dois anos e meio.

    São milhões de reais para as obras do PAC saneamento, enfim, todo o tratamento de esgoto da cidade, pela primeira vez nestes 150 anos de sua história.

    São recursos vultuosos para a construção de uma Escola Técnica Profissionalizante, o IFET que está sendo edificado na contorno sul ao lado da secretaria de educação e que vai atender principalmente alunos de baixa renda, ou oriundos do ensino público.

    Segundo o  vereador Luiz Carlos Pissetti (DEM), da base aliada do prefeito Bellini e presidente do legislativo local, somente esta obra já seria suficiente para ele e os itajaienses, ficarem eternamente agradecidos ao presidente LULA.

    Para Pissetti o Ifet “vale por cem portos”… Veja  aqui.

    Se formos falar nos recursos para a recuperação dos berços do porto atingidos pela enchente de final de 2008, apesar de o prefeito Jandir Bellini ter declarado a um radialista e seu puxa saco de plantão, que “os recursos do porto não são para o município, pois o porto é patrimônio federal”(…), “esquecendo-se” (tanto o prefeito Bellini quanto o radialista) que o porto é administrado pelo município que nomeia seu superintendente e que  o que a cidade arrecada com impostos em função do porto revertem para o município, são mais alguns milhões de reais.

    Lembrando aqui que quando em 2001, se o prefeito Bellini – em seu segundo mandato - tivesse feito cumprir a lei, isto é, tivesse feito valer a cláusula contratual de arrendamento de parte do Porto ( à época administrado por Amilcar Gazaniga ) para o Teconvi, que prevê um seguro obrigatório por parte do arrendatário, não seria necessário dinheiro público para recuperar o porto.

    Enfim, Bellini  falou asneiras, o radialista de plantão - cujas digitais estão gravadas “naquele local”- não esclareceu, muito menos retrucou, pois bem pago para isso e a caravana da mediocridade midiática de Itajái vai colocando panos quentes na incompetência, aliada a cara de pau do governante municipal.

    Na campanha eleitoral de 2008, o então candidato Bellini, colocou o ministro das cidades, Márcio Fortes (PP), representante de seu partido no governo Lula, em seu programa eleitoral, para dizer que ele também tinha muito trânsito junto ao governo Lula ( e não só o prefeito Volnei Morastoni (PT), candidato a reeleição) e que os recursos federais não faltariam, como de fato não faltaram.

    Agora, no processo eleitoral em curso, Jandir Bellini, ao invés de ao menos se calar, como havia prometido à senadora Ideli Salvatti, candidata ao governo do estado pelo PT na coligação A FAVOR DE SANTA CATARINA,declara voto em José Serra (PSDB), o principal adversário do governo que seu partido compôs e dele se beneficiou.

    Jandir declarou apoio a Serra e ainda patrocina a candidatura de um forasteiro a deputado federal, “inimigo”declarado do PT e do governo Lula.

    Abaixo a foto com Bellini ao lado de Serra.

    Aparentemente ele se “engasga” com alguma espinha…

    Bellini almoça com tucanos Pavan e Serra

    Depois dessa foto correr o Brasil, José Chirico Serra, candidato demotucano a presidência da república, talvez suba vertiginosamente nas intenções de votos nas pesquisas eleitorais…

    A estratégia de Ali Kamel no JN

    9 09America/Sao_Paulo setembro 09America/Sao_Paulo 2010

    DO BLOG VIOMUNDO, DO LUIZ CARLOS AZENHA

    A estratégia de Ali Kamel no JN

    Teremos mais três semanas de edições “perfeitas” do Ali Kamel no Jornal Nacional.

    As notícias boas para o Brasil, especialmente na economia, serão surradas diariamente pela quebra do sigilo fiscal dos tucanos. O PT vai sempre aparecer na defensiva. Nessas reportagens, o tempo dedicado às acusações é sempre bem maior que o da defesa. Em seguida, quando quiser, José Serra aparecerá replicando as acusações da longa reportagem. Dilma será mostrada, igualmente, na defensiva. E Marina Silva? Mesmo que fale a respeito, Marina Silva será “editada” falando de temas que interessam aos eleitores. Como já aconteceu nos últimos dias.

    Não foi opção dela, Marina. Foi a escolha de Kamel, atendendo aos patrões. Assim, enquanto PT e PSDB se pegam, Marina pode atrair a maior parte dos indecisos, quem sabe até roubando um pontinho ou outro dos adversários.

    É essa a estratégia da Globo para levar a eleição para o segundo turno.

    Ah, sim, as notícias serão calibrados para render uma novelinha, cujo gran finale se dará próximo da véspera.

    Já a decisão do presidente Lula de aparecer na propaganda eleitoral acusando Serra de patrocinar a baixaria parece uma tentativa de forçar a polarização, sugando o oxigênio de Marina e forçando uma decisão ainda no primeiro turno. A ver.

    Lula dá a senha para a virada…

    14 14America/Sao_Paulo setembro 14America/Sao_Paulo 2010

    Lula detona os Bornhausen em Santa Catarina

    Lula diz: “Os Bornhausen não podem se disfarçar de cordeiros”

    Claudio Leal, Portal Terra

    JOINVILLE – Rosto acre e discurso virulento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva atacou, em Joinville (SC), a presença da família Bornhausen na política catarinense e se esforçou para fortalecer a candidatura de Ideli Salvatti (PT) ao governo do Estado. “Os Bornhausen não podem vir disfarçados de carneiro, porque nós já conhecemos os Bornhausen. Nós sabemos as histórias dele”, investiu Lula, ao lado da candidata Dilma Rousseff. Raimundo Colombo (DEM), aliado de Jorge e Paulo Bornhausen, lidera as pesquisas de intenção de voto. Ideli segue em terceiro lugar.

    O presidente comparou os democratas a “lobos” e atacou o governador Luiz Henrique (PMDB) por ter apoiado o DEM: “Quando Luiz Henrique foi eleito governador de Santa Catarina, eu achei que fosse pra mudar, mas ele trouxe de volta o DEM, que nós extirpamos da política brasileira”, afirmou Lula, algo rascante.

    Filho do ex-senador Jorge Bornhausen e líder do DEM na Câmara, Paulo considerou “um deboche” a visita do presidente ao Estado, “com o uso da máquina pública em benefício da sua candidata”.

    A exemplo de outros comícios, o presidente falou por último e ofuscou a participação de Dilma, que reduziu seu discurso a menos de quinze minutos. Lula se comparou, uma vez mais, a Getúlio Vargas, João Goulart e JK, para evocar os ataques “da direita” à campanha petista.

    “Quando a direita raivosa, quando a direita com ódio, a mesma direita que articulou e levou Getúlio Vargas a dar um tiro no coração, que levou o João Goulart a renunciar, a mesma que disse que Juscelino não podia ganhar e se ganhasse não podia tomar posse… Essa mesma direita tentou fazer o mesmo comigo em 2005 e não fez. Eu tinha um ingrediente a mais. Eu tinha vocês. Eles nunca tinham lidado com um presidente da República que tinha nascido no berço da classe operária… Quando eles queriam que eu ficasse em Brasília, ouvindo os discursos deles, eu disse a Dilma e outros: ‘Vocês fiquem e eu vou pra rua enfrentá-los e derrotá-los’. Como nós fizemos nesse momento”, declarou Lula.

    No palanque, o presidente insinuou que o governo catarinense desviou recursos públicos destinados à reparação dos estragos provocados pelas enchentes. “Só não sei se o dinheiro que nós mandamos foi aplicado naquilo que nós mandamos. Mandamos muito dinheiro pra cá… Tem gente agora dizendo que o dinheiro não veio. Vou pedir pra Controladoria Geral da República fazer uma investigação do dinheiro federal, pra saber onde esse dinheiro foi parar”, anunciou.

    Dilma repetiu a fórmula de discursos anteriores. Mesclou o pedido de voto para Ideli Salvatti e voltou a vacinar os eleitores contra o preconceito à mulher. “Muitas vezes falam assim: uma mulher não pode querer governar o Brasil ou um estado da federação. Isso é um absurdo”, afirmou a candidata, que não se referiu às denúncias contra a sua substituta na Casa Civil, Erenice Guerra.

    O “cara” e o câncer

    15 15America/Sao_Paulo setembro 15America/Sao_Paulo 2010

    ARTIGO

     Absolutamente cínica e raivosa é o ataque da nobreza de sangue azul, dos pretensos donos da capitania hereditária catarinense.

    O famigerado clã Bornhausen num arroubo nazi-fascista investe contra o presidente da república.

    A história desse clã está associada a tudo de ruim, de podre da história do nosso estado.

    Os Bornhausen são a maior expressão do passado, do atraso, intolerância e subordinação do povo catarinense.

    Bornhausen é sinônimo de arrogância, prepotência, desmando, totalitarismo e desprezo ao povo trabalhador.

    O que há de mais deprimente e odioso da elite conservadora.

    Representa um saudosismo anacrônico ao escravismo.

    Um ódio repulsivo a tudo que possa representar liberdade e direito de escolha.

    Apresentam-se como nossos “coronéis” dos “áureos tempos” coloniais.

     O ódio desse clã, na verdade, é um inconformismo contra os avanços conquistados pelos trabalhadores no governo Lula.

    O povo trabalhador alçou vôos “incompatíveis”, “indesejáveis” e perigosos rumo a liberdade.

    Os Bornhausen ainda se comportam como donos de engenho.

    Quando o “sinhozinho” Paulinho Bornhausen escreve que Lula tem que “lavar a boca” pra falar da sua família, como se esta fosse a representação dos catarinenses.

    Está expressando sua mais profunda convicção de que seu “nobre” clã está sendo aviltado pela “ralé”, por um presidente operário, ignorante e indigno de enxovalhar a “moral” de uma “nobre” familia de sangue azul.

    O ódio, o veneno destilado pelos Bornhausen nada mais é que um inconformismo enrustido contra a liberdade conquistada pelos trabalhadores, pelo povo catarinense, pela democracia.

     Sentem saudade dos “bons tempos” da ditadura militar em que podiam ser nomeados como governadores, senadores biônicos.

     Livres da indesejável crítica da imprensa livre, dos trabalhadores organizados.

    A tradição dessa família é de explorar “livremente” as benesses do poder.

    Quando na oposição, se comportam como peixes fora d’agua, falta-lhes oxigênio, debatem-se desesperados, tentam enganar àqueles que sempre desprezaram, mas, estão sós e agonizando.

    É o último suspiro dessa oligarquia.

    Quanto ao presidente Lula, mostrou mais uma vez sua grandeza, carisma e amor ao povo catarinense.

    Teve a coragem histórica de desafiar e comprometer-se em extirpar o câncer que a décadas envergonha nosso estado.

     Davi Coelho

     Presidente do Partido dos Trabalhadores de Itajaí

    Quem é o senador Jorge Bornhausen

    16 16America/Sao_Paulo setembro 16America/Sao_Paulo 2010

    ARTIGO

    Estilo naftalina casa grande
    Em toda sua trajetória política, inclusive como embaixador, ele se projetou pela postura de subserviência diante dos interesses imperialistas dos EUA e de apologista do ideário neoliberal de enxugamento e privatização do Estado.

    Por Altamiro Borges

    Na crise política do ano passado, sinistros personagens conquistaram os holofotes da mídia por sua postura raivosa e golpista. Entre eles, destaca-se o senador Jorge Bornhausen, presidente do PFL. Quando a tensão atingiu o seu ápice, ele festejou a possibilidade do impeachment do presidente Lula e da derrota das esquerdas para uma platéia de ricaços em São Paulo: “Vamos nos livrar dessa raça por uns 30 anos”. Rechaçado pela declaração racista, o notório reacionário tentou remendá-la. Na seqüência, diante dos cartazes espalhados em Brasília com sua foto sobreposta a uma imagem nazista, ele teve um chilique e esbanjou histeria, relembrando seus velhos tempos de serviçal da ditadura militar.

    Processou o sociólogo Emir Sader, um dos intelectuais brasileiros mais lúcidos e corajosos na denúncia da oposição de direita e que o taxou de “banqueiro racista” num texto à Agência Carta Maior. A ofensiva da velha raposa oligárquica, que durante algum tempo ficou na moita, mostra que a oposição liberal-conservadora está excitada. Escorraçada na eleição presidencial de 2002 e em 2006, ela continua a querer a revanche e não esconde o seu ódio de classe – para tristeza dos mercadores de ilusões que apostaram no fim da luta de classes no país!

    Passado sinistro

    Mas o senador Jorge Konder Bornhausen não está com esta bola toda! Como desabafou o presidente Lula, irritado com os hidrófobos do PFL, “eles não têm moral para criticar”. Na vida política, o senador sempre esteve a serviço das piores causas. Ele iniciou sua carreira na UDN, partido da elite, com roupagem moralista, conhecido pelas ações golpistas contra Getúlio Vargas e João Goulart. Após o golpe de 1964, foi um dos líderes da Arena, partido da ditadura, da tortura e dos assassinatos, sendo presenteado com o posto de governador biônico de Santa Catarina. Com a redemocratização, fundou o PFL e ajudou a forjar a imagem de Fernando Collor de Mello. Defendeu este governante corrupto até o seu impeachment.

    No triste reinado de FHC, Bornhausen foi um de seus principais ministros e ajudou no nocivo processo de privataria do Estado e de desmonte do Brasil. Em toda sua trajetória política, inclusive como embaixador, ele se projetou pela postura de subserviência diante dos interesses imperialistas dos EUA e de apologista do ideário neoliberal de enxugamento e privatização do Estado, de abertura indiscriminada do mercado interno, de redução dos gastos públicos nas áreas sociais e de flexibilização dos direitos trabalhistas. Uma coisa é certa: ele nunca escondeu as suas posições nitidamente identificadas com as teses da direita mais reacionária e entreguista, como se constata em seus discursos no Senado de fácil acesso na internet.

    Já na vida privada, o banqueiro Jorge Bornhausen também tem um passado bastante suspeito. Oriundo de uma família oligárquica de Santa Catarina, ele sempre gozou de muito dinheiro e poder, tanto que chegou à presidência da poderosa Federação Brasileira dos Bancos (Febraban). Nas relações promiscuas entre o público e o privado, que caracterizam os patrimonialistas tupiniquins, o senador já foi acusado de vários atos ilícitos. Em junho de 2002, por exemplo, a revista Isto É denunciou: “Na investigação sobre remessa ilegal de dinheiro, Polícia Federal acha boleto bancário em nome de Bornhausen”. A matéria descrevia em detalhes um megaesquema de corrupção no envio irregular de bilhões de dólares do Brasil ao exterior.

    “Na papelada encontrada por investigadores americanos na agência do Banestado em Nova York havia um boleto bancário no valor de R$ 185 mil em nome de Jorge Konder Bornhausen”. Esse montante teria saído da agência do Banco Araucária em Foz do Iguaçu. Em seguida, passou por um offshore num paraíso fiscal e desembarcou nos EUA. Com 35 mil páginas, o relatório da PF revelava a movimentação de 137 contas suspeitas feita através da CC-5. Entre 1992 e 1997, pessoas e empresas utilizaram este recurso para enviar ilegalmente ao exterior R$ 124 bilhões. Deste montante, a PF identificou quase R$ 12 bilhões que provinham de dinheiro sujo, “procedente de corrupção, tráfico de drogas e de armas e outros ilícitos” [2].

    Estranhamente, FHC arquivou o dossiê da PF e ainda afastou o delegado José Castilho Neto, responsável pela investigação. “O estopim foi a divulgação do nome do presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen, entre os envolvidos no esquema de lavagem de dinheiro”. A investigação ainda incriminou vários tucanos de alta plumagem, como o próprio FHC, José Serra e o falecido Sérgio Mota [4]. Revelou que o Banespa, sob controle do PSDB, usou este mesmo esquema de lavagem para enviar US$ 50 bilhões ao exterior em 1997. O Banestado quebrou em 1998, num escândalo que causou prejuízos de US$ 200 milhões para seus quatro mil clientes. Essa lavanderia mundial foi uma das fontes de recursos do condomínio PSDB-PFL.

    Jorge Bornhausen também aparece em outros casos sinistros. Segundo o deputado Eduardo Valverde (PT-RO), ele esteve diretamente envolvido no escândalo da Pasta Rosa, que relacionou 49 parlamentares que receberam dinheiro para suas campanhas da Febraban e do Banco Econômico que nunca foi contabilizado – o famoso caixa-2. Luiz Carlos Bresser Pereira, tesoureiro da campanha de FHC em 1994, reconheceu publicamente que cerca de R$ 10 milhões destes recursos não foram contabilizados. O senador ainda é citado no caso da Feira de Hannover, “em que sua filha, sócia de uma empresa, ganhou sem licitação um contrato de quase R$ 17 milhões para a organização da feira. Jorge Bornhausen foi o principal defensor do governo FHC porque obtinha vantagens, não era por ideologia”, ironiza o deputado petista.

    Em junho de 2003, os procuradores Luiz Francisco de Souza, Raquel Branquinho e Valquíria Quixadá entregaram à Receita Federal cerca de seis mil documentos sobre 52 mil pessoas que lavaram US$ 30 bilhões nos EUA a partir do Banestado de Foz do Iguaçu. O maior foco de investigações recaiu sobre “a família do sr. Jorge Bornhausen, do PFL, cujo banco familiar, o Araucária, lavou ao menos US$ 5 bilhões nesse esquema, que envolvia dinheiro de traficantes, de doleiros, mas sobretudo das sobras de campanhas eleitorais” [5]. Todos estas graves denúncias, infelizmente, não fluíram no conciliador governo Lula. Elas bem que poderiam desmascarar muitos dos que hoje pousam de políticos honestos e esbanjam arrogância.

    Notas

    1- Marco Aurélio Weissheimer. “Escolha o seu lado e as suas causas”. Agência Carta Maior, 04/11/05.
    2- Andrei Meireles e Expedito Filho. “Surpresa para todos”. Revista Isto É, 17/06/2002.
    3- Amaury Ribeiro e Sônia Filgueiras. “Operação maluco”. Revista Isto É, 21/06/2002.
    4- Leonardo Attuch e Hugo Studart. “Os nomes e as provas do dossiê da PF”. Isto É Dinheiro, 07/07/02.
    5- “MP acusa Bornhausen de lavar US$ 5 bilhões no exterior”. Revista Consultor Jurídico, 15/06/03

    Altamiro Borges é jornalista, membro do Comitê Central do PCdoB, editor da revista Debate Sindical e autor do livro “Encruzilhadas do sindicalismo” (Editora Anita Garibaldi, junho de 2005).

    Governo Jandir Bellini se autodestrói

    23 23America/Sao_Paulo setembro 23America/Sao_Paulo 2010

    Transcrevo aqui e-mail de um músico itajaiense informando sobre a não realização do já tradicional FESTIVAL DE MÚSICA DE ITAJAÍ.

    Pelo visto o governo Jandir Bellini, consegue destruir até mesmo as coisas boas que ele mesmo criou outrora.

    Só nos resta sorrir…

     

    Bom dia a todos,
     
    Ontem no conservatório de música, fomos informados que depois de muitas
    mudanças nas datas e adiamentos, não será realizado o 13 Festival de Música de Itajaí.

    Acho que seria o momento de nós músicos de Itajaí, esquecessemos bandeiras políticas
    e nos juntassemos para defender a manutenção de um Festival conhecido nacional e internacionalmente.
    Já está na hora de acabar com a prática de deixar a música e a cultura em todas suas manifestações sempre em último plano.

    Sei que muitas vezes é dificil se manifestar, pois a corda sempre arrebenta do lado mais fraco,
    mas em determinados momentos temos que pensar no bem comum,
    e em como a não realização deste festival afeta a praticamente toda a comunidade artística
    em especial a comunidade musical de Itajaí
     
     
    Paulo Roberto Domingos
    Músico

    A onda vermelha toma conta do país

    25 25America/Sao_Paulo setembro 25America/Sao_Paulo 2010

     

    por Octávio Costa e Sérgio Pardellas, da IstoÉ

     

    Na esteira da candidatura de Dilma Rousseff à Presidência, uma onda vermelha está tomando conta do País. No início da corrida eleitoral, essa imagem foi cunhada pelos estrategistas da campanha do PT para motivar a militância. Mas, agora, tornou-se realidade. As pesquisas de opinião revelam a supremacia dos candidatos governistas na maioria dos Estados, o que poderá garantir a um eventual governo Dilma ampla maioria na Câmara e no Senado. Surfando numa maré mais favorável do que aquela que levou o ex-metalúrgico Lula ao Palácio do Planalto em 2002, os candidatos da base aliada aos governos estaduais lideram as eleições em 19 das 27 unidades da Federação. Na disputa pelas cadeiras do Senado, a onda vermelha é tão volumosa que deverá eleger 58 dos 81 representantes e deixar sem mandato quadros históricos da oposição. Na Câmara, os partidos governistas devem conquistar 401 dos 513 assentos.

    “Acho que vamos assistir a uma vitória esmagadora dos partidos da coalizão do governo”, prevê o presidente do Instituto Brasileiro de Pesquisa Social, Geraldo Monteiro.

     

    Não bastasse a liderança em 21 Estados, Dilma está na frente de José Serra (PSDB) em locais em que Lula foi derrotado pela oposição em 2006. Apesar da oscilação registrada na última semana, a ex-ministra está perto da vitória em antigos redutos oposicionistas como São Paulo, Santa Catarina e Paraná. Na maioria dos Estados em que ela lidera as pesquisas, os candidatos que apoia também estão na dianteira. Bons exemplos são o Rio de Janeiro e a Bahia, onde os governadores Sérgio Cabral (PMDB) e Jaques Wagner (PT) são favoritos para se reeleger no primeiro turno. Como exceções aparecem Minas Gerais, com Antonio Anastasia (PSDB) na liderança, e São Paulo, onde Geraldo Alckmin (PSDB) supera Aloizio Mercadante (PT). No Paraná, a onda vermelha já proporcionou uma grande virada. As últimas pesquisas mostram que o tucano Beto Richa, antes favorito ao governo, perdeu o primeiro lugar para Osmar Dias (PDT). Reviravoltas também têm ocorrido na disputa para o Senado. Até então cotado para uma das vagas do Rio, Cesar Maia (DEM) foi ultrapassado pelo ex-prefeito de Nova Iguaçu Lind­berg Farias (PT). No Amazonas, Arthur Virgílio perdeu o segundo lugar para Vanessa Grazziotin (PCdoB). Em Pernambuco, Marco Maciel (DEM), segundo colocado atrás de Humberto Costa (PT), foi ultrapassado por Armando Monteiro Neto (PTB).

    A inédita sintonia fina entre Executivo e Legislativo, a partir de 2011, trará benefícios para o Brasil. Caso se confirme a sólida maioria no Congresso do possível futuro governo Dilma Rous­seff, o Brasil terá finalmente a chance de aprovar as mudanças estruturais que se fazem necessárias há anos, como as reformas política e tributária. “A agenda congressual a partir do ano que vem exigirá a votação das reformas. Com maioria no Legislativo e vontade política, será possível avançar nessas questões”, afirma David Fleischer, cientista político da UnB. Outro aspecto importante é a possibilidade da formação de uma concertação política, composta por partidos aliados chancelados pelo desejo popular. Desde a redemocratização do País, os governos construíram suas maiorias pelas artes do fisiologismo e das políticas do toma-lá-dá-cá, numa espécie de balcão de negócios em pleno Congresso. Nesse novo cenário, queiram ou não, deputados e senadores serão levados a participar de uma ação conjunta, na qual é de esperar que os objetivos políticos se sobreponham à visão patrimonialista do mandato.

     

     

    Há quem afirme que a concentração de poder nas mãos do Executivo, com o Legislativo dócil à vontade do Planalto, pode permitir uma recaída autoritária. O temor não se justifica. Não há ambiente no Brasil para esse tipo de surto. As instituições são sólidas e democráticas, e não há espaço para mudanças constitucionais em benefício de um partido, como aconteceu na história do México, onde o PRI controlou a vida política por 71 anos, graças ao domínio da máquina pública. “O que aconteceu no México foi muito diferente. O PRI chegou ao poder quando a economia mexicana, a sociedade e os políticos eram muito rudimentares e eles forjaram instituições para guiar o desenvolvimento em todas as áreas. Já o PT emergiu no momento em que a economia e as instituições já estavam consolidadas”, compara o brasilianista Peter Hakim, presidente do Interamerican Dialog.

    Contrariando todas as evidências, intelectuais e setores da elite, em São Paulo divulgaram, na semana passada, um manifesto em defesa da democracia e da liberdade de expressão. Um dia depois, o Clube Militar, no Rio de Janeiro, instituição marcada pelo apoio ao antigo regime de exceção que infernizou o País por 20 anos, promovia um inusitado painel de debates para discutir também supostos riscos à democracia no País. Tanto o documento do grupo de intelectuais quanto os debates dos militares ficaram a um passo de questionar a própria legitimidade da eleição de Dilma, em razão da participação do presidente Lula na campanha. Ambos não levaram em conta que a legitimidade brota das urnas. Embora o eleitor manifeste maciçamente sua intenção de votar pela continuidade das políticas oficiais, a opinião pública não vem sendo espelhada na ação de alguns agentes do processo político. O que parece ter sido esquecido no manifesto oposicionista de tendências golpistas é que a democracia é exercida pelo voto.

     

    O temor de uma vaga autoritária por parte do governo é deslocado da realidade. Não reflete o momento que o Brasil vive. Não há sinais concretos de que o presidente Lula tenha atentado contra a liberdade de imprensa. Ele vem fazendo apenas críticas pontuais, direito que não pode ser negado a qualquer cidadão, muito menos ao presidente. De resto, desde a luta contra a ditadura, Lula mostrou-se defensor intransigente das liberdades democráticas. “É incrível como as pessoas ficam empurrando o Lula para o chavismo, quando ele tem permanentemente se recusado a cruzar essa fronteira”, rebate o ex-ministro Delfim Netto, com a ironia de sempre. Delfim tem razão. A não ser que o observador da cena nacional, assustado com a onda vermelha, queira ver chifre em cabeça de cavalo.

    A polêmica sobre o desmilinguido Festival de Música de Itajaí

    25 25America/Sao_Paulo setembro 25America/Sao_Paulo 2010

    Recebo por e-mail um novo texto do músico Paulo Roberto Domingos, onde ele responde a uma declaração do jornalista Thiago Floriano, reponsável pelo site Cotidianas, o qual afirmara ser “puro factóide” a informação prestada pelo músico e veiculada neste blog e no menino que não machuca, de que  a edição do Festival de Música de Itajaí deste ano, teria sido cancelada.

    Thiago, filho do assessor de imprensa do Porto de Itajaí, Magru Floriano,(ex-blogueiro que se notabilizou pela oposição ferrenha ao ex-prefeito Volnei Morastoni e ao Partido dos Trabalhadores, fazendo críticas ao governo Lula, chegando a declarar ser o governo do presidente Lula “um governo só de placas…” ) assim se manifestou em seu site:

     
    setembro 23, 2010 às 16:42 | Responder
    Até onde eu sei, isso é puro factóide e tem cheiro de estratégia eleitoral…”

    Segue o texto do músico, preocupado com o fim do Festival de Música de Itajaí:

    Eu, Paulo Roberto Domingos, posso afirmar é que não se trata de nenhum factóide.
    Deixo aqui bem claro que não tenho nenhum envolvimento com nenhum tipo de agremiação partidária,
    as pessoas que me conhecem deste longa data, sabem muito bem disso.
     
    Até onde eu sei, e posso dizer que convivo bem de perto com a situação já que o Conservatório de Música Popular de Itajaí
    é responsável pela elaboração do Festival, que se trata de algo concreto. O projeto do Festival sim está pronto, oficinas, shows, professores,
    só que infelizmente, a Fundação Cultural que deveria cuidar da parte de captação de recursos, não fez a sua parte.
    Parece que para a Fundação, a realização ou não do festival é algo irrelevante.
     
    Como cidadão itajaiense, formando neste ano de 2010 em canto do Conservatório de Música Poupular de Itajaí,
    e envolvido há mais de 20 anos na área de música, mais especificamente na área do canto coral,
    tenho todo o direito de me manifestar livremente sobre o meu descontentamento referente à não realização
    de um Festival do qual participo desde o ano 2000.
     
    Este foi o motivo que me levou a escrever para o forum cultural, para demonstrar minha indignação
    e tentar mobilizar os músicos da cidade, para que eles não fossem pegos de surpresa semanas antes,
    com o aviso de que o Festival não se realizaria.
     
    O que escrevi no e-mail enviado à este forum cultural, foi o só que nós foi passado no conservatório de música.
    Alunos e professores tiveram o mesmo tipo de informação, de que o festival não ser realizaria porque os recursos necessários não foram captados.
    Agora não cabe a mim dar explicações, e sim ao superintendente da fundanção cultural, e a comissão que foi criada exclusivamente
    com o objetivo de captar recursos para a realização do festival. O que esta comissão fez desde o final do ultimo festival que até a presente data
    não conseguiu captar a verba necessária?
    Isto continua sendo um grande mistérios, que como disse antes, não cabe a mim explicar.
    Aqueles a quem foram delegagas estas atribuições é que devem vir à publico,
    e tentar explicar os seus motivos.
     
    Duvido que a situação se reverta, pois esta sucessão de adiamentos e remarcação de datas,
    me parece um descaso com os professores que viriam ministrar as  oficinas, isto sem falar nos shows nacionais
    que certamente tem suas agendas e não podem ficar a mercê da falta de organização da Fundação Cultural de Itajaí.
     
    Dito isto, creio que fica bem claro que o fato de eu ter trazido à publico este fato,
    não me torna responsável por algo que cabe unica e exclusivamente
    à Fundação Cultural de Itajaí.
     
     
    Paulo Roberto Domingos

     

    Jogo sujo é a marca da direita de Itajaí

    3 03America/Sao_Paulo outubro 03America/Sao_Paulo 2010

    Esquema terrorista contra Volnei tem participação de integrantes de partidos do governo Jandir

    Um grande esquema terrorista para prejudicar o candidato a Deputado Estadual, Volnei Morastoni, foi montado em Itajaí. Na madrugada de sábado para este domingo (03.10), um grupo infringindo a legislação eleitoral, com motos e carros começaram a jogar panfletos com treze razões para não votar em Volnei e perseguir com armas e com violência física apoiadores do candidato.

    Quando apoiadores saíram às ruas para recolher o material com acusações mentirosas, foram recebidos a tiros e agressões corporais, além de danificar veículos. Volnei Morastoni teve informações na tarde de ontem (02), de que seriam jogados 300 mil folhetos. A fonte ainda informou que os patrocinadores deste esquema são Amilcar Gazaniga (PP) e Paulinho Bornhausen (DEM). O folheto foi jogado também com santinhos de Susi Bellini (PP), Paulinho Bornhausen, Deodato (PSDB). Provavelmente o material foi impresso na gráfica Floriprint, de São José, da grande Florianópolis, já que junto aos panfletos foram encontradas caixas da empresa.

    Eliane Aparecida Corrêa, quando estava recolhendo os panfletos espalhados pelo bairro São Vicente, foi abordada com violência por três homens que jogavam o material na rua. Eles estavam no veículo com placa MDS 4628, da empresa de limpeza e higiene descartáveis Canaveral. Ao sair do carro foram em direção ao veículo de Eliane, quando começaram a dar chutes no veículo e, com violência, tentaram arrancar à força a apoiadora de Volnei. O carro dos criminosos pertence a mesma empresa que fornece produtos para Prefeitura de Itajaí e para Câmara de Vereadores.

    Foram muitas as tentativas de imobilizar os apoiadores de Volnei. Lucas, Thiago, Felipe Andrino e Eduardo (Duda) foram cercados no Posto Santa Rosa e ameaçados com armas por seis homens que conduziam uma camionete S10 e uma Van, também da empresa Canaveral. Além da ação delituosa, os condutores jogavam os panfletos. 

    No bairro São Vicente, Maninho do projeto João de Barro, filiado ao DEM, com um Chrysler preto, de placa MAR 9088, foi pego jogando os panfletos. Doutor Lírio Eing, Secretário Municipal de Saúde, também foi visto no Imaruí distribuindo o folheto, conduzindo o veículo Vitara, de cor prata, acompanhado de um homem armado.

    A presença de Maninho no esquema é uma confirmação que integrantes dos partidos do governo, de Itajaí, estão por trás desta pantomina.

    José Isaías Venera (DRT SC – 01522 JP) – Assessoria do candidato Volnei Morastoni

    Contato: Davi Coelho, presidente do PT de Itajaí, (47) 96135327 begin_of_the_skype_highlighting              (47) 96135327      end_of_the_skype_highlighting 

    Esquema terrorista contra Volnei tem participação de integrantes de partidos do governo Jandir

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    Um grande esquema terrorista para prejudicar o candidato a Deputado Estadual, Volnei Morastoni, foi montado em Itajaí. Na madrugada de sábado para este domingo (03.10), um grupo infringindo a legislação eleitoral, com motos e carros começaram a jogar panfletos com treze razões para não votar em Volnei e perseguir com armas e com violência física apoiadores do candidato.

    Quando apoiadores saíram às ruas para recolher o material com acusações mentirosas, foram recebidos a tiros e agressões corporais, além de danificar veículos. Volnei Morastoni teve informações na tarde de ontem (02), de que seriam jogados 300 mil folhetos. A fonte ainda informou que os patrocinadores deste esquema são Amilcar Gazaniga (PP) e Paulinho Bornhausen (DEM). O folheto foi jogado também com santinhos de Susi Bellini (PP), Paulinho Bornhausen, Deodato (PSDB). Provavelmente o material foi impresso na gráfica Floriprint, de São José, da grande Florianópolis, já que junto aos panfletos foram encontradas caixas da empresa.

    Eliane Aparecida Corrêa, quando estava recolhendo os panfletos espalhados pelo bairro São Vicente, foi abordada com violência por três homens que jogavam o material na rua. Eles estavam no veículo com placa MDS 4628, da empresa de limpeza e higiene descartáveis Canaveral. Ao sair do carro foram em direção ao veículo de Eliane, quando começaram a dar chutes no veículo e, com violência, tentaram arrancar à força a apoiadora de Volnei. O carro dos criminosos pertence a mesma empresa que fornece produtos para Prefeitura de Itajaí e para Câmara de Vereadores.

    Foram muitas as tentativas de imobilizar os apoiadores de Volnei. Lucas, Thiago, Felipe Andrino e Eduardo (Duda) foram cercados no Posto Santa Rosa e ameaçados com armas por seis homens que conduziam uma camionete S10 e uma Van, também da empresa Canaveral. Além da ação delituosa, os condutores jogavam os panfletos. 

    No bairro São Vicente, Maninho do projeto João de Barro, filiado ao DEM, com um Chrysler preto, de placa MAR 9088, foi pego jogando os panfletos. Doutor Lírio Eing, Secretário Municipal de Saúde, também foi visto no Imaruí distribuindo o folheto, conduzindo o veículo Vitara, de cor prata, acompanhado de um homem armado.

    A presença de Maninho no esquema é uma confirmação que integrantes dos partidos do governo, de Itajaí, estão por trás desta pantomina.

     

    José Isaías Venera (DRT SC – 01522 JP) – Assessoria do candidato Volnei Morastoni

    Contato: Davi Coelho, presidente do PT de Itajaí, (47) 96135327 begin_of_the_skype_highlighting              (47) 96135327      end_of_the_skype_highlighting

    13 razões para eleger Dilma presidente

    5 05America/Sao_Paulo outubro 05America/Sao_Paulo 2010

    Por Idelber Avelar, do Biscoito Fino e a Massa

    1. Dilma é a continuação do governo Lula. Esta é a mãe de todas as razões. O governo Lula é aprovado por mais de 80% dos brasileiros e acumula, em todas áreas, uma coleção de números de fazer inveja a qualquer outro governo da nossa história republicana. A pobreza caiu pela metade. Mais de 30 milhões de brasileiros se juntaram à classe média. O salário mínimo subiu 74% sobre a inflação. Mais de 14 milhões de empregos foram criados. Dilma Rousseff foi parte deste governo desde o primeiro minuto e é a legítima herdeira desse legado (pdf).

    2. Dilma continua a política de fortalecimento do patrimônio público. Uma das razões pelas quais o PSDB foge da figura de Fernando Henrique Cardoso como o diabo foge da cruz é a categórica opção, feita pela esmagadora maioria da sociedade brasileira, contra o privatismo, a desregulamentação e a venda do patrimônio público na bacia das almas. Somos um país de centro-esquerda, neste sentido. Nada foi privatizado no governo Lula e empresas como a Petrobras deram um salto gigantesco, de combalida candidata a ser “desmontada osso por osso” à condição de quarta maior empresa do mundo, responsável pela maior capitalização da história da humanidade. É Dilma, não nenhum outro candidato, quem representa a continuação desse fortalecimento.

    3. Com Dilma sabemos que nossos irmãos mais pobres continuarão a ter acesso ao Bolsa-Família. Mais de 12,6 milhões de famílias foram beneficiadas pelo maior programa de transferência de renda do mundo. Não somente nós, de esquerda e centro-esquerda, mas também economistas liberais e instituições como o Banco Mundial concordam que o Bolsa-Família é parte essencial da redução da desigualdade. O principal candidato da oposição, José Serra, não conseguiu unificar sequer sua campanha ao redor de uma posição sobre esse tema. Chegou-se, inclusive, à bizarra situação de que enquanto o candidato prometia dobrar o BF, seus correligionários e sua própria esposa davam declarações que associavam o programa à “vagabundagem”. Com Dilma não tem erro: continuaremos a reduzir a desigualdade no Brasil.

    4. Dilma representa uma política externa altiva, soberana e baseada no diálogo. A política externa é um dos grandes êxitos do governo Lula. Passamos de uma situação subordinada, em que discutíamos a entrada numa órbita estritamente controlada pelos EUA, que trouxe consequências tão desastrosas para os nossos irmãos do México, à condição de país internacionalmente respeitado, ouvido nos fóruns mundiais e líder incontestável da América Latina. A campanha do principal candidato da oposição foi marcada por desastrosas declarações, cheias de insultos aos nossos vizinhos. Traduzidas em política externa, seria uma fórmula certa para que o Brasil perdesse o lugar que conquistou no mundo. A opção pelo diálogo, pelo respeito às instâncias multilaterais e pela autodeterminação dos povos foi um sucesso no governo Lula e está em sintonia com as melhores tradições do Itamaraty. É Dilma quem representa essa opção.

    5. Dilma provou ser uma verdadeira democrata. Nenhuma candidata à Presidência no período pós-ditatorial—nem mesmo Lula—sofreu bombardeio midiático comparável ao que foi lançado sobre Dilma Rousseff nesta campanha. Acusações falsas sobre seu passado; grosseiras infâmias sexistas; falsas notícias; manipulação de declarações suas; mentiras sobre suas contas; fichas policiais adulteradas: tudo foi lançado contra ela. Em nenhum momento Dilma moveu um dedo para calar ou censurar qualquer jornalista. Por outro lado, José Serra, tratado de forma infinitamente mais dócil pela imprensa brasileira, demonstrou amplamente que não é confiável no quesito democracia. Exigiu cabeças de jornalistas nas redações; confiscou fitas de vídeo; deu-nos uma patética coleção de pitis. Mostrou que não convive bem com a crítica. É com Dilma, não com Serra, que garantiremos a continuação da nossa condição de um dos países com mais ampla liberdade de expressão do mundo.

    6. Dilma dá show de conhecimento numa das áreas mais importantes da atualidade, a energia. Em 2003, quando Dilma assumiu o Ministério das Minas e Energia, o Brasil vivia uma situação periclitante. Acabávamos de viver um vergonhoso racionamento. Dilma arrumou a casa, garantiu a segurança no abastecimento e a estabilidade tarifária. Participou diretamente da implantação do Luz para Todos, cuja meta original era 2 milhões de ligações, mas que em abril de 2010 já havia realizado 2,34 milhões de ligações, beneficiando 11,5 milhões de pessoas. Nossa produção de petróleo passou a 2 milhões de barris por dia. O pré-sal, descoberta possibilitada pelo trabalho de Dilma, dobrou nossas reservas de petróleo. Além de tudo isso, Dilma já provou ser conhecedora profunda das fontes limpas e renováveis de energia. Faça uma enquete entre os engenheiros da Petrobras. As intenções de voto em Dilma, entre eles, deve andar em torno dos 90%. Eles sabem o que fazem.

    7. Dilma é a mais equipada para expandir e melhorar a educação no Brasil. Neste quesito, a comparação entre o histórico petista e o histórico tucano é uma surra de proporções inomináveis. Enquanto em São Paulo, alunos e professores sofrem com a falta de investimento e, acima de tudo, com a falta de respeito, emblematizada nas frequentes pancadarias policiais a que são submetidos, o Brasil criou, durante o governo Lula, 16 novas universidades, mais de 100 novos campi, mais de 200 novas escolas técnicas, mais de 700.000 novas vagas para pobres, a maioria negros e mulatos, através do ProUni. Os professores da rede federal saíram da situação de arrocho salarial em que viviam e agora têm um plano de carreira digno (que ainda pode e deve melhorar, sem dúvida, mas que representou um salto gigantesco em relação ao governo FHC). Se você é aluno, professor ou funcionário do ensino, ou tem filhos na escola, basta olhar para o histórico dos dois principais candidatos e você não terá dúvidas sobre em quem votar.

    8. Dilma não criminalizará os movimentos sociais. O histórico tucano na relação com os movimentos sociais é péssimo. Professores espancados no Rio Grande do Sul e em São Paulo; os ativistas do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra tratados como criminosos durante o governo de Fernando Henrique Cardoso; o funcionalismo público submetido a arrocho salarial e a uma total recusa ao diálogo em Minas Gerais. Sem misturar movimento social com governo, sem transigir na aplicação da lei, quando de aplicar a lei se tratava, Lula e Dilma estabeleceram com as manifestações políticas da sociedade brasileira uma relação de respeito e diálogo. É assim que deve ser. As declarações de José Serra sobre, por exemplo, o MST, são profundamente preocupantes. É com paz e negociação que se resolvem os embates entre movimentos sociais e governo, não com porrada. Dilma é a garantia de que essa política continuará sendo seguida.

    9. Dilma representa um novo reencontro do Brasil com seu passado. Notável na sua capacidade de falar sobre um passado traumático, admirável na tranquilidade com que se refere às torturas a que foi submetida, Dilma teve o dom de não transformar o rancor e o ressentimento em arma política. O Brasil está anos-luz atrás dos seus vizinhos do Cone Sul naquele processo para o qual os alemães cunharam essa belíssima palavra,Vergangenheitsbewältigung, que poderíamos traduzir como o dom de acertar as contas com o passado. É Dilma quem nos pode guiar na revisão desse pretérito ainda tão recente e tão pouco saldado. Sem rancor, sem revanche, sem ódio, mas sem transigir na aplicação da lei.

    10. Dilma tem com quem governar, tem equipe. Este blog respeita o voto verde e respeita Marina Silva. Mas a afirmativa, tantas vezes feita por Marina nesta campanha, de que governaria com “os melhores do PT e do PSDB”, como se não existisse um pequeno detalhe chamado política, só se explica pela ingenuidade ou pela manipulação da ingenuidade. Um político governa com a equipe política que conseguiu montar, e é a equipe de Dilma quem botou Brasília para funcionar de acordo com os interesses dos mais pobres durante os últimos oito anos. Com todos os seus problemas, é o PT, não o PV, quem tem quadros experimentados o suficiente para a gestão de um país complexo como o Brasil. Isso não é por acaso. Mais de 50% dos brasileiros que têm alguma opção partidária preferem o PT. Por volta de 30% da população escolhe o PT como o partido de sua preferência. PMDB e PSDB seguem de longe, muito longe, com 6%.

    11. Dilma é mais internet para todo mundo. O principal candidato da oposição, José Serra, pertence a uma força política que já demonstrou não ter compromissos com a expansão da internet para as camadas mais pobres da população. Expressão privilegiada dos grandes conglomerados midiáticos do país, o tucanato é responsável por desastres como o AI-5 Digital, uma coleção de inomináveis asneiras destinadas a cercear, censurar e controlar a liberdade da internet. Sob o governo Lula, o acesso à rede mundial de computadores aumentou muito e é Dilma, não qualquer outro candidato, quem tem histórico e compromisso com a implementação do Plano Nacional de Banda Larga, uma verdadeira de carta de alforria informativa no país. Quanto mais gente tiver acesso à internet, mais democrática e bem informada será a nossa sociedade. Os pobres sabem disso e estão com ela, em sua esmagadora maioria.

    12. Dilma tem uma bela, impecável história de vida. Representante da geração que correu risco de morte para lutar contra a ditadura com os recursos que tinha, Dilma jamais renegou seu passado. Com serenidade, ela sempre explica que o contexto mudou, que o mundo é outro, e que agora ela luta com outros instrumentos, dentro da normalidade democrática. Mas ela nunca fez as penitências meio patéticas, as autocríticas confortáveis a que nos acostumamos ao ouvir, por exemplo, Fernando Gabeira. Representante também da geração que acompanhou Leonel Brizola na recomposição do legado varguista na pós-ditadura, ela jamais renegou a herança do trabalhismo. Dilma Rousseff é a ponte entre o que de libertário e popular havia no trabalhismo brasileiro e o que de novo e transformador trouxe o Partido dos Trabalhadores. Sua presença já na administração Olívio Dutra em Porto Alegre mostrou que ela estava consciente de que essa ponte era possível. Muitos petistas—este atleticano blogueiro incluído—adotaram, especialmente nos anos 80, posturas sectárias e intolerantes ante o trabalhismo, incapazes que fomos de ver qualquer característica positiva no movimento que conferiu cidadania à classe trabalhadora pela primeira vez. Dilma é a possibilidade de aprofundamento desse diálogo entre o lulismo e tradição trabalhista que ele transforma. Essa bela história de vida está bem narrada em seu primeiro programa de TV:

    13. Dilma representará uma vitória inesquecível para as mulheres brasileiras. Ainda somos um país muito machista. A violência doméstica é uma realidade cotidiana para milhares, talvez milhões de mulheres, especiamente as mais pobres. As mulheres ainda recebem bem menos que os homens pelo mesmo trabalho. A maioria da população feminina ainda acumula uma dupla jornada de trabalho. Não só por ser mulher, mas também por pertencer a um projeto político que já demonstrou ser aliado das mulheres na luta, Dilma pode contribuir a mitigar essa situação e nos fazer avançar nessa área tão urgente. Não é desimportante, claro, o fato de que ela é mulher: da mesma forma como a vitória de Lula, por si só, representou imenso ganho para a autoestima dos trabalhadores, que agora sabiam que podiam chegar lá, da mesma forma como a vitória de Obama trouxe enorme esperança para muitos negros jovens, que agora tinham a prova de que alcançar o topo era possível, a vitória de Dilma representará um enorme salto para a autoestima, as possibilidades, as aspirações de milhões de mulheres e, especialmente, de crianças e adolescentes do sexo feminino.

    É por tudo isso, e muito mais, que eu voto Dilma Rousseff.

    Por Idelber Avelar, do Biscoito Fino e a Massa

    1. Dilma é a continuação do governo Lula. Esta é a mãe de todas as razões. O governo Lula é aprovado por mais de 80% dos brasileiros e acumula, em todas áreas, uma coleção de números de fazer inveja a qualquer outro governo da nossa história republicana. A pobreza caiu pela metade. Mais de 30 milhões de brasileiros se juntaram à classe média. O salário mínimo subiu 74% sobre a inflação. Mais de 14 milhões de empregos foram criados. Dilma Rousseff foi parte deste governo desde o primeiro minuto e é a legítima herdeira desse legado (pdf).

    2. Dilma continua a política de fortalecimento do patrimônio público. Uma das razões pelas quais o PSDB foge da figura de Fernando Henrique Cardoso como o diabo foge da cruz é a categórica opção, feita pela esmagadora maioria da sociedade brasileira, contra o privatismo, a desregulamentação e a venda do patrimônio público na bacia das almas. Somos um país de centro-esquerda, neste sentido. Nada foi privatizado no governo Lula e empresas como a Petrobras deram um salto gigantesco, de combalida candidata a ser “desmontada osso por osso” à condição de quarta maior empresa do mundo, responsável pela maior capitalização da história da humanidade. É Dilma, não nenhum outro candidato, quem representa a continuação desse fortalecimento.

    3. Com Dilma sabemos que nossos irmãos mais pobres continuarão a ter acesso ao Bolsa-Família. Mais de 12,6 milhões de famílias foram beneficiadas pelo maior programa de transferência de renda do mundo. Não somente nós, de esquerda e centro-esquerda, mas também economistas liberais e instituições como o Banco Mundial concordam que o Bolsa-Família é parte essencial da redução da desigualdade. O principal candidato da oposição, José Serra, não conseguiu unificar sequer sua campanha ao redor de uma posição sobre esse tema. Chegou-se, inclusive, à bizarra situação de que enquanto o candidato prometia dobrar o BF, seus correligionários e sua própria esposa davam declarações que associavam o programa à “vagabundagem”. Com Dilma não tem erro: continuaremos a reduzir a desigualdade no Brasil.

    4. Dilma representa uma política externa altiva, soberana e baseada no diálogo. A política externa é um dos grandes êxitos do governo Lula. Passamos de uma situação subordinada, em que discutíamos a entrada numa órbita estritamente controlada pelos EUA, que trouxe consequências tão desastrosas para os nossos irmãos do México, à condição de país internacionalmente respeitado, ouvido nos fóruns mundiais e líder incontestável da América Latina. A campanha do principal candidato da oposição foi marcada por desastrosas declarações, cheias de insultos aos nossos vizinhos. Traduzidas em política externa, seria uma fórmula certa para que o Brasil perdesse o lugar que conquistou no mundo. A opção pelo diálogo, pelo respeito às instâncias multilaterais e pela autodeterminação dos povos foi um sucesso no governo Lula e está em sintonia com as melhores tradições do Itamaraty. É Dilma quem representa essa opção.

    5. Dilma provou ser uma verdadeira democrata. Nenhuma candidata à Presidência no período pós-ditatorial—nem mesmo Lula—sofreu bombardeio midiático comparável ao que foi lançado sobre Dilma Rousseff nesta campanha. Acusações falsas sobre seu passado; grosseiras infâmias sexistas; falsas notícias; manipulação de declarações suas; mentiras sobre suas contas; fichas policiais adulteradas: tudo foi lançado contra ela. Em nenhum momento Dilma moveu um dedo para calar ou censurar qualquer jornalista. Por outro lado, José Serra, tratado de forma infinitamente mais dócil pela imprensa brasileira, demonstrou amplamente que não é confiável no quesito democracia. Exigiu cabeças de jornalistas nas redações; confiscou fitas de vídeo; deu-nos uma patética coleção de pitis. Mostrou que não convive bem com a crítica. É com Dilma, não com Serra, que garantiremos a continuação da nossa condição de um dos países com mais ampla liberdade de expressão do mundo.

    6. Dilma dá show de conhecimento numa das áreas mais importantes da atualidade, a energia. Em 2003, quando Dilma assumiu o Ministério das Minas e Energia, o Brasil vivia uma situação periclitante. Acabávamos de viver um vergonhoso racionamento. Dilma arrumou a casa, garantiu a segurança no abastecimento e a estabilidade tarifária. Participou diretamente da implantação do Luz para Todos, cuja meta original era 2 milhões de ligações, mas que em abril de 2010 já havia realizado 2,34 milhões de ligações, beneficiando 11,5 milhões de pessoas. Nossa produção de petróleo passou a 2 milhões de barris por dia. O pré-sal, descoberta possibilitada pelo trabalho de Dilma, dobrou nossas reservas de petróleo. Além de tudo isso, Dilma já provou ser conhecedora profunda das fontes limpas e renováveis de energia. Faça uma enquete entre os engenheiros da Petrobras. As intenções de voto em Dilma, entre eles, deve andar em torno dos 90%. Eles sabem o que fazem.

    7. Dilma é a mais equipada para expandir e melhorar a educação no Brasil. Neste quesito, a comparação entre o histórico petista e o histórico tucano é uma surra de proporções inomináveis. Enquanto em São Paulo, alunos e professores sofrem com a falta de investimento e, acima de tudo, com a falta de respeito, emblematizada nas frequentes pancadarias policiais a que são submetidos, o Brasil criou, durante o governo Lula, 16 novas universidades, mais de 100 novos campi, mais de 200 novas escolas técnicas, mais de 700.000 novas vagas para pobres, a maioria negros e mulatos, através do ProUni. Os professores da rede federal saíram da situação de arrocho salarial em que viviam e agora têm um plano de carreira digno (que ainda pode e deve melhorar, sem dúvida, mas que representou um salto gigantesco em relação ao governo FHC). Se você é aluno, professor ou funcionário do ensino, ou tem filhos na escola, basta olhar para o histórico dos dois principais candidatos e você não terá dúvidas sobre em quem votar.

    8. Dilma não criminalizará os movimentos sociais. O histórico tucano na relação com os movimentos sociais é péssimo. Professores espancados no Rio Grande do Sul e em São Paulo; os ativistas do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra tratados como criminosos durante o governo de Fernando Henrique Cardoso; o funcionalismo público submetido a arrocho salarial e a uma total recusa ao diálogo em Minas Gerais. Sem misturar movimento social com governo, sem transigir na aplicação da lei, quando de aplicar a lei se tratava, Lula e Dilma estabeleceram com as manifestações políticas da sociedade brasileira uma relação de respeito e diálogo. É assim que deve ser. As declarações de José Serra sobre, por exemplo, o MST, são profundamente preocupantes. É com paz e negociação que se resolvem os embates entre movimentos sociais e governo, não com porrada. Dilma é a garantia de que essa política continuará sendo seguida.

    9. Dilma representa um novo reencontro do Brasil com seu passado. Notável na sua capacidade de falar sobre um passado traumático, admirável na tranquilidade com que se refere às torturas a que foi submetida, Dilma teve o dom de não transformar o rancor e o ressentimento em arma política. O Brasil está anos-luz atrás dos seus vizinhos do Cone Sul naquele processo para o qual os alemães cunharam essa belíssima palavra,Vergangenheitsbewältigung, que poderíamos traduzir como o dom de acertar as contas com o passado. É Dilma quem nos pode guiar na revisão desse pretérito ainda tão recente e tão pouco saldado. Sem rancor, sem revanche, sem ódio, mas sem transigir na aplicação da lei.

    10. Dilma tem com quem governar, tem equipe. Este blog respeita o voto verde e respeita Marina Silva. Mas a afirmativa, tantas vezes feita por Marina nesta campanha, de que governaria com “os melhores do PT e do PSDB”, como se não existisse um pequeno detalhe chamado política, só se explica pela ingenuidade ou pela manipulação da ingenuidade. Um político governa com a equipe política que conseguiu montar, e é a equipe de Dilma quem botou Brasília para funcionar de acordo com os interesses dos mais pobres durante os últimos oito anos. Com todos os seus problemas, é o PT, não o PV, quem tem quadros experimentados o suficiente para a gestão de um país complexo como o Brasil. Isso não é por acaso. Mais de 50% dos brasileiros que têm alguma opção partidária preferem o PT. Por volta de 30% da população escolhe o PT como o partido de sua preferência. PMDB e PSDB seguem de longe, muito longe, com 6%.

    11. Dilma é mais internet para todo mundo. O principal candidato da oposição, José Serra, pertence a uma força política que já demonstrou não ter compromissos com a expansão da internet para as camadas mais pobres da população. Expressão privilegiada dos grandes conglomerados midiáticos do país, o tucanato é responsável por desastres como o AI-5 Digital, uma coleção de inomináveis asneiras destinadas a cercear, censurar e controlar a liberdade da internet. Sob o governo Lula, o acesso à rede mundial de computadores aumentou muito e é Dilma, não qualquer outro candidato, quem tem histórico e compromisso com a implementação do Plano Nacional de Banda Larga, uma verdadeira de carta de alforria informativa no país. Quanto mais gente tiver acesso à internet, mais democrática e bem informada será a nossa sociedade. Os pobres sabem disso e estão com ela, em sua esmagadora maioria.

    12. Dilma tem uma bela, impecável história de vida. Representante da geração que correu risco de morte para lutar contra a ditadura com os recursos que tinha, Dilma jamais renegou seu passado. Com serenidade, ela sempre explica que o contexto mudou, que o mundo é outro, e que agora ela luta com outros instrumentos, dentro da normalidade democrática. Mas ela nunca fez as penitências meio patéticas, as autocríticas confortáveis a que nos acostumamos ao ouvir, por exemplo, Fernando Gabeira. Representante também da geração que acompanhou Leonel Brizola na recomposição do legado varguista na pós-ditadura, ela jamais renegou a herança do trabalhismo. Dilma Rousseff é a ponte entre o que de libertário e popular havia no trabalhismo brasileiro e o que de novo e transformador trouxe o Partido dos Trabalhadores. Sua presença já na administração Olívio Dutra em Porto Alegre mostrou que ela estava consciente de que essa ponte era possível. Muitos petistas—este atleticano blogueiro incluído—adotaram, especialmente nos anos 80, posturas sectárias e intolerantes ante o trabalhismo, incapazes que fomos de ver qualquer característica positiva no movimento que conferiu cidadania à classe trabalhadora pela primeira vez. Dilma é a possibilidade de aprofundamento desse diálogo entre o lulismo e tradição trabalhista que ele transforma. Essa bela história de vida está bem narrada em seu primeiro programa de TV:

    13. Dilma representará uma vitória inesquecível para as mulheres brasileiras. Ainda somos um país muito machista. A violência doméstica é uma realidade cotidiana para milhares, talvez milhões de mulheres, especiamente as mais pobres. As mulheres ainda recebem bem menos que os homens pelo mesmo trabalho. A maioria da população feminina ainda acumula uma dupla jornada de trabalho. Não só por ser mulher, mas também por pertencer a um projeto político que já demonstrou ser aliado das mulheres na luta, Dilma pode contribuir a mitigar essa situação e nos fazer avançar nessa área tão urgente. Não é desimportante, claro, o fato de que ela é mulher: da mesma forma como a vitória de Lula, por si só, representou imenso ganho para a autoestima dos trabalhadores, que agora sabiam que podiam chegar lá, da mesma forma como a vitória de Obama trouxe enorme esperança para muitos negros jovens, que agora tinham a prova de que alcançar o topo era possível, a vitória de Dilma representará um enorme salto para a autoestima, as possibilidades, as aspirações de milhões de mulheres e, especialmente, de crianças e adolescentes do sexo feminino.

    É por tudo isso, e muito mais, que eu voto Dilma Rousseff.

    Vacina contra as mentiras de Serra e seus tucanos amestrados

    6 06America/Sao_Paulo outubro 06America/Sao_Paulo 2010

    Todos os emails falsos sobre Dilma Rousseff

    Do Seja Dita Verdade

    Para facilitar a divulgação nesta última semana de campanha, fiz uma compilação dos emails falsos que circulam nesta campanha sobre Dilma Rousseff e seus respectivos desmentidos. Cada link remete ao leitor ao texto em questão. Espalhem, é importante:

    A morte de Mário Kosel Filho: http://migre.me/1pfAb

    A Ficha Falsa de Dilma Rousseff na ditadura http://migre.me/1pfCc

    O porteiro que desistiu de trabalhar para receber o Bolsa-Família http://migre.me/1pfEJ

    Marília Gabriela desmente email falso http://migre.me/1pfSW

    Dilma não pode entrar nos Estados Unidos http://migre.me/1pfTX

    Foto de Dilma ao lado de um fuzíl é uma montagem barata http://migre.me/1pfWn

    Lula/Dilma sucatearam a classe média (B) em 8 anos: http://migre.me/1pfYg

    Email de Dora Kramer sobre Arnaldo Jabor é montagem http://migre.me/1pfZH

    Matéria sobre Dilma em jornais canadenses é falsa: http://migre.me/1pg1t

    Declarações de Dilma sobre Jesus Cristo – mais um email falso: http://migre.me/1pg2F

    Fraude nas urnas com chip chinês – falsidade que beira o ridículo: http://migre.me/1pg58

    Vídeo de Hugo Chaves pedindo votos a Dilma é falso: http://migre.me/1pg6c

    Matéria sobre amante lésbica de Dilma é invenção: http://migre.me/1pg7p

     

    Elaine Tavares: Um pitaco sobre as eleições

    10 10America/Sao_Paulo outubro 10America/Sao_Paulo 2010

    Segue abaixo artigo da jornalista catarinense, Elaine Tavares, ex-professora do curso de jornalismo da Univali, muito respeitada e querida por seus alunos com os quais executava importante projeto de jornalismo comunitário de caráter popular.

    Elaine foi demitida estupidamente, com visível motivação política, pelo então reitor José ”salto alto” Provesi, hoje secretário de educação do governo JANDIRica e um dos representantes da direita itajaiense.

    O artigo retirei do blog Viomundo do jornalista Luiz Carlos Azenha

    Por Elaine Tavares,  jornalista

    07.10.2010

    As eleições no Brasil se revestiram de um manto moral. Quase ninguém discutiu os projetos de nação que apresentavam as candidaturas. O que importava mais era atuar na destruição da pessoa, no que ela tinha de “sujo e condenável”. Assim, a história de Dilma Roussef, uma mulher valente que entregou sua juventude para lutar contra a ditadura sanguinária que se instalou no país em 1964, no projeto de dominação perpetrado pelos Estados Unidos para evitar o “comunismo”, acabou se transformando em inomináveis absurdos. Pelas redes sociais, pelos correios eletrônicos, e na mídia comercial circularam informações das mais esdrúxulas. Que Dilma era assassina, terrorista, e pasmem, que havia dito que nem Jesus Cristo tirava a vitória dela. Cabia atacar a candidata do Lula, pois era a mais forte e se configurava a favorita. O fato de ela ter sido uma lutadora contra a ditadura, ter sido presa, torturada, ter se constituído uma profissional competente num mundo masculino, ter sido ministra numa pasta nunca antes ocupada por uma mulher, e tudo mais, não foi saudado. Nem pelas militantes do “gênero”.

    Mesmos para aqueles que, como eu, sempre fizeram a crítica sistemática ao governo Lula, pelas coisas que deixou de fazer e pelas que fez dentro do recorte neoliberal, ler os correios que chegavam aos borbotões causava engulhos. Porque a crítica ao governo Lula precisa ser feita desde a esquerda, como forma de apontar os erros e de alavancar mudanças. Jamais poderíamos compactuar com as atrocidades ditas pela direita raivosa, pela igreja conservadora e pelas marionetes. Quando o argumento crítico é político, vamos discutir, mas atuar na lógica dos ataques pessoais, e além de tudo mentirosos, é voltar ao triste episódio dos anos 60, quando os católicos foram às ruas na Marcha da Família dizendo se defender do tremendo “mal” do comunismo, que comia criancinhas e roubava a propriedade privada. Os tempos atuais não poderiam conter esse viés reacionário e pouco inteligente. Hoje temos muito mais acesso a informações para que se possa cair neste velho conto. Mas, ainda assim, patrocinado pelos Estados Unidos, o inimigo que assoma – e ao qual se acusam todos os lutadores – é o de “terrorista”. Bastou gritar contra o preço do cafezinho e a pessoa já pode ser apontada como um.

    A própria Marina Silva, que ao longo da campanha não deixou explícito que projeto de país defendia, embora durante sua trajetória como ministra e depois como candidata tenha realizado alianças claríssimas com o chamado “ecocapitalismo”, foi atacada no pessoal. A direita não a acusava de ter se aliado aos grandes empresários do agronegócio ou do chamado “desenvolvimento sustentável”, muito menos de ter compactuado com a liberação dos transgênicos ou com o roubo do conhecimento ancestral dos indígenas. Não, isso, na visão dos dominantes, foi coisa boa e não poderia ser criticado. A crítica a ela também era pessoal. Ela era a feia, a esfomeada, e outros adjetivos abjetos. Seu projeto de ligação visceral com o capitalismo dito responsável ficou obscurecido e os ambientalistas do capital a seguiram alegremente, como se fosse possível ser “sustentável” no capitalismo. O fraco discurso de salvar as florestas e os animais sem apresentar proposta de transformação para a vida humana na consolidação de uma proposta socialista acabou sem crítica e o resultado foram os milhões de votos.
    Plínio de Arruda Sampaio, apesar de sua estatura intelectual, tampouco ficou de fora da mira do moralismo barato que invadiu a campanha eleitoral. O homem era inteligente, simpático, mas “muito velho”, iria morrer logo, então, melhor evitar o voto em alguém assim condenado.  Nas campanhas anônimas que encheram caixas de correio e viajaram no boca-a-boca apenas Serra era a opção. Os motivos? Ora, os motivos eram claros: a Dilma era terrorista, a Marina, esfomeada, o Plínio, velho, o Zé Maria, louco, os demais eram ninguém, então só sobrava o paulistano, amigo do FHC, que tanto fez pelo Brasil. Para que melhor argumento? A morte da política.

    É certo que o governo de Luis Inácio tem parte da culpa desta despolitização total da população. Mesmo na propaganda da Dilma, os argumentos para se votar na ex-ministra, acabavam sendo morais, de forte apelo emocional. Em um deles a canção chega a dizer que Lula entregava seu povo nas mãos dela, como se a população fosse um saco de batatas sem voz ou desejos. Enfim, o resultado foi o espelho da proposta de campanha que praticamente todos os candidatos empreenderam.

    Figuras histriônicas como o Tiririca, Romário, e outros sem qualquer proposta concreta para o país, foram eleitos e causa surpresa a indignação que toma conta da mídia. Como se não fosse também responsabilidade dos formadores de opinião midiáticos esta completa falta de credibilidade que toma conta da população com relação ao Congresso Nacional. Não é de hoje que factóides denunciatórios tomam conta das telinhas da televisão, mostrando os políticos de Brasília como ladrões que levam dinheiro em cueca, num achincalhe pessoal, sem que a crítica se espraie para o terreno da política mesma.

    O julgamento dos deputados corruptos é sempre moral. As atrocidades políticas que eles comentem contra o país e sua gente não são tratadas com a mesma “fome”. O que dizem os meios sobre as votações da bancada ruralista em prol do agronegócio? O que dizem sobre a aprovação de obras predadoras como a construção indiscriminada de barragens? E o Código Ambiental?  Nada.  Só que as pessoas não são idiotas e sabem que as casas legislativas não representam a vontade popular. Votar no Tiririca parece muito mais racional, não é, “peixe”?,  como diria o Romário. O achincalhe é o protesto da consciência ingênua, daqueles que sabem que algo está errado no “reino de Brasília”, embora possam não saber bem o quê.

    Agora vem o segundo turno. É a disputa plebiscitária. Serra contra Dilma. O eleitor inteligente haverá de buscar as informações reais. Serra é cria de FHC, que ficou no comando do país por oito anos, tal qual Lula, de quem Dilma é cria. O que fez o Fernando Henrique pelo país e pela população nos oito anos que lhe couberam? Qual era seu projeto de país, quem foram seus aliados? E o Lula, o que fez? Que projeto tornou real ao longo do seu mandato?

    FHC foi a locomotiva do projeto neoliberal. Durante seu governo, os trabalhadores foram arrochados ao máximo, perderam dezenas de direitos, empresas públicas foram privatizadas em verdadeiros crimes de lesa pátria, o patrimônio da nação foi dilapidado. Sua idéia era a de estado mínimo para os pobres e estado total para os ricos. Representava a elite selvagem, capaz de saquear o próprio país sem qualquer abalo moral. Na sua testa poder-se-ia pregar o nome “bussines” (negócio, em inglês), sem medo de errar. Basta pesquisar as mobilizações populares no governo de FHC para se perceber os golpes dados contra o país.

    O governo Lula assomou em 2003 com a promessa de mudança. Ao longo dos tempos foi fazendo composições e concessões com a elite produtiva do país. No seu governo os ricos ganharam muito, mas, na linha da social democracia, ele também trabalhou na outra ponta. O Bolsa família levou comida a milhões de famílias, criou vagas nas universidades, criou 14 novas universidades públicas, melhorou o salário mínimo, alavancou a vida da classe média, abriu crédito, praticou uma política externa de aproximação com a América Latina, coisa nunca feita antes. Claro que o governo Lula não significou qualquer avanço no projeto socialista. E ele nunca se propôs a isso. Talvez por isso tenha se tornado palatável a parte da elite local. As críticas feitas a todos estes projetos citados acima sempre foram contundentes. O bolsa família ainda não avançou para um processo de libertação, as universidades novas ainda carecem de qualidade, as vagas universitárias foram para a privadas, e toda uma sorte de outros pontos que poderíamos citar, e já o fizemos em vários outros artigos. Mas, mesmo dentro da lógica do capital, o governo Lula foi melhor que o de FHC.

    Assim, se o processo que inicia agora rumo ao segundo turno é um plebiscito sobre propostas de governo, é preciso clareza. Serra representa o atraso, o conservadorismo, a elite insaciável e entreguista, capaz de qualquer coisa para sangrar as riquezas nacionais em benefício próprio e incapaz de conceder um mínimo que seja à população. Dilma representa o chamado “capitalismo humanizado”, que concede à elite, mas busca atender aos de baixo, em políticas assistenciais, programas sociais e políticas públicas. Dilma não é socialismo e muito menos a ameaça comunista, pode chegar a social democracia, garantindo privilégios, mas distribuindo melhor a riqueza. Já o Serra não é social democrata, apesar de isso estar no nome do seu partido. Ele é o vampiro das elites.

    Ao povo, que no geral sabe muito bem das ínfimas diferenças que existem entre os candidatos, valeria uma reflexão. Estudar as ações de cada grupo em vez de dar voz a argumentações morais e pessoais que só reduzem a vida política ao ridículo. A eleição, enfim, não é “a mãe de todas as batalhas”, mas, nessa conjuntura, ela pode definir o futuro. A grande política pressupõe análise da realidade e propostas de superação. O socialismo pressupõe mais trabalho entre as gentes. Há que se voltar ao trabalho de base, coisa praticamente esquecida pelos partidos políticos que, na sua maioria, entraram na lógica do institucional. Há que voltar às ruas, aos bairros, às estradas barrentas da vida real, para construir desde baixo o sonho da sociedade justa, igualitária, fraterna e cooperativa.

    Enquanto isso não acontece, não se pode retroceder. Sem volta atrás…

    Serra, por Latuff

    10 10America/Sao_Paulo outubro 10America/Sao_Paulo 2010

    “Serrácula”

    Primeiramente, vamos ao rascunho inicial do "Serrácula"
     
     

    Serra, vai encarar!

    11 11America/Sao_Paulo outubro 11America/Sao_Paulo 2010
    (Charge) Dilma Rousseff agora é BATEU, LEVOU!

     
    (Charge) Dilma Rousseff agora é BATEU, LEVOU!

    Militância do PT vai à rua

    12 12America/Sao_Paulo outubro 12America/Sao_Paulo 2010

    ENVIADO POR E-MAIL

    CONVERSANDO COM TRABALHADORES
     
     
    Absolutamente estimulante foi a atividade militante realizada nesta manhã de terça-feira, feriadão. Arnaldo, Maurão, Conrado, Rúbia e eu acordamos cedo e fomos “panfletear” na porta do estaleiro Detroit, hoje com pouco mais de 700 trabalhadores. Antiga Ebrasa, no bairro Salseiros.
     
    Às 6h da manhã o sol já brilhava. Busquei o Conrado na casa dele. Moramos no mesmo Bairro. O Maurão passou na minha casa e juntos fomos a casa do Arnaldo. Chegamos ao estaleiro passando um pouco das 6:30h. A Rúbia chegou pouco depois com seu companheiro que é operário da Detroit.
     
    Munidos de milhares de panfletos confeccionados pelas centrais sindicais, intitulado “Diga Não ao Retrocesso”, uma cartilha que explica pedagogicamente as diferenças entre o governo FHC e Lula para os trabalhadores: Leis aprovadas por FHC contra os trabalhadores, quadro comparativo da evolução do governo Lula em relação aos oito anos de FHC, as mentiras de Serra, como ele votou contra os trabalhadores na constituinte de 1988 e outros esclarecimentos importantes.
     
    No início é normal que fiquemos inibidos para começar a distribuir o material, porém com a recepção calorosa dos trabalhadores, a energia positiva contagia o trabalho e quase da pra ensaiar um discurso na porta do estaleiro.

    Os trabalhadores demonstram uma consciência da importância da continuidade do governo Lula que chega a causar euforia pra quem ainda duvida da capacidade de leitura política dos trabalhadores.
     
    O apoio, o carinho recebido na porta do estaleiro Detroit é uma lição de humildade que deve ser repassado aos dirigentes do PT e nos leva a muitos questionamentos.

    Onde estão as representações dos trabalhadores neste momento decisivo para a continuidade e avanço das conquistas dos trabalhadores para os próximos anos?

    Porque não há uma ação organizada pelos companheiros integrantes do movimento sindical no sentido de discutir com os trabalhadores dos vários setores da economia a importância desse processo eleitoral?
     
    Quem ainda não pode experimentar a satisfação, o sentimento dos trabalhadores em relação aos avanços trabalhistas no nosso governo, vá até uma porta de fábrica, converse com os trabalhadores.

    Não fique frustrado porque você só ouve críticas da grande imprensa em relação ao nosso governo. 

    Não restrinja suas informações buscando análises positivas em sítios e Blogs que apóiam a candidatura Dilma, vá pra rua, as fábricas, converse com os trabalhadores do comércio e diga a eles que foi no governo FHC do PSDB que foi instituído o trabalho aos domingos sem hora extra.

     Que foi no governo deles que tentaram acabar os direitos trabalhistas.

    Você ficará surpreso com a recepção, aí você descobrirá o tempo que está perdendo, o tempo que poderia ter melhor aproveitado.
     
    Bastou uma hora de trabalho, uma hora debatendo com os trabalhadores e você se sente novo, revigorado, estimulado a continuar, a convidar os companheiros a também fazer parte desse processo.

    Os portões fecharam às 7:30 e voltei correndo pra casa contar pra vocês essa velha novidade: que militância se faz nas lá fora e que é muito, muito bom.

    Ganhei o dia.
     
     
     
     
     
       Fraternal Abraço
     
           Davi Coelho

    Presidente do Diretório do Partido dos Trabalhadores de Itajaí

    O efeito das difamações, segundo a Sensus

    14 14America/Sao_Paulo outubro 14America/Sao_Paulo 2010

     

    Do Estadão.com.br / Luis Nassif

    Difamações ampliaram rejeição a Dilma, avalia Sensus

    O diretor do Instituto Sensus, Ricardo Guedes, e o presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Clésio Andrade, atribuíram a um “processo de difamação” contra a presidenciável do PT, Dilma Rousseff, o aumento da rejeição à candidata, indicado na pesquisa do Instituto Sensus divulgada esta manhã. Por causa desse “fenômeno sociológico”, o instituto decidiu não fazer um prognóstico sobre o resultado final da eleição. A pesquisa CNT/Sensus mostrou que 35,4% dos eleitores não votariam em Dilma Rousseff. No levantamento anterior, esse índice era de 32,6%. Já a rejeição ao candidato do PSDB, José Serra, que era de 40,2% caiu para 37,5%. No primeiro turno, a seis dias da votação, o Instituto Sensus divulgou um levantamento apontando a vitória de Dilma sobre Serra, com uma vantagem de oito milhões de votos. Para o diretor do Sensus, Ricardo Guedes, o erro de avaliação decorreu do processo de difamação que “teve peso muito forte na reta de chegada ao primeiro turno”. Segundo Guedes, seria preciso trabalhar com uma margem muito superior de diferença entre os candidatos para arriscar um prognóstico no segundo turno. O levantamento divulgado nesta manhã apontou situação de empate técnico entre os candidatos. O pesquisador Ricardo Guedes afirmou que assiste a um “processo sociocultural inusitado nessa eleição”, baseado em estratégias que, de um lado, investem na desconstrução de um candidato, e do outro, potencializam as qualidades do outro postulante. Clésio Andrade chamou a atenção para o uso da internet nesse processo, bem como para a contratação de pessoas com a missão de desconstruir a imagem dos candidatos nas ruas, nos ônibus, nos trens, entre outros lugares de grande fluxo de pessoas, distribuindo panfletos e pregando cartazes em postes. “São as chamadas matracas”, definiu. Às vésperas da votação em primeiro turno, a candidata do PT tornou-se alvo de correntes difamatórias na internet, bem como por meio de panfletos apócrifos, distribuídos em igrejas, afirmando que se ela fosse eleita, endossaria uma lei favorável ao aborto e à união civil entre homossexuais, fecharia templos e proibiria a liberdade de cultos.

    A questão do aborto

    14 14America/Sao_Paulo outubro 14America/Sao_Paulo 2010

    DA CARTA CAPITAL

    É abominável

    Sergio Lirio 14 de outubro de 2010 às 12:31h

    Assim Maria José Rosado, da ONG Católicas pelo Direito de Decidir, define a exploração política do aborto

     
    Maria José Rosado, da ONG Católicas pelo Direito de Decidir, está chocada com o tratamento eleitoral dado ao tema aborto. “É abominável. Nossos corpos, nossas vidas, não podem ser objeto de barganha.” Segundo ela, o assunto não pode ser submetido a princípios religiosos. “É uma questão de saúde pública.”

    CartaCapital: Como a senhora enxerga a discussão eleitoral sobre o aborto?
    Maria José Rosado
    :  É claro que o aborto é um tema que interessa à sociedade. Grande parte da população brasileira é formada por mulheres em idade reprodutiva. E o aborto ilegal é a quarta causa de mortalidade de mulheres. Agora, não faz sentido tratar do assunto a partir de interesses meramente eleitorais. É algo abominável. Nossos corpos, nossas vidas, não podem ser objeto de troca, de barganha eleitoral. Considero, isso sim, um desrespeito à vida.

    CC: O tema acaba tratado mais da perspectiva moral e religiosa do que de saúde pública.
    MJR: 
    A discussão está malposta, quando o que interessa é saber se alguém é contra ou a favor do aborto. A opinião pessoal dos candidatos e os valores pelos quais pautam suas decisões individuais só dizem respeito a eles.

    CC: E o que interessa?
    MJR
    :  O que importa para nós, cidadãs e cidadãos, eleitores, é conhecer os projetos de governo que serão depois implementados por quem pretende governar o País. O aborto é uma questão de saúde pública e é esse o âmbito em que deve ser discutido. A realidade atual é a que mulheres ricas conseguem ser atendidas em clínicas particulares. As mulheres pobres, negras em sua maioria, ficam expostas a morrer nas clínicas clandestinas. Diante da morte de milhares de mulheres, a maioria
    delas mães de família, qual vai ser a política de governo proposta? Muitas mulheres que optam pelo aborto têm outros filhos. Valorizam o fator de ser mães. Muitas não desejam ter outros filhos ou filhas exatamente porque valorizam a vida daqueles que já têm e sua condição de pobreza não permite criar com saúde, dar uma boa educação.

    CC: Por isso a necessidade de um debate focado no sentido correto, não?
    MJR:
      A realização desse dom, dessa capacidade das mulheres de gerarem um ser humano, tem de ser livre, fruto de decisão e desejo. Os governos devem valorizar tanto a maternidade, enquanto realização dessa capacidade extraordinária que nós, mulheres, temos de fazer outros seres humanos, quanto garantir que esse dom se realize de forma digna. Por isso, também o direito de recorrer a um aborto sem colocar a própria vida em risco deve ser respeitado e possibilitado.

    CC: Até onde o ponto de vista religioso deve ser considerado?
    MJR:
      Esse não é um tema que possa ser submetido a princípios religiosos. As religiões podem propor determinado comportamento aos seus fiéis. Podem também propor à sociedade a discussão de suas ideias morais. Porém, em um Estado que não é teocrático, jamais esses princípios e valores podem ser impostos a toda a sociedade. O Estado não poderia, sob pena de violar a Constituição, submeter-se às religiões. Isso é a negação da democracia, das liberdades civis. Seria uma ameaça ao princípio de separação entre o Estado e a Igreja. Quanto à Igreja Católica, o que posso dizer é que não existe, ao longo de sua história multissecular, uma posição única sobre o aborto. Há, inclusive, posições teológicas favoráveis à decisão de uma mulher pela interrupção de uma gestação. No caso do Brasil, como de muitos outros países de maioria católica, as pesquisas demonstram que grande parte das mulheres que optam pelo aborto professa a fé católica. Outras religiões também não têm posições unânimes a respeito. Há discussões internas e divergências de interpretação dos códigos religiosos. Os credos não podem regular aquilo que é próprio do Estado: estabelecer políticas públicas que atendam aos interesses e às necessidades do conjunto da população. Pautar-se por princípios religiosos é infringir  a Constituição. Isso não é ser contra a religião. Ao contrário. O Estado laico é que garante a liberdade religiosa, pois garante a todos o direito de professar a sua fé e, inclusive, o de não professar nenhuma

    As relações demotucanas do “homem bomba” de Serra

    15 15America/Sao_Paulo outubro 15America/Sao_Paulo 2010

    DO TIJOLAÇO.COM

    O “cidadão quem?” Paulo Preto e suas 1001 noites

    A  Editora Abril, que publica a revista Veja tem, se quiser, vasto material sobre o ex-desconhecido e atual inocente Paulo Vieira de Souza, o homem a quem José Serra considera acima de qualquer suspeita e que está processando os dirigentes do PSDB que o acusaram de ter desviado dinheiro de uma suposta arrecadação de “caixa-2″ em favor do candidato tucano.

    É que hoje o jornalista Paulo Henrique Amorim publica uma narrativa sobre o apartamento de alto luxo e um automóvel jaguar, blindado, que o ex-funcionário público possuiria. Luxos altos para alguém que, inclusive, se defende da acusação que sofre por receptação de uma jóia roubada dizendo que estava comprando um bracelete de R$ 20 mil.

    Não sei se Paulo Vieira de Souza está com esta “bola toda”. Mas a Abril pode informar, sem dificuldade. É que a repórter da revista Contigo!, Ana Paula Rafanini esteve na festa que Vieira promoveu, em 7 de março do ano passado, na Casa das Caldeiras, uma antiga instalação das Indústrias Matarazzo transformada em local de eventos sofisticados. A reportagem, sem as fotos – que foram retiradas – fala de um suposto namoro entre convidados, a atriz Daniella Cicarelli e o banqueiro Luiz Octavio Indio da Costa, está na internet.  A repórter pode confirmar ou desmentir a afirmação do  deputado Adriano Diogo, da bancada estadual do PT paulista, de que a festa teria custado R$ 1 milhão e teria tido até “camelos e odaliscas”.

    Está aí uma boa oportunidade de mostrar que o “jornalismo investigativo” funciona para todos. Nem precisa ir longe para apurar a matéria, é só ligar para a repórter da mesma editora e recuperar as fotos que foram removidas do site.

    Manifesto pró-Dilma de líderes religiosos católicos e evangélicos

    15 15America/Sao_Paulo outubro 15America/Sao_Paulo 2010

    Do Blog Brasil Autogestionário:

    Dom Thomas Balduino e Dom Pedro Casaldáliga lideram manifesto pró-Dilma.

    Somos homens e mulheres, ministros, ministras, agentes de pastoral, teólogos/as, padres, pastores e pastoras, intelectuais e militantes sociais, membros de diferentes Igrejas cristãs, movidos/as pela fidelidade à verdade, vimos a público declarar:

    1. Nestes dias, circulam pela internet, pela imprensa e dentro de algumas de nossas igrejas, manifestações de líderes cristãos que, em nome da fé, pedem ao povo que não vote em Dilma Rousseff sob o pretexto de que ela seria favorável ao aborto, ao casamento gay e a outras medidas tidas como “contrárias à moral”. A própria candidata negou a veracidade destas afirmações e, ao contrário, se reuniu com lideranças das Igrejas em um diálogo positivo e aberto. Apesar disso, estes boatos e mentiras continuam sendo espalhados. Diante destas posturas autoritárias e mentirosas, disfarçadas sob o uso da boa moral e da fé, nos sentimos obrigados a atualizar a palavra de Jesus, afirmando, agora, diante de todo o Brasil: “se nos calarmos, até as pedras gritarão!” (Lc 19, 40).

     

    2. Não aceitamos que se use da fé para condenar alguma candidatura. Por isso, fazemos esta declaração como cristãos, ligando nossa fé à vida concreta, a partir de uma análise social e política da realidade e não apenas por motivos religiosos ou doutrinais. Em nome do nosso compromisso com o povo brasileiro, declaramos publicamente o nosso voto em Dilma Rousseff e as razões que nos levam a tomar esta atitude:

    3. Consideramos que, para o projeto de um Brasil justo e igualitário, a eleição de Dilma para presidente da República representará um passo maior do que a eventualidade de uma vitória do Serra, que, segundo nossa análise, nos levaria a recuar em várias conquistas populares e efetivos ganhos sócio-culturais e econômicos que se destacam na melhoria de vida da população brasileira.

    4. Consideramos que o direito à Vida seja a mais profunda e bela das manifestações das pessoas que acreditam em Deus, pois somos à sua Imagem e Semelhança. Portanto, defender a vida é oferecer condições de saúde, educação, moradia, terra, trabalho, lazer, cultura e dignidade para todas as pessoas, particularmente as que mais precisam. Por isso, um governo justo oferece sua opção preferencial às pessoas empobrecidas, injustiçadas, perseguidas e caluniadas, conforme a proclamação de Jesus na montanha (Cf. Mt 5, 1- 12).

    5. Acreditamos que o projeto divino para este mundo foi anunciado através das palavras e ações de Jesus Cristo. Este projeto não se esgota em nenhum regime de governo e não se reduz apenas a uma melhor organização social e política da sociedade. Entretanto, quando oramos “venha o teu reino”, cremos que ele virá, não apenas de forma espiritualista e restrito aos corações, mas, principalmente na transformação das estruturas sociais e políticas deste mundo.

    6. Sabemos que as grandes transformações da sociedade se darão principalmente através das conquistas sociais, políticas e ecológicas, feitas pelo povo organizado e não apenas pelo beneplácito de um governante mais aberto/a ou mais sensível ao povo. Temos críticas a alguns aspectos e algumas políticas do governo atual que Dilma promete continuar. Motivo do voto alternativo de muitos companheiros e companheiras Entretanto, por experiência, constatamos: não é a mesma coisa ter no governo uma pessoa que respeite os movimentos populares e dialogue com os segmentos mais pobres da sociedade, ou ter alguém que, diante de uma manifestação popular, mande a polícia reprimir. Neste sentido, tanto no governo federal, como nos estados, as gestões tucanas têm se caracterizado sempre pela arrogância do seu apego às políticas neoliberais e pela insensibilidade para com as grandes questões sociais do povo mais empobrecido.

    7. Sabemos de pessoas que se dizem religiosas, e que cometem atrocidades contra crianças, por isso, ter um candidato religioso não é necessariamente parâmetro para se ter um governante justo, por isso, não nos interessa se tal candidato/a é religioso ou não. Como Jesus, cremos que o importante não é tanto dizer “Senhor, Senhor”, mas realizar a vontade de Deus, ou seja, o projeto divino. Esperamos que Dilma continue a feliz política externa do presidente Lula, principalmente no projeto da nossa fundamental integração com os países irmãos da América Latina e na solidariedade aos países africanos, com os quais o Brasil tem uma grande dívida moral e uma longa história em comum. A integração com os movimentos populares emergentes em vários países do continente nos levará a caminharmos para novos e decisivos passos de justiça, igualdade social e cuidado com a natureza, em todas as suas dimensões. Entendemos que um país com sustentabilidade e desenvolvimento humano – como Marina Silva defende – só pode ser construído resgatando já a enorme dívida social com o seu povo mais empobrecido. No momento atual, Dilma Rousseff representa este projeto que, mesmo com obstáculos, foi iniciado nos oito anos de mandato do presidente Lula. É isto que está em jogo neste segundo turno das eleições de 2010.

    Com esta esperança e a decisão de lutarmos por isso, nos subscrevemos:

    Dom Thomas Balduino, bispo emérito de Goiás velho, e presidente honorário da CPT nacional.
    Dom Pedro Casaldáliga, bispo emérito da Prelazia de São Feliz do Araguaia-MT.
    Dom Demetrio Valentini, bispo de Jales-SP e presidente da Cáritas nacional.
    Dom Luiz Eccel – Bispo de Caçador-SC
    Dom Antonio Possamai, bispo emérito da Rondônia.
    Dom Sebastião Lima Duarte, bispo de Viana- Maranhão.
    Dom Xavier Gilles, bispo emérito de Vina- Maranhão.
    Padre Paulo Gabriel, agente de pastoral da Prelazia de São Feliz do Araguaia /MT
    Jether Ramalho, Rio de Janeiro.
    Marcelo Barros, monge beneditino, teólogo
    Professor Candido Mendes, cientista político e reitor
    Luiz Alberto Gómez de Souza, cientista político, professor
    Zé Vicente, cantador popular. Ceará
    Chico César. Cantador popular. Paraíba/são paulo
    Revdo Roberto Zwetch, igreja IELCB e professor de teologia em São Leopoldo.
    Pastora Nancy Cardoso, metodista, Vassouras / RJ
    Antonio Marcos Santos, Igreja Evangélica Assembléia de Deus – Juazeiro – Bahia
    Maria Victoria Benevides, professora, da USP
    Monge Joshin, Comunidade Zen Budista do Brasil, São Paulo
    Antonio Cecchin, irmão marista, Porto Alegre.
    Ivone Gebara, religiosa católica, teóloga e assessora de movimentos populares.
    Fr. Luiz Carlos Susin – Secretário Geral do Fórum Mundial de Teologia e Libertação
    Frei Betto, escritor, dominicano.
    Luiza E. Tomita – Sec. Executiva EATWOT(Ecumenical Association of Third World Theologians)
    Ir. Irio Luiz Conti, MSF. Presidente da Fian Internacional
    Pe. João Pedro Baresi, pres. da Comissão Justiça e Paz da CRB (Conferência dos religiosos do Brasil) SP
    Frei José Fernandes Alves, OP. – Coord. da Comissão Dominicana de Justiça e Paz
    Pe. Oscar Beozzo, diocese de Lins.
    Pe. Inácio Neutzling – jesuíta, diretor do Instituto Humanitas Unisinos
    Pe. Ivo Pedro Oro, diocese de Chapecó / SC
    Pe. Igor Damo, diocese de Chapecó-SC.
    Irmã Pompeia Bernasconi, cônegas de Santo Agostinho
    Cibele Maria Lima Rodrigues, Pesquisadora.
    Pe. John Caruana, Rondônia.
    Pe. Julio Gotardo, São Paulo.
    Toninho Kalunga, São Paulo,
    Washingtonn Luiz Viana da Cruz, Campo Largo, PR e membro do EPJ (Evangélicos Pela Justiça)
    Ricardo Matense, Igreja Assembléia de Deus, Mata de São João/Bahia
    Silvania Costa
    Mercedez Lopes,
    André Marmilicz
    Raimundo Cesar Barreto Jr,
    Pastor Batista, Doutor em ética social
    Pe. Arnildo Fritzen, Carazinho. RS.
    Darciolei Volpato, RS
    Frei Ildo Perondi – Londrina PR
    Ir. Inês Weber, irmãs de Notre Dame. continua
    Pe. Domingos Luiz Costa Curta, Coord. Dioc de Pastoral da Diocese de Chapecó/SC.
    Pe. Luis Sartorel,
    Itacir Gasparin
    Célio Piovesan, Canoas.RS
    Toninho Evangelista – Hortolândia/SP
    Geter Borges de Sousa, Evangélicos Pela Justiça (EPJ), Brasília.
    Caio César Sousa Marçal – Missionário da Igreja de Cristo – Frecheirinha/CE
    Rodinei Balbinot, Rede Santa Paulina
    Pe. Cleto João Stulp, diocese de Chapecó.
    Odja Barros Santos – Pastora batista
    Ricardo Aléssio, cristão de tradição presbiteriana, professor universitário.
    Maria Luíza Aléssio, professora universitária, ex-secretária de educação do Recife
    Rosa Maria Gomes
    Roberto Cartaxo Machado Rios
    Rute Maria Monteiro Machado Rios
    Antonio Souto, Caucaia, CE
    Olidio Mangolim – PR
    Joselita Alves Sampaio – PR
    Kleber Jorge e silva, teologia – Passo Fundo – RS
    Terezinha Albuquerque – PR.
    Marco Aurélio Alves Vicente – EPJ – Evangélicos pela Justiça, pastor-auxiliar da Igreja Catedral da Família/Goiânia-GO
    Padre Ferraro, Campinas.
    Ir. Carmem Vedovatto
    Ir. Letícia Pontini, discípulas, Manaus.
    Padre Manoel, PR
    Magali Nascimento Cunha, metodista
    Stela Maris da Silva
    Ir. Neusa Luiz, abelardo luz- SC
    Lucia Ribeiro, socióloga
    Marcelo Timotheo da Costa, historiador
    Maria Helena Silva Timotheo da Costa
    Ianete Sampaio
    Ney Paiva Chavez, professora educação visual, Rio de janeiro
    Antonio Carlos Fester
    Ana Lucia Alves, Brasília
    Ivo Forotti, Cebs – Canoas – RS
    Agnaldo da Silva Vieira – Pastor Batista. Igreja Batista da Esperança – Rio de Janeiro
    Irmã Claudia Paixão, Rio de Janeiro
    Marlene Ossami de Moura, antropóloga / Goiânia.
    Ir. Maria Celina Correia Leite, Recife
    Pedro Henriques de Moraes Melo – UFC/ACEG
    Fernanda Seibel, Caxias do Sul.
    Benedito Cunha, pesquisador popular, membro do Centro Mandacaru – Fortaleza
    Pe. Lino Allegri – Pastoral do Povo da Rua de Fortaleza, CE.
    Juciano de Sousa Lacerda, Prof. Doutor de Comunicação Social da UFRN
    Pasqualino Toscan – Guaraciaba SC
    Francisco das Chagas de Morais, Natal – RN.
    Elida Araújo
    Maria do Socorro Furtado Veloso – Natal, RN
    Maria Letícia Ligneul Cotrim, educadora
    Maria das Graças Pinto Coelho/ professora universitária/UFRN
    Ismael de Souza Maciel membro do CEBI – Centro de Estudos Bíbicos Recife
    Xavier Uytdenbroek, prof. aposentado da UFPE e membro da coordenação pastoral da UNICAP
    Maria Mércia do Egito Souza agente da Pastoral da Saúde Arquidiocese de Olinda e Recife
    Leonardo Fernando de Barros Autran Gonçalves Advogado e Analista do INSS
    Karla Juliana Souza Uytdenbroek Bacharel em Direito
    Targelia de Souza Albuquerque
    Maria Lúcia F de Barbosa, Professora UFPE
    Débora Costa-Maciel, Profª. UPE
    Maria Theresia Seewer
    Ida Vicenzia Dias Maciel
    Marcelo Tibaes
    Sergio Bernardoni, diretor da CARAVIDEO- Goiânia – Goiás
    Claudio de Oliveira Ribeiro. Sou pastor da Igreja Metodista em Santo André, SP.
    Pe. Paulo Sérgio Vaillant – Presbítero da Arquidiocese de Vitória – ES
    Roberto Fernandes de Souza. RG 08539697-6 IFP RJ – Secretario do CEBI RJ
    Sílvia Pompéia.
    Pe. Maro Passerini – coordenador Past. Carcerária – CE
    Dora Seibel – Pedagoga, caxias do sul.
    Mosara Barbosa de Melo
    Maria de Fátima Pimentel Lins
    Prof. Renato Thiel, UCB-DF
    Alexandre Brasil Fonseca , Sociólogo, prof. da UFRJ, Ig. Presbiteriana e coordenador da Rede FALE)
    Daniela Sanches Frozi, (Nutricionista, profa. da UERJ, Ig. Presbiteriana, conselheira do CONSEA Nacional e vice-presidente da ABUB)
    Marcelo Ayres Camurça – Professor do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Religião – Universidade Federal de Juiz de Fora
    Revd. Cônego Francisco de Assis da Silva,Secretário Geral da IEAB e membro da Coordenação do Fórum Ecumênico Brasil
    Irene Maria G.F. da Silva Telles
    Manfredo Araújo de Oliveira
    Agnaldo da Silva Vieira – Pedagogo e Pastor Auxiliar da Igreja Batista da Esperança-Centro do Rio de Janeiro
    Pr. Marcos Dornel – Pastor Evangélico – Igreja Batista Nova Curuçá – SP
    Adriano Carvalho.
    Pe. Sérgio Campos, Fundação Redentorista de Comunicações Sociais – Paranaguá/Pr.
    Eduardo Dutra Machado, pastor presbiteriano
    Maria Gabriela Curubeto Godoy – médica psiquiatra – RS
    Genoveva Prima de Freitas- Professora – Goiânia
    M. Candida R. Diaz Bordenave
    Ismael de Souza Maciel membro do CEBI – Centro de Estudos Bíbicos Recife
    Xavier Uytdenbroek prof. aposentado da UFPE e membro da coordenação pastoral da UNICAP
    Maria Mércia do Egito Souza agente da Pastoral da Saúde Arquidiocese de Olinda e Recife
    Leonardo Fernando de Barros Autran Gonçalves Advogado e Analista do INSS
    Karla Juliana Souza Uytdenbroek Bacharel em Direito
    Targelia de Souza Albuquerque
    Maria Lúcia F de Barbosa (Professora – UFPE)
    Paulo Teixeira, parlamentar, são paulo.
    Alessandro Molon, parlamentar, Rio de janeiro.
    Adjair Alves (Professor – UPE)
    Luziano Pereira Mendes de Lima – UNEAL
    Cláudia Maria Afonso de Castro-psicóloga- trabalhadora da Saúde-SMS Suzano-SP
    Fátima Tavares, Coordenadora do Programa de Pos-Graduação em Antropologia FFCH/UFBA
    Carlos Caroso, Professor Associado do Departamento de Antropologia e Etrnologia da UFBA.
    Isabel Tooda
    Joanildo Burity (Anglicano, cientista político, pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco,
    Prof. Dr. Paulo Fernando Carneiro de Andrade, Doutor em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, Professor de Teologia PUC- Rio
    Aristóteles Rodrigues – Psicólogo, Mestre em Ciência da Religião
    Zwinglio Mota Dias – Professor Associado III – Universidade Federal de Juiz de Fora
    Antonio Francisco Braga dos Santos- IFCE
    Paulo Couto Teixeira, Mestrando em Teologia na EST/IECLB
    Rev. Luis Omar Dominguez Espinoza
    Anivaldo Padilha – Metodista, KOINONIA, líder ecumênico
    Nercina Gonçalves
    Hélio Rios, pastor presbiteriano
    João José Silva Bordalo Coelho, Professor- RJ
    Lucilia Ramalho. Rio de janeiro.
    Maria tereza Sartorio, educadora, ES
    Maria jose Sartorio, saúde, ES
    Nilda Lucia sartorio, secretaria de ação social, Espírito santo
    Ângela Maria Fernandes – Curitiba, PR
    Lúcia Adélia Fernandes
    Jeanne Nascimento – Advogada em São Paulo/SP
    Frei José Alamiro, franciscano, São Paulo, SP
    Ruth Alexandre de Paulo Mantoan

    A estratégia do indiano de Serra

    16 16America/Sao_Paulo outubro 16America/Sao_Paulo 2010

    Do luisnassif, sex, 15/10/2010 – 21:44

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    Por Marcos G. Pessoa

    Como foi montada a estratégia da campanha de Serra

    http://www.youtube.com/watch?v=xnpVwqDyHkQ

    O fiel José Serra cantando um hino cristão.

    Desde o começo eles sabiam que pelo grande sucesso do governo Lula na área social e econômica as chances do candidato Serra seriam mínimas contra a candidata de Lula.

    Por isso, Serra e sua equipe resolveram jogar todas as fichas na mudança do campo de batalha, saindo do campo racional e político, onde as pessoas decidem com racionalidade, com comparações dos governos e dos projetos de cada um, para o campo da emoção e dos sentimentos de ira, revolta e nojo.

    a executar essa operação de mudança da disputa do campo racional para o campo emocional José Serra e sua equipe contrataram um guru indiano, especialista neste tipo de operação, o mesmo que atuou contra o então candidato Barack Obama à presidência dos Estados Unidos, chamado Ravi Singh, da empresa ElectionMall, especializada em fazer campanhas de baixarias pela internet. 

    A campanha contra o presidente Obama nos Estados Unidos, sobe o comando de Ravi seguiu os mesmos moldes da campanha difamatória contra Dilma, com acusações falsas, dizendo que ele era terrorista muçulmano, satanista, anti-cristão, apoiador do aborto, etc, obrigando Barack Obama a criar um site só para desmentir esses boatos maldosos que circulavam contra ele por e-mail (confiram em http://fightthesmears.com/).

    Enquanto fazem essa campanha suja, agressiva, imoral e subterrânea contra Dilma, eles apresentam Serra como um homem honesto, religioso, defensor dos valores da família cristã, etc, etc. Com isso eles fecham o circuito da mudança da disputa eleitoral do campo racional e comparativo para o campo emocional, onde a racionalidade não prevalece, dando-se assim as condições (falsas) para que o eleitor opte por Serra, por ele não ter o peso das acusações morais e religiosas lançadas contra Dilma.

    Assim que essa campanha sórdida do Serra começa a mostrar algum resultado, imediatamente eles passam a agir como se tivessem virado o jogo, como se já fossem os vencedores da disputa, na tentativa de criar um clima de fato consumado, dizendo que já ganharam, para tentar induzir a grande maioria dos eleitores a abandonar a Dilma e também fazer com que os militantes, apoiadores e simpatizantes dela desanimem e abandone a militância, desistindo de defenderem sua candidata.

    Nesta etapa eles começaram a espalhar mensagens falsas por e-mails ou pelas redes sociais como Facebook e Orkut com depoimentos de personagens fictícios se dizendo ex eleitores de Dilma que desistiram de votar nela ou que vão votar nulo, ou ainda dizendo que são eleitores de Dilma mas que acham que a eleição pra ela já está perdida, para com isso desanimar e desmobilizar ainda mais os militantes da Dilma.

    Aí está dissecada a estratégia Serra para as eleições.

    Fonte:
    http://personal30.net/batalha.html

    O jogo sujo patrocinado por Serra e seus demotucanos, em conluio com setores reacionários da Igreja Católica

    16 16America/Sao_Paulo outubro 16America/Sao_Paulo 2010

    PT encontra gráfica que imprimia panfletos contra Dilma

    Folhetos encontrados no local eram assinados em nome da CNBB sem autorização da instituição

    Rodrigo Rodrigues, iG São Paulo | 16/10/2010 16:22

    Representantes do Partido dos Trabalhadores de São Paulo descobriram neste sábado uma gráfica no bairro do Cambuci, zona sul da cidade, que imprimia panfletos atacando o partido da presidenciável Dilma Rousseff. Os folhetos eram assinados com o nome da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) sem autorização da instituição e foram distribuídos nas atividades religiosas organizadas em Aparecida (SP), no início da semana.

    Foto: Reprodução

    Panfleto apócrifo da CNBB descoberto em uma gráfica da zona sul de São Paulo. Segundo o pai do dono da gráfica, o panfleto foi encomendado pelo bispo de Guarulhos

    O pai do dono da Editora Gráfica Panda, Paulo Ogawa, disse que os panfletos foram encomendados pelo bispo Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, da diocese de Guarulhos, cidade da região metropolitana de São Paulo. Segundo ele, o bispo encomendou 2 milhões e 100 mil exemplares

    do panfleto, que seriam distribuídos em igrejas e eventos religiosos católicos. Os panfletos tinham o logo da CNBB e chamava atenção para a defesa que o PT faz de temas relacionados ao aborto.

    Paulo Ogawa apresentou a carta de Bergonzini pedindo a impressão dos jornais e o recibo de pagamento. O valor pago pelo negócio era de R$ 3 mil a cada 100 mil exemplares impressos. A gráfica foi descoberta pelo deputado estadual Adriano Diogo (PT-SP).

    O jornal com o logo da CNBB é datado de 26 de agosto de 2010 e faz duras críticas ao PT. O documento é assinado pelos bispos Nelson Westrupp, Benedito Beni dos Santos e Airton José dos Santos, da regional Sul 1. Embora eles pertençam à CNBB, segundo Dom Pedro Luiz Stringini, bispo auxiliar de São Paulo, os três bispos não tem autorização para usar o logo ou assinar documentos em nome da entidade.

    De acordo com Paulo Ogawa, no contato inicial feito pelos representantes da diocese de Guarulhos, o bispo pediu a impressão de 20 milhões de exemplares do documento, mas ele disse que não tinha condições de atender ao pedido, em virtude da mão de obra e dos vários outros pedidos acumulados.

    “Acho que eles devem ter procurado outras gráficas para imprimir o resto. Conosco foram apenas dois lotes. O primeiro entregue em três igrejas há quinze dias, com 1,1 milhão de cópias, e esse agora, que seriam entregues neste semana”, disse Ogawa.

    Por conta de atos como esse dentro da própria igreja católica paulista, os membros da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil estão reunidos em Indaiatuba, interior de São Paulo neste final de semana, para deliberar sobre o uso político da fé. Ao final do encontro, os bispos devem divulgar uma carta desautorizando o uso do nome da igreja em panfletos políticos.

    Ocorrência policial

    O PT de São Paulo registrou um boletim de ocorrência no 5° DP. A advogada do partido, Ana Fernanda Ayres, disse que o material encomendado pela Diocese de Guarulhos configura crime eleitoral e propaganda irregular. O partido quer pedir à Justiça Eleitoral busca e apreensão dos panfletos na gráfica do Cambuci.

    Foto: Agência Estado

    Carta do bispo Dom Luiz Gonzaga Bergonzini que autoriza a impressão e distribuição dos panfletos anti-PT nas paróquias da região sul

    Encontrada a digital de Serra nos panfletos anti-Dilma

    18 18America/Sao_Paulo outubro 18America/Sao_Paulo 2010

    Gráfica que imprimiu planfletos anti-Dilma é de tucana

    Redação Carta Capital 18 de outubro de 2010 às 10:35h

    Dona da empresa é irmã do coordenador de infraestrutura da campanha de José Serra

     

    A Gráfica Pana, localizada no bairro do Cambuci, em São Paulo, responsável pela impressão dos folhetos com propaganda acusando a candidata do PT à presidência Dilma Rousseff de ser a favor do aborto, pertence à Arlety Satiko Kobayashi, irmã do coordenador de infraestrutura da campanha do José Serra (PSDB) Sérgio Kobayashi.

    Uma denúncia anônima levou integrantes do diretório do PT na Vila Mariana à porta da gráfica Pana no sábado 16. Os militantes tentaram impedir a distribuição dos panfletos. CartaCapital acompanhou o caso junto aos integrantes do partido que conseguiram entrar na gráfica e filmar o material. Em seguida, registraram um Boletim de Ocorrência na polícia.

    A Polícia Federal apreendeu, no fim de semana, 1 milhão de panfletos com propaganda anti-Dilma. A encomenda era de 20 milhões de panfletos que seriam distribuídos nas igrejas após a missa de domingo 17.O folheto estava assinado pela Regional Sul 1 da CNBB, que divulgou nota negando a sua resposabilidade sobre o material.

    A assessoria de imprensa tucana negou haver relações entre a campanha de Serra e a impressão dos folhetos.

    A apreensão foi determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após pedido do PT, por meio de uma representação. Além de apurar o crime de difamação, o PT pede ao TSE que investigue quem pagou a impressão dos folhetos.

    Leia também:

     PT tenta impedir distribuição de panfleto anti-Dilma

    A corrupção tucana que a grande mídia não divulga

    18 18America/Sao_Paulo outubro 18America/Sao_Paulo 2010

    Na CartaCapital, a matéria que ninguém queria dar

    18/10/201o

    Dupla blindada: relatório da PF sobre Maia e Guerra ficou escondido por seis meses em algumas redações de Brasília. Adivinhem a pedido de quem…

    Pandora inesgotável

    Por Leandro Fortes

    Em 27 de novembro de 2009, o delegado Wellington Soares Gonçalves, da Diretoria de Inteligência da Polícia Federal, deu uma batida no gabinete de Fábio Simão, então chefe de gabinete do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, do DEM. A ação, autorizada pelo ministro Fernando Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), fazia parte da Operação Caixa de Pandora, realizada em conjunto com o Ministério Público Federal, responsável pela desarti-culação de uma quadrilha montada no governo local movida a corrupção pesada e farta distribuição de propinas.

    Na sala de Simão, a equipe de policiais federais encontrou um CD com a seguinte inscrição: “Dist. De Dinh. Da Qualy, 8/10/2005”. Levado à perícia, o disco se revelaria um indício comprometedor contra dois dos principais líderes da oposição no Congresso Nacional, os senadores Agripino Maia, do DEM do Rio Grande do Norte, e Sérgio Guerra, do PSDB de Pernambuco. Guerra ocupa também a presidência nacional do partido e coordena a campanha de José Serra à Presidência.

    Feita a análise pela Divisão de Contra-inteligência da PF, descobriu-se que o CD possuía um único e extenso arquivo de áudio e vídeo, de 42,4 megabytes, com 46 minutos e dois segundos de duração. Nele estava registrada a conversa entre um homem não identificado e uma mulher identificada apenas como Dominga.

    A investigação dos federais revelou que Dominga era auxiliar de serviço -geral de uma companhia chamada Inteco, depois contratada pela Qualix Serviços Ambientais, empresa de coleta de lixo do Distrito Federal apontada como um dos sorvedouros de dinheiro público do esquema de corrupção do DEM em Brasília e parte de uma disputa política na qual se contrapõem Arruda e o também ex-governador Joaquim Roriz, do PSC. O chefe de Dominga era Eduardo Badra, então diretor da Qualix, para quem ela organizava a agenda, fazia depósitos bancários e “serviços particulares”. Na conversa com o amigo desconhecido, Dominga explicou que serviços eram esses.

    O trabalho da secretária era o de, basicamente, telefonar para os beneficiários de um esquema de propinas montado na casa de Badra e, em seguida, organizar a distribuição do dinheiro. De acordo com as informações retiradas do CD apreendido no gabinete de Simão, as pessoas para quem Dominga mais ligava eram, justamente, Agripino Maia, Sérgio Guerra e Joaquim Roriz.

    Também recebiam ligações da secretária Valério Neves, ex-chefe de gabinete de Roriz, e dois dirigentes da Belacap, estatal responsável pelo serviço de ajardinamento e limpeza urbana do Distrito Federal: Luís Flores, diretor-geral da empresa, e Divino Barbosa, diretor operacional. Flores é primo de Weslian, mulher de Joaquim Roriz, alçada pelo marido candidata do PSC ao governo do DF depois que ele desistiu da disputa, temeroso de ver sua candidatura cassada por ficha suja.

    Para ler a íntegra da matéria, clique aqui.

    FHC é acusado de oferecer a estrangeiros empresas estatais caso Serra vença a eleição

    18 18America/Sao_Paulo outubro 18America/Sao_Paulo 2010

     

    DO TIJOLAÇO.COM

    Hotel confirma reunião de FHC com investidores

    O encontro onde FHC teria apresentado as privatizações de Serra a empresários estrangeiros foi no sofisticado Hotel das Cataratas

    Um portal de Foz do Iguaçu, o Clickfoz, confirmou junto ao Hotel das Cataratas que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso esteve presente em um evento fechado ontem à noite no hotel com a presença de vários estrangeiros.

    Segundo o jornalista mineiro Laerte Braga, em seu blog, Brasil Mobilizado, o propósito do encontro seria apresentar a investidores estrangeiros oportunidades de negócios no Brasil, com a privatização de estatais brasileiras no caso de vitória de José Serra.

    Ainda segundo Braga, FHC estaria assumindo com os empresários o compromisso de venda de empresas como a Petrobras, Banco do Brasil e Itaipu, em nome de José Serra.

    “Cada um dos investidores recebeu uma pasta com dados sobre o Brasil, artigos de jornais nacionais e internacionais e descrição detalhada do que José FHC Serra vai vender se for eleito”, escreveu Laerte Braga. “E além disso os investidores estão sendo concitados a contribuir para a campanha de José FHC Serra, além de instados a pressionar seus parceiros brasileiros e a mídia privada a aumentar o tom da campanha contra Dilma Roussef.”

    Ainda segundo o blog, FHC teria dito, logo após ser apresentado pelo organizador do evento Raphael Ekmann, que “se deixarmos passar a oportunidade agora jamais conseguiremos vender essas empresas.”

    Raphael Ekmann, ex-gerente comercial da Globosat, é responsável por relações com investidores do Grupo de Investimentos Tarpon. Em 2006, este grupo fez uma oferta hostil para tentar comprar a Acesita, e em 2009, vendeu sua participação na siderúrgica para a Arcelor Mittal.

    Braga cita a presença de outras pessoas, como Alice Handy, que vem a ser fundadora e presidente de um grupo privado de investimentos em Charlottesville, nos Estados Unidos, e de Anjum Hussain, diretor de gerenciamento de risco de outro fundo de investimentos que administra US$ 1,6 bilhão.

    A jornalista Hildegard Angel afirmou em seu blog no R7, que “o fato é realmente grave e pode ser visto como um ato contra a soberania brasileira e seria importante tanto o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso como o candidato José Serra virem a público esclarecer essa denúncia.”

    Ex- presidente nega denúncia de jornalista

    19 19America/Sao_Paulo outubro 19America/Sao_Paulo 2010
    18 de outubro de 2010 às 18:28

    Assessoria de FHC confirma encontro com investidores estrangeiros, mas nega denúncia de jornalista

     

    por Luiz Carlos Azenha

    Confirmei há pouco com o Hotel das Cataratas, de Foz da Iguaçu: um grupo de investidores estrangeiros esteve mesmo hospedado lá, para participar de um evento. Uma funcionária do setor de reservas disse que as informações relativas ao grupo são confidenciais, ou seja, que não pode revelar quem esteve presente, nem quem ficou hospedado.

    A funcionária sugeriu que uma consulta fosse feita à assessoria do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. É o que Conceição Lemes está fazendo neste momento.

    Estes esclarecimentos se fazem necessários diante de um post do blog Tijolaço, do deputado Brizola Neto, para o qual buscamos confirmação independente.

    ASSESSORIA DE IMPRENSA DE FHC ESCLARECE


     

     

     

     

     

     

     

     

     

    Sobre a Tarpon Investimentos, com a qual fizemos contato (ainda sem resposta), a revista Exame publicou:

     

    Vai um dinheiro aí?

    Chega ao Brasil uma nova geração de fundos private equity. E ela traz consigo 2 bilhões de dólares para investir

     

    Por Denise Carvalho  | 25.08.2006

    Depois de uma entressafra de investimentos que durou pelo menos três anos, uma nova injeção de capital de risco está chegando ao país. Existem pelo menos dez novos gestores de fundos de private equity já investindo ou em fase de levantamento de capital — bilhões de dólares que serão injetados em empresas brasileiras.

    Esse grupo de estreantes, formado por nomes ainda pouco conhecidos, como Tarpon, AG Angra e Governança & Gestão (G&G), vem captando dinheiro a taxas asiáticas. Nos últimos 12 meses, seis desses fundos captaram 815 milhões de dólares e até o fim do ano os recursos reunidos por esse novo time devem alcançar 2 bilhões de dólares.

    É uma soma considerável, sobretudo levando-se em conta o retrospecto dessa atividade no país — a quantia levantada pelos novos fundos será equivalente a quase 30% do que todo o setor de private equity movimenta hoje no Brasil. Para as empresas brasileiras, ainda carentes de fontes de financiamento, a chegada dessa leva de investidores é uma ótima notícia.

    “A entrada de novos recursos sempre torna o crédito para os negócios mais barato”, afirma Marcus Regueira, presidente da Associação Brasileira de Gestores de Fundos de Private Equity e Capital de Risco (ABVCAP).

    O maior motor dessa euforia é o crescimento do mercado de capitais brasileiro. Em geral, os fundos de private equity compram participações em empresas para tentar valorizá-las e vendê-las no futuro. Com o fortalecimento da bolsa, esse movimento de saída ficou mais fácil, mais lucrativo e, por essa razão, mais atrativo.

    Das últimas 20 ofertas públicas de ações feitas na Bovespa, 13 foram de empresas que tinham fundos de private equity entre seus acionistas. Juntas, essas companhias levantaram mais de 4 bilhões de dólares em suas emissões de ações.

    “Não há dúvida de que a chegada desses novatos ocorre graças às melhores oportunidades de negócio no país, à liquidez do mercado e ao desenvolvimento da bolsa de valores, que propicia a saída dos investidores dos fundos”, afirma o professor Cláudio Vilar Furtado, coordenador do Centro de Estudos de Private Equity e Venture Capital da Fundação Getulio Vargas.

    Outro fator também tem estimulado a entrada de novos gestores. Em 2003, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) criou uma legislação que torna mais transparente a administração das empresas que recebem esse tipo de investimento — normalmente companhias de capital fechado, pouco acostumadas a prestar contas.

    Com isso, elas agora são obrigadas a apresentar ao fundo a demonstração de seus resultados, a relatar os contratos que têm com companhias co ligadas e a eleger um conselho de administração. A transparência, claro, diminui os riscos inerentes ao negócio. Menos risco normalmente significa mais investimento.

    No radar desses novos fundos, os setores que oferecem melhores oportunidades atualmente são os de infra-estrutura, agronegócio, energia, varejo e imobiliário. É nessas áreas que os gestores começam a concentrar seu dinheiro.

    Veja o caso da Tarpon, administradora de recursos que tem em carteira aproximadamente 580 milhões de reais num fundo de private equity. Fundada em 2002, a Tarpon tem entre os sócios o administrador paulista José Carlos Reis de Magalhães, conhecido como Zeca e tido no mercado como uma espécie de gênio precoce das finanças. Com apenas 28 anos, Zeca tem passagens por empresas como GP, Semco e pelos bancos JP Morgan e Patrimônio.

    Neste ano, comandou a primeira tacada da Tarpon na área de private equity ao associar-se a um grupo de investidores, entre os quais o empresário Elie Horn, dono da construtora Cyrela. Juntos, eles criaram a BrasilAgro.

    Seu objetivo é comprar e arrendar propriedades rurais onde serão desenvolvidas atividades como o plantio de cana-de-açúcar, grãos e outras culturas. Os executivos da empresa, que fez sua estréia na bolsa em maio, anunciaram há alguns dias que estão prestes a fechar a compra de seus três primeiros terrenos.

    Alguns dos gestores dessa nova safra já são há algum tempo celebridades do mundo das finanças. É o caso do hoje recluso Armínio Fraga, sócio da Gávea Investimentos e ex-presidente do Banco Central, considerado um dos notáveis da gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e que trabalhou durante seis anos com o especulador húngaro George Soros.

    Há cerca de um ano, a Gávea passou a captar recursos para um fundo de private equity gerido por Luiz Fraga, primo e sócio de Armínio. Hoje, esse fundo soma quase 220 milhões de dólares. Entre seus recentes investimentos estão a aquisição da Fazenda Ipanema, antiga propriedade do banqueiro Júlio Bozano, localizada em Alfenas, no sul de Minas Gerais, e a compra de um andar de um edi fício comercial anexo ao Shopping Leblon, no Rio de Janeiro, que será inaugurado nos próximos meses.

    “O fato de ter atuado na carreira pública facilita o contato com donos de empresas e projetos”, diz Antonio Kandir, outro estreante no mercado de private equity que freqüentou os bastidores da política. Ex-ministro do Planejamento, Kandir é sócio da Governança & Gestão Investimentos, que já captou 300 milhões de reais.

    Seu primeiro grande negócio foi a compra do controle acionário da rede de supermercados Gimenes, em abril. Com sede em Sertãozinho, no interior paulista, a cadeia tem 27 lojas na região de Ribeirão Preto.

    A estratégia do medo e a confusão no Rio

    21 21America/Sao_Paulo outubro 21America/Sao_Paulo 2010

    DO ESCREVINHADOR

    Relatos sobre confusão no Rio: Serra quer virar vítima para armar Quinta Onda?

    publicada quarta-feira, 20/10/2010 às 19:45 e atualizada quarta-feira, 20/10/2010 às 19:35

    Recebi agora relato de Flávio Loureiro – jornalista e blogueiro no Rio  - sobre os incidentes ocorridos em Campo Grande, envolvendo Serra, militantes do PSDB e militantes do PT.

    Segue o relato:

    ===

    1 – Serra marcou uma caminhada no calçadão de Campo Grande com forte aparato de segurança.

    2 – O sindicato dos mata-mosquitos, demitidos na época em que Serra era ministra da Saúde de FHC, se localiza nas imediações.

    3 – O processo de demissão dos mata-mosquitos foi traumático, a ponto de trabalhadores perderem tudo, e foram registrados cinco suícdios entre os mata-mosquitos demitidos.

    4 – A categoria organizou manifestação no calçadão de Campo Grande.

    5 – Os petistas da região, que organizam panfletagens no calçadão, sabendo do quadro, foram para lá evitar confrontos.

    6 – Mas os seguranças de Serra, liderados por Júnior, filho da vereadora e deputada estadual Lucinha (PSDB), rasgaram os cartazes dos mata-mosquitos, aí o tumulto começou. Vale lembrar que a comitiva de Serra estava distante do local do conflito, mas Serra foi visto entrando numa Van sem qualquer ferimento.

     7 – O miltante petista Carlos Calixto foi agredido e teve o supercílio rasgado, e ainda sangrando foi para a Delegacia Policial registrar a ocorrência.

    8 – Segundo o militante petista Sebastião Moraes, a confusão só não foi maior porque outros mata-mosquitos que vinham se incorporar à manifestação chegaram atrasados.

    9 – O pessoal mata-mosquitos que estava na manifestação não tem vínculo com o PT. Essa turma tem dois sentimentos básicos: paixão por Lula, que os reincorporou; e ódio por Serra/FHC, que os demitiu.

    Abs, Flávio Loureiro

    ===

    Agora volto eu, Rodrigo Vianna. Como informei via twitter durante a tarde, assisti imagens brutas da confusão. Vou relatar o que vi:

     1) Serra caminha numa calçada, ao lado de Indio e Gabeira…

    2) Há militantes com bandeiras do Serra e vários seguranças à paisana, com aquele corte de cabelo típico de p-2 (serviço reservado), vao empurrando a turma do PT que está por ali.

    3)  Há empurrra empurra. Cenas nitidas de um rapaz muito forte, de camisa amarela: bate nuns caras de camisa vermelha. Petistas reagem.

    4) Serra para varias vezes. Entra numa loja, depois entra numa van. Sai de novo. Quando vai pra van pela segunda vez, põe a mao na cabeça.

    5) Parece mesmo ter sido atingido. Mas a gente não vê direito o que era. Depois, aparece um cara com camisa vermelha (petista?), ensanguentado. Serra entra na van.

    6) Sai pela última vez, fica só na porta da van, e dá tchauzinho ao lado de Índio. A careca reluzente, nenhum machucado à vista. E vai embora.

    Na sequência, pelo que me contam colegas jornalistas do Rio, Serra seguiu para um hospital, foi atendido por um médico (ex-secretario de Cesar Maia) que recomendou repouso. Serra cancelou agenda.

    Dizem que foi atingido por um rolo de fita crepe, ou algo parecido.

    Na minha humilde opinião, está só preparando o clima. Semana que vem tem mais. É a quinta onda de terror, para “provar” violência de Dilma e PT.

    Para saber mais sobre as “Ondas” da campanha contra Dilma, clique aqui.

    Olhe a nova capa da Veja…

    21 21America/Sao_Paulo outubro 21America/Sao_Paulo 2010

    DO VIOMUNDO

    Padrão globo de (anti)jornalismo

    22 22America/Sao_Paulo outubro 22America/Sao_Paulo 2010

    DO BLOG CIDADANIA

    A farsa pró-Serra do Jornal Nacional

    Na imagem acima, quatro frames de dois vídeos – um do SBT e três da Globo. Nos dois primeiros, os momentos em que dois objetos distintos teriam atingido a cabeça de Serra. Clicando aqui, o leitor pode assistir ao vídeo do Jornal Nacional. E, aqui, ao do Jornal do SBT.

    O Jornal Nacional contestou o vídeo do Jornal do SBT dizendo que Serra foi atingido duas vezes na cabeça por objetos atirados por militantes. Contudo, assistindo ao vídeo da Globo é possível ver que tanto em uma ocasião quanto na outra a reação de Serra é a mesma após o impacto do objeto.

    Voltando à imagem acima, nos três frames do vídeo do Jornal Nacional, o primeiro mostra o objeto atingindo a cabeça de Serra e os dois seguintes mostram que, tanto quanto no vídeo do SBT, o tucano ficou impassível.

    Segundo o telejornal da Globo, mesmo Serra tendo sido atingido uma segunda vez, o jornalista que a emissora diz ser da Folha de São Paulo e que teria filmado a cena com o seu “celular” desviou o aparelho de Serra para retornar quase um minuto depois, quando o candidato já interrompia a impassibilidade e levava as mãos à cabeça – depois do telefonema?

    Não é preciso ser nenhum gênio da perícia científica para entender que qualquer um que seja atingido por um objeto contundente na cabeça não dá vários passos adiante impassivelmente. Um impacto que deixe alguém zonzo tem o poder de empurrar o alvo para baixo ou de desequilibrá-lo.

    É um escândalo o que fez a Globo. Sobretudo porque em sua filiada à cabo, a Globo News, o comentarista Merval Pereira acusou o SBT de ter forjado a reportagem em que disse que Serra passou a simular dor depois de receber um telefonema.

    Segundo a Globo, o telefonema que Serra recebeu foi após o primeiro e o segundo impacto. A suposição implícita na reportagem do SBT de que esse telefonema pode ter levado Serra a simular dor pode ser usada da mesma forma, tanto para antes quanto para depois do impacto.

    O telefonema pode ter ocorrido depois do primeiro impacto, em uma versão, ou depois do segundo impacto em outra. Nada muda o fato de que a dor na cabeça de Serra passou a ser demonstrada, fazendo com que fosse embora, só depois dos dois impactos e do telefonema

    Fica claro que em nenhum dos dois momentos Serra reagiu como quem tivesse sido atingido por um objeto suficientemente contundente para levá-lo a fazer uma tomografia. Não há marca, não há qualquer vestígio de um só arranhão.

    A ciência explica um impacto que deixe alguém (mais) tonto não deixar absolutamente nenhuma marca?

    Aliás, falando nisso, cadê a tomografia? Seria bom ela ser juntada aos elementos que já se tem, se é que existiu o exame. Não que sua eventual existência provasse alguma coisa, porque o médico tucano já disse que não encontrou nada na cabeça de Serra…

    A Globo manipulou imagens que, a rigor, mostram exatamente o mesmo que as da emissora concorrente, ao menos em termos de impassibilidade de Serra depois de cada uma das vezes em que foi alvejado.

    Como tem funcionário da Globo dizendo no ar que a matéria do SBT é uma fraude, e como o jornalista desta emissora que fez o vídeo da bolinha de papel acompanhou tudo, ele deve ter muito a dizer sobre a matéria de hoje no JN.

    Agora, quem deve dizer muito mais é a campanha de Dilma. Deveria fazer uma crítica forte à conduta da Globo no programa da candidata na TV e no rádio. A matéria apresentada no Jornal Nacional de quinta-feira tenta fazer uma nação inteira de trouxa.

    Dizer que não há pelo menos exagero em Serra ter ido fazer tomografia e depois anunciado que iria repousar por 24 horas – o que não ocorreu – é um escárnio, uma afronta à inteligência da população.

    Mas o pior é que, até o momento, o lado do tumulto acusado pela Globo de ter promovido tudo simplesmente foi impedido pela emissora de dar a sua versão dos fatos, ainda que o que circule na internet seja a versão de que foram os tucanos que marcharam em direção aos petistas.

    A hipótese de que os objetos foram atirados contra Serra por petistas é tão boa quanto a de que tudo foi uma armação do PSDB, do seu candidato e da Globo. Uma investigação deveria ser aberta pela polícia, aliás.

    Mas de uma coisa eu não tenho dúvida nenhuma: qualquer pessoa que tenha visto qualquer um dos vídeos constatou que a cabeça do Serra saiu do tumulto tão incólume quanto entrou, e que ele, no mínimo, demorou na reação ao impacto de um dos objetos e exagerou escandalosamente nessa reação.

    Se diante dessa atitude escandalosa da Globo o programa da Dilma e/ou o próprio presidente Lula não fizerem uma crítica severa e pública à emissora, estarão enviando ao eleitorado uma mensagem subliminar que, aí sim, pode gerar prejuízo político à candidata do PT à Presidência.

    Espero que o PT, o presidente Lula e a ministra Dilma já tenham entendido, definitivamente, que o dito popular de que “Quem cala, consente” anda mais em vigor do que nunca, neste país. Não dá mais, a esta altura, para receber ataques como esse sem rebater à altura.

    Como foram organizados os ataques à Dilma, Lula e o PT na internet

    24 24America/Sao_Paulo outubro 24America/Sao_Paulo 2010

    DO BLOG DO MIRO

    Segredos da “revolução do ódio” no Brasil

    Reproduzo artigo enviado por Mauro Carrara:

    O PSDB, o partido neoliberal de José Chirico Serra e Fernando Henrique Cardoso, montou ainda em outubro de 2009 um eficiente sistema capaz de disparar diariamente mais de 152 milhões de e-mails para brasileiros de todas as regiões. Esse sistema é preferencialmente utilizado para disseminar peças de calúnia e difamação contra Dilma Rousseff, Luiz Inácio Lula da Silva e qualquer figura pública que ouse tomar partido do projeto da esquerda no Brasil. Funcionando também nas redes sociais, essa é uma das principais frentes da “revolução do ódio” em curso no país. Até o primeiro turno da eleição presidencial, havia mais de 650 militantes, quase todos bem remunerados, para difundir material venenoso contra o governo federal. Neste segundo turno, essa super tropa de terrorismo virtual, recrutada por Eduardo Graeff, conta com mais de 1.000 militantes. Esse, no entanto, é apenas um braço do movimento de golpismo midiático financiado por entidades ultra-conservadoras, sobretudo norte-americanas, empenhadas em desestabilizar movimentos de esquerda pelo mundo e assumir o controle das fontes de riqueza nos países emergentes. O enigma das “revoluções coloridas” Há 15 anos, a Internet vem sendo utilizada como ferramenta de sabotagem por esses grupos. Dentre eles, destacam-se o poderoso National Endowment for Democracy (NED), a United States Agency for International Development (USAID) e inúmeras entidades parceiras, como a Fundação Soros. O NED, por exemplo, financia várias organizações-satélite, como o World Movement for Democracy, o International Fórum for Democratic Studies e o Reagan-Fascell Fellowship Program, que atuam direta ou indiretamente em todos os continentes. Grupos ligados ao NED, por exemplo, tiveram comprovada atuação nos episódios políticos que desestabilizaram a coalizão de centro-esquerda na Itália, em 2007 e 2008. Acabaram derrubando o primeiro-ministro Romano Prodi e, em seguida, reconduziram ao poder o magnata Silvio Berlusconi. A ação envolveu treinamento de jornalistas, divulgação massiva de boatos na Internet, dirigidos sobretudo aos jovens, e distribuição seletiva de caríssimos “estímulos” a senadores de centro. Mas, afinal, o que é o NED? Criada em 1983, por iniciativa do presidente estadunidense Ronald Reagan, trata-se oficialmente de uma entidade privada, mas abastecida de forma majoritária por fundos públicos. Ainda que seus dirigentes a qualifiquem como um centro de incentivo à democracia, trabalha sempre no apoio a movimentos de direita, com forte ênfase no liberalismo, no individualismo, no privatismo e no pressuposto de que os interesses do mercado devem prevalecer sobre os interesses sociais. Segundo o conceituado escritor e ativista norte-americano Bill Berkowitz, do movimento Working for Change, o objetivo do NED tem sido “desestabilizar movimentos progressistas pelo mundo, principalmente aqueles de viés socialista ou socialista democrático”. O NED e suas entidades parceiras figuram na origem das chamadas “revoluções coloridas” que se espalharam pelo mundo nesta década. A primeira operação virtual-midiática de grandes proporções foi a chamada Revolução Bulldozer, em 2000, no que ainda restava da Iugoslávia. O nome do movimento se deve ao ato violento de um certo “Joe” (na verdade, Ljubisav Dokic) que atacou uma emissora de rádio e TV com uma escavadeira. Logo, foi transformado num emblema da sedição. Na época, especialistas em mobilização de entidades financiadas pelo NED concederam apoio técnico e treinamento intensivo aos membros do Otpor, grupo estudantil se tornaria fundamental na campanha de desestabilização do governo central. Talvez o melhor exemplo desse trabalho de corrosão política tenha ocorrido em 2003, na Geórgia, na chamada Revolução das Rosas, que culminou com a derrubada do presidente Eduard Shevardnadze. Novamente, havia uma organização juvenil envolvida na disseminação de boatos, denúncias e incitações, a Kmara (Basta!), além de várias ONGs multinacionais como o Liberty Institute. A Revolução das Rosas não teria ocorrido sem o apoio das associações ligadas ao bilionário húngaro-americano George Soros. A Foundation for the Defense of Democracies, instituto neoconservador com sede em Washington D.C., revelou que Soros investiu cerca de US$ 42 milhões nas operações para derrubar Shevardnadze. O roteiro se repetiu em vários outros movimentos, como a Revolução Laranja, na Ucrânia, em 2004, e a Revolução das Tulipas, no Quirguistão, no ano seguinte. Levantes dessa natureza ainda têm sido estimulados por esses grupos e seus agentes, que visitam os países-alvo em épocas de crise ou durante processos eleitorais. Observadores internacionais estimam, por exemplo, que NED e USAID investiram US$ 50 milhões anuais no suporte às entidades que desestabilizaram e derrubaram o governo de Manuel Zelaya, em Honduras. Nem sempre, porém, as “revoluções“ patrocinadas por essas entidades são coroadas de pleno êxito. É o caso da chamada “Revolução Twitter”, ocorrida na Moldávia, em 2009, e das frequentes operações de terrorismo midiático e virtual desenvolvidas pela oposição venezuelana. Em todos esses episódios, há um procedimento estratégico que vem sendo seguido pelos grupos de sabotagem. Podemos sintetizá-lo em dez mandamentos operativos: 1. Difunda o ódio. Ele é mais rápido que o amor. 2. Comece pela juventude. Ela está multiconectada e pode ser mais facilmente mobilizada para destruir do que para construir. 3. Perceba que destruir é “divertido”, ao passo que “construir” pode ser cansativo e chato. 4. A veracidade do conteúdo é menos relevante do que o potencial impacto de uma mensagem construída a partir da aparência ou do senso comum. 5. Trabalhe em sintonia com a mídia tradicional, mas simule distanciamento dos partidos tradicionais. 6. Utilize âncoras “morais” para as campanhas. Criminalize diariamente o adversário. Faça-o com vigor e intensidade, de forma a reduzir as chances de defesa. 7. Gere vítimas do oponente. Questões como carga tributária, tráfico de drogas e violência urbana servem para mobilizar e indignar a classe média. 8. Eleja sempre um vilão-referência em cada atividade. Cole nele todos os vícios e defeitos morais possíveis. 9. Utilize referências sensoriais para a campanha. Escolha uma cor ou um objeto que sirva de convergência sígnica para a operação. 10. Trabalhe ativamente para incompatibilizar o político-alvo com os grupos religiosos locais. Várias dessas agências internacionais de desestabilização enviaram emissários ao Brasil, especialmente a partir do ano passado. A ação-teste no Brasil foi desencadeada por meio do movimento “Fora Sarney”, organizado pelo movimento denominado “Rir para Não Chorar”, ou simplesmente RPNC. Os “indignados moralistas” de direita escolheram o político maranhense como alvo, mesmo depois de tolerá-lo durante 45 anos em instâncias decisórias do país. O líder da vez era um certo Sérgio Morisson, que se dizia consultor de ONGs e “fashionista”. Na época, vivia na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), atuando no Comitê de Jovens Executivos. Na verdade, Sarney serviu apenas como um pretexto de ensaio golpista. O objetivo do grupo era canalizar o ódio da jovem classe média contra o governo Lula. Distribuíram 50 mil narizes de palhaço, seguindo disciplinadamente a cartilha de simbologia dos movimentos patrocinados pelo NED. Na verdade, muitos dos “palhacentos” já tinham atuado em outro levante do tipo, o famigerado “Cansei”, que dois anos antes tentara se aproveitar do acidente com o avião da TAM para fomentar uma revolta popular contra o governo federal. Na presente eleição presidencial brasileira, todo o receituário estratégico e simbólico das revoluções coloridas foi empregado no fortalecimento da candidatura da ex-petista Marina Silva. A chamada “onda verde”, que impediu a vitória de Dilma Rousseff no primeiro turno, foi vigorosamente apoiada por expressivos setores da direita brasileira, inclusive com suporte mal disfarçado de parte da militância oficial do PSDB. A direita estrangeira e o golpe em curso no Brasil A principal entidade articuladora da “revolução do ódio” no Brasil é o Instituto Millenium (IM), que dispensa apresentações ao leitor da blogosfera. O IM tem uma fixação especial por Ayn Rand, uma escritora, roteirista e pseudo-filósofa russa que viveu a maior parte da vida nos Estados Unidos. Rand defendia fanaticamente o uso de uma suposta razão objetiva, o individualismo, o egoísmo e o capitalismo. Segundo a base de sua “filosofia”, o homem deve viver por amor a si próprio, sem se sacrificar pelos demais e sem deles esperar qualquer solidariedade. Para os seguidores de Rand, o espírito altruísta cooperativo é visto como fraqueza e como destruidor da energia humana empreendedora. Rezam pela cartilha de Rand, por exemplo, o articulista de Veja Reinaldo Azevedo e o economista Rodrigo Constantino, membro do Conselho de Fundadores e Curadores do IM, autor de livros barra-pesada como “Estrela Cadente: As Contradições e Trapalhadas do PT” e “Egoísmo Racional – o Individualismo de Ayn Rand”. O conselho editorial do instituto é liderado por Eurípedes Alcântara, diretor da revista Veja, tão conhecido pela barriguda matéria do Boimate (o anúncio da fusão genética do boi com o tomate) quanto por sua devoção fanática pelos Estados Unidos e pelo neoliberalismo radical. Participante ativo de programas de entidades financiadas pelo NED, Alcântara frequenta simpósios e atividades de treinamento destinadas a impor na América Latina o pensamento da direita corporativa norte-americana. A Internet ainda exibe uma conversa tão estranha quando reveladora entre o executivo da Editora Abril e Donald “Tamiflu” Rumsfeld, ex-secretário do Departamento de Defesa dos EUA. Segue aqui uma fala entusiasmada do entrevistador. QUESTION (Alcântara): Yeah, that would be my pleasure. I have been watching close your role in the United States and I must say that I admire you. You are so firm since the beginning. When they said they were going there for the oil and then they said you were going there for your own interests, and then, well, we see democracy spreading throughout the Arab world. This is not a small thing, right? As relações entre o Millenium e entidades estrangeiras seguem diversas rotas de financiamentos e apadrinhamentos, mas um pouco dessa complexa malha de articulações pode ser visualizada aqui: http://obicho.wordpress.com/2010/03/08/o-anti-foro-de-sao-paulo-e-o-instituto-millenium-afinidades-electivas/ Hoje, os apoiadores estrangeiros do Instituto Millenium e dos partidos da direita brasileira têm um olho ansioso na eleição e outro faminto na compensação exigida. O principal balconista desse negócio é o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que recentemente, em Foz do Iguaçu (PR), tentou acalmar sua inquieta freguesia. Caso José Serra vença o pleito em 31 de Outubro, o pagamento prometido está garantido: a entrega do Banco do Brasil, da Petrobrás e de Itaipu aos patrocinadores da “revolução do ódio”. Mais estarrecedor que esse acordo é o silêncio até agora das forças progressistas. O que falta para se revelar esse segredo ao povo brasileiro?

    Petrobrás quase virou Petro(brax)

    26 26America/Sao_Paulo outubro 26America/Sao_Paulo 2010

    RETIREI DAQUI

    FHC deu aval à mudança de nome da Petrobras

    do leitor ruypenalva, que retirou do Tijolaço.

    PS do Viomundo: Eu era repórter da TV Globo, na época. Fui cobrir o evento de lançamento da campanha de troca de nome na sede da Petrobras. Não era ação de um subalterno. É só conferir as imagens da época

    Mais uma prova da mudança de nome da Petrobrás para Petro(brax)

    27 27America/Sao_Paulo outubro 27America/Sao_Paulo 2010
    27 de outubro de 2010 às 13:52

    A capa da Folha no dia em que a Petrobras mudou de nome

    do leitor ruypenalva, que extraiu da NovaE

    O DESABAFO DE UM NEUROCIENTISTA

    28 28America/Sao_Paulo outubro 28America/Sao_Paulo 2010
    26 de outubro de 2010 às 17:51

    Miguel Nicolelis: Uma coisa estranha aconteceu em Natal

    O texto acima é anexo de um e-mail com informações falsas dizendo que Dilma Rousseff, se eleita, não poderá assumir por não ser brasileira (ela nasceu em Minas Gerais). Segue na linha do movimento da extrema-direita dos Estados Unidos, chamado “birther”, que alega que Barack Obama não nasceu nos Estados Unidos e, portanto, não poderia ser presidente. Nos Estados Unidos, onde racismo explícito é inaceitável, foi a forma que a extrema-direita encontrou de carimbar Obama como “alienígina”, um negro que não sabe seu lugar, que não pode representar um país “de cristãos protestantes e brancos”. O ataque a Obama veio acompanhado da tentativa de classificá-lo como “muçulmano”. Ou seja, foi não apenas uma tentativa dos republicanos de ganhar a eleição, mas de “deslegitimar” o eleito ao classificá-lo como alguém que não pertence à Nação.

    *****

    Uma coisa estranha aconteceu na noite passada em Natal

    por Miguel Nicolelis*, especial para o Viomundo

    Desde que cheguei ao Brasil, há duas semanas, eu vinha sentindo uma sensação muito estranha. Como se fora acometido por um ataque contínuo da famosa ilusão, conhecida popularmente como déjà vu, eu passei esses últimos 15 dias tendo a impressão de nunca ter saído de casa, lá na pacata Chapel Hill, Carolina do Norte, Estados Unidos.

    Mas como isso poderia ser verdade? Durante esse tempo todo eu claramente estava ou São Paulo ou em Natal. Todo mundo ao meu redor falava português, não inglês. Todo mundo era gentil. A comida tinha gosto, as pessoas sorriam na rua. No aeroporto, por exemplo, não precisava abrir a mala de mão, tirar computador, tirar sapato, tirar o cinto, ou entrar no scan de corpo todo para provar que eu não era um terrorista.  Ainda assim, com todas essas provas evidentes de que eu estava no Brasil e não nos EUA, até no jogo do Palmeiras, no meio da imortal “porcada”, a sensação era a mesma: eu não saí da América do Norte! Mesmo quando faltou luz na Arena de Barueri durante o jogo, porque nem a 25 km da capital paulista a Eletropaulo consegue garantir o suprimento de energia elétrica para um prélio vital do time do coração do ex-governador do estado (aparentemente ninguém vai muito com a cara dele na Eletropaulo. Nada a ver com o Palmeiras), eu consegui me sentir à vontade.

    Custou-me muito a descobrir o que se sucedia.

    Porém, ontem à noite, durante o debate dos candidatos a Presidência da República na Rede Record, uma verdadeira revelação me veio à mente. De repente, numa epifania, como poucas que tive na vida, tudo ficou muito claro. Tudo evidente. Não havia nada de errado com meus sentidos, nem com a minha mente. Havia, sim, todo um contexto que fez com que o meu cérebro de meia idade revivesse anos de experiências traumatizantes na América do Norte.

    Pois ali na minha frente, na TV, não estava o candidato José Serra, do PSDB, o “partido do salário mais defasado do Brasil”, como gostam de frisar os sofridos professores da rede pública de ensino paulistana, mas sim uma encarnação perfeita, mesmo que caricata, de um verdadeiro George Bush tropical. Para os que estão confusos, eu me explico de imediato. Orientado por um marqueteiro que, se não é americano nato, provavelmente fez um bom estágio na “máquina de moer carne de candidatos” em que se transformou a indústria de marketing político americano, o candidato Serra tem utilizado todos os truques da bíblia Republicana. Como estudante aplicado que ainda não se graduou (fato corriqueiro na sua biografia), ele está pronto para realizar uns “exames difíceis” e ser aceito para uma pós-graduação em aniquilação de caracteres em alguma universidade de Nova Iorque.

    Ao ouvir e ver o candidato, ao longo dessas duas semanas e no debate de ontem à noite, eu pude identificar facilmente todos os truques e estratégias patenteados pelo partido Republicano Americano. Pasmem vocês, nos últimos anos, essa mensagem rasa de ódio, preconceito, racismo, coberta por camadas recentes de fé e devoção cristã, tem sido prontamente empacotada e distribuída para o consumo do pobre povo daquela nação, pela mídia oficial que gravita ao seu redor.

    Para quem, como eu, vive há  22 anos nos EUA, não resta mais nenhuma dúvida. Quem quer que tenha definido a estratégia da campanha do candidato Serra decidiu importar para a disputa presidencial brasileira tanto a estratégia vergonhosa e peçonhenta da “vitória a qualquer custo”, como toda a truculência e assalto à verdade que têm caracterizado as últimas eleições nos Estados Unidos.  Apelando invariavelmente para o que há de mais sórdido na natureza humana, nessa abordagem de marketing político nem os fatos, nem os dados ou as estatísticas, muito menos a verdade ou a realidade importam. O objetivo é simplesmente paralisar o candidato adversário e causar consternação geral no eleitorado, através de um bombardeio incessante de denúncias (verdadeiras ou não, não faz diferença), meias calúnias, ou difamações, mesmo que elas sejam as mais absurdas possíveis.

    Assim, de repente, Obama não era mais americano, mas um agente queniano obcecado em transformar a nação americana numa república islâmica. Como lá, aqui Dilma Rousseff agora é chamada de búlgara, em correntes de emails clandestinos. Como os EUA de Bill Clinton, apesar de o país ter experimentado o maior boom econômico em recente memória, foi vendido ao povo americano como estando em petição de miséria pelo então candidato de primeira viagem George Bush.

    Aqui, o Brasil de Lula, que desfruta do melhor momento de toda a sua história, provavelmente desde o período em que os últimos dinossauros deixaram suas pegadas no que é hoje o município de Sousa, na Paraíba, passa a ser vendido como um país em estado de caos perpétuo, algo alarmante mesmo. Ao distorcer a verdade, os fatos, os números e, num último capítulo de manipulação extremada, a própria percepção da realidade, através do pronto e voluntário reforço  do bombardeio midiático, que simplesmente repete o trololó do candidato (para usar o seu vernáculo favorito), sem crítica, sem análise, sem um pingo de honestidade jornalística, busca-se, como nos EUA de George Bush e do partido Republicano, vender o branco como preto, a comédia como farsa.

    Não interessa que 26 milhões de brasileiros tenham saído da miséria. Nem que pela primeira vez na nossa história tenhamos a chance de remover o substantivo masculino “pobre” dos dicionários da língua portuguesa. Não faz a menor diferença que 15 milhões de novos empregos tenham sido criados nos últimos anos. Ou que, pela primeira vez desde que se tem notícia, o Brasil seja respeitado por toda a comunidade internacional. Para o candidato da oposição esse número insignificante de empregos é, na sua realidade marciana, fruto apenas de uma maior fiscalização que empurrou com a barriga do livro de multas 10 milhões de pessoas para o emprego formal desde o governo do imperador FHC.

    Nada, nem a realidade, é  capaz de impressionar os fariseus e arautos que estão sempre prontos a enxovalhar o sucesso desse país de mulatos, imigrantes e gente que trabalha e batalha incansavelmente para sobreviver ao preconceito, ao racismo, à indiferença e à arrogância daqueles que foram rejeitados pelas urnas e vencidos por um mero torneiro mecânico que virou pop star da política internacional. Nada vai conseguir remover o gosto amargo desse agora já fato histórico,  que atormenta, como a dor de um membro fantasma, o ego daqueles que nunca acreditaram ser o povo brasileiro capaz de construir uma nação digna, justa e democrática com o seu próprio esforço. Como George Bush ao Norte, o seu clone do hemisfério sul não governa para o povo, nem dele busca a sua inspiração. A sua busca pelo poder serve a outros interesses; o maior deles, justiça seja feita, não é escuso, somente irrelevante, visto tratar-se apenas do arquivo morto da sua vaidade, o maior dos defeitos humanos, já dizia dona Lygia, minha santa avó anarquista. Para esse candidato, basta-lhe poder adicionar no currículo uma linha que dirá: Presidente do Brasil (de tanto a tanto). Vaidade é assim, contenta-se com pouco, desde que esse pouco venha embalado num gigantesco espelho.

    Voltando à estratégia americana de ganhar eleições, numa segunda fase, caso o oponente sobreviva ao primeiro assalto, apela-se para outra arma infalível: a evidente falta de valores cristãos do oponente, manifestada pela sua explícita aquiescência para com o aborto; sua libertinagem sexual e falta de valores morais, invariavelmente associada à defesa do fantasma que assombra a tradição, família e propriedade da direita histérica, representado pela tão difamada quanto legítima aprovação da união civil de casais homossexuais. Nesse rolo compressor implacável, pois o que vale é a vitória, custe o que custar, pouco importa ao George Bush tupiniquim que milhares de mulheres humildes e abandonadas morram todos os anos, pelos hospitais e prontos-socorros desse Brasil afora, vítimas de infecções horrendas, causadas por abortos clandestinos.

    George Bush, tanto o original quanto o genérico dos trópicos, provavelmente conhece muitas mulheres do seu meio que, por contingências e vicissitudes da vida, foram forçadas a abortos em clínicas bem equipadas, conduzidas por profissionais altamente especializados, regiamente pagos para tal prática. Nenhum dos dois George Bushes, porém, jamais deu um plantão no pronto-socorro do Hospital das Clínicas de São Paulo e testemunhou, com os próprios olhos e lágrimas, a morte de uma adolescente, vítima de septicemia generalizada, causada por um aborto ilegal, cometido por algum carniceiro que se passou por médico e salvador.

    Alguns amigos de longa data, que também vivem no exterior, andam espantados com o grau de violência, mentiras e fraudes morais dessa campanha eleitoral brasileira. Alguns usam termos como crime lesa pátria para descrever as ações do candidato do Brasil que não deu certo, seus aliados e a grande mídia.

    Poucos se surpreenderam, porém, com o fato de que até o atentado da bolinha de papel foi transformado em evento digno de investigação no maior telejornal do hemisfério sul (ou seria da zona sul do Rio de Janeiro? Não sei bem). No caso em questão, como nos EUA, a dita grande imprensa que circunda a candidatura do George Bush tupiniquim acusa o Presidente da República de não se comportar com apropriado decoro presidencial, ao tirar um bom sarro e trazer à tona, com bom humor, a melhor metáfora futebolística que poderia descrever a farsa. Sejamos honestos, a completa fabricação, desmascarada em verso, prosa e análise de vídeo, quadro a quadro, por um brilhante professor de jornalismo digital gaúcho.

    Curiosamente, a mesma imprensa e seus arautos colunistas não tecem um único comentário sobre a gravidade do fato de ter um pretendente ao cargo máximo da República ter aceitado participar de uma clara e explicita fabricação. Ou será que esse detalhe não merece algumas mal traçadas linhas da imprensa? Caso ainda estivéssemos no meio de uma campanha tipicamente brasileira, o já internacionalmente famoso “atentado da bolinha de papel” seria motivo das mais variadas chacotas e piadas de botequim. Mas como estamos vivendo dentro de um verdadeiro clone das campanhas americanas, querem criminalizar até a bolinha de papel. Se a moda pega, só eu conheço pelo menos uns dez médicos brasileiros, extremamente famosos, antigos colegas de Colégio Bandeirantes e da Faculdade de Medicina da USP, que logo poderiam estar respondendo a processos por crimes hediondos, haja vista terem sido eles famosos terroristas do passado, que se valiam, não de uma, mas de uma verdadeira enxurrada, dessas armas de destruição em massa (de pulgas) para atingir professores menos avisados, que ousavam dar de costas para tais criminosos sem alma .

    Valha-me Nossa Senhora da Aparecida — certamente o nosso George Bush tupiniquim aprovaria esse meu apelo aos céus –, nós, brasileiros, não merecemos ser a próxima vítima do entulho ético do marketing eleitoral americano. Nós merecemos algo muito melhor.  Pode parecer paranoia de neurocientista exilado, mas nos EUA eu testemunhei como os arautos dessa forma de fazer política, representado pelo George Bush original e seus asseclas,  conseguiram vender, com grande sucesso e fanfarra, uma guerra injustificável, que causou a morte de mais de 50 mil americanos e centenas de milhares de civis iraquianos inocentes.

    Tudo começou com uma eleição roubada, decidida pela Corte Suprema. Tudo começou com uma campanha eleitoral baseada em falsas premissas e mentiras deslavadas. A seguir, o açodamento vergonhoso do medo paranóico, instilado numa população em choque, com a devida colaboração de uma mídia condescendente e vendida, foi suficiente para levar a maior potência do mundo a duas guerras imorais que culminaram, ironicamente, no maior terremoto econômico desde a quebra da bolsa de 1929.

    Hoje os mesmos Republicanos que levaram o país a essas guerras irracionais e ao fundo do poço financeiro acusam o Presidente Obama de ser o responsável direto de todos os flagelos que assolam a sociedade americana, como o desemprego maciço, a perda das pensões e aposentadorias, a queda vertiginosa do valor dos imóveis e a completa insegurança sobre o que o futuro pode trazer, que surgiram como conseqüência imediata das duas catastróficas gestões de George Bush filho.

    Enquanto no Brasil criam-se 200 mil empregos pro mês, nos EUA perdem-se 200 mil empregos a cada 30 dias. Confrontado com números como esses, muitos dos meus vizinhos em Chapel Hill adorariam receber um passaporte brasileiro ou mesmo um visto de trabalho temporário e mudar-se para esse nosso paraíso tropical. Eles sabem pelo menos isto: o mundo está mudando rapidamente e, logo, logo, no andar dessa carruagem, o verdadeiro primeiro mundo vai estar aqui, sob a luz do Cruzeiro do Sul!

    Fica, pois, aqui o alerta de um brasileiro que testemunhou os eventos da recente história política americana em loco. Hoje é a farsa do atentado da bolinha de papel. Parece inofensivo. Motivo de pilhéria. Eu, como gato escaldado, que já viu esse filme repulsivo mais de uma vez, não ficaria tão tranqüilo, nem baixaria a guarda. Quem fabrica um atentado, quem se apega ou apela para questões de foro íntimo, como a crença religiosa (ou sua inexistência), como plataforma de campanha hoje, é o mesmo que, se eleito, se sentirá livre para pregar peças maiores, omitir fatos de maior relevância e governar sem a preocupação de dar satisfações aqueles que, iludidos, cometeram o deslize histórico de cair no mais terrível de todos os contos do vigário, aquele que nega a própria realidade que nos cerca.

    Aliás, ocorre-me um último pensamento. A única forma do ex-presidente (Imperador?) Fernando Henrique Cardoso demonstrar que o seu governo não foi o maior desastre político-econômico, testemunhado por todo o continente americano, seria compará-lo, taco a taco, à catastrófica gestão de George Bush filho. Sendo assim, talvez o candidato Serra tenha raciocinado que, como a sua probabilidade de vitória era realmente baixa,  em último caso, ele poderia demonstrar a todo o Brasil quão melhor o governo FHC teria sido do que uma eventual presidência do George Bush genérico do hemisfério sul. Vão-se os anéis, sobram os dedos. Perdido por perdido, vamos salvar pelo menos um amigo. Se tal ato de solidariedade foi tramado dentro dos circuitos neurais do cérebro do candidato da oposição (truco!), só me restaria elogiá-lo por este repente de humildade e espírito cristão.

    Ciente, num raro momento de contrição, de que algumas das minhas teorias possam ter causado um leve incômodo, ou mesmo, talvez, um passageiro mal-estar ao candidato, eu ousaria esticar um pouco do meu crédito junto a esse grande novo porta-voz do cristianismo e fazer um pequeno pedido, de cunho pessoal, formulado por um torcedor palmeirense anônimo, ao candidato da oposição. O pedido, mais do que singelo, seria o seguinte:

    Candidato, será  que dá pro senhor pedir pro governador Goldman ou pro futuro governador Dr. Alckmin para eles não desligarem a luz da Arena Barueri na semana que vem? Como o senhor sabe, o nosso Verdão disputa uma vaguinha na semifinal da Copa Sulamericana e, aqui entre nós, não fica bem outro apagão ser mostrado para todo esse Brazilzão, iluminado pelo Luz para Todos, do Lula. Afinal de contas, se ocorrer outro vexame como esse, o povão vai começar a falar que se o senhor não consegue nem garantir a luz do estádio pro seu time do coração jogar, como é que pode ter a pretensão de prometer que vai ter luz para todo o resto desse país enorme? Depois, o senhor vem aqui e pergunta por que eu vou votar na Dilma? Parece abestalhado, sô!

     

    * Miguel Nicolelis é um  dos mais importantes neurocientistas do mundo. É professor da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, e criador do Instituto Internacional de Neurociência de Natal, (RN). Em 2008, foi indicado ao Prêmio Nobel de Medicina.

    Dilma presidenta!

    2 02America/Sao_Paulo novembro 02America/Sao_Paulo 2010

    Além da companhia das  duas mulheres de minha vida, ainda ajudei a eleger a primeira mulher presidenta do Brasil!

    Maria Selma, Sofia e este blogueiro feliz

    foto: Gilberto

    Mais de mil perfis no twitter e facebook são denunciados por racismo

    6 06America/Sao_Paulo novembro 06America/Sao_Paulo 2010

     novembro de 2010 às 19:34

    Safernet denuncia 1037 perfis do Twitter e do Facebook por racismo

     Enviado por claudiacardozo, sex, 11/05/2010 – 17:51 05/11/2010 do site da Safernet, dica do Stanley Burburinho

    Fonte:

    http://info.abril.com.br/noticias/internet/safernet-denuncia-mil-contas-por-racismo-05112010-40.shl Autor:

    Vinicius Aguiari, de INFO Online

     SÃO PAULO – A ONG Safernet protolocou ontem no Ministério Público paulista uma notícia-crime relacionada às manifestações de racismo cometidas no Twitter e no Facebook no domingo, após a apuração das eleições. O relatório da Safernet identifica 1 037 perfis acusados de cometer racismo contra nordestinos. Os perfis foram denunciados por outros usuários desde domingo até às 18h de ontem. Segundo o presidente da Safernet, Tiago Tavarez, cabe agora ao MP decidir se aceita a denúncia e aprofunda as investigações sobre o caso ou se o arquiva. Além da notícia-crime da Safernet, o MP também recebeu uma outra denúncia da Ordem dos Advogados do Brasil de Pernambuco. As mensagens racistas contra os nordestinos foram publicadas na web após a realização das eleições no domingo. As denúncias chegaram à ONG por meio da página www.denuncie.org.br. Apagar contas não exclui provas, diz advogado Segundo o professor de direito digital e sócio do escritório Opice Blum, Rony Vainzof, a exclusão das mensagens e das contas não excluem as provas. O que importa, nesse caso, é o ato doloso, a vontade consciente do ilícito de praticar, induzir ou incitar a discriminação”, explica ele. Os usuários que publicaram mensagens racistas sofrem com um agravante, pois cometeram o crime de racismo através de um meio de comunicação. Dessa forma, a pena pode aumentar de um a três anos para de dois para até cinco anos. “É importante que os usuários se conscientizem que a internet não é um mundo sem lei”, alerta o advogado.

    Governo Jandir Bellini é governado pela mediocridade

    11 11America/Sao_Paulo janeiro 11America/Sao_Paulo 2011

    Segundo matéria publicada no jornal Diário do Litoral (Diarinho) de hoje (11/01) as praças de Itajaí se transformaram em “Terra de Ninguém” tal o estado de abandono em que se encontram.

    É visível o quanto o governo municipal negligencia nossas praças.

    Será que isso se dá por birra, por algum sentimento menor de raiva contra o governo anterior do PT (Volnei Morastoni), que teve como uma das marcas a criação destas, a revitalização de outras, a implantação de parquinhos infantis e as academias populares para que adultos pudessem se exercitar em busca de saúde e melhor qualidade de vida?

    Ao se completar dois anos de mandato deste governo, o seu legado, até o momento, é o do desmonte de todas as ações , programas e políticas públicas implantadas no governo do PT (2005/2008).

    As promessas de campanha, desde as mais genéricas, como a manutenção dos “bons projetos” do governo Morastoni, e as que simbolizaram a campanha de Jandir, como a entrega de remédios em casa para todos os usuários do SUS que deles necessitassem e um Centro Médico de Imagem e Exames de Alta Complexidade, ficaram lá atrás na fumaça do tempo.

    Nem se fale em “Escola Aberta”, que ao final do governo petista, mantinha abertas aos sábados 15 escolas municipais com atividades culturais esportivas e educativas, envolvendo alunos, seus pais, enfim a comunidade escolar.

    Projeto esse que vinha ao encontro da necessidade de combater a ociosidade de jovens, reféns do tráfico de drogas e da criminalidade.

    Ao não darem continuidade a este projeto, Jandir Bellini e sua turma, devem ser diretamente responsabilizados pelo avanço da violência em nossa cidade.

    A marca mais visivel e risível deste governo, é simbolizada por uma figura  de personalidade controvertida, cujas aparições midiáticas o colocam na condição de arroz de festa, ou “comida de ontem”, requentada para o almoço de amanhã.

    Seu codinome faz jus a mediocridade e ao puxa-saquismo que governa o governo Jandir Bellini.

    Segue matéria do Diarinho sobre as péssimas condições das praças de Itajaí:

     

    Drogados tomam conta de praça nos Cordeiros

     

    Zé Brodinho foi conferir reclamo de leitor e confirmou: o que era pra ser uma área de lazer, virou zona livre de uso de porcarias

    Os moradores da rua Laudelina Dionísio, no bairro Cordeiros, em Itajaí, não aguentam mais conviver com malencarados consumindo drogas na praça Mário Reis.

     O leitor Marcos Vinício, que mora pertinho da praça, procurou o DIARINHO para fazer a denúncia e pedir uma cutucada nas otoridades da cidade.

    O repórter especial Zé Brodinho foi conferir o reclamo do leitor e a primeira coisa que viu, ao chegar na praça, foi um grupo dando um tapa na erva do Bob Marley.

    Assim que perceberam a presença da equipe do DIARINHO, os pés de fumo pegaram suas ziquinhas e simandaram dali.

    Bel Benites, 37, mora ali pertinho, mas diz que não leva sua filha no parquinho porque tem medo.

    “Acabo andando um monte e levo ela no outro parquinho que fica bem longe, porque aqui tem sempre gente usando drogas a qualquer hora do dia”, reclama.

    Mas os problemas da pracinha da Laudelina Dionísio vão além da rapaziada que se reúne pra fumar maconha ou a pedra do capeta.

    O campinho de futebol de areia, a quadra de basquete e o parquinho infantil que têm por lá tão completamente abandonados.

    Ao invés de jovens praticando esportes e crianças brincando, o que se viu por lá foi mato e lixo.

    O conferente Rafael Dimas, 30, é vizinho da praça e reclama do descaso da prefa“A prefeitura só tem interesse em arrumar e cuidar das praças onde têm mais movimento, como as do centro.

    Aqui ninguém faz manutenção, nem nada.

    Eles tinham que dar um jeito nisso”, lasca.

    Quando Zé Brodinho tava indo embora, um outro grupo de rapazes malencarados( apareceu e ficou peruando por lá, ao redor de uma das mesinhas da praça.

    Um dos rapazes trazia à mão um pequeno pacote plástico, parecendo ser uma trouxinha de maconha.

    Tarcízio Zanelato, secretário de Obras da prefa, nega que a praça da Laudelina Dionísio esteja abandonada.

    Mas admite a dificuldade de manter o local nos trinques.

    “Nós estamos encontrando dificuldades para cuidar de todas as praças.

     É muito difícil vigiar durante as 24 horas do dia”, justifica.

    O abobrão argumenta que é importante integrar a secretaria de Segurança, o pessoal da manutenção da prefa e da fundação Municipal de Esportes pra conservação das praças.

     “A situação dos drogados nas praças também é um problema do estado, afinal segurança pública é responsabilidade deles”, faz questão de dizer.

    “Por enquanto, contamos com a comunidade para ajudar a manter as praças limpas”, concluiu.

    As 10 horas da manhã eles já estão se aglomerando na praça para usar drogas

    Leia agora a enquete do Diarinho, com a opinião dos moradores da cidade:

    As praças de Itajaí estão sendo bem cuidadas?

     

    “Tá bem ruim aqui. A gente nem traz as crianças aqui porque tá cheio de gente usando drogas. A última vez que vi a prefeitura limpando a praça foi antes do Natal”.
    Bel Rodrigues Benites, 37, do lar.

    “Esta praça já está há anos assim. A prefeitura só tem interesse em cuidar das praças onde tem mais movimento, como as do centro. Aqui ninguém faz manutenção, nem nada. Eles tinham que dar um jeito nisso”.
    Rafael Dimas, 30, conferente.

    “A gente é aposentado e gosta de ficar nas praças conversando, mas tá difícil porque muitas estão abandonadas e cheias de drogados”.
    Inácio João de Souza, 60, aposentado.

    “Acho que não estão cuidadas da forma que deveriam, afinal Itajaí é uma cidade turística e aqui eles fazem muita propaganda enganosa”.

    Odete Silva, 55. Do lar.

    “Acho que tem que melhorar muito a situação das praças aqui em Itajaí. Aquela da beira rio só ficou bem cuidada, por causa da iniciativa da empresa que fica em frente. As crianças precisam deste espaço e como que os pais vão confiar de deixar seus filhos num lugar cheio de drogados? ”
    Diego Walter Vera, 28, administrador.

    Retrato falado do governo Jandir Bellini

    14 14America/Sao_Paulo janeiro 14America/Sao_Paulo 2011

    DO DIARINHO

    SÓ NA MAMATA

    Renca de abobrões tira férias ao mesmo tempo e deixa a prefa de Itajaí às moscas

    14/01/2011 – 06:00

    Seis secretários da prefa(PREFEITURA – Edifício em que se localizam os gabinetes e demais dependências da administração municipal. Função de prefeito. Tempo de duração da função de prefeito. Subdivisão do Império romano administrada por um prefeito.) de Itajaí aproveitaram as férias do prefeito Jandir Bellini (PP) pra também debandarem do trampo(TRABALHO – Atividade física ou intelectual que visa a algum objetivo; labor, ocupação. O produto dessa atividade; obra. Esforço, empenho. Preocupação, cuidado, aflição:) e ficarem de pernas pro ar. Os abobrões largaram as pastas na mão de diretores e bagrões substitutos e simandaram(FUGIR, SAIR – Passar de dentro para fora: sair da casa. Mover-se, andar: não saia daqui. Passar de uma época, uma condição para outra: sair do inverno, da escravidão. Livrar-se: sair de uma dificuldade.Afastar-se, desviar-se: saiu do assunto. Retirar-se, ausentar-se, escapar. Mudar de estado, começar novo período: saiu da adolescência. Deixar de fazer parte de uma corporação, abandonar uma profissão: saiu do magistério. Brotar, nascer: as fontes saem do terreno úmido. Resultar, redundar. Vir a ser, tornar-se: saiu um hábil político. Suceder, acontecer: saiu conforme o previsto. Proceder, provir: saiu de boa família. Sair a, parecer-se: saiu ao pai. Sair caro, custar muito. Sair dos eixos, proceder de maneira não condizente com o caráter e os hábitos próprios. Sair à luz, nascer. Sair da casca, abandonar a introspecção, romper o silêncio. ) de férias. Quem não gostou nadica da folga coletiva foi a prefeita em exercício Dalva Renhieus (DEM). Ela já avisou que no ano que vem o cronograma será diferente, e não quer mais saber de folga em massa.
    A assessoria de imprensa da prefa(PREFEITURA – Edifício em que se localizam os gabinetes e demais dependências da administração municipal. Função de prefeito. Tempo de duração da função de prefeito. Subdivisão do Império romano administrada por um prefeito.) confirmou que os secretários Agnaldo dos Santos, da Pesca, Tarcízio Zanelato, de Obras, Carlos Ely, da Segurança, Rogéria Gregório, da Criança e do Adolescente, Carlos Rebello, da Agricultura, e Rosalir Demboski, da Administração, tão de férias até o final do mês. De acordo com a assessoria, tão sendo substituídos por outros barnabés, que não ganharam o status de secretários interinos.
    Quem tá temporariamente responsável pela secretaria de Obras é o engenheiro e coordenador técnico Marcelo Schilickmann. Já a secretaria de Segurança tá sob a responsa(ESTA SOB OS SEUS CUIDADOS – ) do chefão da Codetran, José Alvercino Ferreira. A diretora da secretaria da Criança e do Adolescente, Márcia Graff, tá respondendo pela pasta até Rogéria voltar de férias. Na Agricultura, o diretor Heitor Thieme assumiu a bronca, e na Administração o trampo(TRABALHO – Atividade física ou intelectual que visa a algum objetivo; labor, ocupação. O produto dessa atividade; obra. Esforço, empenho. Preocupação, cuidado, aflição:) ficou com o diretor Nelson Abrão de Souza.
    Dalva admitiu que não ficou lá muito contente com a debandada e deu um puxão de orelha nos abobrões, mas de levinho. Ela prometeu que, no ano que vem, o cronograma de férias dos espertinhos será diferente. “Não fiquei cabreira, mas disse que no próximo ano deve haver um cronograma melhor das férias dos secretários”, afirmou.
    A prefeita garantiu, porém, que a turma que tá respondendo pelas secretarias é responsável, e todas as obras e ações previstas tão sendo executadas. “O importante é que existe um planejamento de obras e ações e ele tá sendo rigorosamente cumprido”, completou.
    Três são interinos
    Além dos secretários de férias, três abobrões assumiram a bucha na fundação do Meio Ambiente (Famai), na fundação Cultural e na secretaria de Turismo, cujos mandachuvas levaram o pé na bunda de Bellini logo depois do Natal.
    No lugar do ex-capo da Famai, Nilton Dauer, entrou um dos procuradores do município, Jaime Espíndola. O ex-secretário do Turismo, Wagner Lúcio de Souza, foi substituído pela diretora Valdete Campos. À frente da fundação Cultural, onde quem mandava era o Agê Pinheiro, tá o chefe de gabinete Edison D´Ávilla, que tá acumulando as duas funções.
    Antes de sair de férias, Jandir avisou que só definirá o nome dos novos secretários quando retornar, depois do dia 23 de janeiro.

    Bloco de oposição parlamentar protocola pedido de CPI das Exonerações

    8 08America/Sao_Paulo fevereiro 08America/Sao_Paulo 2011

    por e-mail

    Oposição protocola CPI
     

    A bancada de oposição na Câmara Municipal acaba de protocolar pedido para instauração de Comissão Parlamentar de Inquérito, a CPI das Exonerações.
    Dentre as várias denúncias envolvendo órgãos da administração, os vereadores elegeram como objeto do pedido as exonerações do ex-secretário de turismo, do ex-superintendente da Fundação Municipal de Cultura e do ex-superintendente da Fundação do Meio Ambiente, ocorridas no final do ano passado, por entenderem que tais atos não foram devidamente esclarecidos pelo Prefeito Municipal e carecerem de explicações mais convincentes, uma vez que diversas manifestações na imprensa sugerem fortes indícios de irregularidades nas pastas ou mesmo pressões externas para as demissões.
    Para os Vereadores, o próprio Prefeito, em matéria publicada no Diário do Litoral do dia 29/12/2010 afirma: “é um assunto delicado”, e, na sequência (08/01/2011), o superintendente exonerado, no mesmo jornal afirma: “Tenho o coco roxo, mas me fritaram os ovos!”.
    Ainda para os parlamentares, aí está o fato certo que enseja o pedido de CPI, que se aberta, deverá esclarecer uma série de boatos e denúncias que dão conta de supostas irregularidades na gestão destes órgãos, em regra, promovidas ou requeridas pela alta cúpula da administração, ou mesmo esclarecer o contrário, já que a inércia e a ausência de informações precisas vêm manchando a reputação dos ex-funcionários.
    Para o líder do Bloco de Organização Política e Estratégica (BOPE), Vereador Níkolas Reis, o pedido tem ainda um caráter político, de alertar a população para os posicionamentos do governo e de seus parlamentares com relação a alguns projetos de lei. “Votam a favor do aumento no IPTU e contra projetos como o da cadeira de roda do vereador Maurílio e o do cadastro na habitação do Vereador Paulinho”.
    Os projetos que o vereador faz referência tiveram voto contrário da bancada situacionista na sessão ordinária do último dia 03 e encontram-se como documento anexo a este release. O texto do requerimento da CPI, igualmente, acompanha o presente texto.
    O requerimento deve ir a votação ainda na sessão de hoje.

    Ministério Público pede explicações a Jandir Belline

    8 08America/Sao_Paulo fevereiro 08America/Sao_Paulo 2011

    DO DIARINHO

     

    BAFÃO

    Ministério Público investiga aluguel de creches fantasmas em Itajaí

    08/02/2011

    Contratos de locação tão na mira da promotoria da moralidade administrativa, mas bagrão garante que tá tudo certo

    O Ministério Público pediu que a prefa(PREFEITURA – Edifício em que se localizam os gabinetes e demais dependências da administração municipal. Função de prefeito. Tempo de duração da função de prefeito. Subdivisão do Império romano administrada por um prefeito.) de Itajaí apresente um relatório detalhado sobre os imóveis alugados pelo município. A promotoria da moralidade administrativa desconfia que teriam sido alugadas casinhas pro funcionamento de creches jamais instaladas na city(CIDADE – Designação das povoações de maior amplitude e importância. Conjunto dos habitantes da cidade. A parte central ou o centro comercial de uma cidade.). O procurador chefe do paço da Vila Operária, Rogério Nassif Ribas, confirmou o pedido do MP, mas garante que não há qualquer irregularidade. “Foi só um pedido. A prefeitura encaminhou cópias de todos os contratos de locação feitos. Se houvesse algo irregular, teria sido constatado antes. Não seria necessário ir tão longe”, acredita.
    Em dezembro do ano passado, o DIARINHO levantou a questão e já havia apurado que a prefa(PREFEITURA – Edifício em que se localizam os gabinetes e demais dependências da administração municipal. Função de prefeito. Tempo de duração da função de prefeito. Subdivisão do Império romano administrada por um prefeito.) gasta mais de R$ 2,7 milhões em aluguéis por ano. São R$ 225 mil ao mês, pra bancar 102 imóveis.
    Na ocasião, o vereador Luiz Carlos Pissetti (DEM) já havia cantado a bola pra questão das casas alugadas pela prefa(PREFEITURA – Edifício em que se localizam os gabinetes e demais dependências da administração municipal. Função de prefeito. Tempo de duração da função de prefeito. Subdivisão do Império romano administrada por um prefeito.) que não tiveram destinação. O presidente da casa do povo e dublê de ursinho pimpão alerta ainda pra pagamentos de aluguéis com preços pela hora da morte. “Temos muitas escolas e creches instaladas em casas alugadas. Muitas são pagas além da questão de mercado”, lascou o parlamentar, que dedura a sacanagem: “Foram feitos alguns contratos de locação, e não foi instalado nada naqueles locais”, afirma.

    Dindim(DINHEIRO – Moeda romana. Nome de várias moedas de diferentes nações antigas e modernas. Qualquer espécie de moeda, numerário, soma ou quantia. A moeda corrente.) no lixo
    O observatório Social de Itajaí constatou que a prefa(PREFEITURA – Edifício em que se localizam os gabinetes e demais dependências da administração municipal. Função de prefeito. Tempo de duração da função de prefeito. Subdivisão do Império romano administrada por um prefeito.) pagava, sim, alugueis de casinhas pra acomodar creches que nem funcionavam. O coordenador do centro, professor Jonas Tadeu Nunes, diz que foram mapeadas todas as locações do município. Entre março e novembro do ano passado, segundo ele, duas baias que foram alugadas pra abrigar creches, uma no bairro São Vicente, na rua Pedro Kleis Junior, 262, prédio onde já funcionou o serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), e outra na Fazenda, na rua Antonio Caetano, 160, tiveram alugueis pagos pela prefeitura e tavam abandonadas. “Ambas tiveram seus contratos de aluguel celebrados em março. Fizemos o alerta, e só então, em novembro, a prefeitura anunciou que começaria as reformas no da Fazenda”, revelou o fessor Jonas.
    Ainda segundo ele, o contrato de aluguel da casinha localizada no São Viça(SÃO VICENTE – Bairro São Vicente localizado na cidade de Itajaí.) foi cancelado apenas em novembro. “Mas eu e você pagamos pelos oito meses do aluguel do imóvel desocupado”, lasca Jonas, que avalia em mais de R$ 8 mil o valor pago pela prefa(PREFEITURA – Edifício em que se localizam os gabinetes e demais dependências da administração municipal. Função de prefeito. Tempo de duração da função de prefeito. Subdivisão do Império romano administrada por um prefeito.) por cada um dos dois alugueis das baias onde deveriam funcionar as creches durante esse período.
    O DIARINHO procurou o secretário de Educação, José Roberto Provesi, pra confirmar a informação, mas o dotô(DELEGADO – ) não foi localizado até o fechamento da matéria. Foram procurados ainda o chefe de gabinete do prefeito Jandir Bellini, professor Edison D’Ávilla, e o próprio prefeito, mas nenhum dos abobrões foi localizado até o fechamento desta edição.
     

    Enquanto nós pagamos o aluguel desses imóveis desocupados, onde deveriam estar funcionando creches para as crianças dos filhos dos trabalhadores e das trabalhadoras de Itajaí, vejam o que acontece de fato, segundo uma leitora do Diarinho, cujo reclamo foi publicano na na sessão VOZ DO POVO:

    VERGONHA
    Creche

    Meu filho Davi está a um ano esperando nesta fila unica….e desde que eu o matriculei está no mesmo numero ..que fila eh essa que não sai do lugar, sendo que no ano passado foram abertas varias creches! Isso eh um discaso pois alem de tudo tem mta mãe que não trabalha e coloca seus filhos, pra ficar sem fazer nd. Agora uma mãe que trabalha e precisa de vaga numa creche não consegue tudo por causa que não tem um QI lá dentro, pq eu tenho certeza que se tivesse conhecidos dentro da secretaria da euducação conseguiria uma vaga tranquilamente….sem precisa afundar o caminho. Daniela.


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